segunda-feira, 11 de junho de 2007

Friccó


Na véspera do feriado só queria sair o mais rápido possível desta cidade maluca que é São Paulo. Vivo aqui desejando estar lá no meio dos pintainhos, hortas, pomares e cafezais de Fartura, onde temos um pedaço de terra. Mas um convite amável me fez adiar a viagem em algumas horas. E é incrível como algumas coisas nos fazem ver a dimensão da nossa cegueira. Como não conhecia o Friccó, um restaurante italiano que já completa 10 anos? (aliás, razão deste evento que homenageia pequenos produtores de comida e de vinho). A casa é charmosa, sem afetações e a comida, maravilhosa. Em cada detalhe nota-se o carinho do casal, Rita e Sauro Scarabotta. Eles também não escondem o carinho alegre de casal . Para completar, os garçons são jovens, sorridentes e atenciosos. Saímos de lá, Marcos e eu, meio extasiados, pois além dos pratos feitos à perfeição (os ravioloni de berinjela, meio adocicados, me conquistaram), os vinhos, todos italianos da Decanter (http://www.decanter.com.br/ ), foram molduras perfeitas para eles. A arte foi de Guilherme Corrêa, um sommelier requintado, com taninos redondos e gentis. Isto já teria valido a noite, mas ainda teve Airton Gianesi (da Paulo Capri – http://www.capricoop.com.br/) mostrando ao vivo a fabricação do queijo fresco, que levamos para casa no final. E para contemplar todos os sentidos, Omar Izar tocou uma gaita como nunca tinha ouvido antes. Nesta hora o restaurante se aquietou para ouvi-lo enquanto assimilava todas as sensações.

O queijinho do Airton Gianesi quase pronto
Aqui, a receita feita pela Dona Marisa, da equipe do Friccó. Depois de ter degustado o prato com o divino vinho Centobricchi Langhe Rosso 2003 (80% de Barbera e 20% de Nebbiolo), parece não haver outra combinação possível neste mundo. Mas há sim, claro. É só perguntar para meu amigo Luiz Horta, link ao lado – ele vai indicar um espanhol, tenho certeza, mas tudo bem.

Ravioloni de berinjela

Ingredientes
Recheio
1 berinjela grande 1 pitada de sal
1 pitada de orégano
200 g de ricota bem seca passada numa peneira
400 g de queijo Brie ou similar cortado em cubinhos de 1 cm
1 ovo
1 pitada de canela em pó
1 pitada de noz moscada
150 g de queijo parmesão ralado
100 g de uvas passas branca sem sementes
Massa
Meio quilo de farinha de trigo peneirada
5 ovos
Molho e finalização
1 maçã Fuji pequena lavada e cortada em gomos
½ xícara (chá) de açúcar
½ xícara (chá) de água
80 g de mamão maduro e firme cortado em tiras finas
100 g de manteiga sem sal
12 folhas de sálvia fresca
50 g de amêndoas sem casca laminadas e torradas
Modo de preparo
Massa: coloque a farinha de trigo peneirada numa superfície lisa. Faça uma cova no centro e despeje os ovos misturados. Amasse até ficar com consistência lisa. Embrulhe com saco plástico para não secar e reserve na geladeira.
Recheio: corte a berinjela em fatias bem finas (se possível, use cortador de frios), no sentido do comprimento, e pique em cubinhos pequenos. Espalhe sobre uma assadeira grande e leve ao forno em uma temperatura média/alta, mexendo de vez em quando, até cozinhar (cerca de 25 minutos). Tempere com sal e orégano e reserve. Numa tigela, misture ricota, o queijo brie, o ovo, a canela, a noz moscada e o parmesão. Misture bem e, com as mãos, forme pedaços cilíndricos do tamanho de um croquete. Passe-os pela berinjela que terá a consistência de farofa e coloque de 4 a 6 uvas passas em cada croquete.
Fechando os ravioloni: abra a massa com cilindro ou rolo de macarrão, coloque uma unidade de recheio e feche bem como um pastel. Reserve.
Molho de frutas: faça uma calda de caramelo com o açúcar e a água. Passe os gomos da maçã Fuji rapidamente no caramelo fervente e deixe escorrer. Faça o mesmo com o mamão. Reserve. Numa frigideira, derreta a manteiga, acrescente a sálvia, a maçã e o mamão. Desligue o fogo.
Cozinhando e finalizando: cozinhe os ravioloni por 2 ou 3 minutos em bastante água salgada fervente. Escorra com cuidado e arrume nos pratos com o molho quente. Espalhe por cima lascas de amêndoas.
Rendimento: 4 porções

Friccò
Rua Cubatão, 837 - Vila Mariana
(11) 5084-0480/ 5084-0415

7 comentários:

Anônimo disse...

