quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Framboesa, amora-negra. Framboesa-amora

Rubus sp (blackberry), amora negra

Amora-preta do meu quintal
Todo ano me arranho e digo que vou erradicar o planta que lança rebentos espinhentos e flexíveis no fim da primavera. Mas os brotos que são vistos quase a olhos nus se espichando, apressam em me apresentar rosinhas que logo se abrem para insetos que fazem a festa na calada da noite e à luz do dia, e já vão mostrando os frutos, que logo amadurecem e que, se não fico atenta, logo se vão maduros nos bicos dos sabiás.
Trouxe um galho há uns dez invernos de uma trilha da Pedra do Baú, em Campos do Jordão. Coloquei num saco, cheguei aqui, plantei e a muda ficou quieta, estática, até a próxima estação quente e chuvosa. Meu quintal é pequeno e sei que, se deixar, a planta toma conta, atravessa a calçada, brota em outro canto. Depois que os frutos se foram, podo e me machuco toda com os fartos espinhos que não bastassem arranhar se grudam nas roupas. Mas não tenho coragem de estirpar a raiz. E assim vou levando a plantinha ano a ano - melhor, ela vai me levando.
O nome: sempre a chamei de framboesa, mas um dia Nina Horta veio aqui e me corrigiu. Era amora-preta. Aí, o Adilson, da Ciprest, completou. Era amora-preta sarça, provavelmente da variedade Tupi. Segundo o dicionário Caldas Aulete, sarça é o mesmo que Silva: Bot. Nome comum a vários arbustos da fam. das rosáceas, do gênero Rubus; sarça, espinhento. Por isto é também chamada de amora de silva.
Apesar de se chamar amora-preta, em inglês, blackberry, ela pertence à família das Rosáceas e ao gênero Rubus, assim como as framboesas - aquela frutinha vermelha ou amarela, oca no centro, de sabor pronunciado e que também dá em moitas de ramos flexíveis. Então deveria se chamar framboesa-amora. O gênero Rubus constitui um grupo diversificado e complexo e muitas das variedades cultivadas hoje são resultado de sucessivas seleções e hibridações. Em inglês, alguns destes híbridos são conhecidos como loganberries, boysenberries e tayberries. Em português, desconheço os nomes para os tipos correspondentes.
Este gênero de planta, Rubus spp, (spp quer dizer "várias espécies", pois são muitas do mesmo gênero Rubus com características parecidas e que, portanto, recebem o mesmo nome popular), pode ser encontrada em estado silvestre na América do Norte e Europa e parece que as primeiras plantas passaram a ser cultivada no Brasil em 1972, no Rio Grande do Sul. Durante o período de repouso vegetativo (quando ela fica estática), a planta precisa de frio. Mas é o calor que faz com que saia da dormência, brote, floresça e frutifique. Como nas videiras, os frutos se desenvolvem nos ramos novos. Mas há variedades nativas não cultivadas que podemos encontrar pelas matas por aí (conforme observa o leitor Luiz Paulo - veja lá nos comentários). E tem esta aí abaixo, que também deve ser brasileira ou pelo menos descoberta aqui.
Rubus brasiliensis (aceito contestações), parentes da amora-negra do meu quintal. Encontrada em estado silvestre em Capão Bonito - SP (as folhas que aparecem devem ser de uma piperácea qualquer)
Morus nigra (mulberry), amora ou amora-de-árvore
Morus nigra (mulberry) ou amora de árvore, encontrada numa praça no bairro da Lapa, em São Paulo
Morus nigra (mulberry) ou amora de árvore, colhida em praça no bairro da Lapa (virou molho para a salada com as folhas, como esta )
Morus sp (mulberry), parente da amora de árvore que temos por aí. Encontrada na entrada de uma das Cinque Terre, na Itália
Os frutos da amoreira, aquela mais comum por aqui, embora sejam muito parecidos com os da amora-preta, vêm de uma planta de outra família, outro gênero. É difícil de acreditar, mas a amoreira é parente da jaqueira e da fruta-pão, da família das Moráceas, mas não das framboesas ou das amoras-pretas do meu quintal, parentes das rosas.
Além da negra, mais comum, há ainda a amora branca, Morus alba. São asiáticas de origem, mas hoje povoam vários cantos do mundo, incluindo no Brasil. A negra é rústica e é plantada por passarinhos, sendo possível encontrá-la em várias calçadas e praças de São Paulo. No meu quintal mesmo há uns 10 pés miúdos que preciso arrancar. Eles nascem espontaneamente toda primavera quando os pássaros começam a fazer cocô roxo. Como se vê na foto acima, na Itália, há variedades adaptadas a climas diversos, tropicais ou temperados. Em geral, os frutos são muito doces, frágeis, suculentos e aromáticos.
Rubus idaeus, (raspberry), framboesa
Estes frutinhos ocos que aqui conhecemos como framboesas podem ser vermelhos ou amarelos e são nativas nos países do Centro e Norte da Europa, zonas montanhosas do Mediterrâneo e em parte da Ásia. Há muitas espécies cultivadas, sendo as mais comuns a Rubus idaeus. Mas há aparentadas mais parecidas com as amoras-pretas (blackberries) ou outras espécies com origem e característica de cor, formato do fruto e maciez diversas. Por exemplo, descende da R. strigosa a framboesa amarela ou dourada, da América do Norte.
Em comum
Estas três frutinhas têm em comum o fruto formado por conglomerado de drupéolos de película fina e frágil que guardam polpa suculenta, doce, ácida e na maioria das vezes de coloração vinho quase negra. Este sumo, como o da uva tinta, apresenta grande quantidade de antocianinas, substâncias do grupo dos flavonóides com ação antioxidante que podem reduzir a incidência de doenças cardiovasculares e aterosclerose. Além disso, contém ácido elágico, que inibe a formação dos radicais livres, pois se liga ao ferro e ao cobre livres no organismo, envolvidos na formação destes radicais.
Na cozinha: o que importa mesmo é que estas frutinhas fazem geléias deliciosas, dão cor e sabor a gelatinas, tingem e perfumam o molho da salada, ficam mais vermelhas quando combinadas com ácido e mais azuladas se cruzadas com alimentos alcalinos, podem ser congeladas em aberto e jogadas diretamente no copo do liquidificador para fazer suco, iogurte ou kefir batido, fazem linda cobertura para tortas de queijo e dão mais vida e alegria a qualquer merenguinho branco.
Mas, tudo isto era só pra dizer:

