Foi culpa de minha irmã Suzana, que gosta tanto de flor de jambu que me perguntou se não dava pra ela ter sempre por perto estas florezinhas mesmo morando em apartamento. Perguntou se não era possível fazer conserva. Não custa tentar, respondi.
Como o jambu tem tomado conta de todo o quintal, posso colher florzinhas à vontade sem que elas façam falta. Já nem me lembrava mais que assim que ela pediu, fiz a experiência da conserva, só tirei foto da panela, comi todo as florezinhas em saladas, não fotografei e já não me lembrava mais quando agora, fuçando o arquivo, vi a foto da panela.
Como tenho sempre as flores, basta chegar aqui alguém que eu ofereço a experiência mágica. Peço para que mastiguem devagar e que mantenham a massa de flor na boca por algum tempo, sem parar de mastigar. Aos poucos, percebe-se a boca salgada e anestesiada, sensação que pode se estender até a garganta (a Ana, minha viznha dentista, diz que vai começar a usar como pré-anestésico). Depois e engolir, basta um copo de água para sentir tudo gelado como quando chupamos a bala halls. O bom é que a performance se mantém na conserva de vinagre, com a vantagem de o vinagre ficar bem temperado e poder ser usado nas saladas.
Estas florzinhas podem ser encontradas pra vender em sites internacionais como Szechuan button (já falei delas aqui).
Como fiz: fervi ½ xícara de vinagre de vinho branco com ½ colher (sopa) de açúcar e ½ colher (chá) de sal, umas lascas de alho, umas rodelinhas de pimenta e umas folhas de alfavaca. Quando tudo ferveu, juntei 1/4 de xícaras de flores de jambu lavadas e apaguei o fogo. Coloquei em vidro aferventado e ainda quente, esperei esfriar e tampei. Deixei na geladeira até o outro dia. Para usar em saladas, decorar arroz, para comer de aperitivo, de brincadeira etc.

