segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cogumelos comestíveis? Ah, seu soubesse...





Estes todos são daqui da Lapa!
Cárneos, glutamáticos e cheirosos como casa de praia. Cadê os micófilos, micólogos, micologistas ou micetologistas? Para identificar amanitas que matam, agrocybes que alimentam, cogumelos que transportam e devolvem ou aqueles que levam para viagem sem volta! Eu só quero saber, só quero comer.
Se eu soubesse, comeria!

8 comentários:

Mariângela disse...

quando eu morava na Alemanha era só levar até uma repartição da prefeitura que o "Pilzberater",o que conhece e analisa cogumelos,confere e libera os comestíveis.E sem cobrar nada.Não sei se ainda existe este tipo de serviço mas creio que sim.Beijo!

Neide Rigo disse...

Mari,
logo, logo, vamos precisar de um pilzberater por aqui.
beijos,
N

Carlos Dória disse...

Neide,
o Lévi-Strauss tem um texto interessante sobre os cogumelos e a cultura. Existe o livro "Larousse des champignons" que descreve as espécies e sua toxidade. Poucos são os venenosos. No livro, há fotos que permitem identificar os comestíveis. Mas nem todos os comestiveis são culinariamente interessantes. A maioria é desprovida desse tipo de utilidade.

Neide Rigo disse...

Oi, Dória!
Obrigada pela dica. Tenho também um manual ótimo para identificar espécies, com fotos, família e informações sobre toxicidade. É o Guia práctica para conocer e identificar todas las setas – El Gran Livro de Las Setas, de Ettore Bielli (original italiano, traduzido para o espanhol). Foi atrávés dele que identifiquei o cogumelo do eucalipto (Ramaria flava) vendido lá em Porto Alegre (veja aqui: http://come-se.blogspot.com/2008/05/porto-alegre-parte-4-cogumelo-do.html). Eu já fiz um curso de cultivo de cogumelos e o especialista disse que não temos aqui cogumelos mortais, apenas os alucinógenos e os não interessantes do ponto de vista gastronômico. Ainda assim,
já vi em Campos do Jordão uma espécie parecidíssima com a Amanita muscaria e outra que era a cara da Amanita verna. Eu não arriscaria. Dos silvestres, por enquanto, fico com as inofensivas orelhas-de-pau ou os huitlacoches, vulgo carvão-do-milho. Me mande o texto!
beijos,
N

Ari Uriartt disse...

Oi Neide!

Já conseguiste o livro da Rosa Trindad Guereiro: FUNGOS MACROSCOPICOS COMUNS NO RIO GRANDE DO SUL. Se quiseres posso pesquisar se encontro aqui em Porto Alegre.

Em São Paulo recomendo um contato com a pesquisadora Vera Lucia Ramos Bononi (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783592H5) da Seção de Micologia e Liquenologia do Instituto de Botânica.

Para adquiri livros e obter algumas informações sugiro que visite o site

http://fungi.com/books/index.html

Pessoalmente conheço alguns cogumelos que ocorrem aqui no Rio Grande do Sul e que são comestíveis. Resta saber se ocorrem com a mesma freqüência aí em São Paulo.

Eis alguns exemplos:

Suillus luteus (com algumas restrições, deve se tirar a pele do chapéu e o pé, pois tem ação laxante)

Ramaria flava (já citada anteriormente)

Lactarius deliciosus

Auricularia auricula-judae

Coprinus comatus

Agaricus campestris

Macrolepiota

Para ter uma idéia de seu aspecto sugiro digitar os nome na sessão de pesquisa de imagens do google.

http://images.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi

Neide Rigo disse...

Ari,
obrigadíssima, mais uma vez,por todas estas informações. Não consegui encontrar o livro. Se você puder me mandar, a gente combina o pagamento por email (neide.rigo@gmail.com). Vou procurar a professora Vera, sim. Estou interessada no assunto.
Um abraço,
N

Daniel Brazil disse...

Aqueles comuns nos jardins de São Paulo, com um anãozinho embaixo, não são de comer!

Mariana MT disse...

Aprendi mais com essa postagem e os comentários do que em todos os outros sites que havia procurado.

Agora vou tentar identificar a espécie que "surgiu" no meu quinatl...