Que consegui salvar duas amoras-pretas do quintal, desinfetei em hipoclorito, enxaguei e meti-as em vinagre branco antes que passarinhos me tomassem. Estou de olho em outras. No vinagre elas ficam descoradas, mas emprestam o pigmento da antocianina ao vinagre que se torna vermelho, adocicado e perfumado. Para saladas de folhas.

31 comentários:

Juliana disse...

Zilhões de bichos-da-seda não podem estar enganados! :o)

Juliana disse...

Ah! Lindas capuchinas (Tropaeolum majus)

Dog Pode disse...

Que coisa linda Neide, to até imaginando o sabor desse vinagre.

Olha, o dia que distribuir uma muda eu quero ta?...rs

Bjs

veronika paulics disse...

"conglomerado de drupéolos de película fina e frágil que guardam polpa suculenta, doce, ácida"...
que poema em prosa...
quero uma rama destas tais amoras. precisam de sol pode ser sombra? precisam de rega? ou vivem ao deus dará?
bj.v.

Neide Rigo disse...

Juliana, eles têm razão. Ah, as Tropaeolum nascem soltas aqui no quintal. Não me escapam folhas, botões e flores.

Dani, quando quiser, escreva no meu email.

Veronika,
"poema em prosa"? Só se aprendi com você. A rama, vem pegar. A planta vive ao deus-dará e se plantar hoje terá frutos só no final do ano que vem.

Beijo, n

Truehappynest disse...

