segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pão ou estetoscópio. Pão de inhame com fermento natural

Aqui, no Crusp. Ananda na barriga, eu barriguda e o pão integral recém saído do forno, que assava para a semana, na minúscula cozinha
Ananda só apontava o que queria. E eu tinha menos da idade dela hoje
Não queria saber sobre a natureza das bananas e maçãs sempre à mão. Queria mesmo era estar com as mãos explorando o estetoscópio

Bem que eu tentei incentivar e ela até que não se sai mal no pão, mas pelas mãos nota-se algum desconforto
Já ele, bem que tentou não influenciar na escolha da profissão da filha, mas ela seguiu o exemplo e preferiu mesmo o estetoscópio. Olhos marejados na colação de grau

Preocupada, hoje, com seu primeiro dia de médica das Forças Aéreas Brasileiras. Será que meu coque militar está certo? Esta camiseta branca está muito apertada? Eu vou ser uma boa médica? Sabe-se lá o que pensava...
Você deve estar se perguntando: que raios eu tenho a ver com este nhenhenhem familiar? Nenhum, de fato. E a receita de pão está lá em baixo. Mas hoje quis dedicar estas linhas à minha Ananda, deixar este registro, ainda que efêmero, e dividir com leitores que aprendi a ter ao meu lado como companheiros de viagem. E especialmente com aqueles que já viraram amigos da família.
Hoje, depois que ela foi embora para o seu primeiro dia de emprego no hospital da Aeronáutica (vai passar um ano trabalhando lá, aqui mesmo em São Paulo), fiquei com vontade de falar dela. Parece que é neste momento, de verdade, que se inicia um novo ciclo para todos nós. Até então ela era uma menina que só estudava, que tinha mesada e mais tempo para ficar em casa.
Agora passa a ser independente financeiramente e aos poucos vai deixando o ninho. Eu juro que não vou ficar lamentando o ninho vazio. Não mesmo. Fiz o que tinha que ser feito no tempo certo. Agora o que dá é uma saudadezinha lá no fundo, mas fico feliz em saber que Marcos e eu conseguimos cumprir a missão de pais, de ter feito daquela pobre criança, que veio a mundo faminta, banguela, careca, analfabeta e sem pudores (ninguém pode negar que uma criança é tudo isto, vá!), uma pessoa rica de saúde, responsável, feliz, ética e que já pode caminhar com suas próprias pernas.
Já falei um pouco da primeira infância dela, aqui. Quando engravidei, intensifiquei o feitio de pão, que passei a fazer toda semana, principalmente porque queria comer melhor e dar o melhor que podia àquele bebê. Se hoje é estranho se fazer pão em casa, naqueles anos era mais ainda. Ainda mais porque não estávamos num bairro de famílias e sim numa residência estudantil. Mas era divertido e o cheiro do pão se espalhava pelos corredores do Crusp.
Ela me via fazendo, arriscava alguma ajuda, mas nunca se deslumbrou com isso. Gostava, sim, era de ver o pão saindo quentinho do forno, para comer com manteiga. Nem precisava chamar, era avisada pelo cheiro inigualável de pão assado. Aliás, que nariz! Pra isto, ela é boa. - Tem grãos de coentro aí, detecta logo. Hum... , tem cardamomo, percebe no primeiro gole. Mãe, você está cozinhando pequi?, às vezes gritava do quarto no andar de cima.
Quando era criança dizia que romã tinha gosto de dedo e que preferia "comida normal" - arroz branco e recém cozido, feijão grosso fresquinho, uma carne bife ou de panela, um legume refogado temperado com salsinha e salada de folhas amenas, nem ardidas nem amargas. Ou, simplesmente, a comida da minha mãe. Isto apenas me divertia. Às vezes tinha comida normal aqui em casa e ela duvidava - mãe, fale a verdade, isto não é bife, é o que? Com o tempo, aprendeu a comer de tudo, se orgulhava de saber nome de comidas e ingredientes diferentes e ainda conserva o bom faro.
O Marcos tentou sempre não influenciar sua escolha de profissão, para que descobrisse além de nós seus próprios desejos, seus talentos, seus sonhos. Mas não teve jeito, a inflluência era de DNA, subliminar, de exemplo, de estímulos, sei lá. O fato é que ela gostava mesmo era de brincar com estetoscópio e ficar decorando os nomes dos músculos e ossos que via no atlas de anatomia, como quem brinca de videogame que, aliás, nunca teve.
De qualquer forma, também não posso esquecer que sua primeira palavra espontânea aos quatro anos, sem ninguém ensinar, foi ABCAXI, com o desenho da fruta ao lado, feito na creche da USP e que guardo até hoje. Acho que cozinhar ainda virá a ela como um hobby quando tiver mais tempo.
E, pronto, falei da Ananda, sem falar tanto assim. Afinal, o único defeito dela, além do mal humor matinal, é que é chorona para emoções, como a parentada Mazzagardi do lado do pai. De resto, é tudo de bom que pais poderiam sonhar para seus filhos e aí, sim, ficaria falando o blog todo.
Mas vamos ao pão. Resolvi fazer aquela mesma receita de pão de taro. Porém queria testar o fermento natural no lugar do fermento biológico comprado. Deu muito certo. A massa ficou mais rústica que o outro, talvez resultado da acidez do fermento que havia sido reformado havia mais de três dias, mas talvez tenha sido também por causa do purê de inhame que ainda não havia esfriado totalmente - quente, agrega muito mais farinha. Aconselho a esperar que o purê esteja bem frio. Assim, talvez use menos farinha. De qualquer forma, dou a receita tal como fiz e ainda assim posso dizer que ficou bem bom.

