quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O que é, o que é? Bacalhava ou bacalhuva?


Esta é só uma brincadeira minha sobre uma palmeira de Rugendas
Mas agora é sério: ontem, na mostra sobre a Expedição Langsdorff, no Centro Cultural Banco do Brasil, embaixo de uma aquarela de Aimé-Adrien Taunay (ou Amado Adriano Taunay, artista que entrou para a equipe depois de Rugendas abandonar a empreidada por se desentender com o chefe da missão), aparecia a legenda "Índio bororo retornando de uma caçada. A carne de jacaré (crocodilo) é para eles saborosa e, como o coco de bacalhava, é a base de sua nutrição". Já, na própria aquarela, a legenda com letra caprichada do artista dizia que o jacaré (crocodilo) avec le coco de bacalhuva era a base do menu. Com e não como. Bacalhuva e não bacalhava (o que será que descobriu sobre o fruto, hermético em qualquer uma das grafias, a pessoa que traduziu as legendas?)
Voltei pra casa encafifada sobre que coco era aquele. Pesquisei os dicionários, livros dos viajantes e nenhuma resposta. Gooogle, Google acadêmico, Google imagens, Arquivo do Museu da Casa Brasileira e nada. Aí fiquei imaginando um coco diferente, quem sabe na forma de bacalhau. Encontrei várias palmeiras no livro do Rugendas, "Viagem Pitoresca através do Brasil" (com trabalhos que o artista levou com ele quando abandonou a equipe, quebrando o contrato). Encontrei várias palmeiras, mas nada que me remetesse àquela bacalhuva ou lhava. Até brinquei de redesenhar uma delas, imaginando um coco-bacalhau, enquanto não parava de pensar: bacalhuva, bacalhava; bacalhava, bacachuva. Escrevendo o post e pensando: bacalhava, bacalhuva.... De repende, quase agora, já quase clicando "publicar mensagem", errei de pensamento e saiu bacalhava, bacalhuva, bocalhuva. E plim!!!
Será bocaiúva? Alguém aí, vizinhança dos bororos, saberia me dizer?