sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pãozinho de cará com cará

Depois de ter comido pão de cará sem cará em Santos, deu vontade de fazer e comer pão de cará com cará. Adaptei uma receita de pão de batata, mexi aqui e ali e deu no que deu. E lá embaixo o cará, que também responde por inhame, que usei, para ninguém ter dúvida (embora o taro também faça um pão delicioso). Sobre a confusão de nomes, esteroides diogeninas e outras pertinências do gênero veja aqui. Por ora, o melhor é a receita:


Pãozinho de cará com cará

1 envelope ou 1 colher (sopa) de fermento biológico seco
4 colheres (sopa) de água
1 ovo
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de açúcar
2 xícaras de cará cozido e espremido (350 g)
1 xícara de leite morno (240 ml)
Meio quilo, aproximadamente, de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal

Leite para pincelar e farinha para polvilhar (opcional)

Misture o fermento com a água e deixe hidratar por uns 5 minutos. Coloque no liquidificador junto com o ovo,o sal, o açúcar, o cará cozido e o leite. Bata até virar um creme grosso. Coloque numa bacia esta mistura e vá juntando farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando ficar difícil de mexer, comece a sovar com as mãos, juntando mais farinha até conseguir uma massa lisa que não grude mais nas mãos. Junte a manteiga em pedacinhos e sove para homogeneizar a massa. Se precisar, acrescente mais farinha. Cubra com plástico e deixe a massa crescer até dobrar de volume. Se tiver máquina de pão, pode fazer esta primeira fase no modo massa (ciclo de 1h30m). Passe a massa para uma superfície enfarinhada e divida em 50 pedaços ou retire porções de 25 g (do tamanho de um limão pequeno). Faça bolinhas, coloque-as com espaço numa forma untada e enfarinhada e deixe crescer mais um pouco. Se quiser, pincele leite nos pãezinhos, polvilhe farinha de trigo e faça cortes em cruz com uma tesoura. Leve ao forno pré-aquecido à temperatura média e deixe assar por cerca de meia hora ou até que fiquem dourados.

Rende: 50 pãezinhos

14 comentários:

vpaulics disse...

bom, muito bom, mesmo. e você tem uma assadeira com cara de porta-ovos? vai colocando as bolinhas de massa nos buracos? que legal! quero uma... dá para usar para o pão de queijo de liquidificador? seria prático.
bjs. v.

Neide Rigo disse...

Veronika,
Esta forminha é própria pra pão de queijo de liquidificador - veja aqui:
http://come-se.blogspot.com/2008/01/po-de-queijo-de-liquidificador.html
e aqui broinhas de fubá: http://come-se.blogspot.com/2007/09/broinhas-de-fub-broinhas-de-cuit.html
Comprada na nossa Lapa.
Um beijo, N

Verena disse...

Neide, que lindos ficaram! Eu não sabia que o inhame também era chamado de cará...só conhecia como inhame e também conhecia o cará-moela, que minha mãe tinha na horta de casa.
Deu vontade!!! Beijos e ótimo final de semana!

Moira disse...

Eu por cá não tenho cará, pelo menos desse que você usou, porque o inhame normal eu já vi à venda, mas acho que esse pãozinho também deve ficar perfeito com batata doce, já estou inventado ;))
Beijo e bom fim de semana

clau disse...

Neide, sera que posso usar batatas ou mm o tal do platano, para fazer estes paezinhos com a sua receita?
Pq fiquei com vontade, sò de ver, mm sem ter a materia prima...
Bjs!

Netto Cozinha disse...

O cara seria a mandioca certo?
Hum, parece ser uma delicia...
Bem bacana essa receita.

Marisol
Equipe Netto, cozinha na net

Anônimo disse...

Neide, como vai?
Sempre acesso seu blog e admiro muito seu conhecimento. Mas fica uma pergunta: Você se delicia de tudo isto? E a balança como é que fica?
Desculpe pela curiosidade?
Bjs,
Silvana

Neide Rigo disse...

Verena, por aqui a gente conhece mais como cará. No Norte e Nordeste chamam de inhame. Mas os cientistas preferem unipadronizar as espécies deste gênero (Dioscorea)como cará e o outro como taro. Uma confusão geral.

Moira e Clau, o pãozinho deve dar certo com qualquer tipo de batata - batata doce, inhame, batata, mangarito, mandioca, cará-moela etc. Mas acho que a umidade do plátano/ banana vai alterar um pouco a massa - é testar pra conferir.

Marisol, não é mandioca. É cará.

Silvana, me delicio com tudo que faço, claro. Mas não como sozinha. Divido com a família, com os amigos, ao longo dos dias. De modo que não preciso me preocupar muito com a balança, não.

Um abraço,
N

walkiria disse...

Parabéns Neide,adorei seu blog.

Eu tbm tenho um blog, menos dedicado às receitas e mais à terra. Cheiros, cores, lugares e alguns sabores. Sou do interior de Goiás mas moro em são paulo e amo tudo que é do interior.já coloquei vc na minha página. Sou sua nova seguidora. Walkiria

QUINTO PECADO disse...

Oi Neide!!Achei a maior graça quando vc disse que "...depois de ter comido pão de cará sem cará em Santos"...Porque eu moro em Santos à 22 anos e tbem ficava me perguntando se as padarias com a unica finalidade $$, iriam ter o trabalho de cozinhar, expremer o cará, e aí sim se teria um genuíno PÂO DE CARÁ!!!Claro que não!!!!Mas tbem depois de algum tempo entendi que o que acabou ficando foi um nome, como qualquer outro, seria o mesmo que ao invés desse, ele se chamasse Pão do Manoel, só porque um dia dentro desses quinhentos e tantos anos um portugues fisesse um pão de Cará que tivesse(ou não) esse aspecto, e então estaríamos indo a qualquer padaria, do Sr.Manuel, do Sr.Antonio, do Sr. Pedro, e pedíssimos "Me veja 2 pães do Manoel"...Hehehehe!!!Não concorda comigo???
beijo
Edna

favascontdas disse...

Este quero fazer e experimentar, com certeza deve ser uma delicia de pão, tomando um café saboroso numa dessas super xícara retro.

Neide Rigo disse...

Correção - havia esquecido de citar o leite no modo de preparo - para bater no liquididicador junto com o cará. Já corrigi no post e peço desculpas se alguém copiou a receita errada.
Um abraço, N

Neide Rigo disse...

Walkíria, obrigada. Muito legal seu blog. Também adoro as coisas da terra.

Edna, pois é, uma dissociação entre significante e significado.

Um abraço, N

Andréa Coimbra disse...

Olá Neide,

Será que daria para usar o cará-do-ar nessa receita?
Ah! Sempre acompanho o seu blog e ADORO!
Parabéns e obrigado por me inspirar.
Beijos.