Galo na cozinha da Nina Horta, em ParatiA parte boa de ter blog de comida é justamente que ele motiva o galo que mora em cada um de nós a cantar. Amigos e desconhecidos me contam suas próprias e lindas histórias. Como estas do meu amigo Filipe Miguez, escritor de novelas.
Sobre Ingá
Quando estive na Bahia ano passado, no café da manhã da pousada vinha uma cestinha de frutas do dia e um dia veio um Ingá. Mentira: foi no Paraíso Tropical, restaurante do Beto Pimentel em Salvador. Aí me disseram que o ingá estava verde. Eu botei na mala pra comer em Boipeba. Corta para: quase um ano depois, outro dia, Mina vem lá de dentro com um ingá todo enegrecido feito carvão, seco, meio aberto, coitado: deve ter morrido exausto de tanto procurar terra e água no nylon. Eu esqueci na mala.
Sobre araruta
Me senti velhíssimo, porque eu sou do tempo da araruta. No início dos anos 80 (minha adolescência) meu maior sonho era viajar de mochileiro pela Europa,aquela viagem trem-albergue. Pra levantar grana - meus pais não tinham na época e nem aprovavam a idéia - comecei a vender biscoitos no colégio. Numa épocaque lugar de homem não era na cozinha. O bom é que peguei com a minha avó quituteira várias receitinhas dela: polvilho, amendoim, sequilhos, etc. E eu fazia um de araruta, que naquela época tinha no supermercado (não sei se falsificada) da marca Colombo, que também vendia creme de arroz e fécula de batata - aliás matéria prima de outro biscoito - tudo numas caixinhas de papelão com cara antiga, meio polvilho antisséptico granado, saco de papel dentro. Não sei se vendiam isso assim aí. Mas chega de conversa fiada. Fico imaginando que aparte chata de ter um blog é que todo mundo deve ficar querendo contar suas próprias histórias.
Partes do email que me enviou Filipe Miguez.
2 comentários:
É tão bonito que eles estão fazendo, em vários documentários eu vi coisas muito parecidas com o que eles estão fazendo, você pode vê-las aqui. Envio-lhe bênçãos, um abraço.
Você pega o mesmo ônibus que eu, você já fez bioinorgânica junto comigo, a primeira vez que você veio falar comigo foi ano e foi para ameaçar me bater. Mesmo sem eu ter feito nada contra você. Você devia ter cumprido a ameaça e me espancar até a morte. Morrer para mim é lucro, sofrimento para mim é ver uma pessoa violenta igual a você se dando bem na vida.
Nada justifica a violência, a violência é à força do fraco, o fraco não tem argumento e nem autoridade para conseguir o que quer e tem que conseguir as coisas na base da violência.
Depois que você ameaçou me bater, mesmo sem eu ter feito nada contra você, a sua amiga a Julia Tavares de Azevedo foi fazer queixa sobre mim, lá na coordenação da farmácia da UFRJ, por causa da queixinha que a Júlia Tavares de Azevedo fez sobre mim, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para quem nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.
Se esse FDP da coordenação da farmácia da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais, achou que iria me calar, não funcionou. Medo é para quem tem algo a perder, eu não tenho nada a perder, não sobrou mais nada para mim.
Você devia pensar antes de se meter nos problemas dos outros.
Você ainda faz iniciação científica com bolsa da FAPERJ no laboratório Roderick A. Barnes, será que o Alessandro sabe que você fica ameaçando os outros na faculdade?
Você ainda fez estágio em farmácia comunitária, lá na clínica da família Rodolpho Rocco, será que você ameaçou os outros também lá?
Você ainda está fazendo estágio em operações em pesquisa clínica na ARTHA Research e estágio em farmácia hospitalar no hospital municipal Francisco da Silva Telles, será que você fica ameaçando os outros nesses lugares também?
Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram, no Linkedin e no Lattes:
https://www.instagram.com/gs_baarbosa/
https://br.linkedin.com/in/guilherme-dee-sousa-barbosa-3b7a7a25a
http://lattes.cnpq.br/0814134791537799
Já que você foi homem o suficiente para ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra você, você também é homem o suficiente para vir aqui na boca de fumo, que funciona na parte de cima da minha rua e mandar o traficante me matar, aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornecesse material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Melhor ainda, pega um fuzil com um traficante e dá um tiro na minha cabeça, morrer para mim é lucro, sofrimento é depois de tudo o que você fez comigo, eu ainda ser obrigado a ser da mesma turma que você das disciplinas de Citopatologia Clínica Aplicada e Toxicologia.
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