terça-feira, 8 de novembro de 2011

Efeito estufa para uma mini floresta com ervas

Antes de começar a ler, dois alertas se fazem necessários. Primeiro é bom que se saiba que não entendo nada de estufa, além do que mostro aqui. E depois, antes de continuar a leitura, é bom ler o que sei neste post que publiquei no passado: Plantar, colher, comer.  


Comecei a fazer estufinhas daquele jeito que aprendi, para multiplicar ervas aromáticas, mas aos poucos fui improvisando, emborcando vidros sobre mudas, depois usando garrafas de água transparentes cortadas ao meio sobre mudas diversas num vaso grande ou encapando um vaso inteiro com plástico quando mudo uma planta de lugar ou tiro do quintal mudas de pitanga, limão, laranja, mexerica e outras frutíferas de um pomar cuspido (como diz Nina Horta). 


A estufa prende a umidade e evita a desidratação das folhas pelo tempo necessário até que a planta forme e reforme as raízes e tenha capacidade de seguir em frente sem ajuda.  Acontece que com esta coisa de querer plantar na nossa chácara de Piracaia, que ainda não tem uma só flor, comecei a ficar obsessiva em salvar vasos com plantas das calçadas (que iriam para o lixo),  fazer mudas e multiplicar tudo o que tenho e o que não tenho - uma ponteira aqui e outra semente ali de uma planta alheia, de uma calçada ou praça, não causam grandes malefícios, afinal.  


Claro, poderia ir ao Ceagesp e comprar plantas enraizadas, mas e a graça?  O gostoso é ver se aquela semente de tagete vingou, se a ponteira de um hibisco de flor dobrada enraizou, se a alamanda sobreviveu. Eu gosto de abrir os olhos pela manhã e me lembrar que naquele dia haverá novidades no mundo vegetal que vive aqui.  E além da graça, tudo isto sai de graça. 


No quintal já não havia mais espaço para tantos vasos com garrafas pets emborcadas, então resolvi fazer uma estufa maiorzinha com uma caixa de bacalhau de madeira que comprei há algum tempo, com a ajuda de minha amiga Veronika, no Mercado da Lapa, por cinco reais, mas que pode ser encontrada no Mercadão, por apenas um real. 


Neste fim de semana trouxemos de Piracaia vários sacos de entulho que iriam para o lixo. Eram de entulhos, latas, coisas descartáveis e cacos de vidro que vieram grudados a um pouco de terra. Em vez de jogarmos o saco pesado no lixo, resolvemos, Marcos e eu, peneirar dois deles, os mais pesados.  Peneiramos tudo e aproveitamos para usar na estufa esta terra, que parecia boa, tinha até minhocas. De quebra, ainda diminuímos o peso e o volume do que foi para o lixo.  


Marcos fez uma estrutura para a caixa usando cabos de vassoura que achamos na rua. Comprei plástico para fazer a cobertura e fiz as emendas com grampeador (o melhor é costurar, pois os grampos enferrujam).  Forramos a caixa com plástico, cobri o fundo com manta acrílica e colocamos a terra que conseguimos peneirar - caberia mais, mas a ideia era não precisar comprar mais nada.  E enfiei ali muda de um tudo, ervas aromáticas misturadas com plantas ornamentai, uma verdadeira floresta.  


Algumas, tenho certeza que enraizarão, pelo precedente. Outras são testes e quebras de paradigmas - por exemplo, nunca soube que brotos novos de roseira enraizassem. Nem de primavera ou alamanda. No entanto, estão lá, firmes e fortes, com as folhas vivas. Se vão enraizar, só daqui a uns quarenta dias para saber. Em todo o caso, algumas alporquias também estão sendo testadas. Mas eu prometo contar depois o que deu certo e o que não deu. Por enquanto, sobrevivem no mesmo microclima hortelãs, manjericões, capuchinhas, rosas minhas e roubadas, manacás, iris, sete-léguas, resedás, lavandas, pimentas, hibiscos e tantas outras. Prendi o plástico com elástico e as plantinhas vivem agora tranquilas na garoa.  


