Conforme a região, as peças ganham desenhos muito típicos, com grafismos particulares do lugar e isto me tira um pouco do prumo do juízo, por não ter mais onde guardar estas peças. Mas, na medida do possível, vou usando no dia-a-dia. E também porque os preços são sempre tão convidativos. Em Uauá, comprei algumas peças de dois produtores diferentes. O caldeirãozinho da foto, por exemplo, paguei só R$ 4,00! Sem torno, erguidas do barro bruto ou construídas em rolinhos, brunidas com seixos ou outros improvisos, avermelhadas com tauá ou decoradas com caulim, são sempre únicas - e por isto, irresistíveis.
Da mesma terra sai o barro para a panela e o alimento cultivado que vai dentro dela, com união batizada pelo fogo. Saber lidar com estas coisas, plantar, fazer panelas e cozinhar, é a verdadeira síntese da auto-suficiência. Eu já aprendi um pouco das três coisas, só falta praticar.
Não é incomum você andar pelos povoados de Uauá e ver panelas de barro descansando ao sol depois de ter dado duro sobre as chamas de lenha de algaroba para a feitura do feijão macio do almoço, do feijão de corda, da carne de bode.
Nas várias conversas sobre o umbu, ouvimos sempre a referência ao aribé, um tacho grande de barro, com cerca de 70 centímetros de diâmetro. Segundo Joana, era utensílio indispensável no enxoval da moça que ia se casar. Nele era feito, entre outras coisas, farinha de milho torrado. Seu Waldemar conta que ia catar umbu no mato pra chupar, mas também trazia um tanto pra casa porque a mãe enchia um aribé com a fruta para comer no almoço com feijão. E o feijão é sempre cozido em caldeirões de barro, que panela de pressão é perigosa, pode estourar, sem falar que o feijão cozido assim, lentamente, fica muito melhor, pega o gostinho do barro e da fumaça. Hum..., com umbu, laranja, melancia ou farinha, Nhac! (ainda vou falar do umbu e da Coopercuc, mas só na semana que vem).
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| Na casa da Jussara |
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| Feijão na casa da Joana |
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| Secando na casa do Isaias e da Edite |
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| Arroz integral, na casa da Joana |
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| Feijão de caldo na casa da Terezinha |
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| Arroz vermelho com abóbora na panela de Uauá, na casa da Neide (eu) |







27 comentários:
O mais legal é que o saber não precisa de mala, senão, seria preciso alugar um avião particular, um na ida e dois na volta só para você. A propósito, não tinha o aribé ou você achou demais trazer duas malas? rsrsrs Abç. Izabel
que lindo esse arroz vermelho na panela de Uauá
Fruta pão, morri de saudade agora.
Neide, minha mala vem assim para cá rsrs
Que lindas panelas, Neide! Eu também não resistiria... Tenho uma de barro preto de Molelos (Portugal). Beijos
Oi Neide, tudo bom?
Acompanho teu blog desde meados do ano passado.
Como boa nordestina que sou, AMO BARRO e tudo que vem da terra.
Estas comidas devem ser deliciosas, estou aqui quase devorando a tela do note e pensando "preciso ir a este lugar buscar artesanato".
É um pouco longe né?, já vou até entrar no Google p/ ver distância e quem sabe na próxima visita a Alagoas desvie da rota e chegue até Uauá!
Adoro tuas postagens, parabéns!
Beijos e ótimo final de semana
Audeni
Essas panelas de barro com desenhos são lindas e já fizeram parte da minha vida lá no nordeste. E a mamãe fazia assim mesmo: espetava-as na cerca para secar. Quem nunca comeu arroz vemelho tem que experimentar. É muito mais gostoso que o integral, fica soltinho e quando cozinha ele perde o formato, se abre e, com olhos poéticos, vemos nele uma flor desabrocando. No nordeste é tão comum e aqui no Rio pago uma fortuna por ele.
Panelas de barro são realmente ótimas mas os preços distoam, não estou desvalorizando mas em muitos casos o custo de uma só é igual ao preço do conjunto de panelas de marca reconhecida. Mesmo sabendo que vale à pena, é muito difícil disponibilizar esses valores.
