sexta-feira, 12 de março de 2010

Feijão fradinho com abóbora e quiabo

Quando estou sem tempo de cozinhar, posso passar a tarefa para Eliana, que nunca me decepciona e ainda improvisa pratos saudáveis com o que encontra na geladeira, bem temperados e, ao mesmo tempo, leves, do jeito que gosto. E pica cebolas, pimentões e tomates com delicadeza, em cortes miúdos. Hoje, por exemplo, para o almoço, ela me aprontou este feijão fradinho delicioso, com marcante tempero baiano sem exagero e que diz ser especialidade sua.
Conta que no sertão da Bahia nem sempre havia carne em sua casa e o feijão às vezes não dava para todos. Então, o jeito era improvisar, fazer o prato render para sustentar todos os irmãos. Por isto, todos os pratos à base de legumes que faz ficam deliciosos e podem acompanhar arroz sem precisar de carne alguma. Mas hoje o feijão foi acompanhado de arroz e uns cubos de joelho de porco bem dourados e ficou perfeito.
Enquanto fazia, me chamou para olhar, pois sabia que depois iria ficar perguntando. Anotei e deixo aqui a receita para você e para mim mesma. Como sempre tenho feijão de corda ou fradinho congelados, é praticamente só juntar tudo e temperar. Com feijão de corda verde também funciona. Lá vai:



Feijão fradinho com abóbora e quiabo
3 colheres (sopa) de bacon picado em cubos
2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
3 colheres (sopa) de pimentão vermelho picado
3 colheres (sopa) de pimentão verde picado
Meio tomate picado
1 pimenta dedo-de-moça com sementes picada
2 xícaras de feijão fradinho cozido (ou qualquer outro tipo que não engrosse o caldo)
300 g de abóbora cabochá picada em cubos, polvilhada de sal e cozida no vapor
10 quiabos polvilhados de sal, cozidos no vapor e depois cortados em três
3/4 de xícara de água quente
1/2 colher (chá) de sal ou a gosto
3 colheres (sopa) de coentro picado
Coloque o bacon picado numa panela e deixe dourar na própria gordura (se quiser, junte umas rodelas de linguiça). Junte o alho e a cebola e deixe começar a dourar. Junte os pimentões, o tomate e a pimenta e mexa. Em seguida, junte o feijão cozido, a abóbora e o quiabo. Junte a água, o sal e o coentro. Tampe e deixe ferver por 5 minutos ou até os pimentões estarem macios e incorporados. Se quiser, junte mais coentro fresco e sirva com arroz.

Rende: de 4 a 6 porções dependendo do tamanho dos marmanjos

9 comentários:

Marcia H disse...

minha filha viu a foto e disse: mamae, feijao de pontinho preto que Tala gosta (Tala é ela, Clara). Nao tem jeito para ela falar feijao fradinho.
Aprendi com vc e agora sempre tenho feijao, lentilhas e milho verde congelado!
Obrigada e boa viagem a Brasilia.

Patricia disse...

Olá Neide,
bem legal essa receita. Feijao fradinho é um grande coringa na cozinha pois combina com muita coisa e se mantém firme mesmo após congelamento.
Gosto de fazer assim: refogo alguns pedacinhos de filé de frango até ficarem bem escuros, junto cebola, alho, manteiga,o feijao pré-cozido, graos integrais ( arroz, cevada, trigo, enfim) e cozinho em fogo brando e acrescento mais manteiga. Por fim, algumas folhas de coentro e pronto.
Uma farofinha dele temperada só com manteiga e coentro também é ótimo.
Lieko

Unknown disse...

Oi, Neide
Queria esclarecer uma duvida sobre a vitamina B12 (nao tem nada a ver com o post...). Meu sogro esta com uma alergia que foi diagnosticada como falta de vitamina B12. Foi dito a ele que provavelmente a falta de vitamina B12 eh devido ao baixo consumo de carne. No entanto, meu sogro tem problema nos rins e por isso evita ingerir muita carne, em especial, bovina.
Quais as principais fontes de vitamina B12 em alimentos? A vitamina esta presente tambem em peixes e frango? E produtos lacteos?
Qualquer dica que voce possa me dar sera de grande ajuda!
Muito Obrigada!
Camila

DARS disse...

Sou eu de novo, trouxe um cupuaçu no avião e tô querendo fazer um creme, mas não queria colocar leite ou derivado, estou pensando em bater com leite de coco ou castanha, colocar um pouquinho de gengibre ralado, será que fica cremoso? tenho agar-agar pronto na geladeira será que ajuda? Vou tentar...

Alguma dica, cravo, canela, cardamomo? Não quero perder o gosto do cupuaçu, mas não resisto a colocar uma pitada de alguma coisa.

Abraços, Daniel.

Dricka disse...

Neide esse é o tipo de comida que mais gosto, com muitos legumes e grão. Minha mãe costuma dizer que se eu pudesse viveria de mato e viveria mesmo, amo tudo o que a terra nos dá. Um prato assim é tão lindo, rico e colorido.
Olha a Eliana já tá famosa! Na maioria das vezes que ela aparece traz junto um saborzinho que me faz lembrar o interior da Bahia. Bjs as duas!
P.s: Eu encontrei a serralhina e fiz, assim como você, com polenta, menina aquilo é bom demais!! Comi umas folhas e flores cruas e também é maravilhoso, infinitamente melhor que alface, obrigada por mais essa.

