sexta-feira, 18 de maio de 2007

Quatro maçãzinhas murchas


Consegui salvá-las já a caminho do lixo. Ananda resolveu que já não estavam mais tenras e não hesitou em desocupar o lugar delas na geladeira para as compras novas de quitanda. Crocantes realmente não estavam mais, porém ainda se mantinham íntegras, polpa imaculada e fizeram um bom bolo para o lanche da tarde. Aprendi um pouco mais sobre não-desperdício no livro que a brilhante escritora americana MFK Fisher escreveu em 1942, em plena época de escassez: Como Cozinhar um lobo, Companhia das Letras, vale a pena. Preciso reler.

Aqui vai a receita do bolo de maçãs. Fiz a olho, mas fui medindo e pesando tudo para registrar aqui. Se desse errado, era só desprezar, mas como deu certo, sorte que tinha anotado tudo.

Descasquei as 4 maçãzinhas murchas da turma da Mônica, tirei o miolo e a casca e ralei grossamente (renderam 250g). Coloquei numa tigela junto com 1 xícara (uso sempre as padronizadas de 240 ml) de açúcar mascavo, ½ colher (sopa) de canela em pó, 1 pitada de sal, 2 ovos, 1/3 de xícara de uvas passas pretas sem sementes e 1/3 de xícara de kefir (era o que eu tinha, mas pode ser iogurte natural). Mexi bem e juntei 2 xícaras de farinha de trigo e 50 g de manteiga. Misturei com uma colher de pau e, por fim, diluí 1 colher (sopa) de fermento químico em 1/3 de xícara de kefir (ou iogurte ou leite – se o fermento não espumar, pode jogar fora, que está vencido) e juntei à massa. Mexi com delicadeza até o fermento se espalhar pela massa uniformemente. Coloquei numa forma de bolo inglês untada e enfarinhada. Não precisa, mas eu espalhei por cima da massa umas nozes esmigalhadas grosseiramente na mão. Fica bastante bom. Assei em forno médio (para conseguir isso, ligo no máximo) por cerca de 1 hora.
Obs: não confie no seu forno, fique sempre de olho, a não ser que tenha um daqueles fogões poderosos importados, com termostato, informações confiáveis, etc, que não é o caso do meu Eletrolux ordinário, com dois fornos que não valem meio).

9 comentários:

Ivana Arruda Leite disse...

Neide, querida, parabéns! Seu blog vai ser um sucesso. Bem-vinda ao clube. Estarei diariamente na primeira fila saboreando seus posts. Um beijo grande.

Neide Rigo disse...

Pôxa, Ivana, que honra!
Obrigada, beijos, N

Ananda disse...

po mãe, sacanagem ficar falando mal de mim desse jeito!!
vc decide o q vc quer, se que as compras caibam na geladeira ou que eu tenha compaixão pelas maçãs murchas... é a lei dos mais fortes... só os adaptados sobrevivem, já diria darwin..
beijos hahaha

ecorreta disse...

Que delícia Neide. Mas será que posso colocar também aveia? Ah, não preciso esperar a maça ficar velha né? Posso colocar banana?
Ananda, achei lindo vc limpar a geladeira.

Silmara disse...

Hj tá um frio danado aqui em BH. Como tinha dito que ia fazer a torta das maçãs e ainda não fiz, hj é o dia ideal, p aquecer a casa! Como as minhas não estão murchas vou chamar de torta de maçãs da Ananda, que é pra ela não se sentir tão culpada! Afinal foi ela q descobriu as murchinhas na sua geladeira! bj Sil

Neide Rigo disse...

Oi, Suzana (ecorreta) e Silmara. As maçãs não precisam estar murchas, não. Mas se não der certo, não venham me culpar, afinal meu teste foi com maçãs murchas, ok? E é claro que podem colocar aveia (diminuam a farinha) e nozes de todos os tipos. Mas fazer em forma baixa pode ser uma precaução para o caso de não crescer - é só dizer que é torta. bjs, n

Silmara disse...

Neide, fiz numa forma de buraco no meio..chamei de torta mesmo pq ficou bem massuda! Ficou mto boa c maçãs vivinhas. Tb coloquei uma caldinha de açúcar demerara c cravos na hora de servir...Adorei. bj Sil

Judith Meire disse...

Neide.
Parabéns. Gosto muito das coisas diferentes que vc mostra no blog.
Bjs.
Meire (Fartura-SP)

Ana Elisa disse...

Oi, Neide.
Estava lendo uns posts antigos seus e vi sua insatisfação com o fogão. Eu até que gosto do meu (Eletrolux de 2 fornos tbm), mas só fiz as pazes mesmo com ele no dia em que comprei um termômetro de forno, daqueles bem porqueira. Descobri que ambos eram 20°C mais frios do que o que os números do seletor marcavam. Desde então, nunca mais tive problemas: basta lembrar que quando estou acertando-o a 205°C, na verdade ele fica a 180°C.
Abraços!