quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ovos felizes e fritada de chuchu





Comprei estes ovos na feira de produtores orgânicos no Parque da Água Branca, aqui em São Paulo (todos os sábados pela manhã). Se comparados com ovos comuns, são caros (R$ 8,50 a dúzia), mas se pensarmos como são produzidos e o quanto alimentam, são baratos. Ovos azuis de galinha lilás, ovos ocres de galinha vermelha, ovos brancos de galinha desbotada. Ou tudo trocado, afinal entre galinhas caipiras tudo pode acontecer. E elas gostam de botar no ninho onde já tenha algum ovo. E também, como não são de raça definida, podem cruzar entre si, ter cardápio variado e botar ovos de cores incoerentes com a raça a que parecem pertencer. Na verdade, são as sem-raça-definida. Mas o que importa não serem iguais às milhares de galinha granja, de cores monótonas, dietas monótocas, sufocantemente infelizes? Criadas soltas no terreiro, podem ciscar e escolher entre variedades de insetos, brotinhos de ervas e larvas. Mas o que valem mesmo nestes ovos são a qualidade e o sabor. Já viram a dificuldade para encontrar ovos frescos nos supermercados? Eles vão abastecendo com os que estão pra vencer. E se você reclama, apontam: veja aí, minha senhora, está dentro do prazo de validade. Tá, mas eu quero saber quando foi embalada. É isto que deve ser levado em conta. Afinal, como aqueles ovos que ficam em temperatura ambiente têm que durar 30 longos dias? Já abriram um ovo de 30 dias de supermercado? Ele cai no prato como uma lágrima de desculpas. Estes não. São densos, viscosos, a gema lá no meio, redondinha, brilhante, cor forte. A bolsa de ar sem ar, grudada na casca. Ovos dos bons. E, claro, se são produzidos no Sítio da Felicidade, só podem ser ovos felizes.
Ovos azuis, da casa da Nina Horta, em Parati.
Fritada de chuchu com os ovos felizes


Ingredientes
1 chuchu orgânico de 300 g
¾ de colher (chá) de sal ou a gosto
1 pitada de pimenta-do-reino
3 colheres (sempre rasas) de farinha de trigo
3 ovos caipiras e felizes
3 colheres (sopa) de salsinha picada
1 pedaço de pimenta dedo-de-moça picado em dadinhos
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
3 xolheres (sopa) de azeite de oliva para fritar.

Lave bem o chuchu e rale em ralo grosso com casca, integralmente. Polvilhe com o sal, a pimenta-do-reino e a farinha. À parte, bata ligeiramente os ovos, junte o chuchu, a salsinha, a pimenta e o parmesão. Misture bem. Frite em pequenas porções numa frigideirinha antiaderente com um pouquinho de azeite. Vire naquele movimento de virar panquecas (às vezes eu erro; das 6, errei 1) ou com a ajuda de um prato. Use fogo baixo e uma tampa para abafar, para que dê tempo de o chuchu cozinhar sem queimar por fora.

Rende: 6 fritadas individuais


Com uma saladinha verde!

10 comentários:

clau disse...

Em hora de almoço eu nao deveria, nunca,estar olhando para esta sua fritada com uma cara para la de petitosa...! Ufa...!
Mas fazer o que...
Por aqui os ovos SEMPRE sao vermelhos que, para os artesoes terem um branco devem pintar.
E as gemas, nem sei bem o pq, sao muito vermelhas tb, no geral
Existem os ovos das galinhas "ruspanti", que sao aquelas que ciscam por ai, mas tb sao mais caros e sò servem pra quem nao tem galinha no quintal, tipo eu, que moro em apartamento...
Mas meus vizinhos, quase todos, tem galinheiro e horta tb.
Inveja...!
Bjs!

Anônimo disse...

eu gosto dessa feira porque tem uma variedade muito maior de verduras. em geral as feiras livres ficam sempre nas mesmas. beijos, pedrita

Ana Canuto disse...

Eu comeria esta fritada de joelhos, ai que vontade.
Quanto aos ovos caipiras, aqui eles ainda são um pouquinho mais baratos,mas também de excelente qualidade. E o casal de feirantes de quem eu compro é maravilhoso, expõem fotos das galinhas, dos ninhos, etc.
Com a sua descrição das galinhas me lembrei que quando criança adorava quando minha avó matava galinha e nos colocava pra ajudar depenar, tostar as penugens e o final mais esperado era abrirmos as moelas pra ver o que as danadas tinham comido.
Como era bom....
Um beijo.

