terça-feira, 2 de junho de 2009

Tam tam tam tam: sopas knoor


Quando volto de viagem costumo ter tanto email para responder que gasto quase um dia só nisto. Por estas e por outros compromissos, tive que voltar antes do programado. Voltaria hoje, pela Gol, mas gastei umas milhas da Tam e aproveitei pra retornar com o Marcos que estava por lá com os amigos Gassen & Adib, enquanto eu participava do encontro do Slow Food em Antônio Prado (um frio do cão). Embora tenhamos tomado um bom lanche com pão colonial, chimias e chá quentinho na casa dos amigos gaúchos e não esperasse nada de especial no serviço de bordo da Tam, não imaginava que a aeronave seria invadida por um cheiro enjoativo de caldo knoor, especialmente por ter tomado tanto caldos deliciosos de galinha caipira, na sopa imperial e nos chapeizinhos em brodo. É que, além de pagarmos para viajar, temos que nos submeter a merchan de caldos e sopas - havia até folders e as sopas vindas de garrafas térmicas eram servidas em cumbucas de isopor (acho, porque não pegamos - foi o que deu pra espiar na sopa do vizinho). Depois de tanto tomar Nescafé no lugar de um prosaico café coado (nem precisava ser expresso) nos restaurantes gaúchos, o cafezinho da Tam até deu para encarar. E sorte que tenho sempre uma maçã ou uma banana na bolsa. A da foto é simbólica, pois estava amassada e não deu pra comer. A boa já tinha comido e só depois me ocorreu de fotografá-la.
Por que estou escrevendo sobre isto? Pura preguiça de organizar o turbilhão de coisas boas e importantes que trouxe para mostrar. Mas vamos indo aos poucos. Ainda estou no gostoso ritmo Slow do encontro sobre os Mercados da Terra - sobre o qual também falo depois.

9 comentários:

Daniel Brazil disse...

Acho que o frio do cão veio no mesmo avião que você! Brrrr...

Fern. disse...

Hum, acho que encaro muito mais um cafézinho e um pãozinho com schimia! rsrs

Claudinha F. disse...

Sabe q eu ja percebi esse gosto pelo café soluvel no Sul, minha avó qdo vem nos visitar, trás seu próprio café, ela não toma o coado!!!
Eu fico abismada com isso.

A DONA DO MUNDO disse...

SOU CAIPIRA MESMO, GOSTO DO NATURAL!!!

clau disse...

O mundo virou um mercado geral, n'é verdade?
Nao tem o que se faça por ai, sem desembocar em uma lojinha ou em um quiosque que faz propaganda de alguma coisa...
Até em banheiro, imagina.
Se um nao conta até dez para pensar, termina ou com amostras mil ou, pior, com os bolsos vazios... rss.
Tudo de bom, Neide!

Anônimo disse...

Neide, Boa noite. Sou amigo do Marcos do Aikido, quem me comentou sobre o seu blog. Muito legal. Concordo com vc.... Sopa pronta não dá. Sem falar em utilizar caldos prontos na elaboração de pratos. Apesar de alguns acharem prático, não compensa pelo resultado final. É muito perceptível... fora o tanto de sódio ingerido. Sou curioso na cozinha e gosto de passar um tempo com a minha esposa nesse comodo da casa. Até a experiência de se fazer um simples caldo de frango é proveitosa para utilizá-lo num prato futuro.
Qualquer dia vão servir MIOJO.
Seguirei lendo os posts...... Bruno

Rui disse...

Neide
Tu deverias convidar o pessoal de Antônio Prado que serve Nescafé para ir a Fartura e ver o processo do grande café, como fizeste conosco. Com certeza vão mudar de opinião. Quando vi a foto dos marmelos lembrei dos que comprei e esqueci na banca.

Anônimo disse...

Essa do café instantaneo é cultural. No nordeste consomem muito, pois o café natural é de baixa qualidade e o bom, caro. O mesmo deve acontecer no RS. Morando no Uruguai anos atrás, me deparei com a mesma situação. Café brasileiro da pior qualidade. Colombiano um pouco melhor, mas suave demais para meu gosto. Tive que investir em um moedor e comprar café em grão de boutique. Já em Buenos Aires sempre encontrei bons cafés brasileiros e colombianos.

Anônimo disse...

Não tenho uma gota de sangue italiano, mas sou fã de um vero capeletti in brodo. Nunca esqueço ter me curado de uma ressaca braba com um excelente caldo com massa (capellini?) em Marcelino Ramos.