segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mastruz são três ou Sopa de feijão preto com epazote


Epazote dos mexicanos é nossa Erva-de-Santa-Maria
Engraçado que justo agora quando resolvi postar estas ervinhas, uma delas tipicamente mexicana, me dei conta que hoje é o dia da Fiesta de la Candelaria para os mexicanos. E inclusive fui convidada para ir hoje à casa da Maria Eugênia, Consulesa do México, para a demontagem do presépio, com comidinhas típicas (depois eu conto). Não foi proposital a homenagem, afinal as fotos já são da semana passada e eu não me lembrei disto, mas fica como sendo. O certo seria, pra não gerar ciumeiras, homenagear Iemanjá, que hoje é dia dela também, mas não me ocorreu nenhuma comida especial.
Por aqui fazemos a maior confusão com os termos mentruz, mastruço ou mastruz que são usados para três (ou mais?) plantas diferentes na forma, mas com aplicações similares. Todas com sabor meio amostardado. Em alguns estados do Nordeste (quais?), mastruz batido com leite é um remédio tão difundido para bronquite que virou até nome de banda. E o que é chamado lá de mastruz é conhecido aqui como erva-de-Santa-Maria, uma planta arbustiva diferente do que conhecemos aqui no sudeste como mastruz - uma erva rasteira com sabor picante. E depois, nos livros e no mato, ainda descobri outro tipo. Mas vamos a estes três mentruzes, começando com o que homenageia o México.
Erva-de-Santa-Maria, pazote, epazote, mastruz, mastruço..

Clique & Amplie. Aqui, a erva num quintal abandonado - este arbustinho na frente da couve, no quadrante inferior da direita.
Na minha infância esta era uma das ervas daninhas que cresciam de tempos em tempos nos quintais e me lembro dos galhos secos debaixo das camas para espantar formigas. Não é à toa que um de seus nomes em português seja também erva-formigueira. Ou esfregados nos cachorros para espantar pulgas. Em espanhol, dependendo do país, recebe diferentes nomes como paico, ambrósia, yerba de Santa Maria, té de los jesuítas, apasote e té de Méjico.
Felizmente a maioria dos seres vivos algum dia foi batizada com um nome científico latinizado, universal e único. Sem ele, eu jamais poderia imaginar que a nossa medicinal erva-de-santa-maria, que cresce à toa em qualquer praça abandonada, e o tal epazote fossem a mesma planta. Uma vez vi a cara dele num livro de cozinha mexicana, fiquei desconfiada e fui atrás de informações para saber o nome científico. A suspeita se confirmou. Era a mesma Chenopodium ambrosioides que temos aqui.
Americana de origem, pertence à mesma família da quinua e do amaranto, as Chenopodiáceas, e tem uma história antiga de uso terapêutico em toda a América, que vem desde etnias indígenas norteamericanas até a Argentina de hoje. E não são poucas as enfermidades tratadas com ela. Na forma de infusões ou emplastros, são usadas tanto as folhas quanto as sementes, ricas em óleo essencial. Entre seus poderes mais difundidos está o de expulsar parasitas intestinais (comprovado cientificamente - cerca de 60% de seu óleo essencial é composto por ascaridol que age contra Ascaris lumbricoides - mas em grande quantidade pode ser tóxico e hoje há anti-helmínticos mais eficazes e seguros), aliviar cólicas, diminuir gazes, estimular o apetite, melhorar a digestão, curar picada de insetos, bronquites, úlceras e tantos outros males.
Apesar de tantas aplicações, a não ser na cozinha mexicana e caribenha, quase nunca é citada como erva aromática. No Brasil não descobri uso algum na cozinha. Mas no México, epazote é tida como uma deliciosa erva aromática.
À primeira vista, o perfume é potente, lembra um pouco hortelã, mas na boca se mostra fresco e picante, um pouco como as folhas de mostarda. Desde o dia em que descobri sua utilidade como tempero, arrumei uma mudinha, me apaixonei pelo seu aroma e hoje tenho uma touceira dela ao lado de outras plantas aromáticas no meu jardim. As folhas são compridas e serrilhadas e as flores, verdes e miúdas, dispostas em cachos. As sementes germinam facilmente e no verão podem ser colhidas dos cachos, secas e guardadas para fazer novas mudas.
Parece que os astecas foram os primeiros a cultivar a erva epazotl, como a chamavam, não só pelas virtudes medicinais, mas também por suas propriedades aromáticas. Hoje, mais no centro e sul do México, ele é indispensável nos pratos de feijão, especialmente de feijões pretos. A justificativa para este uso é que além de condimentar, ameniza o efeito desagradável provocado por estes grãos, que é a formação de gazes. É usada também para temperar carnes de porco, pescados e dá um sabor especial ao recheio clássico da quesadilla – tortilla recheada com queijo e um galhinho de epazote, dobrada e assada. Mesmo outros recheios, como de cogumelos, de huitlacoche (fungo que cresce no milho) ou de flor de abóbora, costumam receber um toque de frescor desta erva.
Outros nomes populares, segundo Harri Lonrenzi e F. J. Abreu Mattos (Plantas Medicinais no Brasil): ambrisina, cambrósia, ambrósia-do-méxico, apazote, caácica, canudo, chá-do-méxico, chá-dos jesuítas, cravinho-do-ato, erva-das-cobras, erva-ambrósia, erva-pomba-rota, erva-santa, lombrigueira, mastruço, mastruz, mentrasto, mentrei, mentruço, menstrusto, pacote, quenopódio, mata-cobra.
Aproveitei que tinha feijão preto congelado e que ganhei da Sofia Carvalhosa umas pimentas trazidas do México, onde o filho Gil trabalha, para fazer uma sopinha com a erva inspirada de alguma forma nas receitas mexicanas. Ficou saborosa, apimentada, perfumada, restauradora. Deu três porções exatas e toda a família teria comido mais se tivesse tido sobra.




