segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dilênia ou fruta-cofre: Come-se. Resposta da charada


Árvores em Ipeúna-SP
Muitos leitores mataram a charada do post anterior. É a fruta-cofre, dilênia (Dillenia indica) ou tantos outros nomes. Conheci esta fruta há uns quinze anos, durante uma viagem de carro ao Nordeste. Chamou a atenção o formato e colhemos algumas, acho que no Espírito Santo, caídas no chão.
Pretendiamos trazê-las a São Paulo para desvendá-las, mas ainda estávamos subindo rumo a Sergipe, sob sol quente de janeiro. E não deu pra aguentar. Depois de dois dias, antes de chegarmos à Bahia, com dor no coração tivemos que deixá-las numa praia escaldante qualquer, pois o cheiro foi enjoando, enjoando, até beirar o insuportável.
Quem conhece a fruta sabe do que estou falando (veja comentário da leitora Juba no post anterior). Começa com um cheiro agradável de manga ou maracujá, depois desanda pra manga sulforosa, meio cebola meio alho, e a partir daí começa a ficar esquisito demais, a ponto de ter que botar a fruta pra dormir fora de casa, mal comparado ao que acontece com algumas delícias mal-cheirosas como um bom queijo Reblochon. Felizmente, como o queijo, o cheiro não corresponde ao sabor - bem gostoso, azedinho ligeiramente adocicado.
Aqui na Lapa, na Praça Senador José Roberto, onde fazemos os piqueniques, há uma árvore já grandinha, mas por enquanto nada de frutos. Parece que lá pelo oitavo ano ela começa a produzir. Estas frutas da foto colhi durante uma visita, na semana retrasada, a Korin, cujo abatedouro de frangos fica em Ipeúna, em uma fazenda. Havia uma fileira destas árvores com frutos. Pedi duas, mas poderia ter colhido mais já que não usam os frutos pra nada, embora sejam comestíveis.
Sobre a planta
No livro do Helton Josué Teodoro Muniz, Colecionando Frutas, você pode encontrar muitos detalhes sobre a espécie Dillenia indica. Se procurar no Google pelo nome científico, então, vai se perder com tanta informação. Para descobrir receitas, melhor apelar pelos nomes populares que recebe por aí: chulta, hondapara tree, elephant apple ou shoy dillenia, em inglês; chalita e mota-kermal, na Índia; dilênia e hondapara, em Porto Rico. No Brasil pode ser conhecida como maçã de elefante, bolsa de pastor, flor de abril, árvore da pataca, fruta cofre ou dilênia. Segundo o leitor Apício, nas Filipinas, é Katmom (veja comentários do post anterior). Gosto de usar o nome dilênia.
Originária da Ásia Tropical, a árvore está distribuída por toda a Índia, Borneu e Filipinas, mas pode ser encontrada em vários outros países de clima tropical. As primeiras mudas desta espécie foram plantadas no Jardim Botânico do Rio - criado por Dom João VI em 1808 para aclimatação das plantas vindas do Oriente. O presente chegou pelas mãos de Luiz de Abreu Vieira e Silva, assim como várias outras espécies asiáticas.
Origem do nome popular
Fruta da pataca ou fruta-cofre são nomes comuns para este fruto rodeado de sépalas comestíveis. Acontece que quando o flor é fecundada, e o verdadeiro fruto se forma no centro, as extremidades da flor se curvam sobre o fruto para protegê-lo formando uma bola quase compacta, mas que se desfaz em sépalas carnosas. Qualquer coisa que esteja aderida à flor, seja inseto ou moeda, ficará aprisionada no interior da estrutura madura. Dizem que Dom Pedro I colou junto à flor moedas (patacas) para fazer brincadeira com seus conterrâneos, dizendo que por aqui dinheiro nascia em árvores. O truque era usado como uma pegadinha para diversão. Acho que o trote morreu por ali, mas o nome ficou.
O uso na cozinha
Parece que o uso da fruta como espécie comestível também não vingou, diferente de outras espécies asiáticas como a jaca ou a fruta-pão. Talvez pela fartura de outras frutas ou o cheiro forte. O fato é que nos locais de origem a fruta é usada principalmente como ingrediente acidificante. Mordendo um pedaço da sépala tem-se a sensação de estar diante de um pedaço de maçã verde ainda não madura. A textura crocante só é interrompida pelas ínumeras fibras lenhosas - mais lenhosas que as da cana, por exemplo.
Quando os frutos estão mais verdes ou no caso das sépalas mais internas é possível cortar a fruta transversalmente e depois em cubinhos de modo a deixar as fibras quase imperceptíveis, mas o mais recomendado é mesmo cozinhar, bater no liquidificador e passar por peneira para extrair a fibra. O caldo obtido é ácido, só um pouco adocicado e pode ser usado como um suco de tamarindo, para cozinhar carnes, fazer curries, temperar lentilhas, fazer molhos, juntar a outras frutas sem acidez pra fazer geleias etc.
O bom de cozinhar antes de bater é que você pode aproveitar a parte amilácea não fibrosa, que passa cozida pela peneira, para espessar molhos e sopas. A cocção evita que o suco oxide, fato que acontece com o produto cru. Mas é possível também bater os pedaços de sépala crus leite - neste caso vira uma coalhada para ser tomada na hora, antes que escureça.
O miolo ou o fruto propriamente dito, que se forma em gomos, é crocante, translúcido, azedindo e tem sabor de florzinhas de begônia. Como é babento e guarda muitas sementes, joguei à terra, para usar apenas as sépalas.
Fiz com elas algumas receitas baseadas no que pesquisei. Mas publico nos posts seguintes.
Antes, veja o passo-a-passo do preparo