Anônimo disse...

Neide,
acompanho o Come-Se faz "séculos" e nunca te escrevi, embora a vontade não tenha faltado diversas vezes..... Pouco tempo atrás vi a postagem sobre o famigerado coentro (irck!) e quis escrever.... mas, conexões perdidas à parte, fiquei sem conversar com vc.....
Sou paulista/paulistana, morando em João Pessoa faz 3 meses... e sofrendo com o coentro miserável.... (ainda não me adaptei ao sabor, mas menos mal que consigo separar no prato.....)
Só que hoje, ainda agora... estou cozinhando feijão de um jeito que vi por aqui.....não tinha abóbora, coloquei maxixe..... não tinha quiabo, coloquei repolho.....
Acho que o pessoal daqui do Nordeste sabe bem aproveitar o que tem de bom....

beijo

Thelma

Santana Filho disse...

Neide, seu blog é de dar água na boca.
E as fotos são realmente um show à parte.
Estou sempre por aqui.

Abraço.

Neide Rigo disse...

Márcia, legal saber disso. Gostei do "feijão de pontinho preto". Brasília é no final da semana. Obrigada!

Oi, Lieko! Obrigada pela receitinha. Deve ficar boa.

Camila! Além das carnes vermelhas, frangos, peixes, ovos, queijos e ovos, a vitamina B12 pode ser encontrada no levedo de cerveja (a quantidade em alimentos fermentados, no entando, é insignificante) e também nas algas. Mas, em alguns casos, é necessário suplementar. Espero ter respondido.

Daniel, a polpa pura pode ser batida no processador sem líquido algum. Mas com leite de coco fraquinho também fica bom. E cardamomo é o que mais combina (para o meu gosto).

Thelma, é verdade. E maxixe combina muito com este tipo de preparo, não é?

Santana, obrigada mesmo!!

Um abraço,
N

JESSICA MEL DA SILVA FARIA disse...

Eu ainda me lembro que há 3 anos atrás, você se juntou a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando no grupo do Whatsapp de analítica 1 por você estar fazendo iniciação científica e eu não. Eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Eu ainda me lembro que eu perguntei por que ninguém estava me defendendo, você falou que eu estava no fundão e a faculdade de direito ficava lá no centro, ou seja, com você faz farmácia e não direito, você não precisava me defender da humilhação, você agora fica agindo com se você não tivesse feito nada de errado, eu acho que ser psicopata é pré-requisito para se fazer iniciação científica. Você fez IC na área de imunologia e ainda queria me convencer que eu tirei nota baixa em micro e imuno por falta de estudo, eu não tirei nota baixa na disciplina de imunologia, por falta de estudo, eu tirei nota baixa, porque o professor cobrou na prova matéria que ele não ensinou. Você tirou nota alta, porque fez IC na área de imunologia. 

Eu me lembro que há três anos atrás, quando a Gabriela Silva Melo dos Reis foi reclamar de mim no grupo de analítica 1, você mandou ela registrar um boletim de ocorrência contra mim, só para ficar registrado. Porque você mesma não registra um boletim de ocorrência contra mim?

Vai numa delegacia de polícia e fala que há 3 anos atrás, você se aproveitou de um momento de fragilidade minha, para ficar me humilhando por causa de iniciação científica, eu adoraria ver você agindo de forma honesta, pelo menos uma vez na vida.

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/jessicamel.faria/

 

https://br.linkedin.com/in/j%C3%A9ssica-mel-da-silva-faria-2834921b0

 

Agora você vai se formar como farmacêutica como se nada tivesse acontecido, você representa o que a UFRJ tem de pior. Eu sei que o seu orientador de TCC se chama Luis Phillipe Nagem Lopes, o Luis é professor substituto da faculdade de farmácia da UFRJ, que é o mesmo orientador de TCC do Jakson Barros Bonfim, O Jakson foi psicopata que também ficou me humilhando em analítica 1. O titulo do Trabalho de conclusão do curso do Jakson Barros Bonfim é Sistematização de casos clínicos do HUCFF e desenvolvimento de website como ferramenta pedagógica: um relato de experiência.

Eu já mandei um e-mail para o seu orientador de TCC, te denunciando e denunciando o Jakson pelo o que vocês fizeram comigo. Eu estou esperando o Luis tomar as medidas cabíveis contra você. Se você não acredita em mim, pergunte ao Luis, se ele não recebeu um e-mail de denúncia.

Eu nunca vou esquecer o que você fez comigo.

Você também é amiga de Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova. Que uma vez eu ouvi a Beatriz falando que tinha escondido a cola da professora.

A Beatriz falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de orgânica 1 e só conseguiu passar em orgânica 1 com a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages.

A Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico.

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa me matar, o Guilherme de Sousa Barbosa ano passado ameaçou me bater na faculdade, mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Manda ele vir na boca de fumo que tem em cima da minha rua mandar o traficante me matar. Aqui na minha rua funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

Garanto que eu não vou fazer nenhuma falta, a vida é boa para quem faz iniciação científica e para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.