Segundo a Sofia, a pequena, do meio, é a Chipotle - defumada e não muito picante. A média se chama Pasilla, é gostosa de comer pura hidratada. A grande, de baixo, se chama Guajillo - com ela os mexicanos fazem um molho com alho, redução de vinho branco e muita manteiga para acompanhar peixes e camarões. Usei um pedaço de guajillo e uma chipotle inteira.

Sopa de feijão com macarrão, legumes, chiles e epazote
Ingredientes
1,5 xícara de feijão preto cozido (300 g)
750 ml de caldo de frango ou água quente
1/4 de pimenta guajillo
1 pimenta pasilla hidratada e sem sementes
1/2 cebola picada (70 g)
3 dentes de alho
2 colheres (sopa) de azeite
1 cenoura picada em cubinhos (70 g)
2 batatas cortadas em cubinhos (150 g)
2 raminhos ou umas 20 folhinhas de epazote/ erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides)
1/4 de xícara de massa curta para sopa - usei corallini (mas qualquer outro tipo serve)
Sal a gosto
30 g de queijo de cabra ralado
Modo de fazer: bata no liquidificador o feijão preto com o caldo ou parte dele, juntando o resto depois, e as pimentas mexicanas (reserve uns pedacinhos de pasilla para decorar). Reserve. Numa panela, em fogo alto, refogue até dourar a cebola e o alho no azeite, junte a cenoura e a batada e refogue, mexendo, por cerca de 2 minutos. Junte o feijão batido e metade das folhinhas de epazote e mexa bem. Quando ferver, abaixo o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos após a fervura, ou até a batata amaciar. Junte o macarrão e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Se for necessário, junte mais água quente. No final, prove o sal e corrija, se precisar. Na hora de servir, espalhe por cima um pouco de queijo de cabra ralado, umas folhinhas de epazote e pedacinhos de pasilla. Nhac. Rende: 3 porções

Um pezinho de mentruz rasteiro meio franquino com o o calor - ele gosta mais do inverno
Esta outra ervinha rasteira, Coronopus didymus, pertence à família das Crucíferas (da couve, da mostarda, rúcula etc) e é nativa do sul e sudeste do Brasil. Tem folhas penadas e sabor e cheiro parecidos com os do epazote. Porém, diferente daquele, tem mais sabor que perfume. Lembra muito a mostarda ou agrião, tem um quê picante muito bom e vai bem com batatas ou em saladas de folhas. Comecei a prestar mais atenção neste mentruz desde o dia que dona Albina, minha sogra, me contou que o avô italiano costumava colocar a erva sobre o pão com sal e azeite e dar para as crianças comerem. De fato, dá uma boa incrementada ao simples pão com azeite que já não precisaria de mais nada pra ser bom. Foi a única referência dela como ingrediente comestível e não medicinal que encontrei. Mas a danada tem potencial. Experimentem e me contem.

Pão, azeite, folhinhas de mentruz rasteiro e flor de sal
Embora seja mais comum no inverno, consegui achar um pezinho ao menos para foto, no meu jardim. Nos matos por aqui quase não se a encontra agora. Mas quando é época, várias moitinhas podem ser vistas em quintais, hortas e nas roças. E, claro, no meu quintal onde as plantas crescem meio a esmo. Tem sabor picante tão forte que, dizem, ele é passado para o leite quando vacas comem a ervinha durante lactação. Imagino que o mesmo valha para gente. E vai ver este é o verdadeiro mastruz com leite, que não deve ser de todo ruim. Na medicina popular é usada como expectorante, digestivo, estimulante de funções hepáticas entre outros.
Outros nomes segundo as autores já citados: Mastruz-miúdo, mastruço-dos-índios, erva-vomiqueira, erva-formigueira, mastruço, mentruz-rasteiro.
Outro mentruz: Lepidium virginicum
Clique & Amplie. O mentruz Lepidium é este com espiguinhas verdes

Tanto as folhas como sementes são gostosos e lembram mostarda
Muito parecido com o anterior, só que não rasteiro. Recebe os mesmos nomes populares e é usado para os mesmo fins. Pertence à mesma família das Crucíferas, mas tem folhas comprida e não penadas, e também cresce espontaneamente. Aqui no meu bairro há bastante dele mesmo agora no verão quando não se vê o tipo rasteiro. Embora nunca tenha ouvido ou lido sobre seu uso na cozinha, tampouco tenho notícia de que seja tóxico. E como tem os mesmos usos que a espécie anterior, me senti à vontade e segura para arriscar. Outro dia usei as sementinhas para temperar batatas salteadas e elas ressaltaram o sabor da mostarda, que também usei. E foi acompanhamento do peixe-serra que postei aqui há uns 20 dias.

Cozinhei as batatas no vapor polvilhadas de sal e depois passei pela manteiga onde refoguei um pouco de alho, cominho, sementes de mostarda, dadinhos de pimenta dedo-de-moça e sementinhas de mentruz.

38 comentários:

Marcia H disse...

meu avó jurava que mastruz era bom contra vermes e ótimo para os ossos

já tomei muito suco de mastruz em jejum rsrsrs

agora aprendi q come-se!

Lili disse...

Neide,

Como você sabe, mudei-me para São Bernardo. O bairro em que eu moro apesar de bem urbaninho, abriga pelas calçadas matinhos, matagais de terrenos prestes a abrigarem condomínios, praças abandonadas. Ai, ai, que nas minhas andanças (você sabe também que sou andarilha), graças ao "come-se", cada verdinho que dribla o cimento chama minha atenção. E aí, só da Neide: será que a Neide já falou sobrei isso, será que isso se come, será que a Neide conhece? As calçadas nunca mais serão as mesmas...Obrigada por compartilhar seu trabalho, paixão e sabedoria com tanto gosto!
beijão!

lunalestrie disse...

Neide, passei pra dizer que te vi na Revista Menu, fotos lindas! Parabéns! :D

Anônimo disse...