Como você não vai encontrar os frutos em feiras nem em supermercados, fique de olho nos jardins públicos, como na cidade universitária - USP, por exemplo (veja comentários do post anterior, informação da Juba)


Com uma faca pesada, abra a fruta ao meio


Tire o miolo (que, botanicamente, é o fruto verdadeiro) com uma faca ou colher - você vai usar as sépatas


O miolo é comestível, mas não é muito agradável pois tem muito muco pegajoso


Separe as sépalas e lave bem


A parte convexa pode ser descascada com um descascador de legumes


Já a pele da parte côncava pode ser puxada com uma faquinha. Veja que esta sépala, que estava localizada mais internamente, não tem muita fibra e pode ser usada em quantidade pequena, picadinha, como tempero (à moda do tomate, por exemplo)


Um fruto rendeu 273 g de polpa útil


... Que foi cozida por 20 minutos até amolecer, batida no liquidificador com a água de cocção ou um pouco mais e passada por peneira. Veja a quantidade de fibras - como fibras de cana, que não se desfazem com o simples mastigar
O suco obtido pode ser usado para acidular, temperar, alimentar. Veja algumas dicas de uso nos próximos posts. Obrigada a todos os leitores que responderam e parabéns aos que acertaram!


Nos posts seguintes, algumas receitas

51 comentários:

Marly disse...

Oi, Neide,

Essa foi novidade total pra mim! à primeira vista eu achei que era a fruta do pequizeiro, mas olhando melhor vi que não, rsrs. Gostei de saber sobre essa Dilênia, obrigada.

Beijão

Anônimo disse...

Neide
O Come-se tem a capacidade rara de ser, post a post, cada vez mais interessante.
Tenho a certeza de que, se um dia eu vir a dilênia, a reconhecerei (não há-de ser por estas bandas...)de tal maneira está bem apresentada.
Obrigada pelo seu trabalho de postagem.
Sei que o faz com gosto, mas mais gosto temos nós ao lê-lo.
Estamos de parabéns todos os leitores do Come-se.
Um abraço
Manuela Soares

Nina disse...

Ai.. Uma fruta que eu nunca comi, nem ouvi falar...

Fiquei doce agora!

Obrigada por ensinar sempre!

beijo!

Taís Marçal Diniz disse...

Vim conhecer seu blog, amei...muito interessante, já estou seguindo...beijos!

http://myblogsaborear.blogspot.com/

Kitanda Brasil - quitandas e quitutes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lidia disse...

Uau! Agora fiquei passada.
Nunca imaginei que essa fruta era comestível!!!

Kitanda Brasil - quitandas e quitutes disse...

Acho que vou ter que fazer um acordo com a prefeitura de São Bento do Sapucaí porque a pataca deve ter MUUUUUIIIIITA pectina.
Em São Bento várias ruas tem essa árvore plantada e na praça principal tem uma gigante que fica carregada.

super beijo

Tanea

Gina disse...