Tenho um pé de framboesa (pelo menos eu achei que fosse), mas ao ver o seu, desconfio que é amora também.
Como ela adora se espalhar pelo quintal, deixei as danadas confinadas em 2 vasos.Sempre que as folhas e galhos começam a secar, corto, e logo brotam flores e depois frutas. Assim, tenho pelo menos 3 floradas e frutos ao ano. Geralmente no verão, no inicio do inverno e no fim da primavera.

Se puder, dê uma olhadinha nas fotos das minhas framboesas/amoras e me ajude a classifica-las.
Ganhei um galhinho de um velho caseiro e ele não sabia dizer o que eram, só que davam frutas enormes. De fato dão mesmo!
http://truehappynest.blogspot.com/2009/09/o-tempo-das-framboesas.html
Obrigada
Rosemary

Neide Rigo disse...

Rosemary,
são parecidas, sim. Talvez de variedades diferentes, mas certamente uma Rubus também. Sorte nossa, hem?
bj, n

Neide Rigo disse...

Rosemary,
são parecidas, sim. Talvez de variedades diferentes, mas certamente uma Rubus também. Sorte nossa, hem?
bj, n

Laura Backes disse...

Neide! Justo neste último sábado comprei framboesas e amoras pretas na feirinha da José Bonifácio aqui em POA. Estão na época, né.
E seguindo a dica de uma amiga, congelei um dos "pratinhos". Entonces ontem fiz um sorvete rápido, só liquidificando as frutinhas congeladas com açucar. Diliça!
Gosto também de botar na cachaça com um pouquinho de açucar. Fica delicioso.

Neide Rigo disse...

É mesmo, Laura! Como pude esquecer de citar a batida com cachaça? Fica uma delícia, né não?
Beijo,N

Luiz Paulo disse...

ô Neide, existem espécies nativas de Rubus, e não só as introduzidas.
Estas aqui colhi numa trilha em Ibiúna recentemente http://migre.me/deM6 . Costumam aparecer com frequência nas beiradas de mata (ecótono)mas o seu sabor não é tão intenso como as das espécies e híbridos do hemisfério norte.
Já que deu a mão, pego o braço: "sp." significa alguma espécie indeterminada em dado gênero. "spp" significa várias espécies daquele gênero. Ao se referir à "framboesa" genérica pode-se usar Rubus spp. (espécies várias). No caminho que faço daqui, pela Rua Sepetiba em direção ao Mercado da Lapa, uma das inúmeras casinhas tem um matagal de Rubus na lateral que parece ser a típica das matas originais (de planalto) de São Paulo. Também aparece espontânea no Parque Trianon e obviamente em todo o parque da Cantareira. Possuem bem mais drupéolos que as exóticas. Uma curiosidade: as frutinhas são mantidas juntas pela base no agregado por uma confusão de pelinhos que foram a inspiração para nada menos que a invenção do Velcro, pode?

Neide Rigo disse...

Ô, Luiz, nada como falar com gente que entende! obrigada pela colaboração. Nunca mais vou esquecer a explicação do sp e spp. Eu já tinha aprendido alguma vez. Vou arrumar lá no post.
Quanto às nativas, não encontrei nada sobre elas, mas é mesmo, realmente já vi destas por aí, já até comi muito delas no mato, meio sem-docinhas né? E mesmo a espécie brasiliense deve ser nativa, não? - pelo nome... Vou espiar a rua Sepetiba. Somos vizinhos?
A questão do velcro foi uma surpresa. Obrigada pela contribuição.
Um abraço,
N

Laura Backes disse...

Esqueci de dizer que amei as fotos e as poesia na descrição dos drupéolos..
Mas eu nem tava falando de batida não (boa sugestão, que também fica maravilha com pitanga).
Tava falando era de deixar na cachaça, como se faz com o butiá.
A diferença é que tem que tirar elas de dentro depois de um tempo.
Adorei o aprendizado com o Luiz Paulo! Velcro!!!

Anônimo disse...

