quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Broinha de fubá de canjica



Minha irmã e meu cunhado foram dia desses para Belo Horizonte e minha encomenda foi só fubá de canjica. Já falei dele aqui, mas, para quem não clica linques, repito: o fubá de canjica é extraído de milho duro e seco resultando num pó muito fino e rico em amido. O que o distingue do fubá mimoso é a granulometria e o tipo de moinho usado para produzi-lo, já que ambos usam como matéria prima o grão do milho amarelo desgerminado e sem o pericarpo (a película que recobre o grão), também chamado de canjica amarela. Tradicionalmente o processo era feito da seguinte forma: o milho era deixado a secar no próprio pé, o que resultava num fubá saboroso e adocicado; depois os grãos debulhados passavam pelo monjolo para que fossem eliminados o gérmen e a película. A parte vítrea, mais dura, do milho era triturada em moinho de pedra, também movido à água (como o monjolo) que, num processo demorado, transformava o milho desgerminado num pó de granulação finíssima. Hoje a maioria é feita em moinho de pedra elétrico, mas o resultado parece continuar o mesmo. Quase uma maisena. Estas broinhas funcionam bem com este fubá.
Se não tiver fubá de canjica, faça a outra receita lincada acima, que usa fubá comum além de polvilho e a técnica de cozimento da massa para conseguir liga e maciez. Agora, sim, você vai precisar ir lá no linque da outra broinha feita desta forma.


No evento do Paladar, no Hyatt, pude comprar mais fubá de canjica direto com o Roninho da Mercearia Paraopeba que foi trazida quase inteira de Itabirito (veja o vídeo do Paladar). E, o melhor, pude pedir para a Elzinha Nunes (do restaurante Dona Lucinha), que também deu aulas por lá, a clássica receita de broinha de fubá de canjica, que ela me mandou por email no dia seguinte.
Ela teve a maior boa vontade, que eu agradeço muitíssimo, mas todo bom mineiro da região destas broinhas, ao redor de Belo Horizonte ao que me parece, sabe fazer a iguaria de cor, conhece o ponto da massa e tem sua própria medida da colher de sopa e do copo. E toda receita que já vi e testei era assim: copo quase cheio, copo na risca, copo, que copo?, colher de sopa sabe-se lá se cheia ou rasa, uma pitadinha disso e daquilo. Quase aquilo de guardar o prato na gaveta, mas não intencional. Tanto é que perguntei a Elzinha e ela me disse que o copo era de requeijão e as colheres, cheias. Mesmo assim, apanhei um pouco porque colher cheia minha não é igual à sua nem à dela.
Por isto, quando pretendo passar adiante a receita aqui no Come-se, testo com xícaras e colheres padronizadas (a xícara de 240 ml e a colher (sopa) com 15 ml) e rasadas. Se tenho condições de dar o peso, melhor ainda. Aí as chances de erro na reprodução diminuem bastante. Isto, é claro, só quando vou divulgar a receita, pois minha comida do dia-a-dia é feita toda na base da pitada, mãozada, maços, três dedos acima e um tanto.
O fato é que fiz algumas centenas de broinhas até chegar ao resultado que julgo estar próximo daquelas broinhas que comi um dia em Tiradentes, vendidas em qualquer padaria. A receita original da Elzinha era assim: 5 ovos, 1 copo de leite frio, 1/2 copo de óleo, 3 colheres (sopa) de açúcar, 1 pitada de sal, erva doce a gosto, 11 a 14 colheres (sopa) de fubá de canjica. Bater ovo, leite, óleo, açúcar, erva doce e 5 colheres (sopa) de fubá de canjica no liquidificador. Virar numa tigela e acrescentar o restante do fubá. A massa deverá ficar mais cremosa. Jogar fubá no fundo da xícara e rodar uma porção da massa. Untar uma assadeira com óleo ou manteiga, polvilhar com fubá de canjica. Cortar levemente em cruz e assar em forno pré-aquecido.

