segunda-feira, 4 de março de 2013

Cuscuz de banana da terra e queijo de coalho com flocão sem T (transgênico)

Este cuscuz não comi em Uauá, mas o flocão sem o T aprisionado em tríângulo, sim. E como muita gente ficou interessada, adianto o assunto. 

No festival do umbu, que aconteceu em Uauá, no sertão da Bahia, havia vários expositores e um deles era a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê, que levou fubá, creme de milho e flocão orgânicos, com milho não transgênico, claro.  Trouxe especialmente para divulgar entre os leitores o contato, já que no mercado é impossível comprar qualquer derivado de milho que não seja transgênico. Se nunca prestou atenção, procure no rótulo o símbolo: uma letra T em preto dentro de um triângulo.  Junte uma turma e peça uma quantidade maior, para valer a pena o custo de transporte, afinal, se não me engano, paguei apenas 80 centavos pelo pacote de meio quilo. A cooperativa fica em Irecê, região da Chapada Diamantina.  O flocão é um jeito de abreviar o trabalho tradicional para se fazer cuscuz de milho (deixar de molho, triturar, passar por urupema..). Com o flocão, de uso difundido em todo o país, basta umedecer os flocos com água. 




Já o cuscuz com banana da terra e queijo de coalho, comi em Salvador, na casa de minha amiga Silvia Lopes, que foi comigo para Uauá. Ela me contou que o prato é comum em Lençóis, também na Chapada, onde tinha uma estalagem junto com o então marido Alcino. Foi ela quem ajudou a criar o famoso café da manhã que até hoje dá fama à pousada. E agora, mesmo em sua casa em Salvador, quem passa por lá, passa bem, pois no café da manhã sempre tem cuscuz, suco de lima, frutas etc. Então, ficam aí as duas dicas. 

Para o cuscuz, hidrate 2 xícaras de flocão com 90 ml de água (cerca de 6 colheres de sopa), 1 pitada de sal e 1 colher (sopa) de açúcar. Misture bem, esfarelando com os dedos. Coloque metade na parte de cima da cuscuzeira, sem apertar. Forre com fatias de banana da terra (2 unidades) e algumas fatias de queijo de coalho. Cubra com a outra parte dos flocos úmidos e espalhe por cima a banana e o queijo restantes. Tampe a cuscuzeira e cozinhe no vapor, com água na parte de baixo da panela, até os flocos ficarem cozidos e unidos e o queijo, derretido (cerca de 10 minutos).  Com café bem quente, nhac! 


Produtos da Copirecê - Tel. 74-3641-3722

9 comentários:

Leonor Cerveira disse...

Olá, Neide!
Que aspecto divinal :).... Bjokas...

http://nacozinhadaleonor.blogspot.pt/

Guilherme Ranieri disse...

deixou vontade!

Anônimo disse...

Olá, Neide. Essa coisa do milho transgênico no mercado me deixa iraaada, revoltada mesmo. A gente fica sem ecolha, não tem como comprar outro milho se não ele, o maldito transgênico. O que mais me irrita é que existem centenas de tipos de milho diferentes e só nos vendem o transgênico. Até o que eu compro na feira eu desconfio, pois não dá pra saber que milho é aquele.
Como lidar com isso?
Você sabe se além dessa comunidade, existem outras que fornecem produtos assim?

Um grande abraço e parabéns pelo belo trabalho :)

Anônimo disse...

Ahhhhh! esse T. Já não posso dizer que nunca comi, porque, apesar de não consumir coisas industrializadas de milho (pelo menos diretamente), consumo milho verde plantada por vizinhos e não sei que milho eles usam. O fato, Neide, é que outro dia compramos milho na feira para fazer pamonha (120 espigas ou duas mãos, como se diz por aqui) já cortadas e desembrulhadas para facilitar o trabalho. Bem, pela primeira vez na vida a pamonha desandou, não cresceu e nem endureceu. Cozinhou, mas ficou mole. Ficamos discutindo se não seria por culpa do famigerado T. Confesso que fiquei com receio de comer. Abç
Izabel

Fabiana disse...

nossa, que vontade desse cuscuz com queijo coalho e banana da terra!!
que bom que você está de volta. vamos de piquenique esse domingo? Beijos.

Márcia Carvalho de Souza disse...

Uau!! Nunca pensei nesse negócio do T!!! Obrigada pelos esclarecimentos!! Deu uma vontadinha de comer esse cuscuz!!Bjs

Anônimo disse...

Neide comecei a ler e sai correndo na dispensa ver meu floc de milho e la tava o T fiquei com raiva de mim. vou ficar mais atenta (DIulza)

Claudio Carlos Daltin disse...

Ola td bem?
Está de parabens a receita deve ser uma delicia deu agua na boca to sem cuzcuzeira, qndo ocmprar vou fazer, e tenho q encontrar a tal da banana da terra q conheço mas aqui é meio dificil e tb o queijo coalho. mas nossa deve ser otimo. abrçs.

Anônimo disse...

Neide, desde que conheci sua página sempre acesso em busca de informações sobre alimentação segura. Adoro milho, mas fico desesperada, porque não confio nem mais nos orgânicos, afinal a safra brasileira de 2013 foi quase toda transgênica. Meu medo é tão grande que não quero mais consumir proteína animal, pois o milho transgênico entra no nosso prato através da carne, ovos e leite desses animais que comem ração cujo principal componente é o milho e a soja (tbm transgênica). Acho que os brasileiros ainda não se deram conta dos riscos que correm.