Tenho me deliciado tomando sorvete dessa amora-framboesa, feito com iogurte, creme de leite, leite, cachaça e açúcar. Já publiquei o sorvete feito com a amora preta pequenina, bem docinha e usei a mesma receita para a nova leva de sorvete, só mudei o tipo de amora.
Ambos ficam muito bons.
http://nacozinhabrasil-gina.blogspot.com/2009/11/sorvete-de-amora.html
Bjs.

Neide Rigo disse...

Laura!! Eu já fui pensando na caipirinha... Mas certamente fica uma delícia a cachaça assim, e vermelhinha. Hum...

Gina, obrigada. Fica aqui a dica pros leitores do come-se. Vou lá ver.

beijos,n

Daniel Brazil disse...

Um post amorável, Neide.
As "berries" brasileiras rendem um livro, se alguém tiver paciência pra pesquisar!

Maria das Graças disse...

Um dia fui a Visconde de Mauá e na estrada encontrei uma touceira cheia de frutinhas vermelhas. É lindo o contraste com o verde das folhas. Tirei uma muda com raiz e levei. Plantei no meu quintal e virou uma touceira maior ainda. Sempre me espeto colhendo as frutas mas não desisto. Deliciosas.

Guilherme disse...

Boa tarde Neide, estou concluindo a fauldade de agronomia, e, também gosto bastante das amoras. Concederia uma muda da amora-preta?
Obrigado e abraços!
Guilherme

Neide Rigo disse...

Oi, Guilherme!
Mande uma mensagem para o meu email.
bjs,n

Anônimo disse...

Olá. achei seu blog procurando mais informações a respeito da amora que colhi hoje, diretamente de uma árvore na praça perto da minha casa (em sampa, acredite se quiser!). Ai eu descobri que na verdade é uma mulberry!!! que bacana...as fotos com a formação dos frutos ficaram maravilhosas! que otimo trab. bju, Fernanda - fenanda1982@hotmail.com

Neide Rigo disse...

Anestor, que contribuição valiosa. Isto é uma verdadeira rubusolândia. Parabéns pela dedicação.
Um abraço, N

Neide Rigo disse...

Anestor, que contribuição valiosa. Isto é uma verdadeira rubusolândia. Parabéns pela dedicação.
Um abraço, N

Isaac Kojima disse...

Tantos nomes que me confudi todo. A amoreira, que encontramos aos montes em SP, que nessa época do ano fica bem carregada é a Morus nigra (mullberry)?

Neide Rigo disse...

Oi, Isaac, é esta mesma.
bjs,n

MZ disse...

tenho uma plantação desta fruta (amora negra)em meu quintal..ela é doce e ácida(nada haver com a framboesa,essa é mais doce e a fruta é oca) esta amora negra se alastra e empesteia tudo..brotam mudas do chão como que do nada, atrevessam muros por baixo da terra...produz muito...não exige cuidados, só regar, adubar de vez enquando(como toda planta,né)faço geléia(para rechear tortas e bolos, cobertura de manjares ,e fundo cremoso para yogurtes e sorvetes, também sucos e molhos para carnes......

Clarice disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clarice disse...

Eu comia muito quando criança, era uma delícia!
Há alguns anos, já bem crescidinha (com quase quarenta), comecei a lembrar disso com um certo saudosismo e com isso encasquetei que queria um pé no meu jardim. Demorei bastante, mas consegui! Achei um muro no caminho do colégio onde meu filho estuda, cheinho delas. Devidamente autorizada pelo dono, colhi um montão, suficiente para eu fazer geleia e semear. E não é que consegui o meu tão sonhado pé de amora preta, a partir das sementes? Feliz da vida agora! Bjs!

Unknown disse...

Qual dessas é a amora miura considerada medicinal?

Fejjefrson Freitas disse...

Pena que por aqui ñ podemos mostrar fotos, eu ganhei uma mudinha a algum tempo q está se desenvolvendo bem, quando me deram falaram q era de amora, mas a todos que eu pergunto dizem que amora não tem espinhos, seu blog é o primeiro lugar q li que a amoreira tem espinho rsrs... gostaria muito de saber q planta é essa q me deram, acredito q vou ter q esperar ela frutificar (se é q é uma planta frutífera).