Pão de taro ou inhame
300 g de levain ou fermento natural (veja aqui)
150 ml de água fria
500 g de purê de taro (inhame) - o meu estava morno, mas prefira frio
1 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de mel
850 g aproximadamente de farinha de trigo especial (pode precisar de mais ou menos dependendo da umidade do inhame e da temperatura do inhame)
100 g de manteiga sem sal em ponto de pomada
Farinha de trigo para polvilhar
Numa tigela, misture bem o fermento com a água e o purê com um batedor de arame para ficar mais fácil. Adicione o sal, o mel e a farinha aos poucos, mexendo com uma colher de pau. Quando a massa ficar dura para manusear, passe para uma superfície enfarinhada e sove bem com as mãos enfarinhadas, até resultar numa massa firme. Junte a manteiga em pedacinhos, aos poucos, sovando para incorporar bem. Junte mais farinha se precisar. A massa bem lisa, brilhante e que não gruda mais nas mão, deve ser colocada novamente na tigela grande, coberta com plástico (uma touca de plástico comprada só para isto pode ser bastante útil) ou um pano. Você pode amassar também na máquina de pão. Espere a massa crescer até dobrar de volume (caso não tenha experiência com pães, faça uma bolinha com a massa e deixe num copo com água em temperatura ambiente – quando ela subir à superfície, a massa certamente estará no ponto). Divida a massa em quatro e molde os pães compridos ou redondos (ou coloque em formas de bolo inglês) e coloque numa assadeira grande untada e polvilhada, deixando espaço entre eles. Deixe crescer novamente por cerca de meia hora ou até os pães dobrarem de volume. Polvilhe com farinha de trigo e leve ao forno preaquecido bem quente (280 ºC) e deixe assar por 10 minutos. Abaixe o fogo no mais baixo (150 ºC) e deixe assar por mais 50 minutos. Os pães devem ficar bem dourados.
Rende: 4 pães
Nota: Se quiser fazer desenhos, separe um pouco de massa, faça formatos desejados e cole na massa já crescida usando vaporizador de água para umedecer e grudar. Só então, polvilhe com farinha e faça riscos.

34 comentários:

Marcia H disse...

Ai Neide,
fiquei emocionada. Minha filhinha tem só 2 anos e meio e só Deus sabe, se um dia a verei assim, como você está vendo Amanda.
Parabéns aos pais e principalmente parabéns a Amanda e muito sucesso em sua vida de médica.professional.

Fer Guimaraes Rosa disse...

Neide, que linda! Ela partiu pra vida de profissional independente, uma grande responsabilidade! E voces podem ficar tranquilos com a certeza de que fizeram com primor o trabalho nem sempre facil de educar um filho pra vida. Me identifico muito com a sua historia, apesar das profissoes e caminhos diferentes. Meu ninho já está vazio há dez anos, dá pra crer? E até que fiz bastante paes quando o Gabriel era pequeno. E entao nunca mais. Parabens pra Ananda e pra voces, um beijo :-*

Bombom disse...

