sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cuscuz argelino da Yasmin

Ontem fui convidada para o jantar na minha própria casa. E como foi bom. Tinha que trabalhar bastante e elas fizeram desde as compras até a mesa. 

É que a hóspede franco-argelina Yasmin fez cuscuz que costuma fazer em família ou para os amigos da faculdade (é amiga da minha sobrinha Flora no mestrado de geografia na Sorbonne). É um ótimo prato para estudantes porque é simples, barato e pode ser comido sobre o tapete, em prato coletivo, cada qual com sua colher em comunhão.   

A gente sabe que cuscuz no Norte da África é como nosso arroz, feijão, carne e salada,  e pode haver uma diversidade enorme de temperos e legumes variados conforme a disponibilidade local e estes fazem render a carne, seja de vaca, galinha, carneiro ou cabrito. Isto, tanto em Marrocos como na Tunísia ou na Argélia, onde vive a família de Yasmin. 

A receita é muito parecida com aquela feita pela Flora,  que expliquei em detalhes aqui, afinal foi Yasmin sua mestra. Algumas variações que notei: Yasmin não refoga alho e cebola separados, coloca-os junto com as coxas de frango na panela, sem óleo.  Usou 1,3 kg de abobrinha e 700 g de cenoura, 7 unidades de cada (estávamos em sete). Flora e as francesas Cecile e Sofie ajudaram a cortar os legumes. O tomate foi apenas um e a cor do caldo em parte deveu-se à páprica doce e um pouco de pimenta vermelha em flocos que usou. E as abobrinhas foram peladas, assim como o tomate. O tempero era suave. Na falta do has el hanout, a mistura pronta de temperos que se usa no caldo do cuscuz, usou temperos que havia aqui. Aliás, ela ficou fascinada em poder triturar tudo na hora, combinando o perfume da canela com grãos de cominho, pimenta-do-reino e bolinhas de coentro que tomaram conta da cozinha. 

Agora, uma coisa que a deixou frustrada foi a qualidade da sêmola de cuscuz. Ela diz que não gosta de usar sêmola pré-cozida  (destas que encontramos aqui a preços absurdos chamados "cuscuz marroquino"). Prefere hidratar os grãos, cozinhar no vapor, tirar, pulverizar água fria, esfregar nas mãos, cozinhar de novo, pulverizar água, esfregar, cozinhar... , o método clássico de se fazer cuscuz, até as bolinhas ficarem bem hidratadas e macias. Ainda assim, fez o que pode para não ir contra seus princípios. Demorou minutos concentrada soltando os grãos com a ponta do garfo, como um italiano tentando concertar um miojo pra virar espaguete al dente. 

Para todos nós, no entanto, estava tudo ótimo e nos divertimos à mesa. Mas de vez em quando pegava Yasmin cabisbaixa, analisando aqueles grãos, como se desculpando por não estar perfeito.  A amiga Carol chegou, eu me lembrei a tempo do molho harissa para acalorar o prato e Marcos ofereceu cachaça Coluninha para espantar o frio das meninas  pegas de surpresa depois de voltarem de Mangue Seco. Na Argélia, de maioria islâmica, o cuscuz é acompanhado de água ou limonada. Mas na família de Yasmin, não religiosa, vale o vinho tinto.  E a noite terminou alegre com laranja e canela.  


3 comentários:

Susana disse...

Deliciosos

Bjs

As Papinhas dos Babinhos

Bombom disse...

Chegou-me aqui, deste lado do Atlântico, o perfume desse Cuscus Argelino da Yasmin. Ando com imensa curiosidade para conhecer melhor a cozinha marroquina. Tenho até uma nota com a indicação dos ingredientes para fazer a mistura de especiarias que referes e já os comprei todos, em grão. O problema é saber as quantidades de cada um, pois uns são mais fortes do que os outros... Tenho de descobrir! Adorei esteteu post! Um abraço da Bombom.

Lívia Maria Portela Terra disse...

Você foi expulsa do CAFAR, depois que foi pega roubando uns produtos do CAFAR junto com a Nátalie Tavares Delgado e a Luiza Moreaux Mattos, expulsão do CAFAR não é o suficiente, vocês deveriam ser expulsas da UFRJ e ir para a cadeia, já que lugar de ladrão é na cadeia.

Você inclusive foi expulsa do seu IC no instituto de química, depois que as coisas começaram a sumir no instituto de química.

Só que você continua estudando na UFRJ, como se não tivesse cometido nenhum crime.

Eu sei tudo sobre você, eu inclusive achei os seus 2 perfis no instagram:

https://www.instagram.com/liviaterraa

 

https://www.instagram.com/_liv_reads/

 

Você ainda namora com um homem:

https://pt.linkedin.com/posts/livia-maria-terra-77a624360_esses-dias-fui-ao-shopping-com-meu-namorado-activity-7379568353385959424-C2vZ

 

Será que o seu namorado sabe que você é uma ladra?

Você ainda está dando monitoria no setor de cápsulas da farmácia universitária da UFRJ, quando as coisas começarem a sumir na farmácia universitária, todo mundo já sabe, quem foi que roubou.

Você fez o que fez no CAFAR e continua vivendo a sua vida como se nada tivesse acontecido. Eu vejo os seus canal do TikTok, de você vivendo a sua vida normalmente, como se você não tivesse cometido nenhum crime:

https://www.tiktok.com/@_liv_reads

Pode mandar a namorada advogada da Nátalie Tavares Delgado me levar para a cadeia. Na cadeia tem espaço para mim, na cadeia eu vou ser aceita. Na UFRJ não tem espaço para mim. Na UFRJ só tem espaço para gente rica, que cola na prova e puxa o saco dos outros, igual a você.

Mas você também amiga da Ana Luiza Vidal Pimentel Santos, Hagatha Bento Mendonça Pereira, Beatriz Ribeiro de Oliveira, A Beatriz é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.