Neide,
Segundo a wikipédia, O imperador Dom Pedro II esconderia moedas nos frutos das árvores da pataca nos jardins do Palácio de Verão, em Petrópolis (RJ), para brincar que ali nascia dinheiro, daí o nome.
Bjs.

Neide Rigo disse...

Manuela, fico feliz de saber que vai reconhecer a dilênia. O resto é exagero rss. Mas, obrigada!

Tanea, acho que tem bastante pectina, sim. Com a vantagem de ter acidez - por isto é bastante usada para geleias. Depois me conte.

Gina, eu vi esta informação na wikipedia e também no livro do Helton Josué, mas como não consegui confirmar em referências mais seguras, desconfiei que possa ser lenda (desconfio de quase tudo...). Obrigada, beijos, N

eduardo lopes disse...

Ola, Neide, aqui em Brasilia , centenas de arvores de Dilenia a disposicao na avenida principal, W3 e carregadinhas. Uma vez peguei uma e levei para casa pensando que era lobeira, mas nao era, acabei jogando fora, experimentei o fruto e ate gostei do sabor , mas como nao sabia se era realmente comestivel , acabei jogando fora. Aqui pertinho de casa ha pelo menos umas duas duzias de arvores.
Obrigado pela dica!!

Anônimo disse...

Ola, Neide, aqui em Brasilia , centenas de arvores de Dilenia a disposicao na avenida principal, W3 e carregadinhas. Uma vez peguei uma e levei para casa pensando que era lobeira, mas nao era, acabei jogando fora, experimentei o fruto e ate gostei do sabor , mas como nao sabia se era realmente comestivel , acabei jogando fora. Aqui pertinho de casa ha pelo menos umas duas duzias de arvores.
Obrigado pela dica!!

abracos, eduardo(convivium cerrado)

Anônimo disse...

Ola, Neide, aqui em Brasilia , centenas de arvores de Dilenia a disposicao na avenida principal, W3 e carregadinhas. Uma vez peguei uma e levei para casa pensando que era lobeira, mas nao era, acabei jogando fora, experimentei o fruto e ate gostei do sabor , mas como nao sabia se era realmente comestivel , acabei jogando fora. Aqui pertinho de casa ha pelo menos umas duas duzias de arvores.
Obrigado pela dica!!

eduardo,brasilia,df

Anônimo disse...

desculpe a quantidade de msg, pode apagar!!
eduardo

Gina disse...

Neide, as lendas também dão charme ao conteúdo e gosto de utilizá-las.
Bjs.

Anônimo disse...

Oi, Neide, Acabei de te ouvir na Rádio CBN e achei muito interessante... o seu trabalho. Fui criada no sítio e tenho saudades das frutas que hoje não encontro mais... esta fruta não conhecia mas gostei vou tentar localizá-la por aqui... sou do Parana ( Londrina-Pr). Tem uma fruta que gostaria de encontrar, pois só vi quando era criança...e comia muito e a GABIROBA uma frutinha redondinha, amarelinha e muito saborosa.
Parabéns...amei. bjs

Anônimo disse...

Olá Neide,

Ouvi sua entrevista na CBN e depois fiquei curiosa para saber que fruta era, embora pelo que vc disse eu já tinha uma idéia, pois trabalho na USP e vejo há muito tempo esta fruta e sinceramente desconfiava que era comestivel.Bom saber e fico feliz por pessoas como vc se dedicarem a ensinar aos outros tudo de bom que aprendem, parabéns!! Rose

Maria Isabel disse...

Oi Neide
Como muitos, ouvi sua entrevista e passei pra visitar o blog. Gostei muito. Parabéns pelo trabalho. Aparecerei sempre, pois admiro esse seu jeito simples de ser e viver. Beijo

Neide Rigo disse...

Oi, Eduardo, que bom ver alguém do Slow Food Cerrado por aqui. Bem, agora que já sabe, depois me conte sua nova experiência com ela.

Gina, você tem toda razão e, mais uma vez, obrigada por registrar aqui a informação.