Ai, que pão, minha Nossa! (Como vocês dizem, não é?).Adorei a Crónica que ofereces à Ananda! Fizeste-me lembrar os tempos de licenciatura e doutoramento do meu filho mais velho (Bioqímico- Cristalografia de Proteínas) e do caçula (é assim que se diz?) quando ficou Arquitecto! Nunca esquecerás este dia! Talvez tenhas dito como nós: Nós demos-te a chave; agora vai e ABRE AS PORTAS TODAS!
E prepara o teu coração porque quando ela levantar voo e sair do ninho, ele vai parecer pequenino como os grãos dessa romã que ela rejeitou...
Não te pedi licença, mas espero que não te zangues. No fim da semana, pus o COME_SE no "Quadro de Honra" do Meu Estaminé. Bjs. Bombom

Anônimo disse...

Neide querida,
Parabéns pra você , pro Marcos e pra Ananda!
Mas, por favor, e o seu joelho? E a Dendê?
beijo
Tanya

Dricka disse...

Post lindo Neide!
Você e sua capacidade de nos fazer amar aos seus.
Olha sorte da Ananda ter sido criada com tão boa influência.
Eu costumo dizer que há médicos e doutores, os doutores são fáceis de encontrar, de qualquer canto se brota um doutor, mas um médico é um dom que nasce na alma, se espalha pelo coração e chega ao cérebro. Tenho certeza que Ananda é médica até os ossos.
Muitos beijos e muito sucesso para ela.

noemi disse...

Hoje li o post do blog de uma grande amiga xará: Noemi Jaffe que conta também do vôo da sua Leda: selo

"a leda foi embora e ficou, logo no primeiro dia, a presença física da ausência dela. dá para sentir melhor o tamanho pequeno, a ocupação no espaço, os barulhinhos dos passos na escada, a chegada dela na cama para se aninhar ao meu lado. ouço todo o silêncio dela e ele ocupa alguns lugares marcados. um dia é como um selo estampado de uma nostalgia que ainda virá. a experiência prévia de uma saudade que ainda não deu tempo de chegar, mas que eu vejo caminhando lá longe, no horizonte, em minha direção."

É época de revoada dos filhotes das minhas amigas especiais.

Parabéns, Neide. Parabéns, Marcos. Parabéns, Ananda. Parabéns uns pelos outros.

Mariângela disse...

Neide,que lindo!Nem vou escrever nada mais pois me faltam palavras.Parabéns a vocês todos e fico cada dia mais feliz de tê-los como amigos de verdade.Beijos em todos!!

Anônimo disse...

Neide, pão é filho (ou filha no caso) é quase a mesma coisa, a gente coloca muito carinho neles e espera crescer. Fiquei emocionada de você dedicar essa postagem à Ananda que é uma moça linda e está voando solta, ganhando altura. É assim mesmo. Um beijão. Chus.

Afrika disse...

Oi Neide, fez um excelente trabalho sim, viu. Você e Marcos tem muito mérito no que essa menina e' hoje!

Parabéns :D

Yanna Clementino disse...

Neidinha! Nunca pensei que vc tivesse uma filha grande e que linda é ela! Que bonita historia vc contou...To indo pro Brasil na proxima semana, para o Rio...matar a saudade da familia, parece que chego antes da encomenda... pq será que demoram tanto? Vou me "retar" com o pessoal do correio (que baianice!). Um beijo grande!

Ivana Arruda Leite disse...

Neidoca, querida, outro dia eu pensava nos muitos partos que vamos tendo dos nossos mesmos filhos pela vida afora. Eu também estou num novo parto da Bebel e por isso seu post me tocou tanto. Um beijo enorme pra você e pro Marcos

Neide Rigo disse...

Marcia, passa tão rápido que você nem imagina! Obrigada.

Fer, é mesmo, né? Pelo menos o Gabriel está sempre por perto. Tomara que o mesmo se dê por aqui. E tomara que se anime a continuar fazendo pães.

Bombom, é isto mesmo. E parabéns também pelos filhos (é, sim, caçula que se diz do mais novo). Se colocou o come-se no quadro de honra, honrada estou. Obrigada!!

Tanya, o joelho está indo... sem ainda poder dobrar, mas só vou saber o que realmente aconteceu quando receber o resultado da ressonância magnética que fiz neste fim de semana. Obrigada pela preocupação.

Drika, acho que minha Ananda é assim, médica! Obrigada!

