terça-feira, 29 de maio de 2007

Estoura, pipoca, Maria Sororoca!


Como protesto à liberação do milho transgênico Liberty Link, pela CTNBio, em 16 de maio, faço aqui minha defesa aos milho nativos e à biodiversidade que, se tudo correr como o previsto, só tem a perder com a decisão tomada sem uma política clara de biossegurança. Quem ganha são apenas as grandes empresas de agronegócio, todo mundo sabe. Cadê nossas variedades de milho roxo, cinza, vermelho, pink? Foram massacradas por sementes melhoradas e importadas, impostas aos produtores brasileiros de cabo a rabo, acabando com a diversidade. Alguns pequenos e insistentes produtores ainda guardam sementes de milhos nativos, mas até quando? Agora, com os transgênicos e contaminação em larga escala, como já acontece com a soja, será muito pior.

Basta pensar no milho de pipoca. Quem de nós conhece outras variedades além do amarelo dominante? Aliás, muita gente considera tarefa das mais complicadas fazer pipoca de panela, como se a de microondas, supergordurosa e com aromas artificiais e enjoativos, fosse a única opção possível. Além de pouco saudável e caríssima se compararmos com o milho a granel, não é nada ecológica, se é que andam pensando nisto – um desperdício aquela embalagem.

Bem, no domingo degustamos estas três variedades de pipoca que havia em casa. A branca é plantada pelo meu pai, em Fartura; a amarela é a de supermercado e a roxa, comprei no bairro da Liberdade, sem marca. Há algum tempo meu pai plantava outro tipo, com milhos espinhentos. Acho que já desapareceu. A roxinha é delicada, rende menos, a textura é menos aerada, mas bastante crocante. As outras duas não variam muito, a não ser no tamanho - a amarela, maior.
A receita: aqui em casa temos daquela panela de pipoqueiro, de alumínio grosso e haste para mexer. Mas, para quem nunca aprendeu ou desaprendeu a fazer pipoca do modo tradicional, saiba que qualquer panela com tampa serve. Basta colocar o milho e um pouco de óleo (algo como 1 colher de sopa para cada meia xícara de grãos) e levar ao fogo. Tampe a panela e vá chacoalhando, segurando a tampa se for preciso, até parar de pipocar. Se tiver crianças por perto, é obrigatório cantar o mantra "estoura, pipoca, maria sororoca". A Ananda adorava quando era pequena. Tire do fogo, espere um pouco, abra a panela e polvilhe sal. Para fazer no forno de microondas, coloque numa tigela os grãos, tampe com prato e vá adicionando minuto a minuto até parar de estourar. Pode ser assim, light. Ou então, tempere com um pouco de manteiga, se quiser. Um saquinho de papel craft também pode ser usado. Neste caso, coloque milho e manteiga juntos, chacoalhe bem e feche, dobrando a boca do saco para não vazar.

5 comentários:

Silmara disse...

Uma pena mesmo os trangênicos invadirem dessa forma o mercado e, pior, o consumidpr nem se dar conta q o pequeno produtor e as variedades nativas estarem ameaçados p sempre. Queria poder ter mais opçoes nos mercados...

Georges disse...

Comprei milho roxo de pipoca e não consegui fazer direito. Ficaram muitas sem estourar. Usei óleo de girasol. Será que tinha que usar outro óleo, ou menos pipoca? Fiz como faço com a amarela e sempre funciona.
Alguma dica?
Um abraço,
Georges

Anônimo disse...

Hilária disse... Ki nada Georges , é que vc não não falou: "rebenta pipoca maria sororoca" "rebenta pipoca maria sororoca" ha ha ha

JCD2501 disse...

Boa tarde, gostaria de saber se alguém poderia me dizer aonde consigo encontrar milho de pipoca roxo, já procurei em diversos locais e até agora não obtive sucesso na compra do mesmo, obrigado e fico no aguardo de um retorno.

Neide Rigo disse...

JCD, talvez possa encontrar nas lojinhas de produtos chineses, no bairro da Liberdade, ou na feira de Cunha.
Um abraço,n