sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Receitas com moringa, da Shakuntala Naidu

Com disse no post anterior, o drumstick é uma árvore que está dando o que falar. Vi sobre ela no Globo Rural há cerca de um ano. Se não me engano falava de trabalhos com ela na Unicamp. Guardei o nome Moringa oleífera porque não tem nada de moringa no formato dos frutos, que são vagens comestíveis. Aliás, a planta toda é comestível. Flores, sementes torradas, vagens verdes e folhas com um suave de amêndoas torradas, manteiga tostada, óleo de coco. Mas já vou avisando, tudo isto é bem suave. Pode ser que você não sinta nada disto. Minha primeira percepção foi esta. Só sei que não tem aquele cheiro de clorofila comum das folhas de árvores ornamentais. Acho fantástico árvores com folhas comestíveis pois é suprimento garantido de pró-vitamina A, minerais, antioxidantes e outras coisinhas boas para a saúde. Além de perfumar, enfeitar, variar. O mais legal é que as sementes trituradas têm a capacidade de limpar e purificar, eliminando bactérias, águas sujas e barrentas. A prova disto eu vi na reportagem.
A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, tem estudado a planta e sua potencialidades para a região. Vale a pena ler o texto da bióloga e pesquisadora da entidade, Maria Salete Rangel, sobre a drumstick (o nome por causa das vagens compridas que lembram aspargos) ou moringa (precisamos de um outro nome em português para esta planta - acho que moringa vai confundir). Ela diz num dos trechos: "Na Índia e na África, a Moringa é encontrada crescendo em áreas próximas à cozinha e em quintais, onde as folhas são colhidas diariamente para uso em sopas, molhos e saladas. Possuem um alto conteúdo de proteína (27%) e são ricas em vitamina A e C, cálcio, ferro e fósforo. Nas regiões secas, o cultivo da Moringa é vantajoso uma vez que suas folhas podem ser colhidas quando nenhum outro vegetal fresco está disponível. As flores, só devem ser consumidas cozidas, fritas na manteiga ou misturadas a outros alimentos. Os frutos verdes são também muito nutritivos, contendo todos os aminoácidos e são preparados de forma similar às ervilhas verdes, possuindo um sabor próximo ao dos aspargos.A análise bromatológica das sementes de Moringa, realizada no Laboratório de Nutrição Animal da Embrapa Tabuleiros Costeiros, mostrou teores de 26% de óleo, 27% de proteína e 44% de digestibilidade. Para o resíduo das sementes após a extração do óleo, o teor de proteína subiu para 34% e a digestibilidade para 56%. Estes resultados são bem promissores quando se visa o uso do resíduo das sementes na nutrição animal." No texto não aparece, mas estes valores referem-se ao peso das folhas secas.
Leia o texto completo com fotos das vagens AQUI (esqueci de fotografá-las, idiota).
E, por fim as receitas de Shakuntala Naidu (shakintala@ig.com.br)
Dhal com vagem de moringa
Ingredientes
1 xícara de ervilha rosa (ou verde comum ou feijão andu sem pele)
1 litro de água
2 tomates picados
3 vagens de moringa limpas e picadas em pedaços grandes (cerca de 3 cm)
Sal a gosto 1 colher (sopa) de óleo
1/2 colher (chá) de sementes de mostarda
1 cebola picada
1 galho de folhas de curry (caripata ou Kari-pata) - veja postagem anterior
1 pimenta dedo-de-moça picada
1 pitada de cúrcuma em pó (açafrão-da-terra)
1/2 colher (chá) de pasta de gengibre e alho (meio a meio socado no pilão)
Folhas de coentro a gosto
Modo de preparar: lave bem as ervilhas, escorra e coloque numa panela junto com a água. Leve ao fogo e deixe cozinhar até ficar desmanchando. Se precisar, junte mais água quente para ficar com consistência de um mingau. Junte os tomates picados, os drumsticks e sal a gosto. Cozinhe até os legumes ficarem macios (cerca de 10 minutos). À parte, numa frigideira, aqueça o óleo com a mostarda e deixe até começar a pipocar. Junte a cebola, as folhas de curry, a pimenta, a cúrcuma e deixe refogar um pouco. Despeje este refogado na panela com as ervilhas e cozinhe por mais 5 minutos para pegar gosto. Prove o sal e corrija, se necessário. Sirva com arroz.
Rende: 8 porções
Batatas com vagem de moringa
Ingredientes
Meio quilo de batata-bolinha com casca
1 xícara de água
1 colher (chá) de sal ou a gosto
1 colher (sopa) de óleo
1 cebola picada
1/2 colher (chá) de massala
1/2 colher (chá) de pasta de gengibre mais alho (meio a meio socados num pilão)
1 pitada de cúrcuma
2 tomates picados
1 pimenta dedo-de-moça
4 vagens de drumstick
1/2 colher (chá) de garan massala
Coentro picado a gosto
Modo de preparar: lave bem as batatas e coloque-as inteiras para cozinhar na panela de pressão com a água e o sal por 5 minutos (após a válvula chiar). Espere acabar a pressão e abra a panela. Numa frigideira, aqueça o óleo e refogue a cebola, a massala, a pasta de gengibre e a cúrcuma. Refogue, mexa bem e junte as batatas. No liquidificador bata os tomates com a pimenta e junte à mistura, com o drumstick. Cozinha até engrossar e as vagens ficarem macias. Adicione garam massala, confira o sal e corrija, se necessário. Desligue o fogo e junte as folhas de coentro. Sirva com chapati ou com arroz.
Rende: 6 a 8 porções
(mais duas receitas ou mais com drumstick, amanhã)

9 comentários:

Anônimo disse...