Noemi! Que lindas palavras, obrigada por ter compartilhado. A minha ainda não voou mas está por um triz.

Mari, vocês já fazem parte da nossa história. Obrigada!

Chus, é sim. A gente faz tudo o que pode para que cresçam vigorosos e gentis.

Afrika, obrigada!

Yanna! Não vem a São Paulo? Será que o pacote se extraviou?

Um abraço, N

Neide Rigo disse...

Ivana, emocionante também seu post http://doidivana.wordpress.com/2010/02/02/os-muitos-partos/#comment-4066. Dor de parto é aquela que vem, te massacra, mas cai logo no esquecimento, nos deixando prontas e fortes pra a próxima que vier. Beijo grande pra Bebel e pra você! N

Anônimo disse...

Que linda história!
E choramingar de emoção não é defeito. É feitio! E, certamente, bom feitio.
E muitas/os se emocionaram e fungaram um pouco ao ler este e o outro post.
As melhoras do joelho!
E a Dendê? Passa pelos fios eléctricos a uma distância respeitável?
Um abraço
Manuela Soares

Neide Rigo disse...

Oi, Manuela!
Você já passou por isto e me entende. Obrigada.
O joelho continua a doer, mas se não o dobro, tudo bem. Veremos o resultado do exame. Já a Dendê só traumatizou um dia. No outro, a provoquei com o mesmo fio achando que correria em desespero, mas que nada. Lambeu o fio e passou por cima. Pelo menos não quis morder.
Beijo, N

Brincando de Chef disse...

Neide, parabéns pela filha! Mas a minha surpresa maior foi saber que o pai dela é o " meu" otorrino! rs
Bjs,
Debora

Neide Rigo disse...

Débora, que boa coincidência!
Um beijo, N

Gourmandise disse...

Que bom que consegue falar da filhota saindo de casa "numa boa". A filha de uma amiga foi fazer um curso na Espanha por um ano e chorava toda vez que tocava no assunto.
Sabe, eu teria que pedir para alguém sovar e modelar o pão. Tenho uma certa alergia nas mãos toda vez que manipulo inhame. Comer não tem problema.

Silvia Vieira disse...

Neide...

Seus textos sempre me emocionam, mas este me fez chorar.Sou mãe de um menino de 3 anos, e meus pensamentos sempre vão para o futuro: Quem ele vai se tornar? Será que estou lhe ensinando da forma correta? E todas as dúvidas que são comuns a todas as mães.Então só posso te parabenizar por ter dado boas raízes para sua linda filha quando ela precisou, e agora está dando grandes asas para ela. Este é o maior tesouro que os pais podem dar aos filhos.Raizes e asas... Parabéns!!!Por tudo.

Anônimo disse...

Oiê,que bom né ver os filhos cresçendo e seguindo seu caminho, sua filha é chara da minha tenho uma Amanda tb,e forma este ano em Emfermagen,mais ela já me deu uma netinha.Neide, sou péssima com pão não sei o que acontece, e não entendo muito bem as receitas de fermento natural, bura eu fui quando minha mãe fazia o dela e não prestei atenção,vc teria um livro tipo passo á passo para me indicar. e parabéns pela sua familia, pela árvore se conheçe os frutos, bjs.(diulza)

Mariângela disse...

Neide, aquela foto da Ananda bebê com o estetoscópio e fazendo pão mostra ela exatamente como é hoje,quero dizer,a mesma expressão e rosto.E a foto com o Marcos, o que dizer?Está linda e deslumbrante. Quem não a conhece não sabe que além de tudo é meiga e delicada. Enfim,parecida com vocês!!Beijos!

Neide Rigo disse...

Nina,
e se usar luvas? Nao sabia desta alergia. Que chato. E se substituir por cará? Deve ficar muito parecido.

Silvia, acho que o segredo é este mesmo. Dar raizes e asas ou ser firme e leve. Saber dizer não com confiança e carinho. Não tem muito o que errar. Boa sorte!

Diulza, são quase xarás, pois a minha é Ananda.
Quanto ao fermento natural, digite assim na minha caixa de busca e verá vários posts a respeito, ensinando desde o ponto zero. Livro, não sei nenhum não.

Mari, ela vai ficar feliz de saber que acha isto dela. Obrigada pela amizade. E parabéns a vocês também pela Laurinha.

Beijos, N

Verena disse...

