Estes coquinhos são nossas amêndoas, nossas avelãs, nossas nozes. Delicados em seu sabor ligeiro de coco; perfumados, crocantes. Cuscuz de arroz: é feito com arroz lavado, pilado e coado numa peneira temperado com erva-doce, para depois ser assado na cuscuzeira de barro ( vasilha com furos por onde passa o vapor do banho-maria).È prato especial da Bandeira do Divino em cidades como Itanhaém, no litoral de São Paulo, quando é preparado por várias pessoas usando vários pilões que são socados de forma ritmada.O cuscuz é então servido aos participantes da festa com café, adoçado com garapa. (Alice Branco).
Continando o post anterior.
Veja também: Moqueca caiçara.
Cuscuz a todo vapor: de milho e bijajica. Falei no post anterior sobre o cuscuz da cidade de Eldorado-SP. Estranhei o arroz em vez do milho ou da mandioca, mas é que o cereal foi introduzido na região do Rio Ribeira de Iguape no século 18 e em 1830 já era o produto local mais exportado para outros estados. E isto, claro, influenciou os hábitos alimentares dos nativos. Nas grandes fazendas o cultivo era tocado pelos africanos e nas pequenas, pela própria família. Mesmo depois da libertação dos escravos, o cultivo continuou intenso, decrescendo só a partir de 1930. Hoje alguns produtores ainda resistem, assim como algumas receitas. É o caso deste cuscuz feito com a sanga do arroz – tipo de quirera, subproduto das máquinas de beneficiamento ou da socagem no pilão. Na feira, num dia havia dele branquinho, feito com arroz branco e sal. No outro, encontrei dele salgado com amendoim torrado (estou falando da barraca da cidade de Eldorado, na feira Revelando São Paulo, que acontece até domingo no Parque da água branca). Mas a Magda Josy Mendes, quem me ensinou a receita, disse que pode ser juntado coco ou amendoim e açúcar. Na minha versão doce, aproveitei para usar o licuri que comprei recentemente*. Comi com manteiga e café coado e adoçado fracamente com rapadura. Deste jeito, acabo engordando.
Para comprar deliciosos coquinhos de licuri - torrados, com ou sem sal; caramelado, em manteiga com mel ou seu azeite, é só ligar para os Produtores do Piemonte da Diamantina e falar com a coordenadora da Comunidade, Josenaide Souza Alves. Telefone: 74-3651-0225 ou celular 74-199 8569. josenaide@coopes.org. Ela manda pelo correio.
Deixe de molho o arroz, escorra e soque no pilão. É só temperar com sal e cozinhar no vapor. Este é o tipo comum.Aqui, minha versão com licuri:
Cuscuz de arroz com licuri
1 xícara de arroz cateto orgânico
½ xícara de licuri torrado
1 pitada de sal
¼ de xícara de açúcar
1 colher (chá) de raspinhas de limão
Lave bem o arroz e deixe de molho de um dia para outro (ou por 8 horas). Escorra bem e soque num pilão até ficar com granulação de sêmola. Usei um surabachi – aquele pilão para gergelim, mas pode ser usado qualquer outro desque que seja grande. Ou tente usar o processador de alimentos. Deve dar certo. Passe por peneira. À parte, soque também o licuri torrado e junte ao arroz. Adicione o sal, o açúcar e as raspinhas de limão e misture. Forre um funil com pano de fralda novo, coloque a mistura, ajeitando com as mãos, sem deixar buracos mas também sem pressionar, e dobre as pontas do pano sobre o cuscuz. Coloque umas 2 xícaras de água na panela de pressão, feche bem, retire a válvula e apoie no seu encaixe um funil, de preferência de alumínio, mas a técnica original é com funil de plástico mesmo e não derrete, não. Encaixe o funil no caninho que apoia a válvula da panela de pressão. Cozinhe por cerca de 5 minutos ou até a superfície estar quente e ligada. Desenforme e sirva com leite de coco ou manteiga, acompanhado de café.
Nota: se precisar guardar para depois, embrulhe em pano úmido. Para reaquecer, volte no vapor.
Rende: 4 porções.
Outros cuscuzes

De milho: deixei quirera de milho de molho por uma noite, escorri, espremi num pano e depois soquei bem no pilão. Juntei uma pitada de sal e cozinhei no vapor por 10 minutos. Tem que comer enquanto está quente, porque depois ele endurece. Coloque leite de coco num prato e o cuscuz por cima. Ele vai chupar o leite de coco e ficar mais úmido e saboroso. Ou coma com manteiga.
Improvisando numa cestinha, sobre a boca de uma chaleira. Este, com flocos de milho. Aqui uma das outras formas de se cozinhar cuscuz: forrei uma cestinha como pano e apoiei sobre a chaleira. Como era só para testar a técnica, usei flocos de milho precozidos (milharina) e água. Umedeci uma xícara da farinha com 90 ml de água, mexendo com os dedos – deve formar uma farofa úmida que se une quando a apertamos. Cerca de 15 minutos levou para cozinhar.
Estes flocos são práticos. Ja vêm com sal. Basta juntar água.
Outro jeito de cozinhar cuscuz. Em Manaus, estes cuscuzes individuais são vendidos na rua. Trazem impresso o formato do pires, onde são feitos: enche o pires com a mistura de cuscuz, cobre com pano de fralda, amarra as pontas no fundo do pires e o emborca sobre uma panela com água fervendo. Em cerca de 10 minutos está pronto. Comi, assim, frio, seco e puro, mas ficaria melhor quentinho, com leite de coco ou manteiga e um café recém-passado.
