segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Rio de Janeiro

Pois é, acabei indo à feira Brasil Rural Contemporâneo, no Rio, comentada no post anterior. Foi bate-e-volta, mas deu pra pescar algumas novidades e raridades que só consigo comprar em feiras (ou depois, por correio). Apesar do excesso de obviedades como docinhos de leite, compotas, artesanatos, embutidos e suco de uva, cada vendedor ali tem uma linda história de superação pra contar. São pequenos produtores que muitas vezes só vendem em feiras e sequer têm produção pra atender uma possível demanda maior que aquilo. Fui já no penúltimo dia, quando muitas coisas já haviam acabado. Muitas prateleiras vazias. A impressão que tive é que a feira do ano passado, em Brasília, era mais diversificada. De qualquer forma, tomei meu tacacá e conheci gente com quem só tinha contato por email, como a Josenaide, da Coopes , lá de Capim Grosso, Bahia, que luta para melhorar a renda da comunidade que trabalha com o coquinho licuri nesta região. Comprei uns biscoitinhos salgados divinos, mas eles têm vários produtos, dos quais já falei aqui, como azeite de licuri, licor, granola, cocada, licuri torrado, licuri cru, licuri verde.


Comprei também suco de butiá, outro coquinho, que vem se somar à garrafa de outro produtor que trouxe de Porto Alegre e ainda não tomei (este é da Agroindústria Figueira do Prado). Comprei também uma deliciosa e crocante farinha de mandioca com pequi, na verdade uma farofa, da Associação dos Produtores e Beneficiadores de Frutos do Cerrado, da Fazenda Santa Catarina, Daminópolis, Goiás. Farinha de trigo orgânica baratinha comprei da Cooperativa Mista Camponesa do Rio Grande do Sul. As castanhas de baru, da Associação dos Empreendedores Solidários do Vale da Esperança, vieram de Formosa, Goiás, e estavam fresquíssimas. Passei ainda na Coopercuc, para repor minhas geléias baianas de umbu (xilopódios, não havia). Já as abobrinhas verde-e-amarelas em picles são tão lindas, que dá um dó danado abrir o vidro (quando abrir, eu mostro direito) e serão até perdoadas se não forem gostosas. São de uma empresa pequena, Zita Indústria de Produtos Alimentícios Ltda, de Cascavel-Paraná.
Senti falta das farinhas. Era a oportunidade para se trazer farinha de todos os cantos do Brasil, mas quando perguntei ao produtor de farinha de mandioca amarela do Acre por que ele não trouxe a farinha d´água, respondeu que nunca imaginou que no Rio alguém pudesse querer este tipo de farinha. Um preconceito às avessas. Acabei comprando esta farinha seca amarela mesmo, muito boa por sinal. E uma outra do Sítio Primavera, de Campina Verde, Minas Gerais, do tipo Biju, com muita goma, super crocante, boa para farofas e pra pirão.
Depois falo de jaqueiras, sagüis e sagus. É que até consigo ficar sem ver a praia, e desta vez foi o que aconteceu, mas me dá uma melancolia incrível se não puder lamear os pé nas alamedas do Jardim Botânico. E, pra melhorar, fazia sol.

Jardim Botânico: as palmeiras imperiais
O guarda-do lago: senhor Bem-te-vi protegendo suas ninféas


6 comentários:

lucia disse...

que lindinho este guarda! parabens!

Carlos disse...

Olá! Por favor onde que eu compro uma boa farinha de mandioca aqui na capotal paulista? Já estou cheio dessas industrializadas...
Obrigado!

Neide Rigo disse...

Oi, Carlos!
No Mercado da Lapa (http://www.sampa.art.br/cidade/mercadolapa/) pode vai encontrar farinhas de várias partes do Brasil vendidas a granel. Lá você pode degustar e escolher. São vários os boxes que vendem assim.
Um abraço,
N

Ana disse...

Neide:
Como gosto dessas feiras...bem, coincidentemente tenho dó de abrir/usar coisas bonitas como vc disse da conserva de abrobrinhas. Já cheguei a perder coisas por causa disso e a última foi uma abóbora pequenininha que meu filho "achou' numa roça onde foi andar de bicicleta e me trouxe de presente. Deisei enfeitando a fruteira e quando percebi já era...

ANIMAIS E ALGO MAIS disse...

Oi Neide, estive tambem no Brasil rural Contemporario, e como você comprei alguns produtos maravilhosos dentre eles o feijão do campesinato, da cooperativa mista de produção e comercialização camponesa do Rio Grande do Sul,será que você com mais esperiencia, me conseguia o email deles ou, o local aqui no Rio de janeiro aonde posso adquirir esse feijão? Aguardo sua resposta, um grande abraço. Antonio

Neide Rigo disse...

Oi, Antônio!
Neste post deixei alguns contatos da feira: http://come-se.blogspot.com/2009/10/produtos-da-feira.html
Se não quiser ir lá, aqui vai o telefone deles: 51 3212-9652 ou 3286-3087/ email: rs@yahoo.com.br.
Um abraço,
N