segunda-feira, 16 de junho de 2008

Paladar brasileiro

Quem não foi ao 2º Laboratório Paladar de Comida Brasileira perdeu muita coisa. Eu também perdi, afinal não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas ganhei também, e muito, com a oportunidade que tive de ensinar a fazer pamonha e falar um pouco do que sei sobre mandioca, junto com as talentosas Anna Soares, do Mesa 3, Mara Salles, do restaurante Tordesilhas e Jerônima Barbosa, da Pousada Fazenda São Jerônimo, na Ilha do Marajó. Estar no palco com um grupo deste porte já é um presente sem preço. Aproveitei pra dar a receita da bijajica e do cuscuz de farinha ovinha. Mara mostrou e ensinou a fazer uma massa maravilhosa com mandioca cozida, congelada, cozida no vapor e socada até ficar lisinha. Não precisa de farinha alguma pra fazer com ela bolinhos recheados, pãezinhos na chapa, que incham como pitas e tantas outras maravilhas criadas pela Anna, expert em massas - caldinho de músculo com espaguete feito em espremedor de batatas ou palitinhos assados como grissini. Tudo com o puro creme da mandioca, como diz a Mara. Ah, ainda fui jurada do Concurso de Farofas. Todas estavam tão boas e devo ter comido tanto das nove que concorriam, que passei mal à noite. Mas valeu.
Algumas fotos para atiçar o apetite:


Produtos da mandioca, em mostra na nossa aula


Salada do Beto Pimentel, do restaurante Paraíso Tropical, de Salvador, com maturi (castanha de caju imatura) e frutas diversas como o bilimbi /limão-de-caiena (Averrhoa bilimbi L) e polpa de coco fresco.


Um dos maiores ganhos: conheci duas variedades de achachairu (Garcinia sp), trazidas pelo Beto Pimentel. Falo delas depois


Moqueca com polpa de coco verde, frutas como o hibisco e dendê (o fruto e a polpa). Do Beto Pimentel, do Paraíso Tropical, de Salvador


Sardinhas embaladas em folhas de taioba com alho, assadas. Simples assim.


Mangaritos com ervas, da Mara Salles, do Tordesilhas.


Seu João, o produtor de mangaritos. Telefone: (11-5561-0120)


Beto Pimentel com suas frutas que cultiva no quintal do restaurante. De dia na agricultura e de noite na criatura é seu lema...


O ganhador da melhor farofa, com prêmia da Tramontina


Milho levemente raspado, cozido com água salgada e folhas de cambuquira


Nós, na radiografia da mandioca

13 comentários:

Anônimo disse...

E nós (eu e a Débora) estávamos lá pra confirmar e afirmar : a Radiografia da Mandioca, com a participação mais do que brilhante da Neide foi o melhor e mais infomativo work-shop que vimos ( e olha que nós fomos no do Alex Atala, no do Beto Pimentel, no da Mara Salles, etc). Parabéns, foi uma aula e tanto !! Ainda mais com as presenças das 'serelepes" Ana Soares e Mara Salles além da experiência da Jerônima.
Fiquei com vontade de plantar mandioca no quintal aqui de casa ( se bem que consegui trazer mangarito e biri-biri (?) pra casa !)

Anônimo disse...

Neide....te adoro sabia.....risos ...creio que nao... Pois è um orgulho sò, vc me lembra muito minha infancia, minha familia, sou visinha de bairro (B. Limao) ... te desejo tudo de bom, beijos carinhosos
Rosi - Alemanha
frorol@tele2.it

Pedrita disse...

nossa, que bacana, adorei as fotos do evento. os pratos. parabéns. beijos, pedrita

Reiko Miura disse...

caríssima,

Foi um prazer te conhecer pessoalmente, até então só trocávamos e-mails sobre os eventos do slowfood. De fato, a parte de vocês foi uma das melhores do evento, afinal, quatro curiosas e fuçadoras juntas... As produções estavam todas deliciosas.

Fiquei muito empolgada com a farinha de ovinha que você apresentou. O cuscuz ficou fantástico, melhor mesmo que o marroquino. Vou pedir a um amigo de Belém que traga a farinha pra mim na próxima vinda dele. Como são muitas as farinhas por lá, como devo identificar esta pra que ele a encontre rapidamente? É no Ver-o-peso que ele deve procurar?

um abraço

Anônimo disse...

