quarta-feira, 13 de março de 2013

Abobrinha verde e amarela

Já estou me preparando pra ganhar muito dinheiro na copa. Comprei no Revelando São Paulo do ano passado uma abobrinha bicolor e já não me lembro se usei a polpa, mas as sementes, com certeza, viraram mudinhas que foram plantadas no meio das braquiárias no sítio em Piracaia. 

Não me contive de alegria quando vi a primeira abobrinha verde e amarela entre as folhas com as mesmas cores. Guardei a ansiedade e não arranquei. Poderia tê-la usado como abobrinha verde, pois neste estágio, as cores são ainda mais bandeirosas. Mas resolvi deixar amadurecer, assim poderia ter mais sementes. 

Toda semana ia dar uma olhadinha para acompanhar o crescimento - como cresce rápido. E,  neste último sábado quando fui olhar,  avistei não só aquela mas outras duas engordando entre o mato afastado, agora já mais alaranjadas na porção amarela e mais desbotada e rajada, na verde. Como estão maduras, vão durar meses enfeitando a cozinha. 

Esta variedade foi desenvolvida pela Embrapa, resultado de cruzamento de abóboras de pescoço, uma predominantemente verde e a outra, alaranjada. Foram selecionadas ainda para serem mais resistentes. E são. O exemplar que trouxe da feira era de Palmital-SP e, também madura,  tinha tamanho muito menor que a que consegui colher. E não adubei e nem usei defensivos. Só abri uma roda entre a braquiária e enfiei a mudinha que fiz aqui em casa.  O resto, fez a chuva. Imagino que as sementes possam ser compradas em qualquer loja de insumos agrícolas. Quando abri-las e preparar o que quer que seja, eu conto. Uma delas já foi pro Rodrigo, do Mocotó, que já estava com a dita na fila para engenhosidades de chefe.  

A de palmital que me deu as sementes
A planta é esta belezura
Quando novinha é assim e já pode ser comida com casca e tudo
Aqui, já bem maduras e secas