Fer Guimaraes Rosa disse...

ovos felizes, das galinhas felizes, felicidade geral! :-)

aqui os caipiras variam de 2 a 5 pilas a duzia. eu compro os de uma fazenda de uma familia que conheco e que tem um projeto fantastico de agricultura sustentavel. tambem acho que vale cada centavo.

beijOO! ;-)

Paula Amanda disse...

Acho que essa receita deveria fazer parte do Caderno Paladar de hoje não é não?????? Adoro abrir o caderno e ver sua foto!!!! Gostei das dicas!!!!

Abraços,
Paula Amanda

Mari Rezende disse...

Eu pensei exatamente no que a Fer disse, hahahaha! Ovos felizes vindos de galinhas felizes criadas em um lugar feliz... Só podem trazer felicidade pra gente!
Beijinhos!

Anônimo disse...

Olá Neide!
Lá vim eu cuscar por aqui como é meu hábito...
Fiquei mesmo entusiasmada com as receitas de chuchu.Na minha terra,eu já lhe disse que sou madeirense,embora resida no Porto há 33 anos,chamamos a esse vegetal "pimpinela".É um nome engraçado e faz-me sorrir porque me lembra o filme "Pimpinela Escarlate"...
Os nossos hábitos madeirenses são pouco criativos em relação ao chu-chu/pimpinela.Cozêmo-lo,em água e sal ou no tradicional "cozido com todos",em sopas ou ensopados de carne ou peixe.Nada mais.
Hoje,graças a si,aprendi outras formas de o usar e fico-lhe grata por isso.
Até breve.Dri

Anônimo disse...

Oi, gostei muito do seu blog.

Parabéns!

Abraços

Anônimo disse...

Oi amiga!
É aprimeira vez que estou postando,mas adorei as suas receitas
Menhir.

Ana Karollina Araujo da Silva disse...

No começo do semestre, eu te mandei o meu material antigo de bioinorgânica, só para te ajudar, alguns meses depois, você resolveu comprar a dor dos outros e resolveu praticar linchamento virtual no grupo de duvidas do CAFAR, você não esperou nem o semestre acabar para se voltar contra mim. Me desculpa por ter te mandado o meu material antigo só para te ajudar, eu já deveria saber que você não presta.

Eu vou te contar na treta que você se meteu, a 3 anos atrás a Gabriela Santana Andrade viu que iria ficar reprovada em analítica 1. Teve uma semana que eu peguei um resfriado muito forte, eu cheguei a ficar com febre, então como a Gabriela não podia descontar a raiva dela na professora de analítica 1, a Gabriela resolveu descontar a raiva dela em mim, que estava doente. A Gabriela mandou a amiga dela do curso de pedagogia chamada Ana Beatriz Procession Guimarães entrar no grupo de analítica 1 se passando por uma tal de Simone. Naquele dia a Gabriela e a “Simone” ficaram me humilhando por causa de iniciação científica no grupo de analítica 1. A Gabriela ficou compartilhando com os amigos da atlética de farmácia, um áudio de eu tossindo e gritando que eu estava doente Gabriela. Foi nesse tipo de treta que você se meteu. Você é igualzinha a Ana Beatriz Procession Guimarães, você fica se metendo em problemas, que não são seus.

Eu sei tudo sobre você, eu achei o perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/karollina_04/

 

https://br.linkedin.com/in/ana-karollina-1a0233349

 

Mas também você é amiga do Guilherme de Sousa Barbosa. Ano passado, o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. O Guilherme nunca falou comigo na faculdade, a única vez que ele veio falar comigo é para ameaçar me bater. Depois que o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. A Camilly Enes Trindade, a Ana Clara Gomes de Oliveira, a Ana Carolina Vieira Metello, a Bruna Coelho de Almeida, a Giulia Amarante de Almeida Mussi da Silva, a Leticia de Sousa Albuquerque, o Nathan Genovez Dias de Fonseca e o Vinicius Gomes Gadini foram fazer queixinha sobre mim na coordenação da farmácia.

Por causa dessa queixinha, algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa, que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo e que já concluiu o curso de farmácia. Se esse FDP achou que iria me calar, ele pode ter certeza que ele não conseguiu, eu nunca vou me calar em frente às injustiças. Se esse FDP morasse aqui na minha rua, os traficantes já mandariam esse FDP subir até a boca de fumo. Os traficantes não gostam nada de gente, que faz as coisas para sacanear os outros. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa.