Acho que basta cozinhar aquela moranga do sítio na panela de vapor, passar pelo processador, levar ao fogo com amido de mandioca para engrossar, esperar esfriar e bater de novo com ovo no processador, que isto vai virar spatzle. E, para isto, basta aquecer água numa panela, passar a massa pelo passador e tirar com uma escumadeira. Sem esquecer, é claro, de pesar tudo, anotar tudo, para contar aqui depois. Mas na primeira leva, já percebo que não há o que corrigir. Não virou. Então, quem sabe, cozinhar a moranga restante, bater no processador ainda quente com o amido para que ele gelatinize um pouco? Lavo o processador, lavo a panela, lavo o passador, derrubo as primeiras gotas na água fervente e... E nada de sptazle. Então um pãozinho com as cascas cozidas? Não tem erro. Bato no processador que precisou ser lavado da meleca novamente, junto manteiga e leite. Aqueço a massa, jogo super quente sobre o amido numa tigela. Junto ovo, sal e queijo da canastra ralado num ralador fino. Unto e polvilho duas formas, jogo a massa dentro, levo pra assar no forno quente e olho de vez em quando pelo vidro. Bonitos estão. Crescidos, dourados. Acertei!. Tiro do forno, desenformo e os pães que se soltam facilmente. Um segundo mais e desabam pra ficar com apenas metade do volume com que saíram do forno. Sinto-me roubada e já advinho o que me espera: uma massa pegajosa que não serve pra nada. Batata! No primeiro corte a faca trouxe a notícia na forma de grude. Portanto, leitores, hoje nada de trigo nem de post. Apenas uma pia abarrotada de louça suja e uma pequena baixa no estoque de abóbora do sítio, ovos caipiras, queijo canastra e polvilho. Mas eu não desisto. Quem sabe com batatas?
As provas:
















































