terça-feira, 22 de maio de 2007

Bolinho de milho - sem glúten, sem ovo, sem leite, sem manteiga. O milho como ele é.


Acho meio cafoninha ficar só falando em lembranças de infância. Mas, vá lá, jaracatiá, bolinho de milho.. Não tenho como me livrar destes sabores. Este bolinho comi em Janiópolis, Paraná, na casa da mãe da minha tia Tita. Registrei o momento como uma fotografia de sensações. O chão era de tábua lavada com cinzas; lá fora um vento de verão e o prato com os bolinhos passou de mão em mão no grande sofá de napa brilhante que abrigava um monte de pirralhos. Era bolinho de merenda, com o café dulcíssimo. Aquilo ficou marcado, principalmente porque não devo ter comido mais que um bolinho e sei que comeria toda a produção, se pudesse (sempre fui gulosa). Há alguns anos lembrei de pedir a receita para minha tia e fiquei inconformada. Só milho e sal. Rala, tempera, frita e nada mais. De lá pra cá venho aperfeiçoando a receita e já errei muito o ponto. Agora tempero com salsa, cebola, sal e pimenta-do-reino e sirvo no almoço, como fiz ontem num almoço vegetariano (só para variar), com pimenta-biquinho. Além de dall de lentilha, arroz com ervilhas frescas e couve refogada. Mas fica muito bom também em forma de panquequinhas cobertas com fígado de galinha. Para fazer os bolinhos da foto, moldo a massa com duas colheres de sobremesa, como queneles, e frito em óleo de primeiro uso. Fica com sabor de pamonha frita, mas textura dos mais fofos bolinhos.

Só algumas dicas: o milho tem que estar maduro, nem muito aguado, nem muito duro. Os grãos precisam estar flexíveis, não pode sair água. O segredo é a proporção de amido, de germe e de película. Tudo isso é conseguido única e exclusivamente quando se rala a espiga. Já tentei modernidades como processador e liquidificador, mas não dá certo. Talvez porque quando cortamos os grãos, incluímos películas mais duras que no ralo ficariam retidas e ainda diminuímos a proporção de amido necessário para dar a estrutura. Nem preciso dizer que com milho em lata não dá certo, porque o amido já foi gelatinizado com a pasteurização e isto só acontece uma vez.


Aqui vai um ligeiro passo-a-passo

6 comentários:

Flávia disse...

Oi,
obrigada... Como meus filhos sào celíacos e nãopodem com o "desncessário" gluten estou procurando receitas antigas... também lembro desta na infancia. Mas, o que eu agradeço é pela dica da madureza do milho.
Flavia

Elaine disse...

São os melhores! Comi esses bolinhos durante toda a minha infância e adolescência.

Na época morava numa cidadezinha de menos de 5000 mil habitantes e na época da colheita do milho era muito comum amigos da zona rural convidarem a gente pra fazer pamonha.

Detalhe: até que as pamonhas ficassem prontas, todo tipo de gostosura de milho ia saindo do forno e fogão. Uma delas era esse bolinho. Às vezes só com milho e sal como o da sua tia e outras desse jeito que você faz.

Aliás, é dessa forma que eu faço também hoje em dia. Às vezes com alguma variação. Já fiz com cubinhos de queijo no meio da massa e ficam uma tentação... Que delícia!

Abraço!

Neide Rigo disse...

Oi, Elaine!
Pois é, quem já comeu não esquece. Gostei da ideia do pedacinho de queijo. Um abraço,N

José Roberto disse...

Apesar de 'homem da casa', a cozinha é minha. Minha especialidade são as comidas que minha avó, Cutucha, e minha mãe, Dona Carmem, ambas falecidas, faziam. Interior do paraná! Claro, que, milho verde, carde de porco e galinha caipira, estão sempre à mesa. Mas o 'bolinho de milho'... Fantástico! Salgado. Bolo de milho e pamonha também estão sempre presentes, na maioria das vezes 'de sal', mas não esqueço dos que gostam das 'de doce' também. Abraços, cara Neide!

Karina Oliveira disse...

Que delícia, Neide! Acabei de fazer aqui em casa: todos gostaram. Viva o milho e suas múltiplas formas de nos alimentar...

JULIA TAVARES DE AZEVEDO disse...

Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath, me fez acreditar que dava para passar na faculdade sem estudar, quando chegou em orgânica 1, você decidiu que não iria me dar cola e não me avisou nada. Esse foi o motivo de eu ter ficado reprovado em orgânica 1 pela primeira vez. Eu ainda me lembro, quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no laboratório de imunofarmacologia e inflamação. Foi então que eu notei que você apenas fingiu que era uma pessoa boa no primeiro semestre, no segundo semestre em diante, você mostrou quem você é de verdade, você não passa de uma egoísta que só pensa em si mesmo.

“Eu estou com a minha graduação toda atrasada por sua culpa”.

Você ainda abriu a empresa Dye my Bag com o dinheiro da sua bolsa de IC, você ainda está fazendo estágio na Farmoquímica, será que o pessoal na Farmoquímica sabe quem você é de verdade?

Você ainda é professora particular, será que você ensina os seus alunos a colarem na prova também?

Você ainda vai se casar com um homem. Será que o seu noivo sabe quem você é de verdade?

Eu já mandei um e-mail para o projeto de extensão chamado Princípios Ativos - uma Abordagem de Ensino Pesquisa e Extensão, te denunciando contando tudo o que você fez comigo e pedindo que você fosse expulsa. Uma pessoa que passa na prova colando não merece fazer parte de um projeto de extensão cheio de pessoas que passam na prova estudando. Infelizmente o meu e-mail foi ignorado e você continua como membro do projeto de extensão, segundo o seu próprio perfil no Instagram:

https://www.instagram.com/p/DaHQQNcsFGD/



Ano passado, o seu amigo Guilherme de Sousa Barbosa ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Depois que ele fez isso, você junto com os outros alunos da Fernanda foram fazer queixinha sobre minha na coordenação da farmácia. Por causa dessa queixinha. Algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece e que já concluiu o curso de farmácia. Até agora eu não estou acreditando no que aconteceu comigo. Se esse FDP achou que iria me calar, pode ter certeza que ele não conseguiu. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia e tenho as minhas informações pessoais vazadas. Medo é para quem tem algo a perder, você já tirou tudo de mim, no momento que você me abandonou em orgânica 1. Parabéns você destruiu a minha vida.

Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa cumprir a ameaça e me matar logo, manda ele aparecer aqui na boca de fumo que tem em cima da minha casa pegar um fuzil com o traficante. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa.