
Deixei as casquinhas na gelatina para enfeitar, mas na hora de comer, é só lamber e dispensar. Enfeitei com laranja pera, lima-da-pérsia, tangerina e limão siciliano.
Quase terminando o assunto mocotó, só mais algumas coisinhas.
Minha mãe aprendeu a fazer geléia de mocotó com minha avó Maria, paterna, a vó gorda. Que deveria se chamar gelatina de mocotó - a gelatina primordial. Nem meu pai nem minha mãe nem ninguém da minha família conhecia outra coisa chamada geléia que não fosse este tipo. Não era coisa de caboclo da roça que falasse em nhengatu e não tivesse ascendência européia muito próxima. Com as frutas, no máximo saíam umas compotas e doces em pastas - que, no entanto, é herança de portugueses. O melhor mesmo era comer fruta no pé, porque, uma ou outra, sempre havia.
Ora, meu pai era caipira e só conhecia a tal geléia de mocotó, que se comia bem temperada com casquinha de limão, canela e suco de laranja. Em porções individuais, em copos, de colherada. Minha mãe nunca a desenformava. Então, na primeira sexta-feira depois do primeiro salário bom como operário de uma multinacional, quis fazer um agrado à família. Nas sextas de pagamento o mimo costumava ser doce de bar - de abóbora, batata doce roxa e amarela em forma de coração, maria-mole, doce de leite, pé-de-moleque, embrulhados em papel cor de rosa. Mas aquele era um dia especial. Passou no supermercado e viu lá uns copos de vidro. No rótulo, desenho de frutinhas e nome de geléia. Destas geléias comuns - apenas fruta e muito açúcar. Nada de mocotó. Só que ele não sabia. Pensou: se geléia de mocotó com laranja já é bom, sô, imagine estas com frutas todas. Seu Toninho comprou um sabor para cada um. Cinco filhos, pai e mãe, sete copos diferentes. Uva, morango, laranja, amora, goiaba, jaboticaba e maçã ou coisas assim. Acho que da Cica. Depois da janta, cada um pegou seu sabor predileto, catou uma colher, correu para a sala, se espremeu no sofá, com a boca cheia de doce esperando a novela acabar. Na primeira colherada, hum, nham, nham....; na segunda, han?; na terceira, argh. Um a um, copos e colheres açúcaradas foram deixados na mesinha de centro. Caras de entojo, barrigas curvadas e tanta sede. Como minha mãe nunca guardava nada que tivesse sido contaminado por “colher-de-boca”, que azeda, mais de quilo de geléia foi ao lixo no outro dia. Foi nossa primeira coleção de copos de geléia.
Que troço mais arrepiante, mais doce – e olhe que gostávamos de tudo bem melado. Todos nós agarramos aquilo como um copinho individual qualquer de iogurte com frutas. Ou, como meu pai pensou inicialmente, uma geléia (de mocotó, como ele conhecia) com sabor. Pois enjoamos de geléia e de doce de um tanto que, nem que estivéssemos com as tripas grudadas no espinhaço de fome, encararíamos coisa parecida. Só algum tempo depois descobrimos que geléia de mocotó era uma coisa - pra comer de colherada - e geléia de frutas era outra - pra passar uma pontinha de faca no biscoito que acompanha o chá. Mas demorou.
Tamanho grande, com gomos de laranja dentro da gelatina.
Geléia de mocotó
1,5 kg de mocotó ou pé de boi
1 pitada de sal
1 cravinho
1 pauzinho de canela
1 xícara de água ou mais (se necessário)
1 xícara de açúcar ou a gosto
Casca de 1 limão (rosa, siciliano, tahiti ou misturados)
2 xícaras de suco de laranja (ou meia de suco de limão e o restante de água)
Lave bem o mocotó com água e umas gotas de suco de limão. Coloque numa panela de pressão grande e cubra com 3 litros de água. Junte uma pitada de sal e o cravinho. Tampe e leve ao fogo alto. Quando a válvula começar a chiar, abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 1 hora e meia. Desligue o fogo, espere acabar a pressão e abra. Veja se o colágeno (o mocotó) está se soltando dos ossos. Neste ponto estará bom. Se quiser, cozinhe em panela comum, controlando a água e o ponto. Cerca de 3, 4 horas. Passe tudo por peneira. Recolha o líquido. Separe o mocotó dos ossos e reserve para fazer com favas ou em caldinho (receita no próximo post ou a de Mocofava, do Mocotó, adaptada). Deverá restar cerca de 900 ml de caldo. Leve à geladeira e espere cerca de 5 horas ou até a gelatina solidificar e a gordura sobrenadar. A gelatina deve estar bem firme. Se estiver mole, é porque precisa ser reduzida ainda mais e não precisará levar mais água. Como a extração de gelatina não é uniforme, pode ser que a quantidade de líquido que vai usar seja um pouco diferente da minha. Ou acertará na próxima receita. Com uma colher, tire toda a gordura e reserve (poderá usar para farofas, refogados, assados ou para fazer sabão). Com um paninho de algodão limpo e molhado ou um papel toalha tire todo e qualquer resquício de gordura. Leve a gelatina ao fogo com um pauzinho de canela, a água, o açúcar e as casquinhas de limão. Deixe ferver por 2 minutos. Desligue o fogo, junte o suco de laranja (ou água e suco de limão ou só suco de limão, se a gelatina já estiver no ponto certo), mexa bem e passe tudo por pano fino. Junte mais casquinhas de limão novas ou as mesmas, prove o açúcar e corrija, se achar necessário. Distribua em forminhas individuais ou em uma grande umedecida com água.
Deixe na geladeira até gelatinizar (cerca de 4 horas)
Rende: 8 porções
Nota 1: se quiser, junte gomos de laranja na gelatina ainda líquida. Ou outras frutas frescas como uvas, morangos, maçãs, peras, bananas. Não use mamão, abacaxi, kiwi ou figo crus, pois contêm substâncias proteolíticas, papaína, bromelina, actinidina e ficina, respectivamente, que quebram a proteína e impedem a gelatinização. Se cozidas, podem.
Nota 2: O mocotó é constituído basicamente de uma proteína chamada colágeno, que, apesar do que dizem, não é bem aproveitada pelo nosso organismo, porque lhe falta um equilíbrio de aminoácidos. Ou seja, não vai adiantar muito se pensarmos nele como repositor do colágeno perdido com a idade. Para esta função, melhor consumir alimentos ricos em vitamina C, esta sim usada na formação interna do colágeno que vamos aproveitar. Ainda assim, esta gelatina é mais saudável que qualquer pozinho colorido que venha em caixinha.
Nota 3: junto com o colágeno, presente na pele e nos tendões, vem junto um tanto de gordura do tutano e abaixo da pele. De 1,5 kg de mocotó, extraí 150 g de gordura. Se quiser fazer um caldo de mocotó mais leve, tem que desengordurar o caldo, como mostro nas figuras. E o colágeno restante ficará quase que totalmente sem gordura e poderá ser usado em sopas, com ou sem o próprio caldo desengordurado.

Olhe o tanto de gordura. O que está embaixo é colágeno puro.

Tire a gordura sobrenadante do caldo gelatinizado, raspando bem. Pesei só pra saber a porcentagem - no mocotó que usei, 10% era gordura.
Como deixei um pouco a gordura em temperatura ambiente (enquanto a gelatina ainda estava sólida), pude separar também a gordura saturada da insaturada (ou moninsaturada), líquida em temperatura ambiente - a parte amarela, mais saudável.

Quebre o caldo gelatinizado e coloque numa panela que será levada ao fogo para derreter. Neste momento é que o caldo vai ser temperado e adoçado.

O óleo sólido em temperatura ambiente foi separado, através de um chinois, do óleo líquido. O sólido, guardei para sabão e o líquido, o amarelo, vou usar no feijão.
Quase terminando o assunto mocotó, só mais algumas coisinhas.
Minha mãe aprendeu a fazer geléia de mocotó com minha avó Maria, paterna, a vó gorda. Que deveria se chamar gelatina de mocotó - a gelatina primordial. Nem meu pai nem minha mãe nem ninguém da minha família conhecia outra coisa chamada geléia que não fosse este tipo. Não era coisa de caboclo da roça que falasse em nhengatu e não tivesse ascendência européia muito próxima. Com as frutas, no máximo saíam umas compotas e doces em pastas - que, no entanto, é herança de portugueses. O melhor mesmo era comer fruta no pé, porque, uma ou outra, sempre havia.
Ora, meu pai era caipira e só conhecia a tal geléia de mocotó, que se comia bem temperada com casquinha de limão, canela e suco de laranja. Em porções individuais, em copos, de colherada. Minha mãe nunca a desenformava. Então, na primeira sexta-feira depois do primeiro salário bom como operário de uma multinacional, quis fazer um agrado à família. Nas sextas de pagamento o mimo costumava ser doce de bar - de abóbora, batata doce roxa e amarela em forma de coração, maria-mole, doce de leite, pé-de-moleque, embrulhados em papel cor de rosa. Mas aquele era um dia especial. Passou no supermercado e viu lá uns copos de vidro. No rótulo, desenho de frutinhas e nome de geléia. Destas geléias comuns - apenas fruta e muito açúcar. Nada de mocotó. Só que ele não sabia. Pensou: se geléia de mocotó com laranja já é bom, sô, imagine estas com frutas todas. Seu Toninho comprou um sabor para cada um. Cinco filhos, pai e mãe, sete copos diferentes. Uva, morango, laranja, amora, goiaba, jaboticaba e maçã ou coisas assim. Acho que da Cica. Depois da janta, cada um pegou seu sabor predileto, catou uma colher, correu para a sala, se espremeu no sofá, com a boca cheia de doce esperando a novela acabar. Na primeira colherada, hum, nham, nham....; na segunda, han?; na terceira, argh. Um a um, copos e colheres açúcaradas foram deixados na mesinha de centro. Caras de entojo, barrigas curvadas e tanta sede. Como minha mãe nunca guardava nada que tivesse sido contaminado por “colher-de-boca”, que azeda, mais de quilo de geléia foi ao lixo no outro dia. Foi nossa primeira coleção de copos de geléia.
Que troço mais arrepiante, mais doce – e olhe que gostávamos de tudo bem melado. Todos nós agarramos aquilo como um copinho individual qualquer de iogurte com frutas. Ou, como meu pai pensou inicialmente, uma geléia (de mocotó, como ele conhecia) com sabor. Pois enjoamos de geléia e de doce de um tanto que, nem que estivéssemos com as tripas grudadas no espinhaço de fome, encararíamos coisa parecida. Só algum tempo depois descobrimos que geléia de mocotó era uma coisa - pra comer de colherada - e geléia de frutas era outra - pra passar uma pontinha de faca no biscoito que acompanha o chá. Mas demorou.

Tamanho grande, com gomos de laranja dentro da gelatina.
Geléia de mocotó
1,5 kg de mocotó ou pé de boi
1 pitada de sal
1 cravinho
1 pauzinho de canela
1 xícara de água ou mais (se necessário)
1 xícara de açúcar ou a gosto
Casca de 1 limão (rosa, siciliano, tahiti ou misturados)
2 xícaras de suco de laranja (ou meia de suco de limão e o restante de água)
Lave bem o mocotó com água e umas gotas de suco de limão. Coloque numa panela de pressão grande e cubra com 3 litros de água. Junte uma pitada de sal e o cravinho. Tampe e leve ao fogo alto. Quando a válvula começar a chiar, abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 1 hora e meia. Desligue o fogo, espere acabar a pressão e abra. Veja se o colágeno (o mocotó) está se soltando dos ossos. Neste ponto estará bom. Se quiser, cozinhe em panela comum, controlando a água e o ponto. Cerca de 3, 4 horas. Passe tudo por peneira. Recolha o líquido. Separe o mocotó dos ossos e reserve para fazer com favas ou em caldinho (receita no próximo post ou a de Mocofava, do Mocotó, adaptada). Deverá restar cerca de 900 ml de caldo. Leve à geladeira e espere cerca de 5 horas ou até a gelatina solidificar e a gordura sobrenadar. A gelatina deve estar bem firme. Se estiver mole, é porque precisa ser reduzida ainda mais e não precisará levar mais água. Como a extração de gelatina não é uniforme, pode ser que a quantidade de líquido que vai usar seja um pouco diferente da minha. Ou acertará na próxima receita. Com uma colher, tire toda a gordura e reserve (poderá usar para farofas, refogados, assados ou para fazer sabão). Com um paninho de algodão limpo e molhado ou um papel toalha tire todo e qualquer resquício de gordura. Leve a gelatina ao fogo com um pauzinho de canela, a água, o açúcar e as casquinhas de limão. Deixe ferver por 2 minutos. Desligue o fogo, junte o suco de laranja (ou água e suco de limão ou só suco de limão, se a gelatina já estiver no ponto certo), mexa bem e passe tudo por pano fino. Junte mais casquinhas de limão novas ou as mesmas, prove o açúcar e corrija, se achar necessário. Distribua em forminhas individuais ou em uma grande umedecida com água.
Deixe na geladeira até gelatinizar (cerca de 4 horas)
Rende: 8 porções
Nota 1: se quiser, junte gomos de laranja na gelatina ainda líquida. Ou outras frutas frescas como uvas, morangos, maçãs, peras, bananas. Não use mamão, abacaxi, kiwi ou figo crus, pois contêm substâncias proteolíticas, papaína, bromelina, actinidina e ficina, respectivamente, que quebram a proteína e impedem a gelatinização. Se cozidas, podem.
Nota 2: O mocotó é constituído basicamente de uma proteína chamada colágeno, que, apesar do que dizem, não é bem aproveitada pelo nosso organismo, porque lhe falta um equilíbrio de aminoácidos. Ou seja, não vai adiantar muito se pensarmos nele como repositor do colágeno perdido com a idade. Para esta função, melhor consumir alimentos ricos em vitamina C, esta sim usada na formação interna do colágeno que vamos aproveitar. Ainda assim, esta gelatina é mais saudável que qualquer pozinho colorido que venha em caixinha.
Nota 3: junto com o colágeno, presente na pele e nos tendões, vem junto um tanto de gordura do tutano e abaixo da pele. De 1,5 kg de mocotó, extraí 150 g de gordura. Se quiser fazer um caldo de mocotó mais leve, tem que desengordurar o caldo, como mostro nas figuras. E o colágeno restante ficará quase que totalmente sem gordura e poderá ser usado em sopas, com ou sem o próprio caldo desengordurado.

Olhe o tanto de gordura. O que está embaixo é colágeno puro.

Tire a gordura sobrenadante do caldo gelatinizado, raspando bem. Pesei só pra saber a porcentagem - no mocotó que usei, 10% era gordura.
Como deixei um pouco a gordura em temperatura ambiente (enquanto a gelatina ainda estava sólida), pude separar também a gordura saturada da insaturada (ou moninsaturada), líquida em temperatura ambiente - a parte amarela, mais saudável.

Quebre o caldo gelatinizado e coloque numa panela que será levada ao fogo para derreter. Neste momento é que o caldo vai ser temperado e adoçado.

O óleo sólido em temperatura ambiente foi separado, através de um chinois, do óleo líquido. O sólido, guardei para sabão e o líquido, o amarelo, vou usar no feijão.
30 comentários:
Neide...achei barbara a sua explicaçao.
Mas fiquei em duvida em uma coisa, com relaçao à gordura: vc disse que a amarela é que é a boa? Pq, depois, eu entendi que vc usava aquela liquida para cozinhar, nao é verdade?...
Ah! E vc falou daquela da Cica, que eu nao conheci, mas eu me lembro é da Gelèia de Mocotò Colombo. E eu gostava que sò!
E nao tinha sabor e nem me lembro ser tanto doce, nao...
E eu a preferia, em comparaçao com aquelas que faziam as cozinheiras de minha avò Anna: coisas de criança.
Bha! Penso que é, sim, coisa é "do tempo da onça"!
Bjs!
Neide fico sempre fascinada com os seus conhecimentos.
Achei muita graça ao nome "mocotó" por aqui chama-se apenas mão de vaca.
Beijo
meu pai adora mocotó. sempre que acho algo com mocotó compro pra ele. esse doce parece mesmo estar uma delícia. eu vejo sempre muito cravo em doces, mas confesso que não é minha iguaria preferida. acho que o gosto acentuado do cravo atrapalha o sabor da fruta. ah, comi um pudim de mamão um dia desses, transparente, de lamber os beiços. maravilhoso! beijos, pedrita
Clau,
então, Clau, fração líquida é a amarela. Observe a foto na balança. A fração clara está cristalizada. Mas não é a cor que define se é melhor ou pior. E sim o fato de ser líquida ou sólida à temperatura ambiente. As geléias da Cica que meu pai comprou eram geléias comuns, destas que passamos no pão, não de mocotó, mas de frutas e açúcar somente. A de mocotó colombo ele nem conhecia e realmente não é muito doce. Estas de frutas são sempre bem doces. Imagine comer uma colherada ou várias de geléia de morango rsss. Tentei agora deixar o texto mais claro. Veja se ficou mais compreensível. Obrigada!
Marizé, mocotó tem origem tupi mboko´tog, que deve significar também "mão de vaca" ou coisa parecida.
Pedrita, também não gosto de usar muito cravo, por isto, mas unzinho nesta gelatina até que cai bem.
Um abraço,
Neide
Olá Neide, descobri o seu blog há pouco tempo e adorei. Passei a vir cá todos os dias! Amei a ideia de fazer sabão em casa e tenho uma dúvida, pode-se acrescentar corantes ou algo do género? Liquidos ou em pó? É que pensei logo em fazer uns presentes de natal originais.
Já agora essa geleia (gelatina para mim ;P) parece ser deliciosa!
Oi, Alcateia,
poder, pode acrescentar corantes, mas eu não aconselho porque este é um sabão bom para roupas e com corantes poderá manchá-las. Mas se for para usar apenas para lavar louças, use líquido de uma cor que se sobressaia à cor amarronzada.
Um abraço,
N
Neide:
Ah, lembrei de todos os doces que vc citou e mais ainda dos suspiros quadrados, amarelos, brancos e rosas com bolinhas de confeitos,puro açúcar e dos doces de banana em forma de triângulo com um índio ou soldadinho espetados.
Quanto à geléia vou convidar minha mãe pra fazermos lá em Brotas pois há algum tempo queríamos a receita.
Ah, e já que vc falou em fazer sabão, me lembrei que no Rio Grande do Sul as mulheres usam também para passar nos cabelos. Quem sabe a Mariângela não possa nos contar sobre isso.
Beijos.
Pois é, eu sou aki do sul... minha mãe sempre usa essa parte líquida do óleo que resta pra passar nos cabelos. Usa puro mesmo, deixa por + ou - meia hora nos cabelos e depois lava bem e usa um creminho como de costume. Os cabelos ficam super macios e bonitos! Bjs!
Olá Neide!
Parabéns pelas explicações...
Muito bacana.
Bem, estávamos tentando aqui em casa extrair a gelatina (colágeno) do mocotó (da fervura da patas do boi) e ficamos na dúvida. Essa geléia de mocotó seria basicamente a mesma coisa que a gelatina in natura? Como aquelas que compramos em folhas ou em pózinho nas casas de produtos naturais?
Abraçosssssss
Lã e Linha,
a gelatina que compramos também é extraída do colágeno animal - não necessariamente do mocotó. Pode ser do couro do boi ou do porco. Mas é tudo colágeno, esta proteína animal. Espero tê-la ajudado.
um abraço,
Neide
Oiii, td bem?
Vc poderia me explicar como uso o mocoto nos cabelos?
Obrigada.
Olá, vc poderia me dizer se esta recita fica com o gosto parecido ou igual as geléias de mocotó de copo ou caixinhas que se compra nos mercados?!
Oi, West,
não fica, não. Uma vez eu comprei pensando que encontraria o mesmo sabor e me decepcionei.
Um abraço, N
ola,
há um livro sobre alimentação natural que cita pesquisas científicas sobre os benefícios do mocoto na prevenção e tratamento de problemas circulatórios ( enfarte/derrame ) lamentávelmente emprestei o livro ve não consigo achar mais autor ou título..ALGUEM AJUDA ?
Ana os suspiros coloridos com bolinha em cima na bahia conhecia como peitinho de moça kkkkk, durinho.
Olá Neide
Cheguei aqui por meio do blog da Pat Feldman e adorei!
Como todo mundo eu também tenho o meu sabor de infância, no caso da geleia de mocotó era um doce mais consistente que uma maria mole, de cor bege e casquinha mais firme, no formato de um queijo de minas e um leve sabor de canela... Um homem o vendia de porta em porta quando morávamos em Brasília, há 40 anos! Bem, hoje tenho procurado nos mercados municipais mas os que encontro parecidos são extremamente doces, ou com sabor muito forte de canela. Você conhece esse tipo de doce/geleia de mocotó? Teria alguma receita parecida?
Obrigada e parabéns pelo blog!
Jônia.
O livro da Sally Fellon, Nourishing Traditions, fala muito sobre mocotó e outras coisas bacanas, talvez seja esse que o Peter está procurando.
Foi muito bom encontrar seu blog . Hoje mesmo estou matando as saudades da geleia de mocotó, que comia na infancia, feita peloa açougueiro de Itapeva, Sr. Julio. É um pouco diferente da sua. Em vez de laranja, acrecentava erva doce. Fiz a sua, acrecentando a erva doce e vinho do porto e ficou deliciosa. Abraços Graça Leopardi.
Nos produzimos no interior, pra ser mais exato no vale do paraiba em Guaratingueta., conheçam nossa fanpage ADD NOSSA FANPAGE https://www.facebook.com/Geleiademocoto-1933971440162410/
Olá Neide.
Eu faço e comercializo caldo de mocotó
A + de 15 anos. Nuca me ocorreu produzir a geléia. Agora com essa sua pastagem vou ver como fica o sabor.
Adorei o blog. Você está de parabéns.
Um abraço.
Marcelo.
Olá,
Adorei a receita.
estou com sério problema de osteoporose no fêmur, e pesquisando sobre cheguei no mocotó.
Como não sou fã desses caldos de carne queria experimentar outra forma de ingerir o colágeno.
Acabei me lembrando de de uma geléia, na verdade era tipo um pudim que meu pai fazia com mocotó. Eu acho que usava leite condensado e alguma coisa de morango, era uma delicia e comíamos com muito gosto. Vendo seu post me inspirei e vou tentar fazer como ele fazia.
Muito obrigado pelas dicas
Olá anônimo... Meu pai é de Itapeva, daquela Itapeva antiga e me deu saudades da adolescência nas casas de parentes à passeio e da simplicidade da época. Um abraço!
Marizé... Estive lendo que em Portugal chama-se mão de vaca por ser uma comida considerada barata, daí a origem do sinônimo de "mão de vaca" aqui no Brasil às pessoas sovinas, avarentas.. interessante né?.
Minha sogra fazia para meus filhos a geleia de mocotó colorida com suco de beterraba. Aos domingos, quando chegávamos era uma festa. Aquelas taças de cristal lindas e vermelhinhas para depois do almoço. Saudades...