Abaixo, minha receita adaptada para medidas padronizadas:


Ela fica assim, meio oca, meio cremosa

Broinha de fubá de canjica (baseada na receita de Elzinha Nunes, do restaurante Dona Lucinha)

5 ovos médios (240 g)
1/2 xícara de óleo (120 ml)
1 xícara de leite frio integral (240 ml)
1/4 de xícara de açúcar (45 g)
1/2 colher (chá) de sal

2 xícaras de fubá de canjica (180 g) (imprescindível - se não tiver, faça a outra receita)
2 colheres (chá) de grãos de erva-doce

Ligue o forno na temperatura de 250 graus e deixe aquecendo enquanto prepara a massa. Unte com manteiga e polvilhe com fubá uma assadeira grande ou duas médias. Reserve.
Faça a massa: coloque no liquidificador os ovos, o óleo, o leite, o açúcar, o sal e cerca de um quarto do fubá pesado. Bata bem até ficar uma massa lisa. Despeje tudo numa tigela e junte o restante do fubá e a erva-doce. Misture bem até formar uma massa cremosa. Passe óleo numa xícara de chá de fundo arredondado e coloque aí um pouco de fubá. Retire porções de massa usando duas colheres de sobremesa (uma para pegar, outra pra empurrar). Jogue a porção de massa dentro da xícara, rodeie para moldar a bolinha (este passo você pode ver
aqui) e vire sobre a assadeira preparada. Faça isto com toda a massa, deixando espaço entre as broinhas, que vão crescer. Leve ao forno preaquecido e deixe assar até crescer e ficar bem dourada (cerca de meia hora), lembrando que meu forno é um doméstico nada confiável - portanto, fique de olho no seu forno e, se precisar, faça adaptações na temperatura e no tempo.
Rende: cerca de 25 broinhas


A massa deve ficar assim, meio grudenta. E está bem amarela porque usei ovos caipiras de Fartura.

Outras tentativas...


O fubá de canjica que veio de Belo Horizonte

Nunca vi o produto pra vender em São Paulo. Por que será?, mas escrevi para esta marca e eles me responderam: "Boa tarde, infelizmente não temos representante aí em São Paulo, mas podemos enviar a mercadoria via Correios. Para isto seria necessário o seu endereço completo e o CEP da Cidade para estarmos realizando um orçamento com os correios, mas possos estar adiantando o valor da mercadoria - fardo fubá de canjica 20 Kg = 39,90 + taxa de envio correio. Fardo de fubá de canjica 10 kg = R$ 19,90 + Taxa de envio correio. Fardo de fubá de canjica de 5 Kg = R$ 11,00 + taxa de envio correio. Atenciosamente, Produtos Rocinha". www.fubarocinha.com.br . Contato: Email: produtosrocinha@hotmail.com . Tel. (37) - 3522-7023

Já sei, vou recomendar ao Empório Chiapetta e à Heloísa, do Lá da Venda.

43 comentários:

Nina disse...

Nossa, adoro, adoro, adoro tudo com fubá.

Será que dá certo com fubá comum? Eu e minha menina adoramos broa...

Beijo!

Mariângela disse...

Neide,que máximo,eu cresci comendo estas broinhas que minha mãe faz até hoje,se encontra fubá de canjica lá no ES e uma vez trouxe junto para fazer as tais por aqui.Eu amo estas gostosuras.Beijo!!

Neide Rigo disse...

Nina, acho que isto não tinha ficado claro lá no post - agora arrumei. Não, esta receita é para fubá de canjica. Para fazer com fubá comum tem a outra lincada lá.

Mari, eu só vim a conhecer estas broinhas depois de grande. E amo também.

beijos, N

Barbara disse...

Adorei!
Adoro broa e essa é uma das coisas que morro de saudade da minha infância, quando ia pra casa da minha avó em Minas... E ela ainda secava as sementes de erva-doce no finzinho do calor do forno a lenha, pra usar no outro dia... Ai! Pensei também em doce de goiaba colhida do pé...
Estou pensando em fazer pro filho do meu namorado, que tem doença celíaca...
òtima receita... Só preciso achar o fubá de canjica aqui em Brasília.

happynest disse...

Ai meu Deus que perdição....e as fotos estão divinas!!!!!
Bjs
Rosemary

Joice Santini disse...

Neide,
por favor, qual é o endereço ou e-mail da empresa que fabrica o fubá de canjica? É que gostaria de entrar em contato.
Bjs

Neide Rigo disse...