Neide, que delícia ler esse post! Eu não sabia que sua filhota já estava formada e era médica! Muita sorte para ela e que tenha muita fé!
As fotos são ótimas!
É engraçado como este mundo blogueiro nos aproxima virtualmente mesmo sem existir a proximidade física. Adoro seu jeito de ser e escrever e sua maneira de ver o mundo!
Um beijo!
Ah, esse pão está divino! Tem alguma dúvida de que farei????
Outro dia fiz uma versão do seu Pão com Amendoim usando Castanha do Brasil...ficou uma delícia!

Neide Rigo disse...

Pois é, Verena! O tempo passa, o tempo voa..
Que bom que deu certo o pão. Com castanha do pará não tem erro.
Obrigada pelas palavras gentis!
Um beijos,
N

Imigrantes Italianos disse...

Parabéns pelo texto, Neide, e pela filha. Gente sensível como você ainda nos faz acreditar que nem tudo está perdido neste mundo de aparências e do "vale tudo".

Anônimo disse...

Neide,
tenha certeza que vc e o Marcos fizeram um otimo trabalho, a menina cresceu linda em todos os sentidos e muito especial! Parabe'ns e muito sucesso!!!
Bjs, com carinho,
Suzi

Anônimo disse...

Neide, bela ode à Amanda! Que sorte, a dela, por ter pais assim tão especiais.
Também sou médico, também tenho dois filhos que já deixaram o ninho (ambos moram aí em S.Paulo) e, quando se foram, sentimos – minha esposa e eu – o mesmo que você tão bem descreveu.
Leio seu blog (excelente!) com freqüência e gosto muito dos seus escritos, mesmo (e principalmente) quando você divaga e fala sobre outros assuntos, ou descreve origens e características de alguns alimentos, por exemplo.
Sugestão (deve ser a enésima vez que você ouve/lê isso): junte todo esse material, receitas e comentários, divagações e relatos, e lance-o em livro! Sou o primeiro da fila de autógrafos.
Parabéns, abraços e muito sucesso para a minha jovem Colega.

Neide Rigo disse...

Imigrantes,
bom também ter leitor como você.

Suzi, nunca vamos nos esquecer da força dos amigos e da touquinha de lã que sua mãe fez pra ela. Você que a viu nascer, agora a tem como colega.

Médico,
como é seu nome? Obrigada pelas palavras de carinho. E saiba que tento me conter pra não falar tanto de outras coisas. Que bom que não te aborreço.
Quanto ao livro, acho que nasci pra esta coisa que se chama blog. Já tem livro demais neste mundo. De qualquer forma, obrigada.

Um abraço,
N

Fabrícia disse...

Mas que maravilha !! Parabéns para sua linda filha ... Minha pequena tem apenas 3 meses e sinto um aperto no coraçao quando penso que ela vai para a escolinha com 1 ano ... besteira nossa pois como diz minha mae: filho é criado para o mundo ... É bem verdade .... Parabéns mais uma vez ao casal e falando em pao .. também fiz muito quando estava gravida mas agora ... so faço cuidar da minha filhota.
Beijos.

Elena sem H disse...

Oi Neide

Amei o carinho desse post. Sorte da e para a Ananda.
Estou em Buenos Aires e viajo dia 25 para Sampa (antiga terra da garoa, hoje terra das inundações). Quer algo daqui dessas terras? Chimi churri, pasta de curry...?
Beijos,

Elena sem H

Neide Rigo disse...

Oi, Elena!
Obrigada você pelo carinho e pela oferta. Não preciso de nada, não.
Um beijo, N

guineverre disse...

Ai Neide, fiquei emocionada tbm (todo mundo deve ter ficado). Sou mãe de um pequeno de quase 4 anos que adora participar comigo nas experiências culinárias. No momento ele está rodando em volta "vc vai fazer esse pão, mamãe?". Vou, filho, em homenagem à Neide, que conheci via blog esse fds e já se tornou presença obrigatória na minha cozinha. Obrigada!!

Priscila Silva disse...

Muito bonita essa história... e a Ananda é muito bonita, né? Parabéns!

Anônimo disse...

Que coisa linda!!!!!!!!!!!!!
Não tenho palavras, apenas digo: - Feliz dia que achei seu blog!
Parabéns! e obrigada por permitir que, de uma certa forma, mesmo sem nos conhecer-mos, participemos das suas conquistas!
Zu Freitas