segunda-feira, 9 de maio de 2011

Jiló queimado

Descobri meio perdidos na geladeira três jilós já enrugados e amarelos, porém ainda íntegros. Como não havia mistura além de um ovo caipira que fritei, os três amargosos viraram um complemento bastante digno e delicioso para qualquer jilófilo. Além de ser uma solução rápida para uma pessoa só. 


Como a maioria das "invenções" culinárias parte de referências ou aprendizado de técnicas, invoquei as berinjelas da Aninha. Deixei os jilós queimando sobre uma grade para não ter o trabalho de ficar segurando com garfo uma a uma. Apenas mudava os jilós de posição à medida em que a pele ia ficando chamuscada. Enquanto  isso,  lidava com os temperos para um molho simples feito com  tomatinhos da roça, cebolinha e alho negro - todos presentes da Marisa Ono, além de pimenta dedo-de-moça sem sementes, sal e azeite. 



Quando os jilós ficaram todos queimados e molinhos, foi só raspar a pele carbonizada com uma faca - deixei esfriar um pouco para não queimar a mão, jogar os tomatinhos temperados com azeite por cima e Nhac!  Com arroz integral e ovo frito.