Anônimo (como é seu nome?), também comia muita gabiroba quando criança, mas sumiram e pelo menos hoje podemos tomar o sorvete (aqui em São Paulo, a marca Frutos do Cerrado tem este sabor - Veja o post: http://come-se.blogspot.com/2009/09/tatui-tem-musica-pitanga-araruta-no.html.

Maria Isabel, que bom que gostou. Volte mesmo.

Um abraço, N

Anônimo disse...

Neide, não acredito que essa fruta é comestível. Quando criança tinha um árvore dessa na minha escola e eu adorava ficar admirando. Parabéns pelo trabalho.

felypepotter disse...

gente! que legal! hoje eu estou aqui no campus da usp DE PIRASSUNUNGA, e já tinha reparado em uma árvore com um fruto estranho, que tinha um cheiro parecido com jaca ou manga. Perguntei para alguem o que era mas ninguem sabia. Agora fui no google e depois de muita pesquisa achei com o nome de fruta-cofre! Na USP de SP tbm tem, perto do ICB-III! estou curioso para experimentar, mas não tenho coragem! hahaha! obrigado!

Bordar á mão disse...

através do site das RAINHAS DO LAR cheguei até aqui e adorei.Esta fruta p mim é novidade total e fico admirada porque morei tanto tempo no interior da Bahia onde aprendi a conhecer um monte de frutos diferentes mas este nunca ouvi falar,ás vezes até já o vi por aquelas paragens mas passou como nada...o Brasil é incrível na sua diversidade..e cada vez se descobre mais como desfrutar da sua natureza,ultimamente tenho ouvido tantas novidades referentes a frutos nativos que ninguém nunca tinha usado e sobre seu uso na alimentação,é sensacional!adorei!

Ive disse...

Olá Neide,
Achei esse fruto da Maçã de Elefante, lá em Piracicaba, à beira do rio e trouxe uns 3 comigo. Perguntando pelos moradores da rua do Porto, reparei que eles mal conhecem. Uns me diziam que se chamava saco de padre. Curiosa como sou, pesquisei muito na internet até descobrir e saber mais detalhes dessa Delenia. Vou fazer essa receita. Obrigada!

Anônimo disse...

Olá Neide.
Você conhece a fruta do lobo, lobeira, jurubebão, berinjela do campo - Solanum lycocarpum?
Na minha região é conhecida como maça do cerrado devido ao cheiro característico da maça.
Pra mim a fruta tem cheiro de maça misturado com banana e um pouquinho de jaca.
Planta da mesma família do Tomate, Berinjela, Batata, Pimenta Malagueta.
Ocorre em algumas regiões do cerrado, onde a população local costuma fazer geléia e suco do fruto maduro, e do fruto verde se extrai o polvilho e o farelo.
Algumas pessoas dizem que é uma planta venenosa! Devido a esta má informação, os donos de terra e principalmente criadores de gado têm destruído essa planta em algumas regiões do país.
Os frutos são grandes, alguns chegam a pesar mais de um quilo.
Tenho muitas sementes, mesmo já distribuindo algumas centenas delas.
Infelizmente aqui em casa não sobrou para fazer a geléia, acabou tudo em suco mesmo.
Então não posso opinar quanto à geléia, mas o suco fica uma delicia.
Achei o arbusto durante minhas andanças pela serra do mar no litoral norte de São Paulo.
Se você tiver interesse eu te envio algumas sementes.
Mais um pouco sobre a fruta do lobo - http://www.pousadadascores.com.br/hortifrutigranjeiros/fruta_do_lobo.htm
Uma abraço – Lucas de Paula

Neide Rigo disse...

Lucas, outro dia ganhei algumas frutas de lobo vindas de Gonçalves, sul de Minas. Deixei embrulhadas em jornal para que amadurecessem, mas acho que não estavam no ponto, porque criaram bolor e continuaram verdes.
Ela deve ter alguma solanina como os tomates, mas não sei o teor. Vou pesquisar. De qualquer forma, uma pena estarem acabando com a planta. Obrigada pelo comentário. Um abraço, N

Anônimo disse...

Lucy Rizzi diz: Conheci esta planta neste final de semana em São José dos Campos-SP na porta do Parque Thermas do Valle tem uma cheinha de frutos lindos...o pessoal da portaria disse que não se come kkkkkkkkk... ah! se eu já tivesse as suas informações teria roubado alguma para experimentar...volto em breve lá kkkkkkkkk...Parabéns por seu trabalho, lindo,lindo, lindo.

