sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Pão de abóbora



Motivada pela Mariângela (a amiga do post anterior) que me perguntou se tinha uma receita de pão de abóbora, procurei um pane di zucca atraente para me basear e achei este no blog L´Ape Maia. Fiz cá minhas modificações, é lógico. Aumentei a abóbora e, consequentemente, a farinha e acrescentei uvas passas. Ficou muito fofo, com crosta bem fininha e macia. A textura, a cor e o sabor adocicado sugerem recheio de queijo fresco sem sal ou mole, tipo quark ou cottage, e uma pitada de geléia vermelha. Aí vai a minha receita:


Pão doce de Abóbora

1 xícara de água
30 g de fermento fresco
100 g de açúcar
1 colher (chá) de sal
500 g de polpa de abóbora madura - de pescoço ou japonesa (cozida no vapor, sem casca, amassada)
50 ml de azeite de oliva
750 g de farinha (a quantidade é apenas indicativa, pois pode variar de acordo com o grau de umidade da abóbora)
½ xícara de uvas passas
1 ovo batido

Numa tigela grande, misture a água com o fermento e metade do açúcar. Espere 15 minutos ou até espumar. Junte então o açúcar restante, o sal, a polpa de abóbora amassada e o azeite. Misture bem. Aos poucos, vá colocando a farinha de trigo e mexendo com colher de pau. Quando começar a ficar difícil de mexer a massa, passe-a para uma superfície enfarinhada e vá amassando, juntando farinha devagar, até formar uma massa lisa e homogênea. Junte as uvas passas e amasse até incorporá-las. Volte a massa para a tigela, cubra com pano e espere até a massa crescer (caso não tenha experiência com pães, coloque uma bolinha da massa num copo de água fria – quando a bolinha subir, a massa estará crescida). Passe a massa para a superfície enfarinhada, divida em 3 e molde os pães em bolas e coloque-os afastados em uma assadeira grande, untada e enfarinhada. Ou coloque-os em forma de pão. Cubra com pano e deixe crescer por mais meia hora ou até voltar a crescer novamente. Pincele a superfície dos pães, com carinho, com um ovo batido (qualquer batida na forma ou pressão com o pincel pode levar a massa a perder volume, portanto, muito cuidado nesta hora). Se quiser, faça cortes com lâmina afiada (bisturi, estilete ou gilete). Leve ao forno preaquecido médio (220 ºC mais ou menos) e deixe assar por cerca de 50 minutos ou até que fiquem bem dourados. Esfrie sobre uma grade e resista a comê-lo inteiro, quentinho, com manteiga.

Rende: 3 pães de 10 fatias
Nota: Pode ser amassado numa máquina de pão, no modo "massa" - aquele ciclo de 1 hora e meia, que só amassa e faz crescer. Desde, é claro, que a sua máquina suporte este peso de massa. Deixe a tampa aberta porque cresce além dela. Depois de crescida, tire a massa do recipiente, divida e o resto é igual ao explicado na receita.

8 comentários:

risonha disse...

vou adoptar a versão para máquina de pão pois já fiquei com água na boca.

Ruben disse...

Vou tentar fazer...(depois conto)
Abraços,

Rubén Duarte

Mari Rezende disse...

Neide, fiquei encantada com a cor desse pão! Espero um dia conseguir vencer a minha "maldição" dos pães (todos que faço ficam 'encroados') e fazer um bonito assim...
Beijinhos!

Valeria disse...

Parece tão saboroso!!!
E que côr fantástica!!
Beijos

Carol disse...

Oi Neide. Passei aqui pra te deixar um beijo. Esse pão tá lindo demais. Sabe, tive aula com a Mari Hirata esta semana passada e ela comentou de seu blog na aula, ela é demais. Grande beijo

Marcia H disse...

Neide,
assim q as abobóras ficarem abundantes por aqui farei este pao. Seu posting sobre pudim é um retrato do meu pensamento: porque hoje em dia ninguém mais sabe fazer uma sobremesa decente sem a maldicao do leite condensado? Adorei essa receita de sua mae - fiquei de água na boca, agora vou esperar visitas pra fazer um pudim desses.
bj

Ana disse...

Oi Neide!
Sou brasileira mas moro nos EUA e cheguei ao seu blog atraves do Chucrute da Fer.
Devo dizer que gostei muito do seu blog, quanta coisa linda e cheio de receitas saudaveis e deliciosas, ja vi que voce eh das minhas!
Adoro tudo q eh natural e faz bem a gente, gosto de aprender coisas novas, e a cozinha eh algo q eu amo de paixao!
A cor do seu pao de abobora esta demais, amei!
Ana

Madre Del'Alma disse...

Todo alquimista tem em si essa prática de não seguir uma receita...Se cria a partir dela... rs...Falo por experiência própria querida...Não sei seguir uma receita...sempre acabo colocando algo ou substituindo...
Vou testar essa...A cor e textura nos deixam com vontade de sentar, tomar uma xícara de café, degustar essa iguaria e, junto, bater longos papos sem pressa de ir embora.

Parabéns por seu catinho tão acolhedor...

Muita Luz e Bênçãos para você e todos que por aqui passarem.

Carinhos com aroma de alegria

Stela ;)))))