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| Mangas papo-de-rola e pingo-de-ouro, de Salvador |
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| Mangas ubás (as menores) e sapatinho, as demais, presentes do João |
Mas em janeiro escrevi sobre elas para minha coluna no Paladar e um leitor mineiro do caderno me escreveu corrigindo. "Prezada Neide Rigo, tomo a liberdade de informá-la que você cometeu um pequeno equívoco na sua coluna de hoje, no caderno Paladar. Na realidade, a manga que a gente massageia, faz um furinho na ponta com os dentes e chupa o sumo é a sapatinho, que tem fibra que nem corda de sisal. A espada, rainha de todas as mangas, não tem fibra e seu sabor só é confrontado com o da ubá, que pode ser chamada princesinha de todas as mangas, até pelo seu tamanho diminuto.".
Pois eu, ignorante, chupava mesmo a espada apertando, não conhecia ao vivo nem a sapatinho que parece ser mais apropriada. Nem a ubá, da qual falaria no email seguinte, que é mais de comer. "Neide, realmente a casca da sapatinho é mais grossa, mais flexível e ela tem muito mais sumo do que a espada. Mas tem de se tomar cuidado ao apertá-la para a casca não se romper. Infelizmente não existem mais as sapatinhos nas barracas das feiras e gôndolas de supermercados. Nesse fim de semana vou tentar encontrar algumas em fazendas de parentes e amigos e mandá-las para você. Entro em contato se tiver êxito na empreitada. E a ubá, você conhece? Ela domina os manguezais da Zona da Mata mineira, onde encontra-se uma cidade que leva o seu nome e que é vizinha a Cataguazes, imortalizada pelo modernismo brasileiro pelas mãos do genial cineasta Humberto Mauro".
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| Brotos das manga ubá e sapatinho, presentes do João, já foram pra Piracaia |
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| Nossas mangas de Piracaia |

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| Nossas mangas abertas |
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Manga papo-de-rola
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| Mangas pingo-de-ouro |






