sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sexto Festival do Umbu em Uauá

O festival do umbu em Uauá é falado na região. Esta foi sua sexta edição e minha terceira vez, a convite da Coopercuc. Estiveram lá vários especialistas discutindo a questão da biodiversidade, da água, da desertificação, do manejo do umbu, dos cuidados no cultivo, novos plantios etc. Entre os expositores, não só fabricantes de derivados do umbu, mas também órgãos de pesquisa, produtores de itens da caatinga e artesãos. 

No estande da Embrapa, por exemplo, havia muitas variedades de umbus, de vários tamanhos e diferentes tonalidades de amarelo ao vinho. Entre as variedades estava o umbu gigante, produzido por enxertia a partir de cultivares selecionadas no próprio sertão. Há umbu que pode chegar a 180 gramas. Isto é incrível, já que o mais comum é tão pequeno como um limãozinho galego. Ganhei uma muda e espero que produza ao menos folhas azedinhas para fazer refresco porque fruto, fruto mesmo, não espero muito já que a planta gosta de calor. Adoraria, mas aceito os caprichos da natureza. Já folhas, estas sim,  espero vê-las brotarem no galho que chegou careca aqui depois da estressante viagem - para ele, não pra mim, acomodado numa caixa entre mosquiteiros, todo abafado, jogado nas esteiras, andando de lá pra cá.  Eu vim bem, gracias.

Já falei tanto de umbu aqui no Come-se, que tudo me parece repetitivo de contar. Embora para mim nada se repita. Mas acho que da marmelada de carocinhos nunca falei. Desta vez tive oportunidade de ver, conversar com quem fez, e provar deste doce tão incrível e tão em risco de sumir do mapa. Dona Teresinha ainda faz. Diz que é só cozinhar os umbus, espremer os caroços e ir colocando sobre uma tábua para fazer um murinho que vai suportar o doce. Tem que ser os caroços ainda quentes para que a própria geleia da fruta sirva de amalgama quando o muro esfriar. A polpa sem caroço vai ao fogo para apurar bem. Quando estiver num ponto de pasta, despeja na piscina de caroços e leva ao sol para secar. O resultado é um doce de cortar firme,  azedinho com doce suave, como damasco. A doçura vem da própria fruta. Perguntei para muitos jovens se sabiam fazer e ninguém mais sabe. Vou ver se inscrevo este doce na Arca do Gosto, do Slow Food (aliás, se você conhece alguma comida ou ingrediente raros, que estejam em risco de desaparecer, pode também apresentar a candidatura). 

De novidade neste ano tem também o fato de que a Coopercuc ganhou um terreno da prefeitura e está construindo uma nova fábrica, bem grande, como aquele povo trabalhador merece. 

Seguem apenas algumas fotos:

Marmelada de caroço (o caroço não se come, tá?)

Dona Teresinha é quem fez



Toda criança sabe escolher

É azedinho, mas é bom, muito bom

Umbus selecionados pela Embrapa. Muitas variedades

Adilson, presidente da Coopercuc

Um desses umbuzeiros veio comigo

Na feira, mel de florada de umbu e vinho ou vinagre de umbu (concentrado
da fruta para fazer umbuzada, refresco, usar como tempero)

Marquinho, de branco, marido da diretora comercial da Coopercuc, Jussara,
ajudando na construção do prédio da cooperativa 

Visita às futuras instalações

3 comentários:

Sílvia Vieira disse...

Oi Neide! Vi um vídeo que me fez lembrar de você imediatamente. E não resisti, vim aqui deixar o link para que você possa ver:
https://www.youtube.com/watch?v=Q3ZN3B6hevk#t=402

Abraço!

Neide Rigo disse...

Lindo, lindo, Sílvia! Espero que outros leitores também vejam.
Um abraço,n

Nátalie Tavares Delgado disse...

Eu não me esqueci o que você fez comigo em políticas de saúde, quando eu estava fazendo essa disciplina, eu perguntei ao professor se eu podia fazer o trabalho em grupo sozinho, o professor aceitou que eu fizesse o trabalho em grupo sozinho. Então do nada apareceu uma tal de Nátalie, que eu nem sabia quem era e me colocou para fazer trabalho em grupo sem a minha autorização. Você nunca falou comigo na faculdade e me colocou o meu nome para fazer trabalho em grupo com você sem a minha autorização. No ano seguinte você se inscreveu no curso de extensão no ippn e no curso de química biológica no ibqm, só que dava sobreposição de dias. A primeira semana do curso do ibqm era a mesma do curso do ippn, o que você fazia, você ia ao ippn assinava a lista de chamada e ia para o ibqm. Você não está nem aí para a faculdade e nem para a ciência brasileira, você se inscreveu no curso apenas pelo certificado de participação, ai eu descubro que você está fazendo IC com bolsa no laproneb e ainda apresentou trabalho na SIAC. IC deve ter cota para gente desonesta para você fazer IC, só falta criar cota para gente inteligente para eu também começar a fazer IC. Você ainda vem me ameaçar com a sua namorada advogada, a sua namorada nem é advogada, a sua namorada é estagiária de direito. Pode mandar a falsa namorada advogada me colocar na cadeia, pelo menos na cadeia, eu não vou precisar ver tanta injustiça acontecendo na faculdade. 

 

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

 

https://www.instagram.com/itsnatntd/

 

 

https://br.linkedin.com/in/natalietavares-qualidade

 

Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

 

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.

 

 

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

 

Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.