quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Tucupi feito em casa


Aqui, o tucupi pronto depois de fervido com temperos - usei pimenta dedo-de-moça na falta da cumari-do-pará.

Estou querendo voltar à Ilha do Marajó, no Pará, ainda neste ano, por isto deixe-me ir esquentando os tamborins. Foi lá que tomei meu primeiro tacacá numa tarde de calor úmido. Inesquecível aquela sensação gostosa de pachorra, a que todo paulista estressado tem direito, e que nos coloca em pé de igualdade com o mormaço ambiente.


Conheci lá o tucupi, o jambu, o coentro-do-pasto (chamam de chicória), a pimenta cumari-do-pará e um jeito novo de comer camarão seco. Tudo novidade. Aliás, tudo lá parece ser estrangeiro. E, no entanto, é uma das culturas mais autênticas deste país.

Quanto ao tucupi, fora do extremo norte do Brasil ele é praticamente desconhecido e quando aparece aqui em São Paulo é vendido a preço de fina iguaria, o que realmente é. Mas no local de origem, é ingrediente corriqueiro, barato e indispensável. Com ele se faz este tacacá que tomei no Marajó e é o caldo mais popular e desejado nos fins de tarde, em Belém. Na cuia a vendedora coloca, à frente do freguês, uma concha de tucupi tirado de um grande caldeirão de alumínio bem areado e outra de mingau neutro de goma, feito com o amido da mandioca. Alguns camarões e um punhado de jambu - a erva que amortece e faz fremir lábios e língua - completam a sensação.

Há várias maneiras de se extrair o suco da mandioca ou manipueira, base do tucupi. Podem ser usadas prensas manuais de parafuso ou prensas hidráulicas. E, para pequenas quantidades, a raiz ralada pode ser espremida num pano. Mas, apesar das novas tecnologias de prensagem, um utensílio já encontrado aqui pelos europeus sobrevive ainda hoje. É o tipiti, usado na transformação artesanal da mandioca em farinha, goma e tucupi. Trata-se de uma bolsa cilíndrica, comprida, feita de palha, num trançado que a faz retrátil, como possuindo molas. Dentro se coloca a massa de mandioca ralada, que é espremida quando o tipiti é tracionado. Da massa enxuta se faz a farinha e o líquido escorrido será a base do tucupi. A princípio leitoso, este caldo (manipueira) torna-se de um amarelo límpido assim que o amido (fécula, polvilho ou goma) sedimenta no fundo do recipiente. Depois de fermentado por um ou dois dias e fervido com alho, alfavaca, pimenta-de-cheiro e chicória (o coentro-do-pasto), se transforma no molho tucupi, de aroma penetrante e sabor ácido inconfundíveis.
A coloração do tucupi é dada pelos pigmentos betacarotenos presentes na mandioca amarela, variedade mais indicada para o preparo do molho, justamente pela cor. Mas a mandioca branca também rende bom tucupi, conhecido como tucupi-doce. Está certo que o sabor é muito mais delicado e a cor, mais desbotada. Mesmo assim, há quem o prefira para o preparo do tacacá e de um bom mingau de arroz para se comer no café da manhã. Aliás, a cor amarela do tucupi muitas vezes é intensificada com a adição de corante artificial. Para identificar a adulteração basta ver se o amarelo é uniforme. No verdadeiro, o pigmento tende a se acumular no fundo da garrafa, deixando uma faixa mais clara próximo à superfície. Menos difundido nas cidades, o tucupi-pixuna ou tucupi-preto é um molho denso, concentrado e escurecido depois de demorada redução. Acompanha patos, carnes e peixes.
No mercado Ver-o-Peso, em Belém, pilhas de tipiti e litros e mais litros (garrafas de PET reaproveitadas) de tucupi em vários tons de amarelo forte, às vezes com pimentas imersas, mostram a importância do molho na cozinha local. Além de ser usado no tacacá, ele tempera carnes de sabor marcante - pato, peixe, leitão, paca. Talvez o prato mais famoso seja o conhecido internacionalmente Pato-no-tucupi (assado, separado de sua gordura e fervido com tucupi e jambu). É um bom exemplo da cozinha regional, saborosa, leve e marcada pela pouca influência européia sobre a predominância indígena.
Modo de fazer
Como me recuso a pagar R$ 10,00 por uma garrafinha de tucupi congelado que se encontra às vezes no Mercadão, faço o meu próprio. É fácil, veja:
Pique 3 quilos de mandioca amarela e bata, aos poucos, no liquidificador com 1 litro de água. Faça isto aos poucos. Coloque quanto de água for necessário para a primeira leva. Coe, esprema num pano e volte o líquido ao liquidificador com mais mandioca. Faça assim até terminar. Quanto menos água usar, melhor. O ideal é ralar e espremer, mas e tempo? Por fim, esprema de novo tudo num pano de algodão limpo. Torça bem para extrair todo o sumo.

Espremendo num pano de algodão

Aqui, a goma sedimentada no fundo do recipiente - é só separar.

Deixe esse líquido leitoso (manipueira) descansar por 4 horas, ao fim das quais separe o amido sedimentado do líquido amarelo (o amido é a goma, que pode ser seca ao sol para virar polvilho ou ser usada ainda úmida para fazer tapioca ou o mingau de goma que compõe o tacacá.

A manipueira (o caldo) já fermentada - veja umas bolhinhas na superfície.

Cubra com pano o líquido e deixe fermentar de um dia para outro. A este líquido fermentado, adicione um pouco de sal, um dente de alho, uma pimenta-de-cheiro, alguns galhos de alfavaca e a chicória (coentro-do-pasto). Deixe ferver por 30 minutos, coe e está pronto o tempero para ser usado em peixes, galinhas e patos. Guarde na geladeira por até 1 semana.

Para o Tacacá, faça assim: Junte água fria àquele amido sedimentado na tigela, na proporção de 1 xícara de goma para 2 litros de água. Misture bem e leve ao fogo, mexendo, até engrossar. Este é o mingau de goma. Numa cuia coloque uma concha de mingau, outra de tucupi bem quente, alguns camarões secos demolhados e escorridos, um punhado de jambu cozido e espremido e pimenta. Igualzinho, igualzinho, ao paraense, não fica. Mas garanto que ameniza o desejo de estar lá.

68 comentários:

Wine Broker disse...

Neide, sempre muito competente no seu trabalho de ensinar. Parabéns!
Um abraço

Rubén Duarte
(eu não perco um dia sem ler o seu Blog)

Agdah disse...

Neide, eu fiquei em dúvida quando à mandioca. Essa amarela é a que chamamos de aimpim ou outra variedade da branca usada para a fabricação de farinha?

Neide Rigo disse...

Oi, Agdah,
é a que vocês baianos chamam de aipim, sim. Amarela ou branca, é a mansa. Aliás, a farinha também pode ser feita com ela, é que se não fizerem farinhas com a "brava", vão fazer o quê com ela. Já a mansa serve pra tudo. Mas esta questão de "brava" ou "mansa" é uma polêmica..
beijos, n

Valentina disse...

Este tei post me deixou muito saudosa.Saudosa do Pará, saudosa da minha infância.

j disse...

Ola Neide, cheguei ontem de Belém e já sinto a falta do tacacá, os 2 litros que trouxe nao vao durar muito.
Valeu pela receita do tucupi artesanal, estava justamente pensando em como fazer.
Dúvida, essa é a mandioca amarela que contém toxinas? Se sim , por quanto tempo devo ferver? (tentarei encontrar aqui no RJ)
Abs JBatista

Eide disse...

Caramba fiquei muito feliz em encontrar este site que ensina como se retira tucupi sem o auxilio do "tipiti" sou paraense da capital e estou há 2 anos fora de Belém e já não aguentava mais de tanta saudades do tucupi, muito bom mesmo sua dica. Parabéns pela dica adorei seu site.Abraços Eide
Cuiabá-MT.

Felipe disse...

Neide,
sou de mogi mirim-sp e estava procurando na internet o que seria o tal do tucupí, que vai na receita do Mani-ocas, concorrente do prêmio paladar 2007.
Obrigado,
felipe

Alana disse...

oi amiga, esra tudo certo sou de belém do pará no preparo do tucupi minha mãe acrecenta mas folhas de alho, ela tem um sitio e plantacão de mandioca e um igarapé maravinhoso , te convido pra vç ir fazer uns tanboraes cheios de tucupi . alana_magno@hotmail.com

Dilma Corrêa disse...

