quarta-feira, 27 de abril de 2011
Arroz integral não é tudo igual
No sábado, lá em Porto Alegre, visitamos, Mariângela e eu, a feira ecológica, infelizmente esvaziada por causa da chuvarada do dia anterior. Muitos feirantes vêm de longe sacolejando por estradas esburacadas. Mas demos sorte de encontrar com Seu Juarez. Só para não me repetir, vale a pena ver o vídeo em que o produtor fala do seu arroz crotalária: http://come-se.blogspot.com/2009/06/arroz-moti-aromatico-ou-arroz.html. E o post onde conto a história sobre o seu começo como produtor orgânico: http://come-se.blogspot.com/2008/07/seu-juarez-dos-arrozes.html.
Ficamos sabendo que neste ano a produção do arroz crotalária (imagine uma mistura do japonês moti com arroz jasmim tailandês, porém, integral - inacreditavelmente delicioso) foi totalmente comprometida pelo ataque de um tipo de mosca. Quase não sobra para semente, mas ele não desistiu e vai descobrir uma forma natural de manejo para recuperar o arroz para as próximas safras. Tomara!
Enquanto fomos à feira e ao mercado, Rui ficou encarregado de ir adiantando a Piava cevada com milho, pescada pelo irmão. Já falei desta piaba e dei a receita do Rui aqui: http://come-se.blogspot.com/2009/01/cevando-piava-ou-piava-assada.html.
Usou ervas que ele mesmo colheu na hora e assou o peixe coberto com papel alumínio. Chegamos e preparamos o agora raro arroz crotalária do Seu Juarez, que Mariângela ainda tinha da última colheita - só cozido com água e sal em panela comum e depois temperado com nata e cenoura ralada. A carne delicada da piava, livre dos grandes espinhos, marcada apenas pelo aroma das ervas do quintal casou como uma kate com o rei dos arrozes.
Além dos vários tipos de arroz do Seu Juarez, cateto vermelho, cateto marrom, jasmim, moti e farroupilha, comprei também batatas doces nesta outra banca. Cruas, brancas, laranjas, assadas.