Nossa tudo o que eu queria agora era um espaço de terra e uma mudinhas de drumstick e tambem do neem. Comida indiana como fazem os indianos!
O seu blog é o mais deliciosamente "surpreso-instrutivo" da blogosfera.
Bjs pra vc.

Jane Jane disse...

Oi Neide! Qual é o ponto de colheira das vagens? Colhi algumas, mas ficaram tão amargas, impossiveis de comer.. Acho que errei o ponto, devem ser as sementes. quando é a melhor hora para colhe-las?

Abraços..

Amo seu blog, leio quase diariamente! Beijos

Neide Rigo disse...

Jane, as que Shakuntala colheu eram jovens e tenras. Não eram amargas, não.
Um abraço, N

Alessandro disse...

Em 1997 a gente "abusava" da Moringa que existia no setor de Horticultura da faculdade... culpa da professora de olericultura que nos serviu feijão enriquecido com folhas de moringa, arroz com vinagreira e torta de caruru. Deu fome!

Alessandro disse...

Fora que o pó da semente serve como coagulante para clarear água barrenta. Costumam se referir à esta planta como milagre da Natureza!

Anônimo disse...

Neide,boa tarde.Você poderia me enviar sementes de cruá e moringa se tiver.
Obrigada Valéria Calá

Anônimo disse...

Estou com um a boa plantacao dela aqui. Ontem colhemos folhas, flores e frutos e hoje estou fazendo a receita com masala. Pura delicia! As vagens nao estavam tao jovenzinhas mas ainda bem doces e tenras. Adorei as receitas do blog, obrigado!

Marisa de Goes - acessórios com arte disse...

Bom dia!!! Minha amiga foi cozinhar as favas e ficaram muito duras... impossivel de comer! em que fase voce as colhe? tem que ser bem novinhas?

Rejaine Santana Andrade disse...

Prezada mãe da Gabriela Santana Andrade, eu gostaria de dizer que a sua filha só passou em orgânica 1 porque eu dei cola para ela, depois que ela passou, ela se voltou contra mim e falou que passou sozinha. A Gabriela apenas me usou para passar em orgânica 1 depois que ela passou em orgânica 1, eu não tinha mais utilidade para ela. Então ela me jogou fora.

A 3 anos atrás, a Gabriela mandou a amiga dela chamada Ana Beatriz Procession Guimarães do curso de pedagogia entrar no grupo do Whatsapp de analítica 1 se passando por uma tal de Simone. Naquele dia a Gabriela e a “Simone” ficaram me acusando sem provas de ficar perseguindo as mulheres até o banheiro, de ficar cadastrando o número dos outros em site de imobiliária e de ficar atrapalhando os experimentos das mulheres da faculdade em química analítica 1. A Gabriela até falou que o pai dela era policial e que iria aparecer na minha casa para me levar para a cadeia.

Se essas mulheres realmente existissem, o correto seria essas mulheres procurar os seguranças do CCMN, a professora, a coordenação da farmácia ou a polícia. A Gabriela Santana Andrade não tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos.

O cyberbullying funcionou, eu fiquei com medo dos amigos do curso de pedagogia da Gabriela se juntarem para me meter a porrada na faculdade, já que por causa das mentiras que a Gabriela inventou sobre mim, todo mundo estava acreditando que eu era o assediador de mulheres da faculdade. Se os amigos do curso de pedagogia da Gabriela Santana Andrade viessem me bater, eu nem iria saber quem iria me bater, já que eu não conheço pessoas de outros cursos diferentes do curso de farmácia. Eu até pensei em desistir da faculdade, por causa do cyberbullying e do medo que eu senti de apanhar na faculdade, mas eu não desisti. Afinal eu sou a vítima nessa história, se alguém tem que sair da faculdade é a Gabriela e não eu. Eu não pratiquei cyberbullying contra ninguém. Eu sempre tratei todo mundo com respeito.

Assim que eu descobri que a o curso de pedagogia ficava na praia vermelha, eu notei que a Ana Beatriz não iria sair da zona sul para ir à zona norte só para me bater. A Ana Beatriz é uma desocupada, que não tinha nada para fazer e foi arrumar confusão no curso dos outros, se ela tivesse um trabalhinho, ela não ficaria arrumando confusão no curso dos outros. Ficar praticando cyberbullying é coisa de gente que não tem uma ocupação na vida.

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/rejainepaulistinha/

 

https://br.linkedin.com/in/rejaine-santana-andrade-4a6111159

 

O pior é que nem adianta denunciar a atitude da Gabriela para a coordenação da farmácia, a coordenação da farmácia da UFRJ quer que todo mundo se forme como farmacêutico, nem que para isso a pessoa tenha que praticar cyberbullying contra os outros, igual a Gabriela fez comigo.

A Gabriela Santana Andrade é uma pessoa horrível.