quarta-feira, 13 de junho de 2007

Orgulho das minhas raízes ou Sopa de Mandioca da Dona Olga

Eu mesma arranquei. Foi fácil, a terra estava fofa (foto: Olga Rigo)


Muito do que comemos em Fartura (SP) neste último feriado nasceu por ali mesmo. Para a festa junina saíram do sítio batatas-doces para assar, amendoins para a cangica, gengibres para o quentão, hibiscos para o chá das crianças, arroz quebrado, frango caipira e temperos para a canja. É uma das coisas que me faz desejar morar um dia de vez numa casa com um pedaço de terra para plantar e criar (hoje, no sítio, conseguiria viver comprando apenas sal e farinha de trigo – com o resto, daria para me virar). A gente vai, arranca a mandioca, pega lenha, acende o fogo e faz uma sopa deliciosa usando além das raízes apenas uns pedaços de carne barata com osso e os aromas locais. Assim minha mãe faz esta sopa inigualável. Mas não custa tentar. Ela dá a receita :

Sopa de mandioca


Ingredientes
1 kg de carne de pescoço (nem sei se é vendida em São Paulo, mas é uma das partes mais saborosas que já provei e rende um caldo maravilhoso por causa do osso).
Sal e pimenta-do-reino a gosto
3 dentes de alho
2 colheres (sopa) de óleo
1 colher (sopa) de pó de colorau (urucum)
2 litros de água fervente
1 kg de mandioca picada e sem o fiapo central
10 folhas de alfavaca
4 ou 5 cebolinhas verdes picadas
Modo de preparo
Tempere a carne com sal e pimenta-do-reino.
Numa panela de pressão, doure o alho no óleo, junte a carne e, mexendo de vez em quando, deixe dourar bem. Junte o colorau, mexa e coloque a água (tem que cobrir toda a carne com folga). Feche a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de meia hora (depois que o pino começar a chiar). Destampe a panela, junte a mandioca e alfavaca (na falta, use manjericão comum e um dente de cravo). Acrescente mais água e sal, se necessário, e cozinhe sem pressão por cerca de 15 minutos ou até a mandioca ficar bem macia. Por fim, junte a cebolinha picada e sirva com uma boa taça de vinho e pão (lá não tem nada disso com a sopa, mas acho que iria muito bem).
Rendimento: 6 porções

8 comentários:

Ines Correa disse...

nossa neide, se eu não tivesse "acamada" correria pra cozinha pra fazer essa sopa. me deu água na boca... beijão

Neide Rigo disse...

E se em São Paulo fosse tudo a 100 passos como é em Fartura, faria e levaria aí a sopa restauradora. Pena morarmos tão longe uma da outra. Sare logo, tá?
beijos,

Mariângela disse...

Querida,
Não como carne, mas a foto tá tão apetitosa!!!!!
Vou fazer a sopa sem a carne...

Ivana Arruda Leite disse...

E pensar que eu detestava essa sopa quando minha avó fazia... Beijos. Senti até o cheiro.

Sofia Carvalhosa disse...

Oi Neide,
incrível o seu sítio ser em FARTURA, porque você vc fartura nas coisas mais simples da terra.

fiquei tão fascinada com esta mandioca que fiquei com vontade de plantar uns p´s de inhame no canteiro da calçada da minha casa.
Mandioca é a planta mais importante do Brasil e fiquei me perguntando se não ficaria bonito na rua em spaulo. E será que daria para comer ou seria "poluida". Acho que meus vizinhos burgueses odiariam.. Será que dá para plantar a mandioca com umas florzinhas em volta? qual é a sua opinião? beijo, sofia

Neide Rigo disse...

Sofia,
ficaria lindo um pé de mandioca na calçada, ainda mais cercada de florzinhas. Mas lembre-se que a terra tem que ser bem fofa. De resto, acho que suas vizinhas acabam se acostumando. beijos, n

marli disse...

á mandioca é colocada sem cozer na panela com a carce cozida?

Neide Rigo disse...

Oi, Marli. Sim, com a carne cozida. Um abraço,n