O passo-a-passo para quem quiser também se aventurar









Veja também
Estufinha para viagem 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fritada de pão, queijo e dente-de-leão

É batata! Quero dizer, é pão. Quando estou sozinha, meu almoço é um prato único que reúne entrada, prato principal e acompanhamento. Pode ser um arroz de ontem incrementado, uma minestrone ou um sanduíche caprichado, mas é tudo em um e nada que exija tempo e panelas. Na sexta não tinha arroz para requentar, nem sobras de carne nem feijão e macarrão pra virar minestra nem pão suficiente para fazer duas fatias. 


Mas tinha ovo caipira e mussarela defumada de Joanópolis, ambos comprados em Piracaia, como prato principal, boas fontes proteicas.  E um pedaço de pão que eu mesma fiz, como acompanhamento, fonte de carboidratos. Além de dente-de-leão, capuchinha e temperos do quintal, como entrada, provendo fibras, vitaminas, minerais. Mais uma fruta de sobremesa e pronto, almoço bom garantido e light - menos de quinhentas calorias, se quer saber.  Se ficou gostoso? Não está sentindo o cheiro bom que diz tudo? E as variações são infinitas. Anotei o que usei e você pode se guiar pelas minhas medidas se quiser inventar sua própria fórmula. 




Fritada de pão, queijo e dente-de-leão  


1 fatia de pão duro (30 g) 
1/4 de xícara de leite 
1 pedaço de queijo duro (30 g) - usei mussarela defumada
1/2 xícara de dente-de-leão (ou a folha que tenha em mãos) grosseiramente picado 
4 flores de capuchinha 
1 pedaço de cebola picada (30 g)
3 cebolinhas e uns galhos de salsinha picados 
Umas folhinhas de manjericão 
Sal e pimenta-do-reino a gosto 
1 ovo ligeiramente batido 
1 colher (sopa) de azeite 


Coloque numa tigela o pão cortado em cubinhos. Despeje o leite e deixe o pão absorvê-lo enquanto prepara os outros ingredientes. Junte o queijo, as verduras, as flores, a cebola, o cheiro-verde, o manjericão, o sal e o ovo. Misture com delicadeza. Coloque metade do azeite numa frigideira antiaredente e despeje a mistura. Abaixe o fogo e deixe cozinhar até a parte de cima ficar cremosa. Vire com a ajuda de um prato ou uma tampa de panela - para que a fritada escorregue e volte para a frigideira para fritar do outro lado. Antes, junte o azeite restante. Se quiser, use uma frigideira própria para omeletes. Neste caso não precisa de ajuda de prato ou tampa.  Devidamente dourados os dois lados, nhac!



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bixa orellana - urucum



Piracaia - cada dia melhor

Vista do Empório Apiário, com queijos mussarelas defumados em destaque
No começo bate um desespero de se embrenhar por uma terra estranha sem minhas plantas, raízes e vínculos pessoais, mas aos poucos o terreno vai ficando fértil, íntimo e mais próximo. Tão próximo, que temos ido e voltado no mesmo dia, com a frequência ideal para se ir criando laços. Fomos neste feriado de quarta, vamos de novo amanhã. A cada ida, uma planta nova que brotou e folhas novas nos galhos secos de pequenas fruteiras antes sepultadas por braquiárias.  E aos poucos, vamos conhecendo pessoas que fazem o lugar muito mais interessante, afinal adoro plantas mas não sou daquelas que conseguem abraçar árvores e conversar com elas. Nossa empatia se dá de outras formas que não as tipicamente humanas.  Por isto, gosto de passar no Empório Apiário, da Rosângela e do Alexandre (e do menino Gabriel), que vende produtos locais, de onde trouxe o caldo de cana da broinha de ontem. E de almoçar na pousada Figueira Grande, comida caseira deliciosa feita pela Helenice com ingredientes da horta que fica entre as águas da represa e a cozinha, para depois ainda tirar um cochilo debaixo das árvores (esta da foto aí embaixo não sou eu, não, que não consigo dormir de dia, é a Suzana, minha irmã). O único senão de Piracaia é a paisagem cada vez mais dominada pela monocultura de eucaliptos. E não é só lá. Ô praga! 


Pousada Figueira Grande - depois do almoço

Vista da Pousada Figueira Grande




Empório Apiário - vende produtos locais como mel, geleia e queijo 



No Empório Apiário tem caldo de cana de cana limpa como deve ser

Empório Apiário
Casa do Artesão, na entrada da cidade de Piracaia
Tel. 11 9553-2759
Email: ca.caixaparaabelha@yahoo.com.br


Pousada Figueira Grande
www.pousadafigueiragrande.com.br
Tel. 11 9618-0854 (para não-hóspedes que queiram almoçar, é necessário ligar antes para reservar) 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Comida do Acre em São Paulo

Uma castanheira em Acrelândia
A comida do Acre está na moda e Rio Branco vai ter até faculdade de gastronomia, com aula inaugural da Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto, que volta de lá com a mala cheia (e bota cheia nisto). 


A chef pesquisou a comida local para trazer parte dela ao seu restaurante, onde acontece o festival que vai até de 21 de novembro até 20 de fevereiro de 2012. Aproveite, que não é toda hora que se vê comida acreana por aqui.  


Uma coisa interessante que se vê por lá é o legado da cultura sírio-libanesa (os imigrantes chegaram durante o ciclo da borracha e se espalharam pela Amazônia - parece que dois terços foram para o Acre).  Em Acrelândia, onde estive no meio do ano,  que fica a uma hora da capital, as castanheiras típicas da Amazônia já são raras, restando uma ou outra em destaque no alto entre o mato rasteiro. E não é muito fácil encontrar nos mercados a castanha-do-Brasil  (mais conhecida como castanha-do-pará), mas na capital, Rio Branco, há boas opções.  Porém, tanto em Rio Branco como em Acrelândia, a influência árabe é nítida. Seja nos quibes de macaxeira e de arroz e nos charutões feitos de couve. As saladas de frutas com creme de leite são outra constante, mas, sabe-se lá de que influência.   De qualquer forma, comidas assim e muito mais, você poderá provar no Festival, noticiado hoje pelo caderno Paladar


Charutão de couve com carne

Quibe de arroz 

Quibe de mandioca 

Salada de frutas vendida em botecos
Restaurante Brasil a Gosto
Rua Prof. Azevedo Amaral, 70 - Jardim Paulistano, 3086-3565. Os pratos do Menu do Acre custam entre R$ 24,00 e R$ 82,00.

Broinhas de caldo de cana com fubá de canjica. Ou quinta sem trigo 40


Ontem passei o dia em Piracaia e, como tem sido o costume, paramos na volta no Empório Apiário, do Alexandre e da Rosângela, na entrada da cidade, junto à Casa do Artesão.  Desta vez só comprei um queijo de Joanópolis e caldo de cana local para tomar em casa. 


Antes de beber, fiquei pensando que aquele suco rico em sacarose poderia entrar direito numa receita sem precisar ser reduzido até virar açúcar. Se tenho uma receita que pede algum líquido e também açúcar, posso resumir as duas coisas numa só garapa. 


Resolvi então fazer umas broinhas. Fiz uma massa como se fosse uma de bolo, só que mais firme. E excluí o açúcar. Nada demais. Usei fubá de canjica que dá mais estrutura e é mais modelável  (procure fubá de canjica na caixa de busca aí do lado - há outras receitas com ele, explicações sobre o que é e contato para compra. Ou veja pelo menos este post). Para dar certo com o fubá comum, imagino que deva escaldá-lo com o suco de cana e talvez tenha que reconsiderar as quantidades. Mas deixo este teste pra você enquanto ainda tenho muito fubá de canjica - sempre que alguém vem de Minas, me traz um pouco. 


As broinhas ficaram com cara de um bolo mais firme modelado em porções individuais, sem precisar sujar forminhas, ótimas para levar de lanche. Ficaram macias, aeradas e com sabor doce, mas não muito. Um pouco de sal deixou o sabor bem equilibrado e ressaltou a doçura. E o sabor de caldo de cana pode ser sentido como  um leve toque de rapadura.  Com café ... Nhac! 




Broinhas de caldo de cana com fubá de canjica


2 xícaras de fubá de canjica (210 g)
50 g de manteiga  
1 e 3/4 de xícara de caldo de cana (garapa) puro (420 ml)
1/2 colher (chá) de sal 
1 colher (sopa) de fermento químico em pó 
3 ovos 
1 colher (sopa) de erva-doce


Bata todos os ingredientes na batedeira até formar  uma massa cremosa. Se quiser, bata tudo na mão - neste caso é bom misturar à parte, se possível no liquidificador,  os ovos, a garapa e a manteiga e despejar sobre o fubá peneirado com o fermento e o sal. Junte a erva doce e misture.  Retire porções de massa usando duas colheres de chá e coloque sobre uma xícara de café de fundo arredondado umedecida com água e forrada de fubá. Rode a xícara para que a massa seja modelada em bolinha - como pode ver na foto. Coloque em forma untada de manteiga e polvilhada com fubá.  Se quiser, coloque as porções direto na forma, sem modelar em bolinhas. Ou ainda use um modelador de biscoitos, que também fica bom. Leve para assar em forno bem quente e deixe por cerca de 30 minutos ou até as broinhas ficarem firme e coradas. 


Rende: cerca de 50 broinhas (se as porções forem tiradas com colher de chá) 


Com café... nhac!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Folhas de uva para uma minestra



Gostaria tanto de ter tempo para me debruçar sobre um dos tantos livros de receitas que tenho aqui. Comidas regionais brasileiras, comida de Israel, da Turquia, de Singapura, da China. Gosto especialmente daquelas em que os ingredientes coincidem com o que podemos encontrar facilmente no Brasil. Não me animo nem um pouco a atravessar a cidade (que dirá o oceano) atrás de um ingrediente, sendo que temos tantas opções. Sempre penso: eu posso morrer sem isso, porque de fato vou morrer sem conhecer muita coisa e uma a mais, outra a menos, tanto faz, que eu me divirto com o que tenho por perto e está bom assim.  

O negócio é que não tenho mesmo tempo para ficar pesquisando receitas como gostaria e a hora do almoço chega rápido atropelando o tempo que havia destinado para dar cabo de tanta coisa pela manhã. E lá vou eu ver o que tem disponível porque saco vazio não para em pé.

Um filé de copa suíno, um pouco de ervilhas secas, uma sobra de arroz integral cozido, uma cebola e batatas orgânicas, uns temperinhos, azeite e só. Pensei em aproveitar o invernico e as sobras da geladeira para fazer uma minestra, mas faltava alguma folha. Fui ao quintal e não achei as couves muito vistosas. Tampouco as folhas de capuchinha ou de ora-pro-nobis, poucas pelo uso recente das espécies. Em compensação, olhei para a videira que até outro dia era só um galho seco e as folhas estavam radiantes e tenras, ainda rescendendo aos pingos da chuva de ontem. São mais firmes que couves e poderiam ser cozidas no mesmo tempo das ervilhas. E são tão nutritivas quando outras verduras com a vantagem de terem sabor delicioso, meio azedinho, fazendo as vezes do tomate que eu não tinha. As folhas de uvas no lugar do tomate chamaram temperos como canela, pimenta síria e hortelã. Pronto, uma minestra com um quê de comida árabe. 




