
Macarrão de taro 2 ovos

Macarrão de taro 2 ovos

Pão de taro (ou, que seja, pão de inhame) 
Tá certo, o dia do café foi ontem, mas a foto só fiz hoje e aqui no Come-se, bebe-se e come-se quente, morno e até frio. Mas o café, sem dia, a qualquer hora, sempre quente. Aproveitei para ferver o coador branquinho com pó de café e moer mais dos grãos produzidos e torrados pelo Seu Toninho, meu pai, que ele trouxe de Fartura neste final de semana. Passei o café depois da foto e vim para cá fazer o post entre uma bicada e outra esfumaçante.
É que a amiga Tanea chegou aqui outro dia com uma sacolinha de chita e três mariquinhas de presente. Com o detalhe de que os suportes de coador são para café individual. São os mesmos que ela usa em seu restaurante Kitanda Brasil, em Gonçalves, MG. O cliente recebe a água fervendo, o pó e o coador de pano apoiado na mariquinha e pode preparar seu café na mesa. Pois melhor que a bebida, é o cheiro do café passando. Pra mim.
Adorei os mimos, pois não uso filtro de papel. Uso cafeteira italiana ou os coadores de pano, que não geram lixo, são práticos de lavar e guardar e o pó usado vai direto pra terra. Tenho mariquinha grande, tenho coador de pano com elástico que apoio em qualquer bule e o meu xodó, que é este bule fininho de aço inoxidável. Foi presente da amiga Rosa de Ribeirão Preto, produzido artesanalmente há muitas décadas em Batatais, pelo Seu Osvaldo e seu filho Marcos. O coador é encaixado dentro dele, com o bico levantado e apoiado no aro do coador, por engenho de uma barrinha de metal, de modo que a superfície permeável do coador permanece a mesma, porém sem encostrar no líquido coado.
Já a mariquinha da Tanea, ela encomendou a uma fábrica que agora distribui a várias lojas do Mercado Municipal de Belo Horizonte. De qualquer forma, se a encomenda é grande, pode fazê-la diretamente à fábrica, para compensar o valor do frete. E em qualquer quantidade você pode comprar no próprio restaurante Kitanda Brasil. Os endereços estão aí embaixo. Quem sabe em breve a Heloisa também vai ter no Lá da Venda, já que a Tanea andou passando por lá.
Bem, mariquinhas de tamanho familiar podem ser encontradas em lojas de cozinha mais populares. No Mercado da Lapa tem também o coador de pano (este, em qualquer loja de um e noventa e nove). Para conservar o coador, é só enxaguar em água, torcer bem e deixar no próprio suporte para secar. Ou pendurar em algum lugar da cozinha. Estando seco, é só deixar junto do bule. O que não pode é deixar molhado em lugar abafado, que mofa e estraga o café. Na hora de usar, costumo ferver uma xícara de água e escaldar o coador e o bule antes de passar o café (sem deixar, claro, de jogar fora esta água - eu já esqueci do detalhe algumas vezes).


IRIL Ind. de Resistências Industriais Ltda (para quantidades grandes)








Depois de ter comido pão de cará sem cará em Santos, deu vontade de fazer e comer pão de cará com cará. Adaptei uma receita de pão de batata, mexi aqui e ali e deu no que deu. E lá embaixo o cará, que também responde por inhame, que usei, para ninguém ter dúvida (embora o taro também faça um pão delicioso). Sobre a confusão de nomes, esteroides diogeninas e outras pertinências do gênero veja aqui. Por ora, o melhor é a receita: 
Pãozinho de cará com cará
1 envelope ou 1 colher (sopa) de fermento biológico seco
4 colheres (sopa) de água
1 ovo
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de açúcar
2 xícaras de cará cozido e espremido (350 g)
1 xícara de leite morno (240 ml)
Meio quilo, aproximadamente, de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
Leite para pincelar e farinha para polvilhar (opcional)
Misture o fermento com a água e deixe hidratar por uns 5 minutos. Coloque no liquidificador junto com o ovo,o sal, o açúcar, o cará cozido e o leite. Bata até virar um creme grosso. Coloque numa bacia esta mistura e vá juntando farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando ficar difícil de mexer, comece a sovar com as mãos, juntando mais farinha até conseguir uma massa lisa que não grude mais nas mãos. Junte a manteiga em pedacinhos e sove para homogeneizar a massa. Se precisar, acrescente mais farinha. Cubra com plástico e deixe a massa crescer até dobrar de volume. Se tiver máquina de pão, pode fazer esta primeira fase no modo massa (ciclo de 1h30m). Passe a massa para uma superfície enfarinhada e divida em 50 pedaços ou retire porções de 25 g (do tamanho de um limão pequeno). Faça bolinhas, coloque-as com espaço numa forma untada e enfarinhada e deixe crescer mais um pouco. Se quiser, pincele leite nos pãezinhos, polvilhe farinha de trigo e faça cortes em cruz com uma tesoura. Leve ao forno pré-aquecido à temperatura média e deixe assar por cerca de meia hora ou até que fiquem dourados.
Rende: 50 pãezinhos