Depois q. soube q. o polvilho é a mesma coisa q. a goma, fiquei pensando q. realmente dá pra extrair o tucupi, só não sabia como. Muito grata. Agora qdo preparo a goma p/o tacacá eu acrescento um dente de alho na água fervente fica saborosa. Só não sei como consegui o jambu aqui em São José dos Campos/SP. Estou tentando plantar.

Anônimo disse...

Dilma Correa de São José dos Campos. Se vc aparecer em Paraty, divisa com Ubatuba entra em contato comigo pois tenho jambu na minha casa. Morei muitos anos no acre e sou apaixonada pela culinária à base de tucupi. Quando fui visitar parentes em 2007 trouxe uma muda de jambu e pegou facilmente. Meu e-mail é geaneampuero@hotmail.com.
Neide. amei as suas dicas sobre a produção de tucupi. Parabéns.

Sammy Pants disse...

Obrigada por postar isso! Sou dos estados unidos, mas morava em Belem por um tempo e fico querendo a tacacá! Não tem como encontrar tucupí aqui (so mandioca), e agora posso fazer em casa!

RUI MARCOS disse...

Muito obrigado por postar esta informação. Morei em Porto Velho (RO) tomei muito tacacá na beira do Rio Madeira. Moro, atualmente, no interior de São Paulo. Tenho plantado em casa o jambú e a chicória, porém, também, sempre tive dificuldade em adquirir o tucupi. Com esta dica vou "meter a cara" e fabrica-lo em casa. Mais uma vez: OBRIGADO!

Graçacosta disse...

Olá Neide,fiquei feliz com a receita do tucupi.Seu trabalho é maravilhoso!Se eu não encomtrar a mandioca amarela,pode ser a branca? Vou assar o pato,quando posso colocar o tucupi? Parabéns pelo seu trabalho,muito bom! Agradecida.Graça costa.

RAQUEL disse...

OI NEIDE ,VC NÃO ME CONHECE , MAIS EU ACABEI TE ACHANDO POR CAUSA DO TUCUPI, E GAROTA VC NÃO SABE O QUANTO ESTOU FELIZ EM TE CONHECER E SABER DO SEU BLOG, MOREI 10 ANOS EM TUCURUI-PA , E COMI MUITO TACACA, VATAPÁ , PATO NO TUCUPI , E QDO MUDEI PRA JOSÉ BONIFÁCIO-SP (FICA PERTO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO), NUNCA MAIS COME NADA DISSO , E HOJE VC ME ENSINOU COMO FAZER O TUCUPI , POIS NÃO VEJO A HORA DE COMER NOVAMENTO O TACACÁ, SO VAI FALTAR O JAMBU. GOSTARIA Q VC ME ADICIONA-SE NO MSN raqueldnr@hotmail.com PRA GENTE PODE TROCAR ALGUMAS IDÉIAS, E COMO FAÇO PRA ENCONTRAR O JAMBU. MUITO OBRIGADO , BEIJOS RAQUELLLLLLLLL

Maythe disse...

Olá Neide, finalmente encontrei voce.. sou Raquel também e adorei encontrar voces todos e gostaria de saber onde posso encontrar o jambú mais perto de São Paulo. Moro em Santo André e aprendi a comer estas delicias em Belém meu irmão mora lá. Agora sabendo fazer o tucupi preciso do Jambu.... meu irmão me mandou pacotes congelados mas estou economizando muito... O pessoal que planta pode congelar para vender... já resolve nossos problemas... beijos a todos e parabéns pelo Blog Neide.
Raquel- Santo André- São Paulo
me e-mail- raquel-attie@uol.com.br

Rodolfo disse...

Voce foi maravilhosa, nos ensinando a receita do tucupi tão didaticamente. Um grande abraço

Anônimo disse...

Pelo jeito a Neide entende mesmo, mas gostaria de tirar uma dúvida fiz o tucupi confomre a receita mas depois de alguns dias (coloquei numa garrafa pet)ele continua fermentando (forma gas) tá certo pode ser consumido assim mesmo?

Neide Rigo disse...

