quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Talos de taioba agridoces


Olhem o tamanho destes talos!
A chuvarada cinza que tem encharcado São Paulo nestas duas últimas semanas fez pelo menos uma espécie vegetal muito feliz. Umidade e sombra é tudo com que pode sonhar um pé de taioba. E o meu está com talos imensos quase do meu tamanho. Ontem tive ganas de cortar alguns deles e fazer algo fresco pro jantar (depois de tanta sopa e ensopados picantes, o corpo pede...) já bem de noitinha. Guardei as folhas para o almoço de hoje, porque estava mesmo com desejo dos talos. Cozidos, nunca crus por causa do ácido oxálico que pinica a língua, ficam macios, gostosos, porosos e receptivos aos temperos. Podem ser usados ainda em sopas no lugar de aspargos. Preferi uma saladinha boba, que mal tem uma receita. Mas ficam aqui a ideia e o tempero que usei.


Para deixá-lo pronto para cozinhar, basta puxar a pele externa com uma faquinha, que vai saindo em fitas




Talos de taioba com molho agridoce e picante
2 talos de taioba descascados e cortados em pedaços de 8 centímetros
1 colher (chá) de açúcar
Suco de 1 limão Taiti
1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado (ou azeite)
1 colher (chá) de gengibre finamente picado ou ralado
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes finamente picada
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
1 pitada de sal
1/2 colher (sopa) de gergelim preto tostado
Coloque os talos de taioba em 1 litro de água fervente temperada 1/2 colher (sopa) de sal. Deixe cozinhar por 5 minutos ou até ficarem macios, mas não molengas (talvez seja preciso colocar sobre os talos um prato para que fiquem submersos - como isopor, eles tendem a boiar). Escorra e deixe esfriar. À parte misture todos os outros ingredientes. Misture tudo com os talos já frios e sirva como entrada ou acompanhamento. Enfeitei com umas tirinhas de folha de taioba fritas.
Rende: 4 porções


Só pra ver como se saiam, embalei alguns talos com discos de massa de papel umedecida (dos rolinhos vietnamitas). Até que ficaram bons.

18 comentários:

veronika paulics disse...

oi, neide, descobri recentemente que taioba gosta mesmo é de sombra e água fresca. transplantei as minhas para debaixo do limoeiro.
quanto ao preparo, ouvi dizer que não se deve cortar a taioba, apenas rasgá-la com as mãos. isto procede? tem algum fundamento?
quando eu rasgo com as mãos alguma folha que parecia taioba e as mãos pinicam muito, isto quer dizer que não era taioba ou não quer dizer nada?
bj, veronika

Neide Rigo disse...

Oi, Veronika! Que bom que deu este conforto às suas taiobas.

Nunca soube de nada disto em relação às taiobas - de rasgar ou cortar. Geralmente rasgo grosseiramente antes de aferventa-las. Depois escorro e pico com a faca. Eu nunca tive as mãos pinicadas com folhas de taiobas, mas pode ser que haja variedades mais ricas em ácido oxálico. De qualquer forma, imaginei que ele só agredisse a mucosa. Já aconteceu com você? Bem, esta, vou ficar te devendo.

Um beijo, N

Daniel Brazil disse...

Bela dica, Neide! Vou experimentar. Minhas taiobas não param de crescer, com essas chuvas de verão...

Ana disse...

Neide:

Pois é...depois de tanta sopa e ensopados picantes, o corpo pede...e aí vc foi logo de molho agridoce e pimenta. Vc não tem jeito mesmo, adorei.

Simone Izumi disse...

nossa...que visão do paraíso!!
taioba era a coisa que eu mais gostava de comer quando criança (um tanto saudável, não?) .Eu e minha mãe costumávamos descer até o final de minha rua, onde na esquina, tinha um senhorzinho que plantava de tudo em sua horta. E era pura felicidade quando tinha taioba (chamava de imogará, em japones). A minha mãe sempre fazia com molho de soja , tempero de peixe japones (dashiko) e um pouquinho de sakê mirin.
Faz séculos que não como...mas era tudo!
Oh nao...as minhas papilas gustativas estão se atiçando...
bjao!
si

Mariângela disse...

Neide,além da taioba que parece deliciosa,adorei o teu penduricalho de panelas que cai do teto,que lindo!!beijo!

Silvia Vieira disse...

Neide,

Na minha infância, vivida em Minas, comi muita taioba, porém nunca mais ouvi falar, até mesmo lá na casa da minha mãe. Que delícia! Suas receitas, como sempre, me deixam cheia de vontade! Ah, e também adorei seu penduricalho de panelas, lindo e prático!Um grande abraço, Silvia ( Campinas)

Silvia (silviabruno@uol.com.br) disse...

Neide, tudo bom?
Adorei a idéia dos talos...tem tanta taioba e estão tão gigantes com as chuvas que me sinto num parque Jurássico....rs...
A respeito do pimentón do post anterior...calhou e eu ler o post e na sequência ir ao Santa Luzia, onde vi as 2 versoes (doce e picante, a R$ 8,00 a latinha). Aproveitei a sua dica e compreiuma latinha para usar neste fim de semana pra uma versão de polvo ensopado....depois conto o resultado.
Beijo\
Silvia

Tita disse...

não faço idéia do que seja isso....

Tita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joseph disse...

nossa... babei no teclado.
culpa sua.. rs rs

aim disse...

Parabéns pelo blog! Achei pesquisando sobre groselha / hibisco e gastei horas lendo muita coisa interessante... Estes talos me lembraram que estou devendo ao meu pomar uns pés de taioba que além de serem gostosas são lindas!!!

Neide Rigo disse...

Olá, Aim. Obrigada. Para quem tem espaço, um taiobal não pode mesmo faltar. Volte sempre. Um abraço, N

rockefeller castro disse...

Li que a batata da taioba é comestível. É verdade? Se for, qual o modo de prepara-la?

Anônimo disse...

Neide, meu pai tem um monte disso plantado na parte do brejo, no sitio. Comemos somente o talo (não sabia que dava para comer as folhas) e chamamos de "imono-zuki"; parece chuchu, realmente. Ele tem a variedade de talo roxo, do qual comemos somente o cormo ("batata").
Karina - São Pedro do Ivaí-PR

Neide Rigo disse...

Karina, obrigada pela informação. Não conhecia este nome.
Um abraço, N

Judith Meire disse...

Oi, Neide!!!
Ganhei umas folhas de taioba e resolvi aproveitar os talos, mas não sabia como... O Google me trouxe aqui - gostei de suas dicas! Saudades de vocês, do sítio e das gostosas reuniões lá realizadas!!! Forte abraço!

Neide Rigo disse...

Meire!
Que saudade! Espero que esteja bem e que esteja cozinhando bastante.
Também tenho saudade do sítio, de você, da cidade.
Quando vier a São Paulo, me avise e a gente se encontra.
Um beijo,n