Como eu gostava de conhecer o nome de todas as plantinhas que encontro pelos caminhos, quando passeio lá pela minha aldeia da Beira Baixa!...O que eu tenho aprendido no COME-SE !Obrigada Neide por partilhares os teus conhecimentos e enriqueceres os nossos passeios! Bjs. Bombom

Anônimo disse...

QDO CRIANÇA, EM SOROCABA NA CASA DE MINHA AVÓ, HAVIA MUITOS PÉS DE MENTRUZ. MEU PAI, ÁRABE DE DAMASCO SÍRIA, ADORAVA PREPARAR O MENTRUZ MISTURADO COM MANTEIGA E AZEITONAS PRETAS PICADAS, QUE COMIA SOBRE FATIAS DE PAES QUENTINHOS. UM SABOR QUE NUNCA MAIS ESQUECI, E QUE AINDA ME VEM À BOCA HOJE EM DIA.

Anônimo disse...

gostaria de saber melhor sobre o mastruz.ja vi o rasteiro e os de folhas graudas sera que os dois sao usados para a mesma finalidades,ou cada um e diferente do outro.

Neide Rigo disse...

Anônimo,
no post eu tento diferenciar um do outro. Veja que os dois têm aplicações diferentes. E os dois são muito bons.
Um abraço,
N

mariel.zasso disse...

Genial! Viva o nome científico! Mas diga uma coisa: foi fácil encontrar a mudinha de "lombrigueira"? Quero fazer uma sopa boliviana, se conseguir, aviso aqui!
Obrigada!

lindinha disse...

ah.... sei muito bem que o mastruz é um cicatrizante de primeira, viu??? uzei muito quando criança. passou o tempo, e ficou meio q esquecida em minha vida. agora salvei a vida de um gatinho que ja não tinha mas pespectiva.com essa erva maravilhosa!!!!!!!!brigada.

Vitória de Oliveira disse...

É uma delícia!!!!!!
Tenho vários pés aqui em casa,outros tipos de plantas,é realmente gratificante vê-las crescer e retribuir nosso carinho*_*

Fabricio disse...

Comi e catei muito mastruz na minha infancia, minha avo fazia essa erva de todas as maneiras possiveis e imaginaveis. Eu as catava nas ruas e antigos terrenos baldios do Rio de janeiro.
Hoje moro em Bangkok, Tailandia e o que posso comparar com mastruz aqui e muito diferente daquele rasteiro que eu pegava. Sou louco para sentir novamente aquele sabor; alguem pode me ajudar a saber de nomes e lugares no Rio onde eu poderia comprar nas minhas proximas ferias? pois nao encontro mais em lugar algum. E de quebra conseguir sementes de mastruz rasteiro e TAIOBA (que eu tambem adoro, mas nao existe aqui)

MARCOS disse...

Como mastruz desde criança! Meu pai ja tinha o mesmo gosto. Esperimentem em forma de salada, com pequena quantidade de vinagre de vinho e azeite de oliva virgem. O sabor para comer com feijão ou carne, é espetacular. A digestão acontece normalmente.

eliene disse...

Gente! que coisa quando criança, tomava MASTRUZ,sempre com leite, minha mãe dizia que era para verminose, como adorava o cheiro
e o gosto, e meus irmãos odiavam,
passei a cosumir com frequência,
para dar um sabor á salada, aqui
no nordeste é comum tomar com
leite, dizem faz bem ao Pulmão,
ou em machucados. Hoje estive
pesquisando e ví que como anti-
verminose não tem efeito nenhum.
mas...adorei as receitas aqui!

AMO! MASTRUZ QUE DELÍCIA.

Ecologio, um novo tempo disse...

Que delicia.

Prazer em conhece-la Neide.


É a primeira vez, que faço isso, optei por não tomar remédio químico manipulado artificialmente.
Acabei de beber Mastruz com leite. Estou com uma tosse danada, os pulmões cheios.
Mastruz é uma planta medicinal muito boa, eficiente.
Quando agente pega nela, exala um cheiro muito forte, porem gostei do sabor dela.
Gostei muito de participar do seu Blog.
Vou fazer este tratamento depois volto aqui.
Um grande abraço e tudo de bom.