Sopa com folhas de uva 

2 colheres (sopa) de azeite 
1 bife de copa suíno picado (75 g) 
Sal a gosto
1 xícara de ervilha seca lavada e escorrida 
1/2 xícara de arroz integral cozido 
3 batatas cortadas em cubo
10 folhas jovens de videira, lavadas e picadas (enrole as folhas como couve, corte rodelas e depois corte as rodelas para fazer quadradinhos) 
1 pauzinho de canela 
1 colher (chá) de grãos de coentro triturados
1/2 colher (chá) de pimenta síria 
2 litros de caldo de legumes ou água quente
Folhinhas de hortelã

Numa panela de pressão, coloque o azeite e leve ao fogo. Junte a carne, polvilhe um pouco de sal e deixe dourar. Coloque a cebola e deixe murchar. Em seguida, coloque o arroz, as batatas, as folhas de uva, o pauzinho de canela, o coentro e a pimenta-síria. Junte sal a gosto. Mexa e junte 1,5 litro de caldo.  Feche a panela e deixe a válvula começar a chiar. Abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos. Desligue o fogo, espere acabar a pressão e abra a panela. Confira o sal e o caldo. Se precisar, junte mais sal e mais líquido. Deixe ferver mais um pouco. Se a ervilha ainda estiver dura, deixe no fogo, sem pressão, até que fique macia, sem se desmanchar. Vá juntando mais água quente se for preciso. Na hora de servir, tire o pauzinho de canela, junte umas folhinhas de hortelã, regue com azeite e pimenta-do-reino, se gostar. E, pronto, nhac! A Eliane, a Dendê e eu adoramos.  Mas, se preferir, invente a sua. 

Rende: 6 porções 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Antepasto de abóbora

Nada que ver com o dia das bruxas. Aliás, ontem bateu aqui uma turma de bruxinhos e caretas de pânico, mas, para minha surpresa, haviam também marmanjas mães. Eu disse que preferia as travessuras do saci ...  Mal humorada eu, não? 


Bem,  o assunto é só porque sobrou um pedaço daquela abóbora na geladeira e, como ontem estaria com a casa cheia, resolvi fazer um antepasto para comer com o pão que também fiz com abóbora, mandioquinha e amêndoas.  Tudo na base do improviso, mas hoje ainda sou capaz de reproduzir.  Amanhã já não mais, por isto deixo aqui anotado como fiz. 


Antepasto de abóbora madura 


4 colheres (sopa) de nozes picadas 
1/3 de xícara de azeite 
1 pedaço de abóbora madura com cerca de 500 g cortada em fatias finas, com casca. 
1 cebola cortada em fatias 
1 pimentão verde picado em tirinhas 
6 colheres (sopa) de uvas passas brancas e/ou pretas 
1 colher (sopa) de alecrim fresco picado 
1 colher (sopa) de pimentas ardidas picadas 
 1 colher (sopa) de orégano 
1 colher (chá) de sal ou a gosto
2 colheres (chá) de açúcar 
2 colheres (sopa) de vinagre 
8 tomates peras cortados em quartos


Separe metade das nozes e 2 colheres (sopa) de azeite e reserve.  Misture todos os demais ingredientes, menos os tomates,  e coloque numa assadeira. Leve ao forno médio e deixe assar, mexendo de vez em quando, por cerca de 1 hora e meia ou até a abóbora ficar macia. Prove o sal e corrija, se necessário. Junte os tomates polvilhados com sal e deixe no forno por mais uns 20 minutos ou até que os tomates fiquem macios. À parte toste as nozes restantes no azeite reservado e jogue por cima.  Sirva frio com pão ou junto com folhas verdes frescas. Se quiser, reforce o sabor com mais azeite frio. 


Rende: 8 porções




sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pingando para viagem


























Para dar autonomia aquática àquelas mudinhas que não podem secar na minha ausência, já tentei várias gambiarras. Acho que agora achei a definitiva. Estou naquela fase de querer plantar de tudo em Piracaia e não paro de pensar numa sistema econômico de irrigação que garanta umidade constante ao menos para os brotos de plantas mais raras como o jacatupé, por exemplo, do qual só me restaram duas sementes.  Já tinha visto irrigadores assim, pregados em varetas de bambu, mas ainda não tinha testado. Ontem, andando pela minha rua, vi numa calçada não só a garrafa de plástico necessária mas também um guarda-chuva quebrado. Pronto, pensei, até que enfim encontrei uma utilidade para este meu pensamento obsessivo de fotografar guarda-chuvas descartáveis deformados e largados depois da primeira trovoada. Digo utilidade para o meu pensamento porque ele me pôs atenta, afinal muita gente já tem reaproveitado os tais para bolsas e toalhas com o nylon e outras bugigangas com os ferrinhos. Meu pai, que está aqui e desmontou o guarda-chuva para mim, contou que minha avó usava os panos de guarda-chuvas para fazer sainhas evasês para meninas mais pobres que ela (devia ficar uma maravilha!).  É claro que nenhum reuso justifica tanto lixo, pois mais importante que reciclar é reduzir o consumo -  a reciclagem também tem um custo ambiental alto. Mas a partir de agora vou usar estes cabos achados por aí para fazer suportes para pingadeiras ou tutores para algumas plantas.  Este cabo que encontrei era leve, de alumínio, fácil de furar para passar o fio que segura a garrafa. Fiz furinhos na parte de cima da garrafa para fazer pingar a água, mas não precisa, porque fiz furo no meio para passar um cordão, como você pode ver na foto  (tampei os furos desnecessários com uns pedacinhos de cera de abelha).  O que entra de ar pelo furo do barbante já é suficiente para empurrar a água. Na tampa, também um pequeno furo. Todos eles foram feitos com um ferrinho pontiagudo quente. O tamanho do furo vai determinar a velocidade do pinga pinga. Por isto, faça primeiro um furo bem pequeno. Aumente, se for preciso. Deixe a planta na sombra de uma boa luz, espete o cabo de guarda-chuva na terra e boa viagem! 


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mingau de tapioca com castanha-do-pará. Ou quinta sem trigo 39

Na semana passada dei receita de pãezinhos para serem feitos com sobras de beijus de tapioca .  Era só cortar as tapiocas fininho, umedecer co leite, juntar ovos e manteiga, modelar e assar. Mas e se ainda sobram beijus? Muito fácil; é só juntar leite quente com sal e açúcar e fazer um mingau que pode ser tomado no café da manhã, no lugar do pão. Você pode ainda juntar ao leite um pouco de leite de coco fresco.  E o bom é que não precisa cozinhar, basta juntar o líquido quente e esperar. Para incrementar o sabor, juntei um pouco de castanha-do-brasil (do Pará, da Amazônia, como queira - a minha era do Acre, da Miragine, em lascas, crocantes e salgadas). Ela contribui para alternar entre gomosa e crocante a textura do mingau e ainda confere um sabor delicioso. Neste caso, pode dispensar o leite de coco. 



Mingau de tapioca amanhecida com castanha-do-pará


1 litro de leite  (ou substitua a metade por leite de coco e neste caso não use a castanha)
1 colher (sopa) de açúcar 
1/2 colher (chá) de sal 
1 xícara de beiju de tapioca picado (pode usar um beiju fresco também, por que não?) ou mais, se quiser um mingau mais espesso
4 colheres (sopa) de castanhas-do-pará picadas (se usar a salgada, diminua o sal)
Canela em pó para polvilhar 


Ferva o leite com o açúcar e sal e despeje sobre a tapioca picada. Espere 10 minutos, junte a castanha e misture. Polvilhe com canela e sirva. 


Rende: 4 porções 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tábuas de corte: madeira x plástico

Foto: Inês Correa
Dando continuidade ao post das tábuas, incluo aqui um artigo do Prof. de Segurança Alimentar, Dean O. Cliver, da Universidade da Califórnia, contando das descobertas em laboratório que referendam aquilo em que sempre acreditei: as tábuas de madeira são melhores. É só tomar cuidado com a limpeza e secagem e evitar as contaminações cruzadas.  

O link foi mandado pela leitora Heloisa Castelo Branco: 
"Oi Neide, no link acima, um estudo científico confirma o que eu já sabia e pratico com fervor: a madeira, tendo propriedades bactericidas, é material mais seguro para tábuas de corte de comida que o plástico. Importante é mantê-la bem seca enquanto descansa, pois o ambiente úmido promove a multiplicação de bactérias. Além do mais, a madeira é mais gentil com o fio das facas.
Um abraço, Heloisa" 


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