Quer dizer roubou os produtos do CAFAR, postou um vídeo no Instagram confessando o roubo que você cometeu junto com a Nátalie Tavares Delgado e a Livia Maria Portela Terra, depois que o vídeo vazou no X (antigo Twitter) e viralizou:
https://x.com/Anonimofarmacia/status/1999918231201677383
Você falou que não roubou os produtos do CAFAR, você apenas pegou as coisas sem a autorização dos outros para gravar um vídeo irônico, pegar as coisas sem a autorização dos outros é roubar, depois que o seu vídeo viralizou, você fingiu que se arrependeu de ter roubado e resolveu devolver as coisas que você roubou (quero dizer às coisas que você pagou sem a autorização dos outros), ter devolvido as coisas que você roubou não muda o fato que você roubou as coisas do CAFAR, o crime de roubo é consumado no momento que você subtraiu os produtos do CAFAR. Você deveria ser expulsa da UFRJ e ser presa já que roubo é crime, que isso servisse de exemplo para ninguém nunca mais roubasse nada dentro da UFRJ, mas você faz farmácia na UFRJ e a coordenação da farmácia resolveu fechar os olhos para o seu roubo. Assim como a coordenação da farmácia fecha os olhos para vários absurdos que acontecem dentro do centro de ciências da saúde (CCS).
Se você morasse aqui na rua e roubasse alguma coisa, os traficantes já iriam mandar você subir para a boca de fumo, resolver o seu roubo lá na boca de fumo, aqui na minha rua funciona um ferro velho clandestino que fornece material para os traficantes fazerem barricada. Aqui na minha rua ladra não tem vez.
Só que você não mora aqui na minha rua, você está na UFRJ, na UFRJ o crime compensa.
Pode avisar ao FDP da coordenação da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais e sigilosas para você, que eu já descobri o nome completo dele.
Eu descubro tudo, assim como eu descobri o seu perfil no Linkedin e no Instagram:
https://pt.linkedin.com/in/rafaela-carvalho-2737592a1
https://www.instagram.com/rafa.rafafa/
Caso você não se lembre do que aconteceu:
Um funcionário público da UFRJ abusou do poder, que tinha como membro da coordenação da farmácia da UFRJ, para vazar as minhas informações pessoais e sigilosas para você, que nem mora mais no Brasil, que já se formou como farmacêutica pela UFRJ, enquanto você ainda estudava na UFRJ, você nunca fez uma disciplina junto comigo, ou seja, você nem sabe que eu sou.
Se a intenção deste FDP foi me calar, pode falar para ele que não funcionou. Eu vou continuar denunciando os absurdos que acontecem dentro da UFRJ.
Que vexame, um funcionário público da UFRJ abusar do poder que tem para vazar as minhas informações pessoais para os outros. Que papelão a atitude desse FDP da coordenação da farmácia que vazou as minhas informações pessoais e sigilosas para você.
Esse FDP deveria se sentir tão envergonhado do que fez comigo que deveria pedir demissão da UFRJ e se entregar à polícia. Lugar de bandido é na cadeia, pagando pelo crime que cometeu.
Esse FDP pode ter mais poder do que eu dentro da UFRJ, mas eu tenho mais poder que esse FDP na internet. A maior prova do meu poder no mundo virtual é que eu descobri que as minhas informações pessoais e sigilosas foram vazadas e que eu descobri o seu perfil no Linkedin e no Instagram.
Se esse FDP morasse aqui na minha rua as coisas seriam bem diferentes, em cima da minha rua tem uma boca de fumo, em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Se esse FDP morasse aqui na minha rua, os traficantes já teriam mandado esse FDP subir até a boca de fumo, os traficantes não gostam de gente que faz as coisas para sacanear os outros, igual esse FDP fez comigo.