Oi!
O tucupi continua a fermentando e, se fechado, pode virar uma bomba. Portanto, depois de usar, se for guardar, mantenha a tampa apenas encostada.
Mas, realmente não sei qual é o prazo certo de validade.
N

edgard britto disse...

Oi, Sou um paraense nascido na Bahia. Hoje vi na tv que esta acontecendo no Para o festival do tucupi. Quase morro afogado de tanta água na boca. Gostei de saber da possibilidade de fazer tucupi caseiro. Ainda hoje comeco os preparativos para saboreá-lo no fim de semana.
Edgard

Renato disse...

Neide, sou um paraense de BH-MG. Já executei essa sua receita umas três vezes, todas com muito sucesso. Estou, inclusive, conseguindo plantar o jambú em casa para fazer o pato.
Muito obrigado!
Quanto à polêmica da mandioca, eu visitei o ver-o-peso em julho e o caboco que fazia o tucupi na feira riu quando eu falei que eu tinha feito com a macaxeira (mandioca mansa). Segundo ele, tem que ser com a brava, mas eu não liguei, pois o meu tucupi ficou excelente de qualquer forma.
Abraço!

Samira Paula Takahashi disse...

Oieee Neide
Sou a Samira e moro no Japan.
Adoreiiiiiiiiii o seu blog, nota 1.000000
Eu estou tentando plantar e sou primaria rsss
Gostaria de uma dica de como tirar mudas do Jambu, do manjericao e etc...
E tambem gostaria de saber onde encontar sementes da xicoria
meu e-mail exito-multiv@ezweb.co.jp

Parabens e muitas felicidades para vc!

llopesrj disse...

E lá fomos nós para a famosa Feira da Providência na certeza de que tomaríamos Tacacá no stand do Amazonas, Pará, do Acre, do... e NADA,ninguém tinha nem tacacá, nem tucupi,nem jambú. Voltamos pra casa com um vazio no coração e no estomago.E de repente uma LUZ NO FIM DO TUNEL!!!!!! OBRIGADA NEIDE!!!!!!!!!!

Neide Rigo disse...

Llopesrj,
que frustração, hem? Espero que possa matar a vontade com esta versão aproximada.
Um abraço,
N

Anônimo disse...

Neide, obriga por ensinar essa receita maravilhosa.Sou de Altamira Pará, estou a 8 anos em Ilheus BA e nunca mais provei meu tacacá! Agora vou preparar o meu delicioso tacacá com a sua ajuda. Meu esposo trouxe de Belém o jambu e eu pedir para uma senhora levar pro seu sítio pra plantar, agora aki na Bahia ja se encontra o jambu, só falta agora saber fazer o tucupi, pois aki o pessoal conhece como manipueira, mas não sabem fzaer direito.Valeu querida por tudo. bjs!

luz do luar disse...

Oi Neide que maravilha a internet pois sou apaixonada por culinaria e conheci o molho do tucupi já pronto a pessoa nao sabia como faze-lo, Agora voce já tem a receita testada. Consegui tambem a chicoria e o jambu, foram poucas mudas mas acho que daqui a um tempo já terei sementes para planta-las, elas tem um paladar inigualavel.
Franca-SP.14 fevereiro 2010
EM TEMPO.
Neide a familia do meu marido tambem assina RIGO.

Neide Rigo disse...

Altamirense, agora é botar a mão na massa. Tomara que consiga.

Luz do Luar,
Que bom que já tem tudo. Já pode tomar seu tacacá.
Será que somos parentes? Não conheço ninguém de Franca, mas pode ser.

Um abraço, n

Anônimo disse...

Oi Neide o avo de meu marido era o Sr. Bento Rigo casado com Antonia Querioni, qdo criança vinda da Alemanha morou com os pais dele em Rio Claro-SP. depois de casado toda vida morou em Itirapuã -SP, Ibiraci-MG. e Franca-SP. em que cidade vc mora mesmo?.
No aguardo de seu retorno, antecipo. Grata.
Um abraço.

Anônimo disse...