Anônimo disse...

Conheci esta planta neste final de semana em São José dos Campos-SP na porta do Parque Thermas do Valle tem uma cheinha de frutos lindos...o pessoal da portaria disse que não se come kkkkkkkkk... ah! se eu já tivesse as suas informações teria roubado alguma para experimentar...volto em breve lá kkkkkkkkk...Parabéns por seu trabalho, lindo,lindo, lindo.

. disse...

Neide

Nem acredito no que li.
Na minha chácara há uns 4 pés dessa fruta.
Não sabia que era comestível,mas não sei se vc sabe,que ela é um santo remédio para quem dores reumáticas,sabia?
Eu mesma já fiz,porque tenho muitas dores musculares(pernas e braços)...é um santo remédio,se não me engano,já postei a receita no meu blog.
Mas nunca imaginei que fosse comestível.
Vivendo e aprendendo...
Bjs

Anônimo disse...

Ola Neide, moro em Rondonópolis-MT, sou apaixonada pela arvore, e só agora vendo o globo rural descobri o nome, ja tentei reproduzir muda por enchertia e não consegui,peguei um fruto e tambem nao consegui obter a semente, po favor vc sabe como conseguir uma muda, estou muito distante doslugares que vc recebe bastante comentario que existe a arvore aki é bem pouco conhecida.Como tenho um quintal enorme gostaria de er uma arvore desta.Desde ja agradeço se pude me dar alguma informação. Um abraço Geralda. Meu email geralda_nereide@hotmail.com

Anônimo disse...

Sou de São José dos Campos, tive a informação da fruta dilênia por uma senhora vizinha de minha casa. Ela levou um tombo e machucou o joelho indicaram esta fruta dizendo que é uma riqueza por isso pesquisei para saber os nutrientes e seus benefícios. A vizinha cortou a fruta em pedaços e colocou no alcool o líquido fica um pouco amarronzado, é ótimo para dor quando se leva uma batida, ou dor muscular, deve ser antinflamatório não tenho certeza. No Hospital Materno infantil Antoninho da Rocha Marmo em São José dos Campos tem uma árvore com frutos. Apanhei um para deixar no alcool e passar no meu reumatismo. Obrigada por esta oportunidade.Se souber mais algum nutriente por favor meu e-mail é shadai_silva@yahoo.com.br

Janete disse...

Amei saber sobre esta fruta pois tem um pé enorme dela na casa que moro,todos que vem aqui em casa ficam curiosos pra saber pra que serve,o dono queria derrubar a arvore mas não deixamos pois dá uma ótima sombra,fizemos dois balanços e é a alegria até dos adultos,mas a fruta até então não sabíamos pra que servia,moro em Porto Belo - SC meu nome é Janete

flavia disse...

Neide, já acompanho seu Blog a um bom tempo e o que mais me encanta é o seu desprendimento em experimentar tudo o que pode ser comido. Também adoro novidades, já tinha lido a matéria sobre a Dilênia e fiquei super curiosa, até que finalmente topei com vários pés dela no parque do Ibirapuera, infelizmente as árvores eram muito altas pra colher os frutos e os que estavam no chão já estavam passados.Mas aí, finalmente, me mudei para o interior de SP e aqui tem um bocado dela. Já fiz a coalhada, fiz salada, cozida e acabei virando a maior propagadora de receitas daqui. Obrigada pelo seu empenho e disposição em compartilhar suas experiências de forma tão clara e desprendida de preconceitos.
Um grande abraço e que Deus continue te abençoando sempre!

Anônimo disse...

Oi Neide, sou apaixonada pela árvore maça de elefante.a primeira vez que a vi foi no IAC de Campinas, ela estava toda florida, flores lindas.Estou atras de mudas mas não encontro.Fui em varios viveiros e não encontro.Voce pode me indicar onde comprar mudas dessa arvore.
Grata
Mercedes

Anônimo disse...

Olá Neide!
Eu nunca tinha ouvido falar nesta fruta, mas meu pai foi pescar em Guaira, na Ilha Avatar, e encontrou a fruta, mas o dono da arvore disse q nao era comestivel, pois era venenosa. Falou em colocar no alcool e fazer remedio. Foi o q meu pai fez. Ele tinha gota no ombro direito, já nao conseguia levantar o braço acima do ombro, mas com um mes de uso do tal remedio ele consgue levantar o braço normalmente. Gostei de saber q é comestivel sim, assim fico mais tranquila em saber q meu pai esta usando e nao se envenenando. Obriga pelas informações. Abraços. Adeli Facci. (adeli_c_facci@hotmail.com)

Anônimo disse...

Oi Neide,

Minha mãe viu uma matéria na TV sobre essa fruta e pediu para que pesquisasse, o objetivo não é consumi-lá e sim utilizá-la como anti inflamatório pois sinto muita dor na lombar e esse foi o assunto da matéria vista. Gostaria de saber onde podemos encontrar esses frutos em SP, moramos na Vila Prudente, zona leste e já procuramos em diversas feiras livres e sacolões de horti frutti.
Grande abraço, Camila Dias.

Anônimo disse...

Neide, há uns dois anos me mudei para uma pequena chácara e aqui tem uns arvores que eu não conhecia e uma delas dava uns frutos estranhos, mas ninguém sabia o nome e os antigos proprietários me disseram que também não sabiam o nome e a chamava de arvore de bola, hoje procurando uma outra fruta achei o seu site e lá estava a fruta, que agora sei o nome e melhor ainda posso come-la. obrigada!

Unknown disse...

Oi Neide,
cheguei ao artigo do seu blog (que eu adoro!) procurando identificar esses futos estranhos que encontramos caídos aos montes no Parque da Luz e saber se é comestível. Vivendo e aprendendo!
bjs
Brigitte

vania dal moro disse...


Ações terapêuticas da DILÊNIA

A sua ação terapêutica ainda está sendo estudada, mas alguns dados já são conhecidos. Popularmente é preparado uma tintura de seus frutos maduros para dores musculares e articulares. As pessoas idosas costumam aplicar externamente em várias aplicações diárias. Mas possui uma ação incrivelmente rápida em inflamações e até mesmo analgésica se utilizada internamente. Existem alguns estudos mostrando que, para o tratamento de artrose, tem se mostrado um excelente coadjuvante. Como todos sabem, as articulações são pouco irrigadas e existe certa dificuldade do medicamento chegar até ao local para poder agir. Mas com a dilênia, ainda não se sabe bem como, a sua ação é muito rápida, amenizando a dor em poucas horas.

Anônimo disse...

olá. aqui em guarulhos a dilênia virou febre, curtida (7 dias) em álcool 92' ou álcool de cereais, é capaz de eliminar dores de tendinite, articulações, como artrite e artrose e dores musculares, basta aplicar no local 3 x ao dia.
bjs elaine

Anônimo disse...

levei um galho com as olhas e um fruto à um herbário de minha cidade SP,(13.12.2012)não fui buscar.,Fiquei feliz em saber a multi- funcionalidade da Dillenia indica. Em suas pesquisas,ficou constatado se animais ,quais, nutrem de seus frutos e folhas, e qual o resultado. Gostaria de saber!.

Anônimo disse...

Olá Neide,a chuva com descarga elétrica fez-me interromper., Fica a observação: vamos difundir a ideia de...antes de sair cortando(eliminando)o que nos parece estranho,tiremos uma amostra(galho com folhas e fruto(s))e levemos a um herbário mais próximo para obtermos a identificação, assim,estaremos mantendo vivos os mil(s) departamentos da nossa DESPENSA e FARMÁCIA natural GLOBAL., O PRINCÍPIO criador colocou tudo ao nosso dispor, devemos usar nossa inteligência que DELE recebemos e fazermos uma campanha boca a boca comentando inclusive nas menores oportunidades e dando as informações de como proceder., O PLANETA agradece e nós precisamos dessa assistência contínuada. Maria P.S.

Anônimo disse...

Na Praça Barão de Japura, Região do Jabaquara, São Paulo, há uma árvore de DILÊNIA OU FRUTA COFRE, fiquei satisfeita de encontrar todas estas informações. É um árvore frondosa, linda e deixa seus frutos na praça, muitas vezes servindo de bola pra a criançada.

Liz, V.Guarani,Z.Sul, SP

Ruth Santos disse...

Obrigado pelas dicas e junto com VOCE DESCOBRI UM SUCO MARAVILHOSO !

Anônimo disse...

Aqui em Bananal existem algumas destas árvores e os frutos são colhidos e jogados fora pela prefeitura, pois são grandes e pesados e viviam caindo sobre os carros, estacionados ao redor das praças.
Elas são muito fedidas.
nunca tinha ouvido dizer que eram comestível, mas eu não me arrisco a comê-las.

Ana Vedrossi disse...

Neide em meu condominio temos á arvore do dinheiro ,pesquisamos para saber o nome, adorei todas as suas informações, é uma árvore linda também ornamental.
Todos os moradores perguntavam e queria saber o nome, então fui pesquisar adorei , pois já é uma arvore adulta com muitos frutos.
Obrigada mesmo pela sua informação.
meu e-mail - anavedrossi@hotmail.com

Anônimo disse...

Olá Neide, Fiquei muito agradecida informação! Há anos, plantei uma dessas árvores, uma muda é claro!, no sitio, sul de Minas. Quanto obtive a muda foi com o nome de "flor de maio". Assim foi chamada durante esses quase 15 anos! Agora vejo que é de abril!!! o mês tá perto, mas então a espécie Dillenia indica é ainda comestível? muito bom!!!.E todos me perguntam, e De Maio sempre foi chamada. Vou informar que é um mês adiante e vou passar as receitas também!!!valeu!!!abração, Eliana Moraes

mbvffghju disse...

Oi Neide...........vc é maravilhosa. Olha, tem um pé desta fruta cofre lá na praça em frente a Matriz de São João da Boa Vista,SP. Não sabia o que era . Fiquei sabendo por vc, que é danada da Dilênia.Peguei uma só. A arvore está carregada de frutos e o pessoal não sabe o que é......Abraços.

Adriano disse...

Ola! tudo bem Anonima do e-mail geralda_nereide@hotmail.com essa fruta tem em rondonopolis no Rondonópolis praia clube

Karla Andrade disse...

Meu pai ganhou esta fruta de uma amiga do trabalho. Eu e minha mãe sem saber o que era e qual sua importância, viemos até a internet pesquisar e achamos seu blog, que sanou todas nossas dúvidas e nos abriu um leque de idéias. Muito obrigada! Adorei!

Silvia Antunes Corrêa disse...

Sou de são Paulo e trabalho no BUFFET TOY ADVENTURE na rua Madre de Deus, na Mooca...
Na frente do buffet tem uma arvore que agora finalmente, graças a vcs eu sei que é de Dilênia...
Os convidados da festas saiem para fumar e sempre o mesmo assunto: que fruto é esse?!
Iventei que era Mangaba pois não sabia mais o que responder...até que trouxe uma fruta que caiu do pé que já esta bem alta para casa e levei para minha sogra...Minha cunhada abriu depois de varios dias pois o cheiro já estava mto forte e parecia uma planta com cerebro...kkkk...
Publicamos no facebook e logo veio a resposta de seu blog nos ensinando o que era, graças a pesquisa do Ivan Antunes a quem agradeço...Agora, quando recomeçarem as festas vamos passar a ensinar todos os convidados ao invés de chutar...adorei este blog e passarei a seguilos com freguencia...!!!!

Anônimo disse...

Olá Neide, tudo bem! fui fazer uma consulta com minha mãe no Instituto Dante Pazzanese, como estava muito cansada de ficar sentada fui dar uma voltinha pelo jardim, então vi um monte de folhas secas que pareciam cobras eu achei muito interessante o tamanho das folhas e os frisos e quando olhei para cima, vi essas frutas enormes. Não resisti, peguei uma fruta a andei por todo o hospital e ninguém sabia me dizer que fruta era então eu a trouxe comigo para Santo André e pesquisei na internet como frutas não comestíveis, então achei você, muito obrigada pela informação, foi muito útil, bjs, Miriam.

Anônimo disse...

Encontramos este blog devido a necessidade, minha mãe com artrose no joelho e aqui em Sorocaba encontramos a fruta na marginal Dom Aguirre próximo ao colégio Santa Escolastica. Por ser comestivel também, unimos o útil ao agradável. E estas receitas serão bastante utilizadas. Maga Leite