Este tipo de tapioca, molhada no leite de coco, sempre me impressionou. Em Castro Alves, na Bahia, foi meu primeiro contato. Estava dentro de uma panela de alumínio carregada pelo vendedor num carrinho. Não tinha folha de bananeira, mas certamente um dia teve. Lembro-me delas amontoadinhas e, se não me engano, foi embalada em plástico quando comprei. Ou num saquinho de papel, já não me lembro, faz tempo. No entanto, o sabor ainda é vivo na memória, sabendo a coco fresco com uma textura mais macia que elástica.
Em Soure, na Ilha do Marajó, come-se desta tapioca, bem branquinha, nas barracas junto ao mercado. Lá, um retângulo de folha de bananeira cortado displicentemente vem embalando a tapioca que chega se desfazendo, para se comer de colher, deliciosa. Minha amiga Adriana Lucena, disse que em Natal também tem. Pode ser mais grossa, mais fina, mas a folha é indispensável e o leite de coco, sempre fresco, com pouco açúcar.
Hoje decidi fazer a mesma variando um pouco. Diminuí o tamanho, juntei coco fresco ralado com um pouco de açúcar e erva doce como recheio, cortei a folha em círculo e, para que não ficasse desbeiçada fixei com um espeto de bambu. Sou suspeita para falar porque me derreto por uma tapioca molhada. Mas você não precisa fazer nada disso, nem recheio nem frescuras, pode fazer do seu jeito desde que molhe bem a tapioca com o leite de coco fresco e use uma folha com invólucro. A vantagem é que é uma tapioca que pode ser comida fria, no outro dia, a qualquer hora, diferente da tapioca seca, que fica muito melhor quando está quente.
O jeito de fazer tapioca já mostrei aqui e acolá (com filminho). Nos dois posts mostro como hidratar o polvilho doce (goma seca) e fazer na hora (500 g de polvilho para 250 a 300 ml de água), mas exige muito mais prática para chegar ao ponto certo.
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| Para fazer tapiocas pequenas, use um aro ou uma frigideira menor |
As folhas de bananeira você pode colher no vizinho - no meu caso, na Veronika - ou numa praça perto de você. A que tenho perto de mim e que me abastece não posso dizer onde é, mas agora arrumamos um fornecedor destas folhas, cortadas ao gosto do freguês. É o Enio - tel. (11) 7288-6769.
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| As folhas foram cortadas usando como molde o mesmo aro. Dobre-as ao meio enquanto estão quentes. Facilita o trabalho depois. |
Bem, mas se você vai tratar as próprias folhas, lembre-se de lavar bem, secar e passar pela chama do fogão só para amolecer. Ela vai mudando de cor, ganhando mais brilho, à medida que é aquecida sobre o fogo. Só não pode se empolgar e desidratar as folhas, que elas ficam quebradiças.
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| Depois que as tapiocas estão prontas, é só passa-las rapidamente pelo leite de coco, colocar o recheio e apoiar nas folhas |
As folhas ainda quentes foram dobradas para facilitar o trabalho depois. Antes de fazer as tapiocas, juntei um pouco de sal no polvilho. Quando estavam todas prontas, fiz o leite de coco, adocei minimamente (para uma xícara de leite, 1 colher de sopa de açúcar) e fiz um recheio rápido misturando coco ralado fresco com açúcar e erva-doce. Levei ao fogo só para derreter o açúcar, que também era pouco - a mesma proporção usada no leite.
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| Com folha de sete-copas cortada em círculo - também passada no fogo para amolecer |
Se você não tiver folhas de bananeira, use qualquer outra folha própria para alimentos como caeté ou folhas de sete-copas.









24 comentários:
Fantástico, Neide!
Já comi muita tapioca na minha vida, mas essa combinação de coco com erva doce é perfeita! NHAC!
A folha redonda também caiu como uma luva, literalmente.
