segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Resposta à última charada: bucho-favinho ou bucho-casinha-de-abelha

As três partes do bucho ou dobradinha, como é chamado aqui em São Paulo: a parte grande ou dobradinha comum; o bucho casinha-de-abelha e o livro ou sessenta-folhas, muito usado na culinária chinesa.
Estou imensamente feliz porque quase todos que responderam acertaram. Alguns foram mais vagos, outros bem específicos citando inclusive "os cristais de gelo" entre os favinhos. Mas, de um modo geral, fora uma ou duas desconfianças em relação à natureza dos favos, todos acertaram. Uns arregalaram os olhos; outros torceram o nariz, não importa. Legal terem participado e compartilhado outros nomes pelo qual é conhecido na língua portuguesa, como mondongo, no Sul ou tripas em Portugal (amigos portugueses, há nomes diferentes para as três partes?). É claro que também fiquei frustrada afinal percebi que preciso dificultar mais a brincadeira. Se não, qual a graça? Esqueci que tem muita gente que acompanha o blog e sabia bem o que eu tinha comido na terça-feira. Foi bom saber disto.
Pois saibam que hoje também teve bucho casinha-de-abelha no almoço, só que meio à moda espanhola, com páprica defumada, batatas, chouriço. Estou correndo agora, saindo antes da chuvarada, pois o tempo está fechando. Só passei aqui para deixar a resposta porque prometi. Mais informações sobre estas três peças e a receita, prometo para amanhã. Ou hoje à noite na calmaria. Até!




5 comentários:

Daniel Brazil disse...

Já ouvi chamar uma das partes de "toalha". Tudo a ver com a aparência, claro!

Afrika disse...

Ola Neide, eu provenho do Norte de Portugal, la temos as famosas tripas a moda do Porto ou então Dobrada . As tripas a moda do Porto e' feita mais ou menos como indica aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tripas_%C3%A0_moda_do_Porto

Das três partes que falas na minha zona são conhecidas como (de esquerda pra direita) Bucho, Dobrada e Folhos. Não sei se no Sul (Lisboa e outras zonas) tem o mesmo nome ou diferente .

Ana disse...

Oi Neide, vendo este post, com uma leitora de Portugal te respondendo, lembrei-me do poema do Fernando Pessoa, Dobrada à moda do Porto...veja lá;

Dobrada À Moda Do Porto

Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.
Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.
Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo…
(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,Particular ou público, ou do vizinho.Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).
Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.

Lindo não é ?!! Beijos pra todos aí.

Neide Rigo disse...

Oi, Ana, lindo poema. Não conhecia. Claro, dobrada do Porto, da Bahia ou aqui de casa, estejamos no inverno ou no verão, fria não. Nunca fria.
beijos, n

Tati disse...

Adorei!!
Parabéns!