Do vale disse...

A minha e a primeira vez que produto está muito linda e já estão maduras acontece que apareceu uns bichinhos parecidos com joaninha como as da foto o que será tem problema consumir mesmo assim?

JULIA TAVARES DE AZEVEDO disse...

Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath, me fez acreditar que dava para passar na faculdade sem estudar, quando chegou em orgânica 1, você decidiu que não iria me dar cola e não me avisou nada. Esse foi o motivo de eu ter ficado reprovado em orgânica 1 pela primeira vez. Eu ainda me lembro, quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no laboratório de imunofarmacologia e inflamação e depois no laboratório de doenças neurodegenerativas. Foi então que eu notei que você apenas fingiu que era uma pessoa boa no primeiro semestre, no segundo semestre em diante, você mostrou quem você é de verdade, você não passa de uma egoísta que só pensa em si mesmo.

Você vai para a aula só para assinar o nome dos outros na lista de chamada. Uma vez na aula da disciplina de biotecnologia farmacêutica você assinou o nome da Bianca Marques de Sa na lista de chamada e a Bianca nem estava na faculdade naquele dia. A Bianca deve ter gostado de ter ficado reprovada em orgânica 1. A Bianca deveria agradecer a Fernanda por ter reprovado ela, sem sequer ter corrigido a prova dela. Eu não sou a única vítima da Fernanda.

Você ainda fundou a liga de farmacologia da UFRJ. Deve ser por isso, que a liga encerrou as suas atividades ano passado, uma liga formada por uma pessoa, que cola na prova não poderia dar certo.

Você ainda abriu a empresa Dye my Bag com o dinheiro da sua bolsa de IC, você ainda está fazendo estágio na Farmoquímica, será que o pessoal na Farmoquímica sabe quem você é de verdade?

Você devia procurar a polícia, eu adoraria ir para a cadeia. Na cadeia, eles vão me aceitar, na cadeia tem espaço para mim. Na UFRJ não tem espaço para mim, na UFRJ só tem espaço para gente rica, que cola na prova e que puxa o saco dos outros igual a você.

Eu já mandei um e-mail para o projeto de extensão chamado Princípios Ativos - uma Abordagem de Ensino Pesquisa e Extensão, te denunciando contando tudo o que você fez comigo e pedindo que você fosse expulsa. Uma pessoa que passa na prova colando não merece fazer parte de um projeto de extensão cheio de pessoas que passam na prova estudando. Infelizmente o meu e-mail foi ignorado e você continua como membro do projeto de extensão, segundo o seu próprio perfil no Instagram:

https://www.instagram.com/p/DaHQQNcsFGD/

Ano passado, o seu amigo Guilherme de Sousa Barbosa ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Depois que ele fez isso, você junto com os outros alunos da Fernanda foram fazer queixinha sobre minha na coordenação da farmácia. Por causa dessa queixinha. Algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece e que já concluiu o curso de farmácia. Até agora eu não estou acreditando no que aconteceu comigo, um funcionário público da coordenação da farmácia da UFRJ abusou do poder, que tinha como membro da coordenação da farmácia para vazar as minhas informações pessoais para os outros. Se esse FDP achou que iria me calar, pode ter certeza que ele não conseguiu. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia e tenho as minhas informações pessoais vazadas. Medo é para quem tem algo a perder, você já tirou tudo de mim, no momento que você me abandonou em orgânica 1.

Você foi expulsa do projeto de extensão "Tá na hora de tomar o remédio" e "Neurodelas" depois que eu entrei em contato com os membros desses projetos de extensão denunciando o seu mau comportamento na faculdade.

Já que você fez uma queixa sobre mim na coordenação da farmácia, eu resolvi retribuir. Eu mandei um e-mail para a Farmoquímica te denunciando, no e-mail eu falei todas as coisas, que você faz de errado na faculdade e pedindo que você seja demitida.

Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa cumprir a ameaça e me matar logo, manda ele aparecer aqui na boca de fumo que tem em cima da minha casa pegar um fuzil com o traficante. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.