Claudio

Neide Rigo disse...

Claudio, melhorar pra você! Que bom que gostou do sabor, assim pode também usar na comida. Um abraço, N

Neide Rigo disse...

Claudio, melhorar pra você! Que bom que gostou do sabor, assim pode também usar na comida. Um abraço, N

mingling disse...

ola tudo bem querida ! olha só eu preciso muito saber sobre o sinamomo (nome popular ) preciso de um ramo dele mais nem sei como ele é , uns dizem ser uma arvore outros dizem ser trepadeira , ioutros dizem ser a canela , enfim ...preciso de ajuda . bjs obrigada

Neide Rigo disse...

Mingling,
Que eu saiba cinamomo é uma árvore, mas este nome popular pode denominar outras espécies. Precisava saber alguma outra pista. Veja se não é esta: http://pt.wikipedia.org/wiki/Melia_azedarach (amargoseira).
Um abraço, N

Nadia Marrach disse...

Neide,

Encontrei seu blog por causa do mastruz! Outro dia o Seu Adolfo, um senhor de 80 anos que cuida da horta de uma amiga me deu a muda desse e de outros "matinhos" e disse que era de comer! Fui no google procurar e, por conta COME-SE, descobri que no meu quintal tem dente de leão, beldroega, serralhinha, além do bendito mastruz (acho que os 3 tipos!)! Já coloquei o acesso do COME-SE no desktop. Todo dia dou uma olhadinha e me delicio com esse conteudo maravilhoso!! Parabens!

Neide Rigo disse...

Nadia, fico feliz em saber que o Come-se tem sido útil. bj, N

Taís disse...

Neide, estou aqui "imóvel" com tanta informação... não é de hj que adoro teu blog, mas há dias não a visitava. Encontrei tanta coisa "inusitada", pelo menos para mim! É o caso do mastruz, nunca tive coragem de provar, acho o cheiro um tanto forte. Marido nordestino, afirma que minha sogra fazia "cozido" no leite e açúcar para beberem. Mais surpresa, fiquei ao ver o outro mastruz, o não rasteiro. Nestes dias descobri um monte ao redor daqui de casa e achei tão "bonitinha", nunca havia visto! Parecem corações miudinhos...
Bjs

Neide Rigo disse...

Taís, mastruz com leite é uma mistura famosa contra problemas respiratórios e outros.
Um beijo, N

claudio disse...

oi tudo bem?eu estou em tratamento devido à um acidente de moto tendo fraturado o femur a quase dois anos.tive que fazer enxerto osseo e estou na espectativa que o osso consolide logo.Eu gostaria de saber se o mentruz é bom mesmo pra calcificar mais rapido o osso?É que na casa da minha irma tem uns pezinhos ai se for bom mesmo para o osso eu vou começar a tomar...Voce poderia responder pra mim??? Obrigado...Claudio...

linda_riso@hotmail.com disse...

realmente ele é poderoso. funciona mesmo.o sumo é melhor ainda(amassado e coado) mistura com suco de uma laranja p/ uma colher do sumo extraido das folhas. 2 x p/ dia. boa sorte. comente o resultado depois.

eloizatimm disse...

Oi, aprendi a comer mastruz rasteiro com pão e sal.Faz um sanduiche delicioso.

clayton disse...

olá meu nome é clayton, eu gosto muito dessa erva, preparada em diversas formas, mais o que eu não sabia, é que se consumida com excesso pode fazer muito mal a saúde, e até levar a morte;
então através disso peço-lhe que me ajude a ter controle em uma coisa, como posso fazer um simples chá com essa erva e tomar quantas vezer ao dia e de quan e quantos dias posso tomar esse chá, sem que ele possa me fazer mal;
agradeço sua atenção vou deixar meu imail se quizer me responder isso " claytoncbp@gmail.com"

Anônimo disse...

