quarta-feira, 14 de março de 2012

Pão de abóbora de Piracaia

Abóboras de Piracaia

Abóboras, milho de pipoca, almeirão, vagens orelha-de-padre, tomatinhos
e até sorgo do Senegal. Em se plantando, tudo dá!
 
Desde aquela primeira abóbora que colhemos em Piracaia, que encontramos ao acaso, alimento primeiro daquela terra, muitas abóboras já vieram. Não ficamos uma semana sem elas. Tem pão,  polenta, bolos, antepastos, curau, spatzle etc. Ela é cozida no arroz, com quiabo, na carne-seca, na sopa, recheada, comida com leite e açúcar. E o melhor, ninguém enjoa. Melhor ainda é que faço de tudo com ela, menos doce - se gostasse, estaria perdida.  Fora a abóbora maior que vem do pé já existente ou de sementes dela, todas as outras são raças de Fartura. 


Só agora vi que já tinha aqui um pão muito parecido com o que dou agora, mas fiz com as referências que já tenho impregnadas, sempre com algumas modificações adaptadas ao que tenho por perto. Levei ao piquenique de domingo para comer com pasta de amendoins.  


Pão de abóbora com crosta de amêndoas 


1 envelope de fermento biológico seco (10 g)
1 1/2 xícara de água morna 
1 colher (sopa) de sal 
3 colheres (sopa) de açúcar 
500 g de abóbora madura cozida, fria, sem a casca - cerca de 2 xícaras da polpa amassada 
1 ovo 
Farinha de trigo até dar o ponto - cerca de 1 quilo (pode variar conforme a umidade da abóbora)
4 colheres (sopa) de azeite 
100 g de amêndoas picadas (ou amendoins com ou sem pele, picados)

Numa tigela, misture o fermento com um pouco da água. Deixe dissolver até formar um creme. Junte o restante da água, o açúcar e o sal e misture bem. Adicione a abóbora em purê, o ovo e o azeite e misture bem. Se quiser, passe esta mistura pelo liquidificador para ficar bem lisa. Vá juntando farinha de trigo aos poucos. Quando ficar difícil de mexer, passe a massa para uma superfície de trabalho enfarinhada e comece a trabalhar com as mãos, juntando farinha à medida que amassa, até formar uma massa homogênea, lisa, modelável, que se solte das mãos. A massa deve ser colocada novamente na tigela, coberta com plástico ou um pano. Espere crescer até dobrar de volume (caso não tenha experiência com pães, faça uma bolinha com a massa e deixe num copo com água em temperatura ambiente – quando ela subir à superfície, a massa certamente estará no ponto). Divida a massa em três ou quatro e molde os pães compridos ou redondos.  Umedeça os pães com água e role-os sobre as amêndoas picadas reservadas (ou amendoins).  Coloque-os numa assadeira grande, untada e polvilhada, deixando espaço entre eles. Deixe crescer novamente por cerca de meia hora ou até os pães dobrarem de volume. Faça cortes com lâmina afiada, leve ao forno preaquecido bem quente (280 ºC) e deixe assar por 10 minutos. Abaixe o fogo para 230 ºC e deixe assar por cerca de 50 minutos. Os pães devem ficar bem dourados. Se preferir, polvilhe os pães com farinha e coloque as amêndoas na massa.  Sirva com pasta de amendoins. 

Rende: 3 a 4 pães  

14 comentários:

Anônimo disse...

Oi Neide.
Descobri seu blog numa matéria do jornal Paladar e adorei logo de cara! Faz duas
semanas fiz pela primeira vez um pão seguindo sua receita de pãozinho de
mandioca. E fiquei super feliz porque deu certo! Agora queria fazer um pão de batata
e queria saber se com essa receita do pão de abobora poderia substituir por duas
xícaras de batatas cozidas e amassadas.
Parabéns pelo seu blog!!!
Bjs, Carmen Corvalán

Neide Rigo disse...

Oi, Carmen,
eu nunca fiz com batatas, mas acho que não terá problemas.
De qualquer forma, tem este aqui de inhame, que deve servir também de base: http://come-se.blogspot.com/2008/08/e-d-lhe-taro-inhame.html

Um abraço, N

Fábio Metello disse...

vou fazer,,,,

aliás sábado vamos pedalar em Piracaia/Nazaré e almoçaremos conforme sua sugestão na figueira Grande
abs
Fábio

Anônimo disse...

Acho que já falei que você tem dedo verde,né? E pelo jeito, bom faro para terras boas de cultivo. Tenho uma pequena chácara e uma horta que agora está linda devido a minha insistência e cuidados (tem muita saúva), mas chuchu e abóbora, que eu amo, ainda não consegui reprodução, pois não se firmam e morrem. Abç Izabel

Doce Final Feliz disse...

Ficaram deliciosos estes paezinhos!! rendi-me..
bjus
Cila

eteapetece disse...

neide, você é incrível! queria mais... queria que vc viesse no sítio pra cheirar, olhar e mostrar tudo que come-se por aí... você é incrível! bj.

Anônimo disse...

Neide, sabe me dizer onde encontro farinha de tapioca aqui em SP? Não pra fazer tapioca de frigideira, mas pra fazer mingau e pudim. Seria o mesmo que sagú? Se puder me responder te agradeço. Um beijo, Daniela

Neide Rigo disse...

Fábio, neste finde estaremos por lá trabalhando. Abraços pra Helenice.

Izabel, eu só conto o que dá certo! Tomara que ainda consiga cultivar abóboras e chuchus. Acho que é só esquecer deles...

Cila, você os fez?

Eate, e onde é seu sítio?

Daniela, veja se é a tapioca granulada de que fala: http://come-se.blogspot.com/2008/06/mais-paladar-brasileiro-e-radiografia.html . Se for, é fácil achar em supermercados e em mercados municipais, pelo menos aqui em São Paulo.

Um abraço, N

eteapetece disse...

entre bragança paulista e piracaia! =)

Neide Rigo disse...

etea, quem sabe um dia, então, agora que estamos perto. um abraço, n

eteapetece disse...

quem sabe um dia?!? vou adorar! abraço.

Anônimo disse...

Neide querida, pode mudar o fermento biologico seco por fresco? Beijo, Sofia

Neide Rigo disse...

Sofia,
pode, sim. Use 2 tabletes do fresco. Um abraço, N

Claudia disse...

Se me permite, e não se ofenda, por favor...você me fez lembrar com saudades da minha mãezinha que está no ´céu...ela adorava esse tipo de comida...e eu estou encantadda com suas dicas, ensinamentos, culinária, fotos, casa, tudo. Parabéns! Pena que minha mãe não está mais perto de mim pra me ensinar a plantar tudo...mas vou espiando por aqui e aprendendo...obrigada.