sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Estufinha para viagem



Não há lugar aonde eu vá, que uma plantinha ou outra não me chame a atenção (e atice a cobiça de tê-la no meu quintal). Não deve ser invenção minha já que me parece uma coisa meio óbvia e muita gente pode ter tido a mesma idéia em lugares diferentes do planeta, mas vai a dica para quem nunca pensou nisto antes. Na minha viagem à Ilha do Marajó queria trazer junto a floresta amazônica, mas só trouxe o que coube nestas garrafinhas pet que conseguiram segurar a umidade das plantas até chegar aqui - e ainda continuam do mesmo vistosas – só vou abrir e transplantar daqui a alguns dias, quando elas tiverem enraizadas, já que só plantei a ponteira. É só ter o cuidado de trazer na bagagem de mão. Agora, não me responsabilizo se o ato for caracterizado como biopirataria na esteira de raio-x. Trouxe pau-d´álho (Mansoa alliacea - uma delícia, depois falo dele) e outras ervinhas de cheiro.

Como fazer: escolha garrafas pets com a tampa, empurre para baixo o rótulo (não tire, ele será útil) e corte a garrafa ao meio – de preferência transparente. Caso a planta seja grande, como muda já enraizada, use garrafa pet de 2 litros. Para ervinhas aromáticas, estas pequenas de água servem. Na metade de baixo, coloque um pouco de terra e plante a ponteira da erva (o terminal de um raminho novo, com poucas folhas), apertando bem com os dedos para que fique bem firme. Veja aqui, onde explico melhor. Junte as duas metades e vede com o rótulo empurrando-o pra cima. Está pronto. Agora é só ter paciência. Se deu tudo certo, as mudas chegam na sua casa sãs e salvas, nem murchas nem queimadas. Deixe-as na sombra por 30 a 40 dias e plante no lugar definitivo. É isto.
Para saber mais, veja aqui no Come-se:

Multiplicação das salvias

Plantar, colher, comer

9 comentários:

João Pedro Diniz disse...

O desejo de plantar coisas de temperar e comer devia ser um dos meus pedidos de ano novo, mas nunca o faço.
Já li tudo o que havia de novo e fico à espera de mais.
bom ano de 2008

Eliana Scaramal disse...

Que lindo amiga!! Eu também gosto de ter temperinhos plantados mas penso como o Chef Alan só dá para utilizar na hora do aperto pois a gente planta mas não rende o suficiente, ainda mais morando em apartamentos né?! Quem me dera tivesse espaço. :)

Laurinha disse...

..... a floresta amazônica inteira.... tenho certeza que vc faria, se pudesse!!!!
Beijinhos,

Mariângela disse...

Neide,vou mostrar para o marido que é especialista em trazer plantas escondidas,onde quer que vá, gostei,beijo!

Marizé disse...

Que boa dica Neide, até agora eu enrolava em lenços de papel humidos e nem sempre era bem sucedida!

Beijocas

P.S. Passa pelo Tachos para veres a minha colecção de bules, ok?

Michel disse...

Ótima idéia.
Que 2008 seja lindo pra ti.

Agdah disse...

Neide, feliz Ano Novo atrasado. Adorei a idéia, menina. Pena que o povo daqui é paranóico com plantas vindas de fora, caso contrário até arriscaria. Já pensou???

lunalestrie disse...

Que bacana! Adorei a idéia! :)

Ana disse...

Neide:
Eu achava que essa mania de levar mudinhas e galhinhos de plantas pra plantar em casa que eu orgulhosamente tenho, fosse coisa de gente velho.
Talvez porque na minha infância, nos passeios que fazia com meus avós pelas fazendas do interior de São Paulo, invariavelmente minha avó levava de volta muitas mudinhas. Este era um costume tão arraigado que as tias já deixavam as latinhas "plantadas" e portanto já levávamos as mudas pegas.
Hoje, morando em cidade dita grande, capital considerada moderna e cosmopolita, com 42 anos de idade, nunca encontrei alguém que confessasse esse hábito.
Fiquei puro contentamento por vc ter compartilhado a dica da garrafinha. Prestes a sair de férias, vc já pode imaginar o que acontecerá no retorno, ok ??
Depois te conto.