Deu vontade de ouvir esta gaita
que tocou no Friccó! sofia

Neide Rigo disse...

Gostamos tanto, Sofia, que compramos o cd e prometemos visita-lo em seu novo bar, onde toca com outros músicos nas sextas-feiras.
O Bar - Av. Lins de Vasconcelos, 2.090, Vila
Mariana, 5549-7284. 6ª, 22h/2h; R$ 10 a entrada
(nos outros dias da semana o imóvel é a casa dele)

Unknown disse...

Sauro, amigo precioso, parabéns pelos seus 10 anos!
Manuel Luz

Anônimo disse...

Neide:
Parabéns pelo seu blog, que está simples e bonito.
Parabéns também pela sua perspicácia: frequento o Friccó desde quando era uma apertada lojinha de congelados e tudo o que você comentou é a pura verdade.
O capricho e o carinho são constantes, não apenas nos eventos especiais.
Porisso continuo frequentando o lugar a dez anos: sempre tem uma novidade mesmo para os clientes mais antigos.
Abraços
Wilson

Luiz Horta disse...

Hahaha Não Neide, não indicaria um espanhol, mesmo porque o Guilherme Correa é de uma acuidade única.(não consegui publicar comentário com meu nome :-(( acho que vou de anônimo mesmo...

Anônimo disse...

Oi Neide, tudo bem?
Em primeiro lugar parabéns pelo blog. Você escreve com muita perfeição e sabedoria, sabe selecionar os melhores lugares. Conheço o Friccó desde que foi inaugurado, posso dizer que tudo é feito com muito cuidado e capricho. O Sauro "propietário" é sempre preocupado em fazer tudo com muito carinho. Parabéns para toda a equipe.
Espero que sejam feitas várias outras matérias no Friccó.
Renato

JULIA TAVARES DE AZEVEDO disse...

Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath, me fez acreditar que dava para passar na faculdade sem estudar, quando chegou em orgânica 1, você decidiu que não iria me dar cola e não me avisou nada. Esse foi o motivo de eu ter ficado reprovado em orgânica 1 pela primeira vez. Eu ainda me lembro, quando eu descobri que você estava fazendo iniciação científica com bolsa no laboratório de imunofarmacologia e inflamação. Foi então que eu notei que você apenas fingiu que era uma pessoa boa no primeiro semestre, no segundo semestre em diante, você mostrou quem você é de verdade, você não passa de uma egoísta que só pensa em si mesmo.

“Eu estou com a minha graduação toda atrasada por sua culpa”.

Você ainda abriu a empresa Dye my Bag com o dinheiro da sua bolsa de IC, você ainda está fazendo estágio na Farmoquímica, será que o pessoal na Farmoquímica sabe quem você é de verdade?

Você ainda é professora particular, será que você ensina os seus alunos a colarem na prova também?

Você ainda vai se casar com um homem. Será que o seu noivo sabe quem você é de verdade?

Eu já mandei um e-mail para o projeto de extensão chamado Princípios Ativos - uma Abordagem de Ensino Pesquisa e Extensão, te denunciando contando tudo o que você fez comigo e pedindo que você fosse expulsa. Uma pessoa que passa na prova colando não merece fazer parte de um projeto de extensão cheio de pessoas que passam na prova estudando. Infelizmente o meu e-mail foi ignorado e você continua como membro do projeto de extensão, segundo o seu próprio perfil no Instagram:

https://www.instagram.com/p/DaHQQNcsFGD/



Ano passado, o seu amigo Guilherme de Sousa Barbosa ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Depois que ele fez isso, você junto com os outros alunos da Fernanda foram fazer queixinha sobre minha na coordenação da farmácia. Por causa dessa queixinha. Algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece e que já concluiu o curso de farmácia. Até agora eu não estou acreditando no que aconteceu comigo. Se esse FDP achou que iria me calar, pode ter certeza que ele não conseguiu. Quer dizer, eu faço a vontade da coordenação da farmácia e tenho as minhas informações pessoais vazadas. Medo é para quem tem algo a perder, você já tirou tudo de mim, no momento que você me abandonou em orgânica 1. Parabéns você destruiu a minha vida.

Pode mandar o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa cumprir a ameaça e me matar logo, manda ele aparecer aqui na boca de fumo que tem em cima da minha casa pegar um fuzil com o traficante. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa.