Não me contive de alegria quando vi a primeira abobrinha verde e amarela entre as folhas com as mesmas cores. Guardei a ansiedade e não arranquei. Poderia tê-la usado como abobrinha verde, pois neste estágio, as cores são ainda mais bandeirosas. Mas resolvi deixar amadurecer, assim poderia ter mais sementes.
Toda semana ia dar uma olhadinha para acompanhar o crescimento - como cresce rápido. E, neste último sábado quando fui olhar, avistei não só aquela mas outras duas engordando entre o mato afastado, agora já mais alaranjadas na porção amarela e mais desbotada e rajada, na verde. Como estão maduras, vão durar meses enfeitando a cozinha.
Esta variedade foi desenvolvida pela Embrapa, resultado de cruzamento de abóboras de pescoço, uma predominantemente verde e a outra, alaranjada. Foram selecionadas ainda para serem mais resistentes. E são. O exemplar que trouxe da feira era de Palmital-SP e, também madura, tinha tamanho muito menor que a que consegui colher. E não adubei e nem usei defensivos. Só abri uma roda entre a braquiária e enfiei a mudinha que fiz aqui em casa. O resto, fez a chuva. Imagino que as sementes possam ser compradas em qualquer loja de insumos agrícolas. Quando abri-las e preparar o que quer que seja, eu conto. Uma delas já foi pro Rodrigo, do Mocotó, que já estava com a dita na fila para engenhosidades de chefe.
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| A de palmital que me deu as sementes |
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| A planta é esta belezura |
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| Quando novinha é assim e já pode ser comida com casca e tudo |
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| Aqui, já bem maduras e secas |




