sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vinho rosé da Provence


Bel Coelho e Georges Lepré
Logo volto ao Alentejo, aos azeites. Mas agora dou um pulinho em outra parte da Europa. Não, não fui viajar de novo (quisera eu!).
Antes de ontem fui a uma apresentação de vinhos rosés no Grand Hyatt a convite do diretor do Conselho Interprofissional dos Vinhos de Provence, François Millo (também fotógrafo). A ideia era apresentar alguns vinhos e suas particularidades e harmonizar com comida nossa, feita com talento pela chefe Bel Coelho.
O vinho rosé da Provence nunca é um varietal, mas cortes que podem combinar várias uvas entre o rol das cepas plantadas na região: Grenache, Syrah, Mourvèdre, Cinsault, Tibouren, Carignan e Cabernet-sauvignon. As uvas tintas são macerados apenas até dar o equilíbrio cor/sabor/aroma e a fermentação ocorre sem as cascas.
Além de perceber que os tais vinhos são ótimos para se tomar sozinhos, tem corpo, são secos, frescos, perfumados, aromáticos e coloridos de pêssego ou salmão, pude comprovar também que combinam mesmo com nossa comida, assim como com a comida asiática, apimentada e com pratos à base de frutos do mar. Depois da primeira taça, a gente já começa a se sentir abanada pelo vento Mistral e perfumada pelos campos de alfazemas da Provence.
A degustação foi conduzida pelo sommelier Georges Lepré (já foi do Ritz Paris). Mas o mais inusitado era que ele ia de notas resinosas de almíscar a outras mais sonoras. É que enquanto degustávamos (ok, bebíamos), entrava em ação o piano de Elsa Fortin, do grupo francês Musique & Vin, do qual Monsieur Lepré também faz parte. E, no final, cantando La Vie en Rose, ele ainda conduziu à dança a bela Bel Coelho que chegou de avental para os elogios. Aliás, ela deve ter esquentado os miolos para bolar um cardápio sem uso de talheres - para o barulho não atrapalhar a música. E conseguiu.
Comemos com as mãos trouxinha de alface com salada de frango e castanha de caju. Assim como a barquete de pupunha com bobó de camarão. E com colherinha de madeira, mini moranga recheada com carne seca e a sobremesa, romeu e julieta da chef (molinhos - o creme que cobria parecia ser uma mistura de catupiry com creme de leite). Combinados om Hauts Plateaux, Château de Pourcieux, Rimanuresq Cru Classé, Saint Qvinis Rosé 2008 e, para terminar, Les Belles Bastilles.

Nota: no mesmo dia, lá no Hyatt, estava tendo um almoço no andar de baixo com executivos da Coca-cola. Não era degustação da bebida, mas todos os copos eram negros. Pediram para fechar o piano. Para sorte nossa, a pianista desobedeceu. Faltou a eles uma tacinha de rosé para relaxar.



Tim tim!

Calma, ainda tem Alentejo, azeites..

2 comentários:

Eduardo Luz disse...

Que belo jantar. E sou fã da Bel! Ela conseguiu cozinhar legal até no Budha Bar!!
E uma pena que só vi sobre o almoço italiano agora. Ela faz sempre?
Que bela viagem, a portuguesa!!
Abs

Neide Rigo disse...

Oi, Edu!
A comida estava mesmo muito gostosa. E Portugal foi uma delícia. Meu relato e minhas fotos não fazem juz a tudo que vi, comi e bebi rss.

A Maria faz sempre, sim. Deixe com ela seu email que ela te avisa da próxima vez. Eu é que fui relapsa só divulgando hoje. Muita correria.

beijos, n