Bárbara, boa lembrança - bom pra quem tem doença celíaca, pois não tem glúten.

Rosemary, obrigada!

Joice, já acrescentei lá no post, mas aqui vai o email: produtosrocinha@hotmail.com.

Um abraço, N

Anônimo disse...

Neide, sou leitora assídua do seu blog há alguns meses. Esta receita de broinhas me parece maravilhosa e com certeza farei no forno à lenha lá em casa. Eu gostaria de saber se é possível fazer estas broinhas salgadas (se não for assim nenhuma heresia...)

Obrigada!!
beijos!
Mariele.

Neide Rigo disse...

Mariele,
do jeito que estão elas são quase neutras. Mas querendo deixá-las mais salgadinhas, teste com 1 colher (sopa) de açúcar para 1 colher (chá) de sal. Deve ficar boa. Depois me conte.

Um abraço, N

Gilda disse...

Neide, que bom que você conseguiu a farinha. As broinhas ficaram lindas. Tenho uma receita que manda deixar a massa 30 minutos para inchar o fubá, antes de fazer. Ficam boas. Mas vou fazer a sua. E as tortilhas, você ainda vai tentar? Um abraço

rolando disse...

Humm! Essa broa é muito especial para mim, sinto o cheiro da minha mãe. Moro distante dela e a saudade me faz lembrar da broa. Quando vou encontrá-la ligo antes para ela fazer a broa. Daí chego e comemos juntas a broa e a prosa rola solta...
Obrigada pelo gosto.

Nara

Neide Rigo disse...

Gilda, realmente o fubá de canjica absorve muito líquido. Talvez deixando descansar um pouco a massa fique mais firme para enrolar na mão. Questão de testar. Quanto às tortillas, ainda tenho fubá para elas.

Nara, e como é a receita da sua mãe?

Um abraço, N

Ana disse...

Ai Neide, sonhei com essas broinhas noite passada. Nunca vi esse fubá de canjica aqui no Paraná também, mas amanhã vou à caça.
Lembrei de uma linda reportagem do Globo rural sobre as mós que inclusive dão nome aos nossos dentes "molares". Vc viu ? Na época aprendi porque os bolos de fubá atuais não têm mais aquele cheiro que invadia as casas. A extração do óleo antes de virar farinha é a responsável.
Um beijo.

http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-335651-1,00.html

Neide Rigo disse...

Ana, tomara que consiga. Eu vi sim a reportagem no Globo Rural - estava lá em Fartura quando vi. Obrigada por deixar registrado aqui o link. beijos, n

Anônimo disse...

Neide, que vontade de comer estas broinhas de fubá de canjica..
Vou dar um toque para a Helô trazer o fubá para o Lá da Venda. Mudando de assunto, eu também estou com saudades e o meu ipê ainda está lindo. Você vai na aula da Mari Hirata na escola da Vilma kowesi nesta semana? Não fui na sua aula do Paladar, porque tinha abertura da exposição do meu primo Carlito na Pinatoca, no mesmo horário.. beijo, sofia

heguiberto disse...

Neide,

Nao sabia da receita. Adoro essas broas. Vou tentar fazer com usando 'harina' que os Mexicanos os Mexicanos usam na preparacao de tamales, depois te conto do resultado.
H

carlinhos de lima disse...

Essa broinha é a melhor coisa que já comi na vida!

E tordia ganhei um pacote de milho de canjica... Revendo as coisas boas por aqui lembrei dos dois e vou cuidar de fazer...

Obrigado pelos ensinamentos e lembranças.

Anônimo disse...

Neide,
Adoro sua escrita.
Somos uma família celiaca e Moramos em Foz do Iguaçu. E um dos meus desesperos é faltar fubá de canjica em casa. Aí mando a parentada mandar de correio de BH.
Eu só fiquei com uma dúvida... fubá de canjica não é a parte com mais proteina que amido do que o fubá normal?

escolhida por deus disse...

adoooooooooooooooooooooooro, ja comi muito mas nunca fiz, vou fazer esta receita hoje memo, depois digo se ficou bom...rsrsrrs

tati disse...

