quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Um domingo com Mari Hirata, parte 7 – Sagu


Estou há duas semanas falando dos pratos feitos pela Mari Hirata, com a ajuda de várias pessoas, incluindo esta privilegiada que vos fala, e ainda assim vou deixar algumas coisas para trás ou para depois. É o caso do tofu, de que falarei depois de testar eu mesma a receita, já que não acompanhei o preparo nem fotografei (mas comi, é o que importa, e ela me deu a fórmula que deve, se tudo correr como está previsto, resultar num tofu como o que foi servido - delicado na textura e com sabor maravilhoso). Para este sagu ela usou “pérolas do japão”, que é o nome das bolinhas de sagu feitas do mesmo amido de mandioca que as nossas, só que maiores e uniformes. E bem caras, segundo a Mari. Mas vale tentar com o nosso sagu se não encontrar as bolas grandes (eu já comprei na Liberdade, mas era daquele sagu tostado, de sabor meio estranho – ou eu não soube fazer). A diferença para o preparo tradicional, como conhecemos, é que as bolinhas da Mari são cozidas em bastante água, como macarrão, depois são enxaguadas para extrair o amido solto e terminam a cocção na calda de vinho. Mais uma vez as bolinhas são tiradas do líquido e, agora, moldadas em forminhas. O vinho continua no fogo para virar uma calda que é despejada sobre o enformado de sagu. Mas, vamos à receita certinha.


As bolinhas cozinhando, o vinho flambando
Sagu

1 garrafa de vinho tinto Sirah
1 xícara de açúcar cristal
4 paus de canela
4 cravos
Cascas de meia laranja e de meio limão (só a parte colorida, tirada bem fininha)
1 xícara de pérolas do Japão (sagu de bolinhas grandes)
3 litros de água fervendo
Coloque o vinho numa panela larga, aqueça e flambe para tirar parte do álcool (cuidado com o que tem em cima do fogão). Junte o açúcar, as especiarias e as cascas de laranja e de limão. Espere ferver, tampe e desligue o fogo. Deixe em infusão.
À parte, cozinhe a tapioca na água fervente por 1 hora, em fogo forte – as bolinhas devem ficar com um centro ainda não cozido, opaco. Escorra e lave em água gelada para tirar toda a goma. Retire as especiarias do vinho, ligue o fogo e quando aquecer novamente, coloque as bolinhas para que terminem de cozinhar – devem ficar totalmente translúcidas. Escorra e reserve separadamente o vinho e as bolinhas, que devem ser colocadas ainda quentes em forminhas individuais (ou em forma grande) molhadas com água. Resfrie o sagu, colocando as forminhas sobre água e gelo (na geladeira, endurece). Leve o vinho ao fogo para reduzir e ganhar a consistência de uma calda gelatinosa. Desenforme o sagu numa taça e sirva com a calda fria. Se quiser, junte pedaços de frutas cítricas ou frutas vermelhas.
Amanhã, a tão esperada Maria-mole

7 comentários:

Sill disse...

uhm....sem comentários...

Vera disse...

Sou nova por estas bandas...te achei pelo chucrute e adorei!
Bjo
Vera
do
http://ceramicaedicaolimitada.blogspot.com/

Eli disse...

Sagu é tão bom né?! Ficou tão bonito esse!

Fer Guimaraes Rosa disse...

Neide, eu adoro sagu e vou copiar essa receita. Esse saguzao aqui eles chamam de tapioca e eh facil de encontrar em qualquer loja asiatica. Tem desde as bolinhas pequenas, ate as gigantonas, brancas ou pretas. Algumas lojas japonesas vendem uma bebida, que voce escolhe o sabor [pode ser cha] com as bolotas de tapioca dentro, que a gente chupa por um canudao! :-)

Vou esperar pela receita do Tofu, que eh outra coisa que adoro.

beijo,

Neide Rigo disse...

Fer, aqui no bairro da Liberdade também tem deste suco com bolonas, uma delícia. Mas para vender, ainda não vi as grandes pérolas do japão. Sò pérolas negras chinesas. Ah, assim não vale, tem tudo aí.

Vera, obrigada pela visita. As portas da cozinha estão sempre abertas.

Andrea Nakazato disse...

Olá Neide,meu nome é Andrea,moro no Japão a 20 anos e casada com um japônes e sigo religiosamente o meu querido Chucrute e o tão brasileiro Come-se com isso evito de me desconectar com o Brasil,fiquei um tempinho sem pc e quando voltei esse seu post com a Mari Hirata me chamou a atenção os pratos do dia a dia japonês como o kinpira não levar açúcar,como diz minha sogra comida japonesa tem que ter açúcar,claro com algumas poucas exeções,até ai tudo bem,ela não quiz colocar,mais chamar as Pérolas negras da China de Pérolas do Japão foi demais,aqui nem se fabrica isso,compramos as bolonas que vem da China ou Tailândia,mal se conhesse a mandioca ou tapioca aqui,outro absurdo foi ela dizer que é caro,meu Deus quanta hipocrisia,no Amazon achamos as danadas por até 20 reais a mais cara.Tudo bem ela querer vender o peixe mais chamar sardinha de salmão para vender mais caro é demais.
Beijos sou fã do teu jeito simples e direto de ser.
Andrea Nakazato

GABRIELA SANTANA ANDRADE disse...

Não é porque o Thiago faz parte da coordenação da farmácia, que isso dá direito de ele agir de forma antiética, de chamar você (Leticia Silva Braga Pereira) e o Carlos Cesar Duarte de Oliveira para serem monitores da disciplina Políticas e Planejamentos em Saúde Pública sem sequer abrir processo seletivo. O Thiago não é um deus acima do certo e errado, para ter essa atitude imoral de privar todos os outros alunos da UFRJ do direito de serem monitores dessa disciplina. Eu sei tudo sobre você, você faz iniciação científica com bolsa na Fiocruz, eu inclusive achei o seu perfil no Linkedin e no currículo lattes:

https://br.linkedin.com/in/let%C3%ADcia-silva-braga-pereira-844735335?trk=people-guest_people_search-card

http://lattes.cnpq.br/9996726959758922


Eu também achei o currículo lattes do Carlos Cesar Duarte de Oliveira e o Instagram:

https://www.instagram.com/kas.duarte/


http://lattes.cnpq.br/6794775320728692

Não adianta reclamar com o Thiago dessa covardia, que ele fez comigo, porque o Thiago vai me mandar procurar um psicólogo, igual o Thiago fez quando eu fui reclamar com ele, que a Ana Luiza Vidal Pimentel Santos publicou um artigo científico. O Thiago faz parte da coordenação da farmácia da UFRJ e não quer ouvir as reclamações dos alunos, o Thiago deveria ser expulso da coordenação da farmácia.

Mas vocês 2 também são amigos da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763



É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigada a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.