Enio Rodrigues
enio.mkt@uol.com.br
Que coisa mais linda! Olha, vou a Recife desde criança, sou fã de tapioca, mas nunca tinha visto dessa maneira! Adorei!!! Beijos, Cecilia
Ahhh, a tapioca molhada fez parte da minha infância. Um sabor inesquecível para mim, bem úmida, vendida por vendedores ambulantes que passavam de rua em rua no meu bairro e como não podia deixar de ser, envolvida na folha de bananeira. Sou de Natal mas não moro mais lá há 9 anos e há tempos não como uma tapioca molhada. A tapioca eu sei fazer (e não vivo sem ela), mas vou tentar fazer a molhada em breve pois este post encheu s boda de água. :)
traz uma destas para mim?
Que lindas Neide! Acho que comidas feitas em folhas de bananeira são super charmosas...
bjs
Neide, moro em Belém do Pará e estou acostumada a comer tapioquinha de coco. Mas uma tão bem arrumada e caprichada assim como a sua eu nunca vi não. Meus parabéns! Tô aqui com água na boca. Ah uma dessas com uma xícara de café... Acho que vou lá no Ver-o-Peso comprar goma pra fazer umas. :)
Ah, que saudades da minha infância em Belém, quando se comia tapioca na rua e o vendedor passava com o tabuleiro na cabeça e todas as tapiocas estavam na folha de bananeira. Hoje, mato a saudade comendo a tapioca feita pelo Luciano na boca da Broduei, aqui em Arraiald'Ajuda... Gostei muito!
Pelo visto os invólucros estão a mil por hora, né não?
Bjs
Taí! Da proxima vez que eu for levar alguma coisa para a vizinha provar, vou arranjar um modo de embrulhar em folha. Aqueles pratinhos lindos de folha de palmeira que você ensinou, eu aprendi, e já uso. Nunca vi embrulhos feitos com tanto capricho como estes aqui, parecendo de festa.
Nossa muito legal!!! Super criativo, bonito e deve ter ficado uma delícia! Parabéns!
Neide, que maravilha... uma coisa de louco.
Sem palavras para descrever essa tapioca linda que você exibe na postagem. Maravilha mesmo.
Bj,
Claudia
Adooooreiii Neide!!
Sempre comi esta tapioca em minha terra e tinha curiosidade de como se preparava. Amei, mas fiquei com uma dúvida; só depois que passo o polvilho no fogo, dou o formato de disco e tiro é que posso molhar com leite de coco né. Meu email é deaqs@hotmail.com
Obrigada
Andréa Queiroz
Liana Raquel...
Essa era a tapioca dos meus sonhos,ainda menina,comia dessa tapioca que era feita por uma amiga de minha mãe,nunca encontrei quem soubesse fazê-la,além dela.Mas hoje,vasculhando na internet a procura dessa receita,esbarrei em você,e que achado!Me apaixonei pelo seu blog.Estou planejando vender tapiocas,como as minhas ficam sempre secas com essas massas já prontas eu ficava me lembrando destas molhadinhas,e você caiu como uma luva,muuuuuuuito obrigada por você existir.Vistas assim na folha,bem enfeitadinhas,ficam bem atraentes,as idéias estão fervilhando na cabeça.Agora mãos a obra,pra aprender a ser uma tapioqueira de verdade.Um forte abraço e parabéns.
Liana, que bom saber. Desejo muita sorte na empreitada. Um abraço, N
Essa comida é tipica de aracaju.
Chama-se Beiju molhado :)
Nooossa!!! Amo essa tapioca!! Como em Manaus é comum encontrar à venda nos terminais de ônibus, eu a apelidei de "tapioca de terminal". Molhadinha e com coco ralado fresco jogado por cima. Delícia! Aqui tem também a versão com o leite de castanha do Brasil (mais conhecida pelo nome antigo de castanha do Pará) e com a mesma ralada por cima também. Persigo essa tapioca em todos os lugares, fui a tapiocarias em várias cidades do Nordeste mas não conseguir encontrar. E eu que nunca aprendi a fazê-la, somente da forma "seca", agora vou me arriscar!! Obrigada!
Estive recentemente em Belém do Pará, pois sou natural de lá, e moro no Recife. Gente, vocês não imaginam o que passou pela minha cabeça quando me deliciava com uma delas, lembranças de um tempo que não volta mais, de domingos em que o tapioqueiro, trazia na cabeça uma caixa cheinha delas e minha mãe comprava para nosso café da manhã. Bem molhadinha, uma delicia. Hummmm!!!!! E a dita cuja, foi feita especialmente para mim e minha filha por um amigo da familia que cozinha pra lá bem.Maravilha.