Parabéns pela forma didática como nos ensinou a fazer o tucupi. É o resgate da verdadeira finalidade da Rede Mundial: a troca de informações pela comunidade (científica) sem ônus. Ta vendo? Tucupi é ciência. Parabéns mais uma vez.
Pedro

Frédéric Pagès disse...

neide, vou tentar fazer aqui em Paris onde a saudade do tucupi começou a apertar depois de dois anos sem esse sabor.
Obrigada
Abraço papa-chibé.
Daniela

gram_otas disse...

Neide,
Por ignorar o tempo de validade do tucupi, vim catar na net e encontrei seu blog. Fico feliz por encontrar pessosas que não são paraenses e gostam da minha terra e seus sabores. Moro em Belém do Pará, tenho uma casa em Salvaterra (uma das cidades do arquipélago do Marajó), onde a beleza é a natureza, com sua gente simples e hospitaleira. Sempre visito amigos e miha filha no Rio de Janeiro, nessas ocasiões faço tacacá e trago tudo de Belém, mas esqueci 2l de tucupi fora da geladeira desde 01/02 então... foi um prazer encontrá-la

Graça Mota

maki disse...

Neide, outra duvida. onde se encontra jambú aqui no estado de SP? porque eu moro em Santos. Sera que tem outro nome? obrigada! Maki

Pedro Ivo disse...

Oi Neide,

Muito obrigado pelas informações, comprei um bocado de mandioca na feira e vou tentar fazer o tucupi (e o amido).

bj

Anônimo disse...

oi,andei pesquisando,como se faz o tucupi,sou acreana e adoooooooro rabada no tucupi e a duas semanas me mudei pro paraná que não existe nada das coisas boas do meu Acre.
e se não tem,temho que fazer rsrsrs .agradeço muito pelas dicas .
íris

mundocarlosamorim disse...

Neide fiz e ficou tão bom quanto o do Pará,só que ficou um pouco amargo,será que foi por que acrescentei coentro e cebolinha?

Neide Rigo disse...

Carlos, talvez seja a cebolinha. Mas fico feliz de saber que deu certo.
Um abraço, N

Anônimo disse...

Neide,estou muito feliz por ter encontrado alguém que me de uma luz sobre como fazer o tucupi,estive ém Belém recentemente e me apaixonei pela culinária de lá!Trouxe uma mudinha de jambú,que esta na água bem vivinha,não sei como plantá-la,se souber,pf,me informe.Meu nome é Édila,do RJ,e-mail:edila.cardoso@click21.com.br
Obrigada.Feliz Ano Novo!!!
Vou ficar sua fã!!!!!!

Anônimo disse...

Neide,

Meus parabéns! Fico feliz em sabe que muitas pessoas ficaram interessadas nas comidas típicas paraense.
Moro em Belém e sou paraense.Também sou amante das comidas típicas daqui!..Sem contar com as frutas amazônicas que são uma verdadeira delícia, é claro.
Desejo muito sucesso nas receitas!

1 caloros abraço paraense!


Obs:Caso queira trocar idéia deixo o meu e mail.
Soraiasaha@hotmail.com

Tetê disse...

Neide
Sua receita de tucupi é excelente.
Extraí o líquido da mandioca na centrífuga.Ficou maravilhoso.

Luiz Diniz disse...

Parabéns pela iniciativa, sua abordagem é uma quebra de paradigma, pois nossos ancestrais não admitem que se produza os produtos da mandioca sem o tradicional tipiti. Moramos em sampa há 10 anos, e depois de conhecer sua receita acho que já não precisaremos pedir para o povo de lá esta nossa especiaria culinária. Vamos tentar produzir o nosso 'sagrado' tucupi.
PS. Quando for ao Marajó de novo, me avise, vou te colocar em contato com meus familiares que adoram receber por lá.
Obrigado.

Neide Rigo disse...

Luiz, quero o contato já, pois não demoro a ir ao Marajó (ainda neste semestre!).
Obrigada, N

Luiz Diniz disse...

Você já conhece Ponta de Pedras? nossa família é de lá. Vou reunir as informações de contato deles e te passo em breve.
Caso queira trocar e-mails mais pessoalmente, o meu é luigdi@gmail.com.

Luiz Diniz disse...

Neide, fizemos o tucupi aqui em casa e ficou perfeito no sabor, aroma e na cor, que beleza!
Acrescento a informação de que utilizamos uma centrífuga, dessas de fazer sucos, para 'ralar' a mandioca, de resto seguimos a risca sua receita. Muito obrigado. Valeu!

Neide Rigo disse...

Luiz, este retorno vindo de um paraense me deixa muito satisfeita, especialmente porque outra coisa que não se admite é fazer tucupi com mandioca mansa. Boa a ideia da centrífuga! Obrigada! Um abraço, N

Luiz Diniz disse...

Neide, ontem tive a prova final de que estamos no caminho certo com o nosso 'tucupi paulistano', meus tios José e Onélia Teixeira vieram do pará e ofereci um frango no tucupi, com o tucupi que preparei na semana passada, comprei uns maços de jambu no mercado da lapa, e preparamos esse delicioso almoço. Ele APROVOU! e isso me deixou feliz pois, vindo da parte de alguém que cultiva as melhores tradições paraenses é a glória. Aliás, ele se colocou a disposição para lhe receber por lá pelo marajó, assim como meu primo Bento Monteiro que trabalha com o melhor açai da região das ilhas.
Me liga para acertarmos os detalhes e te passar os telefones deles.
Um abraço.

Neide Rigo disse...

Luiz, imagine como fico feliz de saber. Quando precisar de jambu, tenho plantado aqui.
E me passe seu telefone no email: neide.rigo@gmail.com
Um abraço, N

toinho111 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luisa disse...

Oi Neide!
Obrigada pela dica do Tucupi. Você é muito atenciosa com todos aqui. Na verdade eu nunca experimentei Tucupi e Tacacá, pois sou do Rio deJaneiro e nao tenho laco algum com o Pará e nunca experimentei culinária paraense. No entanto AMO cozinhar e me aventurar na cozinha. Já ouvi tanto sobre Tacacá que imagino que deve ser um manjar dos deuses. Só tenho um probleMINHA: eu moro na Alemanha há muitos anos e nao conheco a diferenca entre mandioca mansa e brava. O que eu conheco ainda do meu tempo de Rio de Janeiro é aimpim. Será que você poderia me ajudar com tais definicoes e o jambú, será que encontro algo parecido que possa substituí-lo em paladar se assemelhando ao paladar original? Minha aventura é desafiadora, né? Será que tem jeito? Aguardo breve resposta, estou doida para experimentar.
Um abraco

Lilian

Luisa disse...

Oi Neide! Só mais uma coisinha com relacao ao "aimpim" (mandioca). Eu o encontro fresco em lojas africanas. O aimpim é marrom, normalmente longo e é branco por dentro, ou seja bem parecido ao aimpim no Rio de Janeiro.

Lilian

Neide Rigo disse...

Lilian,
realmente é bastante desafiadora sua aventura. O que a gente encontra no mercado é a mandioca mansa ou aipim - a brava vai direto pra fazer farinha (com teor maior de ácido cianídrico). Você pode experimentar fazer com esta africana. Quanto ao jambu, não vai ter muito jeito - pois o sabor é bem diferente de todas as verduras que a gente conhece. Mas se quer um verdinho na sua sopa, coloque ramos de espinafre aferventados. Depois me conte. Um abraço, N

Luisa disse...

Oi Neide! Sou eu de novo. Vou fazer o Tacacá com espinafre, mas nao vou desistir de procurar o jambu na Alemanha. Estava pesquisando a respeito destas folhas e parece que as mesmas sao utilizadas na cozinha asiática (India, Madagáscar e outras partes do sul da Ásia) o que me leva a pensar que talvez possa encontrar as folhas de jambu em lojas asiáticas. O poblema é que nao sei como as tais se chamam ou se Jambu também vale em outros países. Será que você tem idéia de como sao chamadas pelos asiáticos?
Um abraco.

Lilian

Bruna disse...

Olá Neide. Sou paraense, moro no Rio de Janeiro e morro de saudades da nossa comida! Fiz sua receita e super aprovei! O melhor foi que consegui o peixe filhote em uma pequena empresa chamada Sabor da Amazônia (21.8391-9687) que vende por delivery produtos da culinária paraense aqui no Rio. Ou seja, fiz o prato completo: peixe ao tucupi! Ficou uma delícia! Obrigada!

Neide Rigo disse...