Você pega o mesmo ônibus que eu, você já fez bioinorgânica junto comigo, a primeira vez que você veio falar comigo foi ano e foi para ameaçar me bater. Mesmo sem eu ter feito nada contra você. Você devia ter cumprido a ameaça e me espancar até a morte. Morrer para mim é lucro, sofrimento para mim é ver uma pessoa violenta igual a você se dando bem na vida.
Nada justifica a violência, a violência é à força do fraco, o fraco não tem argumento e nem autoridade para conseguir o que quer e tem que conseguir as coisas na base da violência.
Depois que você ameaçou me bater, mesmo sem eu ter feito nada contra você, a sua amiga a Julia Tavares de Azevedo foi fazer queixa sobre mim, lá na coordenação da farmácia da UFRJ, por causa da queixinha que a Júlia Tavares de Azevedo fez sobre mim, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para quem nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.
Se esse FDP da coordenação da farmácia da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais, achou que iria me calar, não funcionou. A coordenação da farmácia da UFRJ nunca vai me calar. Medo é para quem tem algo a perder, eu não tenho nada a perder, não sobrou mais nada para mim.
Você devia pensar antes de se meter nos problemas dos outros.
Você ainda faz iniciação científica com bolsa da FAPERJ no laboratório Roderick A. Barnes, será que o Alessandro sabe que você fica ameaçando os outros na faculdade?
Você ainda fez estágio em farmácia comunitária, lá na clínica da família Rodolpho Rocco, será que você ameaçou os outros também lá?
Você já foi monitor da disciplina análises farmacêuticas, será que você ensinou os alunos a ameaçar os outros na faculdade também?
Você ainda está fazendo estágio em operações em pesquisa clínica na ARTHA Research e estágio em farmácia hospitalar no hospital municipal Francisco da Silva Telles, será que você fica ameaçando os outros nesses lugares também?
Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram, no Linkedin e no Lattes:
https://www.instagram.com/gs_baarbosa/
https://br.linkedin.com/in/guilherme-dee-sousa-barbosa-3b7a7a25a
http://lattes.cnpq.br/0814134791537799
Já que você foi homem o suficiente para ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra você, você também é homem o suficiente para vir aqui na boca de fumo, que funciona na parte de cima da minha rua e mandar o traficante me matar, aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornecesse material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Melhor ainda, pega um fuzil com um traficante e dá um tiro na minha cabeça, morrer para mim é lucro, sofrimento é depois de tudo o que você fez comigo, eu ainda ser obrigado a ser da mesma turma que você das disciplinas de Citopatologia Clínica Aplicada e Toxicologia.
Você não sabe a barra, que eu estou passando nesse semestre na faculdade. Ser obrigado a assistir aula junto com você, depois do que você fez comigo e você ficar agindo como se não tivesse feito nada de errado. Eu acho que ser psicopata é pré-requisito para fazer iniciação científica.
Eu ainda me lembro que quando a gente estava fazendo orgânica experimental 1, você falou que queria ser professora universitária, então eu te mandei um vídeo ensinando como fazia para se tornar professora universitária, ai chegou em analítica 1, você se juntou a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando por causa de IC, eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Você nem esperou o semestre acabar para se voltar contra mim. Você cuspiu no prato que comeu.
Quer dizer passou colando em cálculo para a farmácia usando o Photomath, ficou com o CR 7, está fazendo iniciação científica com bolsa e ainda viajou para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC:
https://www.instagram.com/p/C-q8YN5uQDP/
O Laboratório de Fitoquímica e Farmacognosia - FF - UFRJ (FitoFar) aceitou que uma pessoa mentirosa e desonesta, igual Hagatha Bento Mendonça Pereira publicasse um artigo científico, esse laboratório não deve ser um bom laboratório para se fazer iniciação científica. Porque graças ao FitoFar, até mesmo você publicou esse artigo científico:
https://www.instagram.com/fitofarufrj/p/DVPOIHMErWJ/
Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:
https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763
É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico.
Por causa da sua queixinha que você foi fazer na coordenação da farmácia, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo, que já conclui o curso de farmácia e que nem mora mais no Brasil.
Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.
Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.
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