10 comentários:
Olá Neide. Gostei de descobrir que há também o cuscuz de arroz. Aliás no seu blog descobre-se de tudo. Mais uma vez, parabéns! Legal a improvisação do funil; a do prato eu já utilizava antes de conhecer as cuscuzeiras em Recife, onde também (raramente) se encontra o cuscuz pequeno, porém levemente adocicado e molhadinho com leite de côco.
Gosto de cuscuz molhadinho com um pouco de leite e manteiga, acompanhado de queijo (coalho)frito e ovos mexidos, saboreando uma xícara de café quentinho, hummm.
um abraço
Oi, Neide. Cuscuz é uma tradição de família, pois meu pai é de Recife. Como minha é carioca e quando se casaram (a long time ago!)não tinha no Rio a cuscuzeira, ela improvisava na tampa da panela. Cresci vendo minha mãe fazer isso e ADORO cuscuz com leite. Você dá ótimas dicas. Já indiquei seu blog para outras pessoas. Bjs.
Faz séculos que não como licuri...
OLÁ BOM DIA,
FAZ MUITO TEMPO QUE EU NÃO VIA ALGO ASSIM, SOU UM NORDESTINO QUE MORA NO MS A CERCA DE 25 ANOS, E AMO CUSCUZ, MAIS O MEU PREDILETO É O DE ARROZ.
QUERO PARABENIZAR TODOS VCS QUE NOS TRAZ ESSAS MATÉRIAS, FIQUEI COM ÁGUA NA BOCA COM VONTADE DE COMER UM CUSCUZ DE ARROZ.
JÁ ESTOU COM ESSE BLOG NOS MEUS FAVORITOS.
ABÇS A TODOS.
CORDIALMENTE: FLAVIO TAVARES
MATO GROSSO DO SUL - BRASIL.
Neide, que delícia de blog! Te encontrei por acaso, e já estou seguindo! Bjão
que delicia meu Deus.
tava em busca de uma boa receita de cuscuz e encontrei seu blog, adoreeeeei ver as várias maneira de cozinhar um cuscuz, esse da panela nunca tinha visto. parabéns amei seu blog não pude deixar de seguir.
Olá Neide, parabéns pelo blog, tem informações muito interessantes e saborosas. Ler esse post sobre cuscuz nos abriu o apetite.
Um grande abraço
olá Neide. como gostei de ler essa receita de cuscuz de arroz, eu tava aqui me preparando para pilar arroz e fazer um cuscuz igual ao da vovó, e a mãe faziam antigamente. Como antes resolvi dar uma pesquisada, e voltei ao tempo lendo suas explicações, muito bom mesmo, agradeço, bjs.
marcos - miracatu - SP
Neide posso bater no liquidficador o arroz obrigada estava a procura de uma receita do cuscuz de arroz e encontrei vc brigada
Você não vai me calar, morando aonde eu moro. Você ainda fala, que vai fazer algo de ruim contra mim?
A sua amiga deve ter falado para você, que ela me viu noutro dia em frente ao semáforo, ela só te esqueceu de te falar, que aqui na minha rua tem uma boca de fumo, que em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que vende material furtado para os traficantes fazerem barricada. Você não é perigoso, perigoso é morar aonde eu moro.
Eu já descobri que a sua namorada, a Maria Miceli que está cadastrando o meu nome em sites de funerárias só para o meu telefone ficar tocando o dia inteiro.
Eu ainda me lembro o que aconteceu na disciplina de assistência farmacêutica.
O meu objetivo na disciplina assistência farmacêutica era estudar bastante, tirar nota maior que a Julia Agnes Souza da Silva, provar que eu sou mais inteligente que ela e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.
Então eu estudei bastante para essa disciplina, porque eu achei que se eu conseguisse tirar nota alta numa disciplina que eu não gostava, eu provaria que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva.
Na P1 da disciplina assistência farmacêutica, a professora Isabela Ramos Silverio imprimiu prova a menos, então a professora pegou as provas de volta, foi imprimir mais prova, a sua namorada a Maria Miceli não devolveu a prova dela, enquanto a professora Isabela estava imprimindo mais provas, todo mundo da turma ficou tirando foto da prova que a Maria Miceli não devolveu para a professora, todo mundo da turma colou na prova menos eu.
A cola da Maria Miceli me impediu de provar que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.
O pior é que a professora Isabela Ramos Silverio ainda me obrigou a fazer trabalho em grupo com você e com a Maria Miceli, o pior é que eu não podia falar nada, porque você fazia parte do meu grupo da aula prática de farmacotécnica II, se eu me recusasse a fazer aula prática com você, a professora iria me colocar para fazer parte do grupo da Leticia de Sousa Albuquerque
Eu sei muito bem que você filmava o que eu falava na aula sem a minha autorização e mandava o vídeo para a Ana Beatriz de Lima, a Jéssica Mel Da Silva Faria, a Gabriela Santana Andrade e a Ana Luiza Vidal Pimentel Santos.
O pior é que você e a Maria Miceli fazem iniciação com bolsa e você ainda publicou esse artigo científico:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11771759/
Eu descubro tudo, assim como eu descobri o seu Instagram:
https://www.instagram.com/fabriciopdsmaia/
Mas você também amigo da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:
https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763
A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a professora que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.
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