Em São Paulo, só vi cabeludinha (ou guapirijuba, Myrciaria glazioviana) em um lugar: na Faculdade de Saúde Pública da USP, que fica entre a Dr. Arnaldo e Teodoro Sampaio. O espaço é público, portanto é só entrar e observar as pequenas árvores à direita logo depois de passar a guarita. Ficam escondidas. Poucos alunos sabem que elas estão ali.
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| Achamos abandonada |
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| Plantamos |
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| E colhemos |
Bem, a fruta é conhecida também como jabuticaba amarela e apesar da pele aveludada da casca de cor amarela e da polpa pouca, lembra bastante aquela fruta. Ela pode ser usada em pratos, mas não achei ainda nenhum preparo em que o sabor da fruta ficasse perceptível ou que mostrasse alguma vantagem em relação a comer a fruta ao natural - é uma delícia, impossível de comer uma só. Hoje fiz geleia com ela, mas nem vou mostrar aqui porque não ficou grande coisa (cozinhei os frutos inteiros, peneirei e usei o caldo - deu ponto de geleia, mas sem sabor de cabeludinha e ainda um tanto amarga por causa da casca).
O jeito certo de comer é quebrar na boca e sorver a polpa dispensando a casca e a semente que, aliás, constituem a maior parte do pequeno fruto. Ou seja, resta-nos uma pequena gosminha perfumada e saborosa pra engolir. Devo dizer ainda que a fruta está liberada para qualquer tipo de dieta, afinal você gasta mais calorias para quebrar, chupar, dispensar casca e semente, que aquelas contidas na polpa minguada. Uma pena, tão gostosa que é!
Neste final de semana tive a sorte de visitar o Sítio do Belo, em Paraibuna, como parte das atividades do projeto Comer é Mais, do Sesc Belenzinho e do qual sou curadora. Ele cultiva 10 hectares de frutas, principalmente as da Mata Atlântica. Então, nos esbaldamos de cabeludinha, que é tempo delas.
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| Doublas Belo comendo a fruta |
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| No Sítio do Belo, a árvore carregada |
Já mostrei a saga das mirtáceas, incluindo a cabeludinha achada, aqui.
Obrigada aos leitores que participaram da brincadeira.




















