Vi sua receta! Vc sabe onde posso encontrar a pimenta guajillo?
Obrigada

Anônimo disse...

Marcos, taioba tem demais no quintal da minha tia em Goiânia, mas no Rio tem uma feira nas quartas na mendes tavares em vila Isabel que vende muito! Braços

Anônimo disse...

Oi, Neide.

Já me viciei no seu blog, todo dia venho ver alguma coisa e descobrir novas comidas.
Estou pegando os seus hábitos de comer essas plantinhas e já já o povo vai me internar me chamando de louco.
Espero um dia ainda ver um livro seu com todas estas descobertas culinárias.
Ah! Parabéns pelo blog.
Lucas -Arapiraca/AL

Neide Rigo disse...

Ei, Lucas, obrigada pela força. Um abraço, N

dalva disse...

amei as informações sobre mastruz,minhas receitas terão um segredinho agora.

Anônimo disse...

Minha mãe fazia saladas de mestruz com cebola. Era ótima! Sempre quis achar essa erva. Dias atrás, quase 30 anos depois a encontrei. É muito saborosa! Fica com outro paladar a salada! como é muito forte o sabor, é melhor misturar com outro verdura!

eridid2004 disse...

Olá, sou mexicana e fiquei assustada de todo que vc sabe de comida mexicana :) nunca imaginei que acharia epazote aqui, agora fiquei sabendo q vcs conhecem essa erva de outro jeito rsrs, e sim serve muito para vermes, da muito sabor à comida, vou procurar-la, queria informaçoes sobre o molino a onde posso comprar? Moro no Rio de Janeiro mas estou indo morar em Curitiba, o epazote sera q posso achar em supermercado? Essa massa q vc fez para as tortillas vc usou milho verde? Obrigada

Neide Rigo disse...

Eridi,
o epazote você encontra às vezes pelas ruas, em terrenos abandonados, ou quem sabe em lojas de ervas frescas para chás e banhos, mas não acredito que encontrará em supermercados. O milho que usei é o seco, que comprei no Mercado da Lapa (aqui em São Paulo), onde pode encontrar também o moinho. Mas deve ter também em Curitiba, claro. Veja com o fabricante do moinho os pontos de venha. Está aqui neste post: http://come-se.blogspot.com.br/2011/03/tortilhas-com-milho-nixtamalizado-o.html

Um abraço, N

eloir mario marcelino disse...

Entãopessoal,hoje andando pela praça de minha cidade com muletas com o pé engessado, encontrei um senhor de 80 e tantos que me falou: arrume mastruz, tome seu chá e verá que sua recuperação será abreviada.Alguém de vcs tem essa experiencia.Abços a todos

Anônimo disse...

Eu já sabia que todos eram mentruz, minha irmã come o tipo rasteiro, estou com um pé inteiro e seco desse último e vim buscar mais informações, gostei. As vezes passo por aqui na busca de informações!! Há algum tempo vc me respondeu por e-mail sobre cara-moela, onde eu por ter lido postagem de um biólogo, estava crente que possuía glúten, mesmo já sabendo onde encontrava-se o glúten, acreditava ser uma surpresa pra mim. Através disso, conheci duas pessoas, uma delas Olinda Okubo hoje minha amiga! Valeu pelas informações Neide!!
ivemarks_reis@hotmail.com (ivone)

Anônimo disse...

E mais uma coisinha, meus pais davam pra meus irmão e pra mim, contra vermes, e certa vez um carro atropelou nosso cachorro que fugiu de casa, machucaram a erva colocaram numa frauda de pano e envolveram a perna quebrada do cachorro, trocavam todos os dias. Logo estava correndo e muito bem.

IVONE (Mesma acima)

Anônimo disse...

Aqui no interior do PR conheço com mentruz, mas utilizado como salada, que aliás, é deliciosa!! Mas como só se acha nos terrenos por ai, até hoje nunca encontrei em Curitiba para vender. Uma vez, em Ponta Grossa, comi a salada em um restaurante, coisa raríssima!!!