Bruna, saber disso por uma paraense é uma satisfação muito grande. Obrigada pela dica do peixe. Um abraço, N

Luiz Diniz disse...

Neide,
Fizemos uma legítima e deliciosa maniçoba aqui em sampa. Já provou? Quer vir saborear?
Te aguardo.
Abs.

InuKaulitz disse...

Oi gente, vai uma dica aí de uma amazonense. No tempero, acrescentem pimenta-do-reino, cebola, pimenta de cheiro (de verdade) e pimentão. É assim que faço em casa. Experimentem.

Anônimo disse...

Oi neide sou natacha moro em juiz de fora ha 4 anos,mais sou paraence sinto muita falta do meu pará por acaso encontrei seu blog agora vou fazer o tucupi dificíl vai ser encontra jambu bjs obrigada pela receita.

BALDU disse...

Neide vçê saberia fazer um mingau doce ralando a mandioca e retirando a goma.Era uma receita da avó da minha esposa mais ela não se lembra como fazer será que vçê saberia?

BALDU disse...

Neide vçê saberia fazer um mingau doce ralando a mandioca e retirando a goma.Era uma receita da avó da minha esposa mais ela não se lembra como fazer será que vçê saberia?

Edu disse...

Oi DILMA CORREA, de SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP. Procure pelo jambu, aí em SJCampos no Mercadinho Piratininga, em frente à rodoviária do Jardim Paulista. Lá tem todo tipo de erva; acho que tem até mais do que em Belém, no PA...rss Abs. Edu

Edu disse...

Anônimo: Para a fermentação não continuar infinitamente, tente fazer a pausteurização do tucupi, semelhante à feita com a cerveja, isto é, aquecê-lo no fogo, até atingir 64 graus, por 2 minutos; depois desligar o fogo, e deixá-lo esfriar lentamente. Abs, Edu

Dante Moretti disse...

obrigado pela dica irei fazer estou com saudades do tacaca vlw

socorro vasconcelos disse...

oi neide adorei conhecer seu blog.dica vc tem que ferver o tucupi com um pouco de sal chicoria,e alho. outra coisa a mandioca brava se crua nao pode ser consumida .tenho uma lanhonete em caldas novas e estou fazendo o tacaca,vatapa,adorei o jeito mas facio de fazer tucupi um abraço.meu nome e socorro.emal vasconcellos.vasconcellos@hotmail.com

Fábio Gatto disse...

Adorei a receita....bjs

Chris disse...

Parabéns pelo blog maravilhoso, Neide! Adorei suas explicações sobre o tucupi. Eu sou do Ceará, mas morei em Belém e fiquei fã do tacacá. Daùi, quando vi sua receita de tucupi, fiquei feliz da vida! Só pra confirmar, antes de fazer sua receita: você utilizou a mandioca 'normal' pra fazer o tucupi, e não a tal da mandioca 'brava' que eles usam no Norte, né?
Muito obrigada pela atenção e parabéns de novo pelo blog!

Anônimo disse...

Posso fazer com o aipim normal. Zayra de joinville

Andréia Oliveira disse...

ola Neide! seu post do Tucupi está muito me ajudando na elaboração do meu trab. de curso guia de turismo aqui em Santos Dumont-MG. é beeem complicado arranjar a mandioca brava aqui sem as pessoas acharem q eu vou matar alguém (rsrs). Vou tentar a receita esta semana e apresentrar o stand da região norte dia 16...obrigada pela dica deste modo de fazer! abraço!

Frédéric Pagès disse...

'Tô fazendo aqui em Paris! Adorei a receita! Beijo paroara

leda vitalino disse...

Neide, estou co vontade de fazer um tacacá, mas não sei quantos minutos tem que ferver o tucupi antes de colocar os temperos. me falaram que tem que ferver ate tirar a toxina, aí eu fiquei com medo de fazer e dar errado. comprei daqueles vendido em garrafa pet na feira. me ajude por favor... agradeço.

Amadeu Junior disse...

Neide bom dia,sou de sampa,mas ja morei em Belem agora estou em Uberaba MG.Eu nao sabia como era feito o tucupi esta semana vou tentar fazer,so vai faltar o jambu,que saudades do Belem,abraços e ate uma proxima.