Na semana passada a editora do caderno Paladar, Patrícia Ferraz, me convidou para fazer umas tapiocas para duelar com tortillas da mexicana Lourdes Hernandez, da Casa dos Cariris. Como sou da paz e jogo, pra mim, tanto faz ganhar ou perder - o que que me importa é aprender, aceitei correndo. Porque com a Lourdes eu sempre vou aprender.






Na semana passada fui novamente almoçar no Lá na Venda, depois de uma reunião com a Nina. Já não era tão cedo e a comida chegou fresquíssima e quente, bem quente como eu gosto. Desta vez pedi um camarão com chuchu e o prato era delicado, os dois ingredientes com ponto de cozimento perfeito. A Nina não conhecia e quase levou a venda toda pra casa. O bom é poder voltar lá várias vezes e comprar uma coisinha de cada vez, porque a vontade mesmo é de levar a loja toda pra casa. Até peteca você encontra lá, para ter uma ideia. Eu não resisti quando vi a cesta de piquenique, nada europeia, estilo caipira mesmo, com modelo criado pela própria Heloisa que pediu para o artesão adaptar uma tampa com dobradiça ao tipo de cesta de roça que a gente já conhece. E comprei também bacia e mais canequinhas de ágata coloridas para tomar café. Tudo a ser estreado no próximo piquenique perto de casa. Mas, vamos ao texto da Nina, que está lindo como sempre e retrata bem o que é a venda. São Paulo, quinta-feira, 20 de maio de 2010 - Folha de São Paulo - Caderno Ilustrada NINA HORTA
Quando João me deu as duas indicações de onde ficar hospedada em Silveira, entre uma pousada e uma hospedagem escolhi visitar primeiro o site do Sítio Pinhal. Quem me atendeu na sexta à noite foi a Marina. Ela foi tão simpática que não pensei em procurar outro opção. A gente é simples, mas você vai se sentir em casa, ela disse. Fiquei de ligar mais à noite, mas o Marcos chegou tarde e só liguei para confirmar, no sábado cedinho, enquanto o Marcos ainda dormia. Pode vir, que o chalé está reservado pra você, disse ela, como se fosse minhã mãe falando, no sentido de carinho. E deixa ele dormir pra descansar. Já estou botando o feijão no fogo, mas pode vir com calma. Quando vocês chegarem, vai ter comida, não se preocupe.


Quem quer luxo e conforto não vai encontrar ali, pois é tudo muito simples. Nada de piscina, sala de jogos, sauna, massagem, sala zen, meditação ou pedras aquecidas. Mas não se passa tédio, fome nem frio, as instalações são limpas e a cama, confortável. E felizmente não pega celular nem internet, que é para não ter distração além da paisagem, do barulhinho da água corredeira e do canto dos passarinhos. Tem TV na sala de comer e pude até assistir ao Globo Rural no domingo (aliás, uma equipe do Globo Rural que foi para documentar a Festa da Broa, também estava hospedada lá). Já nos quartos, nada de TV muito menos frigobar. É um lugar para quem quer acalmar a alma, sem nenhuma terapia envolvida, e descansar um pouco os olhos, desacelerar e lubrificar os motores. E você pode ficar ali só na contemplação (R$ 140,00 a diária para casal com pensão completa; só com café da manhã sai a R$ 80,00). Ou tratando de ajudar a ordenhar a vaca, fazer o queijo. Quer coisa melhor?