Oi Neide!! Tudo bem? Acompanho seu blog a muito tempo e ja fiz diversas receitas inclusive esse de fuba de canjica. Todas sempre deram certo. No entanto, ontem resolvi dar cabo ao resto de fuba q estava em casa e para matar a saudade de Minas apostei novamanet nas broinhas... mas para minha tristeza elas nao ficaram ''rendadas'' por dentro. Ficaram fofas porem massudas... o q sera q aconteceu???

Neide Rigo disse...

Tati,
e você usou o fubá de canjica?

tati disse...

usei sim Neide!!! sempre q volto para a Terra das Alterosas trago essas coisinhas de la...queijo, goiabada, doce de leite, polvilho..e fuba de canjica...
Beijos Bom feriado!!

Neide Rigo disse...

Tati, então não sei. Serão os ovos, grandes ou pequenos demais? O forno que não chegou a uma boa temperatura? Sinceramente não sei e sinto muito. Um abraço, N

Tati disse...

Pois e Neide!! Tb nao sei o q houve... talvez o fuba nao ser tao novo...talvez. Mas independente disso ficaram saborosas.
E agora tenho desculpa para testa-las de novo, e fazer o sacrificio de comer broinhas de fuba.
Obrigada pela atencao

Anônimo disse...

Oi Neide,já tentei algumas vezes fazer essas broinhas , nunca deu certo.Minha irmã mandou o fubá de canjica lá de Ipatinga , (porque aqui no Paraná não encontrei)
também não deu certo.Eu desconfio que a receita não era das boas.Agora vou tentar a sua ,espero ter sucesso
desta vez.Volto para contar o resultado.Até+

Raquel Benati disse...

Oi Neide. Namoro essa receita desde que vc colocou no blog. Finalmente eu consegui comprar fubá de canjica - fui visitar São João del Rei - MG no feriado e encontrei o fubá lá. Mas a receita não deu certo. Não deu ponto. Tive que colocar mais fubá para conseguir alguma consistência (ainda deixei a massa descansar meia hora para ver se o fubá hidratava). Pinguei a massa na xícara untada com óleo e polvilhada com o fubá, mas depois de assada, a broinha não cresceu e ficou com gosto de fubá cru, mesmo tendo ficado 40 minutos no forno. Será que eu deveria ter cozinhado o fubá de canjica com o leite e o óleo, como nas receitas de fubá comum ? Ou será que o fubá que comprei só é de canjica no nome, mas no fundo é fubá mimoso? Beijos de sua fã, sem glúten !

Raquel Benati / ACELBRA-RJ
www.riosemgluten.com

Neide Rigo disse...

Raquel, eu sempre preparo esta receita udando estas medidas. Voce usou exatamente as mesmas medidas? O fuba era fininho quase como maisena?

Raquel Benati disse...

Não é fininho assim. Por isso que estou achando que comprei "gato poe lebre". Ele parece fubá mimoso na textura e na cor... embora esteja escrito que é fubá de canjica. Beijos - Boa viagem ao Senegal !

Anônimo disse...

Aconteceu isso comigo também! Ela não rachou e ficou densa, mas muito gostosa de gosto. Estranho, não?
Beijos,
Adriana

Melissa bh disse...

Receita maravilhosa!! Muito fácil, meu marido amou... Li os relatos, mas a minha deu bem certo, ficou fofa e oca por dentro, toda rachadinha por fora.

Anônimo disse...

adorei... usei esse fubá de canjica rocinha, que você gostou quando veio aqui em minas... achei muito fácil fazer essa broa... e o resultado magnífico .... muito obrigada
beijos... Mariza

Lu Ferreira disse...

Adorei a receita. Ficam uma lindeza, ocas por dentro, douradinhas por fora, como éclair, só que bem mais fácil de fazer. Usei saco de confeitar e bico prá moldar as broinhas. Grata pela novidade! Um beijo
Luciana Ferreira

H.M. disse...

Olá, gostei muito da receita da broinha, assim que a li fiz no mesmo dia e depois disso voltei a fazê-la, todos gostaram muito.
Aqui em Goiás temos muito desse fubá. Existe uma fábrica na cidade de Vianópolis-GO e aqui em Anápolis se pode encontrar esse produto em todos os supermercados e sacolões.

Márcio disse...