Neide, pois poderiam vir a POA na nossa mostra de gastronomia que acontece lá por julho,fico aqui aguando nisso tudo. A foto de vocês todas está super bacana,é legal te ver em ação!beijo.

Gourmandisebrasil disse...

Uma aluna minha participou do concurso de farofas! Ela fez com côco e pinhão.
Fiquei tão orgulhosa!
bjo,
Nina.

Laurinha disse...

Só para ratificar o que eu li: DIVA, sim senhora!
Beijinhos!

Neide Rigo disse...

Eduardo, não sabe como fiquei mais confiante em ver lá você e a Débora.
Rosi,que bom saber que somos vizinhas por aqui. Obrigada pelo carinho!

Andarilha, eu não vi desta farinha quando fui a Belém. Parece que só tem mesmo em Manaus, pois é feita em Uarini, a 3 dias de barco de lá.

Mari, é só convidar... Eu não iria achar nem um pouco ruim.

beijos,
Neide

Aline Neme disse...

Neide... que coisa maravilhosa... fiquei encantada!!!!

Compartilhe conosco a receitinha da melhora farofa!!!

Sou farofeira de carteinha... hehehehe

Bjundas

Neide Rigo disse...

Nina, a farofa dela era uma delícia. Não ganhou por pouquíssimo.

Aline, vou esperar a divulgação pelo Caderno Paladar, que sai amanhã. Pra não atropelar.

beijos,n

Anônimo disse...

o marido já bateu o olho nesta frutinha e já imaginou plantada aqui no quintal,onde, não me pergunte...beijo!

Humberto Marra disse...

pra quem tem TDAH o come-se é um deleite, tão fácil perder o foco com tanta informação valiosa...

eu mesmo entrei pra pesquisar o que mesmo??? e já estou aqui apaixonado pelas sardinhas embrulhadas na taioba ...

GUILHERME DE SOUSA BARBOSA disse...

Você pega o mesmo ônibus que eu, você já fez bioinorgânica junto comigo, a primeira vez que você veio falar comigo foi ano e foi para ameaçar me bater. Mesmo sem eu ter feito nada contra você. Você devia ter cumprido a ameaça e me espancar até a morte. Morrer para mim é lucro, sofrimento para mim é ver uma pessoa violenta igual a você se dando bem na vida.

Nada justifica a violência, a violência é à força do fraco, o fraco não tem argumento e nem autoridade para conseguir o que quer e tem que conseguir as coisas na base da violência.

Depois que você ameaçou me bater, mesmo sem eu ter feito nada contra você, a sua amiga a Julia Tavares de Azevedo foi fazer queixa sobre mim, lá na coordenação da farmácia da UFRJ, por causa da queixinha que a Júlia Tavares de Azevedo fez sobre mim, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para quem nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.

Se esse FDP da coordenação da farmácia da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais, achou que iria me calar, não funcionou. Medo é para quem tem algo a perder, eu não tenho nada a perder, não sobrou mais nada para mim.

Você devia pensar antes de se meter nos problemas dos outros.

Você ainda faz iniciação científica com bolsa da FAPERJ no laboratório Roderick A. Barnes, será que o Alessandro sabe que você fica ameaçando os outros na faculdade?

Você ainda fez estágio em farmácia comunitária, lá na clínica da família Rodolpho Rocco, será que você ameaçou os outros também lá?

Você ainda está fazendo estágio em operações em pesquisa clínica na ARTHA Research e estágio em farmácia hospitalar no hospital municipal Francisco da Silva Telles, será que você fica ameaçando os outros nesses lugares também?

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram, no Linkedin e no Lattes:

https://www.instagram.com/gs_baarbosa/

 

https://br.linkedin.com/in/guilherme-dee-sousa-barbosa-3b7a7a25a

 

http://lattes.cnpq.br/0814134791537799

 

Já que você foi homem o suficiente para ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra você, você também é homem o suficiente para vir aqui na boca de fumo, que funciona na parte de cima da minha rua e mandar o traficante me matar, aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornecesse material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Melhor ainda, pega um fuzil com um traficante e dá um tiro na minha cabeça, morrer para mim é lucro, sofrimento é depois de tudo o que você fez comigo, eu ainda ser obrigado a ser da mesma turma que você das disciplinas de Citopatologia Clínica Aplicada e Toxicologia.