
Poderia ser à sombra deste pé de abricó-de-macaco. Árvore gorda, florida e bem carioca Há umas duas semanas, a Luiza Fecarotta, da Folha de São Paulo, fez uma matéria bem legal para homenagear Bettina Orrico, que acaba de lançar o livro "Os Jantares que Não Dei" . Convidou três chefs de destaque e os instigou a criar um jantar imaginário. Leio sempre a Folha às quintas feiras, a versão online, e lá no texto da Roberta Sudbrack apareciam três nomes, nenhum o meu. Mas fiquei feliz de ver o Dória citado com o Boni e o Troigrois, embora ela diga que o banquete seria para 12 convidados. Mas quem leu a versão impressa veio me dizer que meu nome aparecia em vez do nome do Boni. Aí fui conferir a versão impressa e vi que agora o recorte mudou de posição e focava Dória, Troigross e eu. Fiquei feliz, mas ainda desconfiada de que meu nome estava ali por engano. Agora a Roberta publicou um post revelando todos os convidados da mesa. Poxa, não foi engano. Eu estou mesmo lá com toda aquela gente importante, que eu admiro. Lisongeada, feliz e envergonhada por nunca ter ido ao restaurante da Roberta, sempre tão elogiado. Mas sei das coisas que ela apronta e estou sempre a babar. Agora, então, estou a sonhar com os pratos que ela propõe servir ao ar livre sob a sombra de flores de uma árvore gorda. É o tipo de homenagem que eu nunca sei como agradecer. Veja os textos da Mari Hirata e do André Mifano, aqui. Em seguida, o texto que saiu na Folha e, na sequência, o que Roberta publicou no blog. Folha de São Paulo
Roberta Sudbrack - Um banquete ao ar livre
Roberta Sudbrack, 41, já cozinhou para uma infinidade de celebridades. A começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no Palácio da Alvorada. Depois, vieram rei Juan Carlo, príncipe Charles, Fidel Castro... Até já realizou o maior sonho: preparar um jantar para Fernanda Montenegro. E duas vezes, inclusive no aniversário de 80 anos da atriz. Ainda assim, se pudesse voltar no tempo e alcançar o século 19, faria um banquete para Antonin Carême, o "cozinheiro dos reis e o rei dos cozinheiros".
Uma mesa ao ar livre, em um jardim sob as árvores, acolheria 12 convidados. Entre eles, o chef Claude Troisgros, a nutricionista Neide Rigo e o sociólogo Carlos Alberto Dória. Na taça, vinhos selecionados por Jonathan Nossiter, que também estaria presente.
"Sempre fui apaixonada por banquetes. No meu restaurante, faço questão de manter esse ritual todas as noites", diz a premiada chef gaúcha, que hoje mora no Rio. "Carême é a refe rência de todos nós. Sou auto didata e estudei pelos livros dele. Todos em francês e eu nem falava francês (risos)."
Na imaginação de Roberta, o cardápio teria sete etapas, nas quais ela tentaria traduzir sua cozinha e mostrar alguns dos ingredientes que estudou nos últimos anos. Nas receitas, aparecem maxixe, chuchu, quiabo, magarito. "Meu barato é fazer com que ingredientes do dia a dia possam se expressar também na alta gastronomia."
Ela prepararia, por exemplo, um porquinho de leite assado em baixa temperatura caseira. "Essa técnica era a grande especialidade de Carême. Tenho medo dessas máquinas modernas. Controlo a carne de maneira artesanal, num recipiente coberto, para criar vapor e fazer com que não perca umidade nem volume."
Uma torta de pera com tapioca encerra o banquete. "A escolha do menu não poderia ser diferente: cozinha brasileira moderna. Tenho certeza de que Carême conseguiria compreender."
O texto no blog da Roberta Os jantares que não dei…
Cheia de novidades! Camelos, desertos, Bocuses e coisas mais. E tempo? Como valorizo esse senhor! Cada vez mais, cada minuto mais. Aproveitei cada segundo dessa escapada e fui imensamente feliz. Alguma coisa pode ser mais importante nessa vida? Acho que cheguei à conclusão de que não, definitivamente não tem nada mais importante na vida do que cozinhar, viajar e ser feliz! Dito isso, mesmo sem tempo estou aqui. Feliz!
Ainda não vai dar para contar tudo como gostaria, mas não poderia deixar de voltar nesse assunto: “Os jantares que não dei” Tema fascinante do livro da não menos fascinante Betina Orrico, que também foi tema de uma matéria, da qual tive a honra de participar ao lado da minha musa inspiradora Mari Hirata para a Folha de São Paulo: http://eaturl.info/2w4g Sempre que encontro a Mari tenho vontade de fazer uma reverência. Justa e merecida, diga-se de passagem, e faço!
A matéria ficou ótima, interessantíssima, mas, como hoje já entendo melhor dessa loucura que atende pelo nome de redação! Imagino os porquês de não terem incluído, não só toda a minha lista de convidados, como o menu que gostaria de ter servido à Antonin Carême cercada por essas pessoas, numa mesa única, sem toalha, embaixo de uma árvore bem gorda. Pois bem meus caros, e não é para isso que os blogs servem? Segue na íntegra toda a concepção do jantar, assim como o menu e a lista de convidados! Em primeiríssima mão. Demorei mas voltei com tudo, me aguardem!