Panelas de barro lembram a comida da minha avozinha. Que delícia de recordação.
Parabéns, Neide!
Seu site está cada dia mais interessante.
Panelas de barro fazem comida mais gostosa, é inegável.
Assim como o refrigerante da garrafa de vidro é melhor... vai entender.
Essa postagem me recordou a infância, fase difícil financeiramente, porém não menos feliz.
Adoro cozinhar em panelas de barro, como disseram acima é mesmo mais caro, porém o sabor é divino.
Acho que não saberia cozinhar em panela de barro, o tempo de cozimento deve ser diferente.
Isso me lembra muita a infância... comida da vovó.
Dei um conjunto de barro para minha mãe, realmente é caro mas ela amou.
Minha boa lembrança de panela de barro é da comidinha mineira.
Comida na panela de barro é vida!
Não importa a panela! O importante é comer!
Minha mãe adora panela de barros, são muito caras!
Comida na panela de barro é mais gostosa, como churrasco no carvão
Não vejo diferença pela panela e sim pelo tempero.
Adoro essas panela, pena custar tanto
Posso parecer louca mas não sinto essa diferença toda
Adoro cozinha em panela de barro.
Se eu tivesse espaço em casa, teria um conjunto dessas panelas
Oi
Você é muito corajosa para me xingar em grupo de WhatsApp, todavia me ver pessoalmente na faculdade e não tem coragem de falar uma palavra comigo. Você não vai me calar, eu sei muito que você é desleal com os outros.
A sua namorada nem é advogada, a sua namorada é estagiária de direito. Sim, eu já descobri quem é a sua namorada.
Pode falar para a sua namorada, que aqui na minha rua tem uma boca de fumo, que aqui na minha rua funciona um ferro velho clandestino, que fica fornecendo material para os traficantes fazerem barricada.
Durante as férias, os bandidos fizeram uma festa, deixaram a música ligada no último volume a madrugada inteira, os traficantes só desligaram a música depois que o dia amanheceu.
Pode falar para sua namorada que é estagiária de direito, que aqui na minha rua quem manda é o crime organizado.
Você ainda participou do roubo dos produtos do CAFAR.
Você roubou os produtos do CAFAR e continua fazendo IC no LAPRONEB como se nada tivesse acontecido.
Você ainda faz parte do CLAA do AFIRMASUS, será que você vai roubar os produtos do CLAA do AFIRMASUS, igual você roubou os produtos do CAFAR?
Depois que você roubar os produtos do CLAA do AFIRMASUS, talvez você seja expulsa igual você foi expulsa do CAFAR por ter roubado os produtos junto com as suas amigas.
Você é a prova que vale a pena agir de forma desonesta, já que fica impune.
Você ainda foi no 10th Brazilian Conference on Natural Products (BCNP) em Minas Gerais, eu nunca participei de um congresso e eu nunca pus os pés em Minas Gerais.
Eu contei a Maria Isabel quem você é de verdade e o que você fez comigo, eu mandei que ela te expulsasse do LAPRONEB, a Maria Isabel falou que você iria me processar e que eu estava fazendo ACUSAÇÕES LEVIANAS.
PQP, eu peço para Maria Isabel fazer algo para mim e ela vem me ameaçando de processo criminal, não é porque a Maria Isabel é professora da UFRJ que ela pode ficar ameaçando os outros.
Eu estou esperando você me processar, vamos ver se você tem a capacidade de fazer isso. Chama à polícia, eu estou esperando a polícia chegar. Na cadeia tem bandido, na cadeia tem traficante, o que não tem na cadeia é você, a Natalie Tavares Delgado. Eu espero que eu morra na cadeia, no cemitério tem espaço para mim, no cemitério, eu vou ser aceito, o único lugar que não tem espaço para mim, é nos laboratório de química da UFRJ. No cemitério não existe preconceito, discriminação e nem exclusão, o único lugar que existe essas coisas é dentro da UFRJ. No cemitério, eu vou ser tratado feito gente e não feito bicho, igual eu sou tratado pelos alunos do curso de farmácia da UFRJ. A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.
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