Então um dia vc tem conhecer Belém, vc vai comer a melhor tapioquinha da sua vida. eltoncosta33@gmail.com
Então um dia vc tem conhecer Belém, vc vai comer a melhor tapioquinha da sua vida. eltoncosta33@gmail.com
isso é beju, nao é tapioca. mas ficou bom.
Jonatas!
Tapioca é um beiju. Beiju de tapioca. Quando é feito com a goma pode ser chamado de beiju de tapioca ou simplesmente de tapioca, seja seca ou molhada. Mas, claro, cada local tem seu jeito próprio de nomeá-las e não existe certo e errado quando se trata de termos locais. Um abraço,n
Fiz ficou molhadinha, mas ficou sem sabor sem doce, porfavo me ajuda gostaria de vender esto precisando mto
Oiiii tudo bemm eu sou de Salvador e lembro dela vindo de Castro Alves também kkkkkk eu comprava dentro do Onibus que ia e vinha de Salvador para os interiores da Bahia o rapaz vendida dentro de uma panela de alumínio bemmmm limpa embalada no saquinho plástico acha sensacional , vou fazer aqui em Barueri pra vender , e acompanhar o cardápio já que estou fazendo acarajé e comida baiana nada melhor kkkk
Pode avisar ao FDP da coordenação da UFRJ, que vazou as minhas informações pessoais e sigilosas para você, que eu já descobri o nome completo dele.
Eu descubro tudo, assim como eu descobri o seu perfil no Linkedin e no Instagram:
https://pt.linkedin.com/in/rafaela-carvalho-2737592a1
https://www.instagram.com/rafa.rafafa/
Caso você não se lembre do que aconteceu:
Um funcionário público da UFRJ abusou do poder, que tinha como membro da coordenação da farmácia da UFRJ, para vazar as minhas informações pessoais e sigilosas para você, que nem mora mais no Brasil, que já se formou como farmacêutica pela UFRJ, enquanto você ainda estudava na UFRJ, você nunca fez uma disciplina junto comigo, ou seja, você nem sabe que eu sou.
Se a intenção deste FDP foi me calar, pode falar para ele que não funcionou. Eu vou continuar denunciando os absurdos que acontecem dentro da UFRJ.
Que vexame, um funcionário público da UFRJ abusar do poder que tem para vazar as minhas informações pessoais para os outros. Que papelão a atitude desse FDP da coordenação da farmácia que vazou as minhas informações pessoais e sigilosas para você.
Esse FDP deveria se sentir tão envergonhado do que fez comigo que deveria pedir demissão da UFRJ e se entregar à polícia. Lugar de bandido é na cadeia, pagando pelo crime que cometeu. Só que esse FDP não vai fazer isso, ele não sente um pingo de empatia pelos outros. Eu acho que ser psicopata é pré-requisito para ser membro da coordenação da farmácia da UFRJ.
Esse FDP pode ter mais poder do que eu dentro da UFRJ, mas eu tenho mais poder que esse FDP na internet. A maior prova do meu poder no mundo virtual é que eu descobri que as minhas informações pessoais e sigilosas foram vazadas e que eu descobri o seu perfil no Linkedin e no Instagram.
O que ele fez contra mim vai ter volta.
Esse FDP não está acima do certo e errado. Esse FDP vai me pagar pelo o que ele fez comigo, esse FDP vai me pagar por ter vazado para você as minhas informações sigilosas e pessoais. Esse FDP vai me pagar nem que isso seja a última coisa que eu faça na minha vida.
Esse FDP se meteu com a pessoa errada.
Se esse FDP morasse aqui na minha rua as coisas seriam bem diferentes, em cima da minha rua tem uma boca de fumo, em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Se esse FDP morasse aqui na minha rua, os traficantes já teriam mandado esse FDP subir até a boca de fumo, os traficantes não gostam de gente que faz as coisas para sacanear os outros, igual esse FDP fez comigo.
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