Entrevista Folha de São Paulo
Pauta: Os jantares que não dei
Homenageado seria: Antonin Carême
Convidados seriam:Claude Troisgros, Laurent Suadeau, Emanuel Bassoleil, Mara Salles, Ana Soares, Neide Rigo, Benny Novak, Carlos Doria, Janaína Rueda, Eliane André, Rodrigo Oliveira, Jonathan Nossiter, Renato Machado, Boni.
Ambientação: Ao ar livre, uma mesa grande de preferência embaixo de alguma árvore.
Vinhos: Todos de terroir escolhidos pelo Jonathan Nossiter.
Menu: Tartare de abóbora, Filé curado em marmelada de maxixe, Quiabo defumado em camarão semicozido, Lagostim em lâminas de chuchu e leite de amendoim, Ravióli amanteigado de mangarito em três texturas, Porquinho de leite assado em baixa temperatura caseira, Chantilly de batatas, Tortinha de pêra e tapioca
6 comentários:
Neide, que chiquê! Eu que leio seu blog há tanto tempo já me sinto sua amiga, e agora me sinto amiga de alguém que é amiga da Roberta Sudbrack, hehehehe, parabéns, beijos!
Oi, Carol! Eu também achei isto tão chique. Ainda mais a Roberta, que admiro tanto. Amigas, amigas!
beijos, n
Eita, Neide!!! Que máximo, heim? Eu fiquei besttinha quando li! =) Imagina tu!
beijão
Legal isto, Neide!
Bem mais legal, até, que a coisa daquela blogger ali do filme que vimos. rss
E, sem querer, vc me disse o nome da planta que eu fotografei ali em Copacabana e ninguém sabia o nome.
Com certeza pq eramos, todos, paulistanos...
Hihihi.
Bjs!
Claudia,
eu adoro esta árvore. Sempre que vou ao rio fotografo as flores ou os frutos - não resisto.
bjs,n
Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath, me fez acreditar que dava para passar na faculdade sem estudar, quando chegou em orgânica 1, você decidiu que não iria me dar cola e não me avisou nada. Esse foi o motivo de eu ter ficado reprovado em orgânica 1 pela primeira vez. Eu ainda me lembro, quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no laboratório de imunofarmacologia e inflamação e depois no laboratório de doenças neurodegenerativas. Foi então que eu notei que você apenas fingiu que era uma pessoa boa no primeiro semestre, no segundo semestre em diante, você mostrou quem você é de verdade, você não passa de uma egoísta que só pensa em si mesmo.
Você vai para a aula só para assinar o nome dos outros na lista de chamada. Uma vez na aula da disciplina de biotecnologia farmacêutica você assinou o nome da Bianca Marques de Sa na lista de chamada e a Bianca nem estava na faculdade naquele dia. A Bianca deve ter gostado de ter ficado reprovada em orgânica 1. A Bianca deveria agradecer a Fernanda por ter reprovado ela, sem sequer ter corrigido a prova dela. Eu não sou a única vítima da Fernanda.
Você ainda fundou a liga de farmacologia da UFRJ. Deve ser por isso, que a liga encerrou as suas atividades ano passado, uma liga formada por uma pessoa, que cola na prova não poderia dar certo.
Você ainda abriu a empresa Dye my Bag com o dinheiro da sua bolsa de IC, você ainda está fazendo estágio na Farmoquímica, será que o pessoal na Farmoquímica sabe quem você é de verdade?
Você devia procurar a polícia, eu adoraria ir para a cadeia. Na cadeia, eles vão me aceitar, na cadeia tem espaço para mim. Na UFRJ não tem espaço para mim, na UFRJ só tem espaço para gente rica, que cola na prova e que puxa o saco dos outros igual a você.
Eu já mandei um e-mail para o projeto de extensão chamado Princípios Ativos - uma Abordagem de Ensino Pesquisa e Extensão, te denunciando contando tudo o que você fez comigo e pedindo que você fosse expulsa. Uma pessoa que passa na prova colando não merece fazer parte de um projeto de extensão cheio de pessoas que passam na prova estudando. Infelizmente o meu e-mail foi ignorado e você continua como membro do projeto de extensão, segundo o seu próprio perfil no Instagram:
https://www.instagram.com/p/DaHQQNcsFGD/
Ano passado, o seu amigo Guilherme de Sousa Barbosa ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Depois que ele fez isso, você junto com os outros alunos da Fernanda foram fazer queixinha sobre minha na coordenação da farmácia. Por causa dessa queixinha. Algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece e que já concluiu o curso de farmácia. Até agora eu não estou acreditando no que aconteceu comigo, um funcionário público da coordenação da farmácia da UFRJ abusou do poder, que tinha como membro da coordenação da farmácia para vazar as minhas informações pessoais para os outros. Se esse FDP achou que iria me calar, pode ter certeza que ele não conseguiu. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia e tenho as minhas informações pessoais vazadas. Medo é para quem tem algo a perder, você já tirou tudo de mim, no momento que você me abandonou em orgânica 1.
Você foi expulsa do projeto de extensão "Tá na hora de tomar o remédio" e "Neurodelas" depois que eu entrei em contato com os membros desses projetos de extensão denunciando o seu mau comportamento na faculdade.
Já que você fez uma queixa sobre mim na coordenação da farmácia, eu resolvi retribuir. Eu mandei um e-mail para a Farmoquímica te denunciando, no e-mail eu falei todas as coisas, que você faz de errado na faculdade e pedindo que você seja demitida.
Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa cumprir a ameaça e me matar logo, manda ele aparecer aqui na boca de fumo que tem em cima da minha casa pegar um fuzil com o traficante. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.
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