Olá Neide,
Obrigado pela receita. Segui os ingredientes religiosamente, mas, as minhas broinhas não ficaram aeradas. Elas caíram assim que esfriaram. Você saberia explicar porque?
Obrigado pela ajuda
Marcio Melo

Miriam Resende disse...

Já fiz esta broinha várias vezes e a receita é perfeita. Como a Neide colocou na receita, é essencial que o forno esteja quente. Assim as broinhas secam bem e não ficam muito murchas. Eu uso este fubá rocinha que ela mostra no post. Eles enviam pelo correio. Ele é muito bom.

Anônimo disse...

Boa tarde, Neide.

Já tentei uma boa dezena de receitas, que renderam uma péssima centena de bolotas meio assadas, buscando fazer as broinhas que minhas tias faziam sem seguir nenhuma anotação...
Pra ser sincero, até já tinha desistido de tentar, a despeito dos sinceros, mas comprometidos, elogios de meu filho e minha esposa.
Mas, eis que, hoje, um amigo me trouxe, de JSDRey, um pacote de fubá de canjica Zanfa's e, cheio de esperança, resolvi buscar uma nova receita.
Encontrei a sua, que me cativou, principalmente, pela franqueza. (sabemos que não é fácil acertar essa receita).
Torça por mim. Vou tentar ainda hoje, qdo chegar em casa.
Vinícius

Anônimo disse...

sabor de minas não tem igual em lugar nenhum, sem comparação

Anônimo disse...

Oi Neide!
Fiz as broinhas e ficaram deliciosas!!! Mas não ficaram assim tão escurinhas, ficaram bem clarinhas. Mas muito boas.
É possível congelá-las?
Como a receita é grande, a gente por aqui não dá conta, e elas, ao fim de quatro dias mofaram.
Beijos e obrigada por mais essa receita.
Helena
(PS. se quiser, mando aqui de Bh o fubá de canjica)

Neide Rigo disse...

Helena, que bom saber. Eu mesma fui fazer com um fubá de marca diferente e não deram certo. Que marca de fubá usou? Posso tentar comprar direto de quem produz.
Quanto à cor, vai ver é porque a temperatura do forno não estava muito alta.

Um abraço,n

Anônimo disse...

Oi Neide,
Eu comprei direto do produtor. Aqui perto de casa um pessoal tem uma barraca às quintas e domingos. São lá da Serra da Moeda. Só isso que sei (e que o milho não é transgênico....).

Será que pode congelar as broinhas antes de assar?

Beijos

Neide Rigo disse...

Nunca congelei, mas acho que dá pra congelar, sim. Obrigada pela informação.
Um abraço,n

Enoque Diniz disse...

Olá Neide. Um mineiro - quase matuto - que se aventurou nessa receita, vem aqui pra registrar que foi muito bem sucedido na empreitada. Aqui na minha cidade é fácil comprar fubá de canjica nas feiras livres, por isso me animei a testar meus dotes culinários. Tinha feito um primeiro teste usando como medidas apenas "xícaras e colheres", e não deu muito certo; apesar de ter ficado saborosa, a massa não cresceu no forno. Na última tentativa, fiz as medidas certinhas... balança e um tipo de becker de plástico, e o resultado ficou perfeito: visualmente rachadas e coradas, massa amarelinha e bem assada, saborosíssimas. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

Anônimo disse...

Querida Neide. Muito obrigado pela excelente receita. Aprendi muito com você e com os inúmeros comentários. Você mencionou "Masa Harina" para os quitutes mexicanos. Eu apanhei muito sobre isso, pesquisei na WEB, blá, blá, blá, etc. Aprendi as vária etapas e preparação para se fazer a tal harina.Deu certo, mas deu trabalho. Ví que muitas etapas são as mesmas da nossa farinha de milho em beiju. Então pensei em triturar os beijus num liquidificador, peneirar, voltar com o grosso para triturar mais e deu o mesmo bom resultado que a minha "Masa Harina". Se você experimentar, acho que gostará.
Mais tarde descobri que existe o produto "Farinha de Milho para massa de pastel de milho". Portanto, eu apenas re-inventei a roda que já existia, mas eu não sabia.
Muito obrigado. Adelelmo@gmail.com

PS- Moro em Pouso Alegre (MG) e aqui os pasteis de milho são muito apreciados, dai a facilidade de encontrar a farinha de milho para pastel.