segunda-feira, 30 de junho de 2008

QUEM É CREM?


Aqui, triturado com kinkã, com beterrada e puro.

Desde a semana passada que estou tentando descobrir o mistério do crem enviado pelos amigos Rui e Mariângela, de Porto Alegre. Queria saber o nome científico da batata pré-histórica para descobrir mais sobre ela, já que não é aquela raiz forte que conhecemos (Armoracia rusticana). Desta, ganhei uma para plantar, trazida da Hungria pelos parentes da leitora e vizinha Verônika (aquela dos menininhos e a abóbora – aliás, até ontem, ela, a abóbora, estava intacta, quando a abri e fiz um creme que publico em breve).

Pois bem, esta é a raiz forte que todos conhecem:


Destas, refoguei as folhas e plantei a raiz no quintal, que já lançou nova folhagem.

Vejam a mensagem da Verônika, me enviada em abril: “olhei no meu quintal e achei duas coisas que você talvez tenha interesse: semente de vinagreira (groselha) e uma muda de raiz forte (com o calor e a umidade, dá menos raiz que na Hungria, mas dá muita folha, para saladas picantes). É preciso cuidar porque se alastra e vai ficando difícil arrancar toda ela - sempre sobra um pedaço de raiz que vai brotar na próxima chuva. Mas um sítio é sempre um sítio”. Acontece que plantei aqui mesmo no quintal. Veremos no que vai dar.

Pois é, quem me conhece sabe que quando encafifo com uma coisa sou capaz de passar horas, dias, procurando obsessivamente mais sobre o assunto. É o que venho fazendo desde a semana passada, deixando de lado até obrigações importantes. Mas chega a hora de jogar a toalha. É que o crem da mãe alemã do Rui é de outra linhagem, embora a Dona Lidia König Gassen o cultive há décadas lá em Santa Rosa-RS dando-lhe o mesmo destino do outro. Coitado do Rui, deve ter se arrependido de ter me dado as batatas. Soubesse ele que ficaria depois infernizando pra saber a origem, o nome científico, não as teria enviado. Na tentativa de aplacar logo minha chatice, mandou algumas explicações práticas, descreveu a velha Hübler que cultivava esquisitices e que presenteou o crem-cipó à mãe, apelou para o irmão, tirou fotos da batata brotando, da planta na cerca e até da mãe, dona Lidia, pra provar que o tal do crem não é rastro de onça. Mas eu quero mesmo é saber o nome em latim. O nome em latim, Rui! Ou qualquer outro nome que não sejá raiz forte ou crem.


A polpa é branca e crocante. Vai bem também ralada em saladas.
Apesar de ter o mesmo sabor e a mesma pungência da Amoracia, as folhas miúdas dão em ramos trepadores. Vejam o email delicioso do Rui Gassen:

Oi Neide
Infelizente não tenho a mínima idéia de onde veio esta versão tubérculo do crem. A versão com raiz veio da Alemanha. A minha mãe falou que ela ganhou as duas versões desta senhora que tinha coisas esquisitas em seu quintal. (talvez até as mandrágoras gritadoras). Lembro também que ela ia com uma carruagem puxada por dois cavalos para vender seus produtos esquisitos na feira verde de Santa Rosa. Eu quando eu era criança, ia no potreiro dela escondido e subia nas árvores para comer ariticum (um tipo de fruta do conde em miniatura). Também tinha medo do marido dela, um senhor taciturno, sem muitas palavras e um olho de vidro, que atravessava todo o sábado a roça de meu pai nos fundos de casa para ir jogar bocha em um clube da colônia. Ele a acompanhava na feira. Parecia um Zumbi. Infelizmente ela e seu Zumbi levaram o segredo para a sepultura. Nós a chamávamos de véia Hübler. Só consegui ir à casa deles porque a vontade de comer mangas das quais só sabia que existiam por livros do sítio do pica-pau amarelo foi maior que meu medo. Juntei meus trocados e voltei com as mãos carregadas de mangas mirradas mas maravilhosas. Tinha a idade da Laura. Não ajudei grande coisa, mas é isto aí
Abraços
Rui


De Porto Alegre pra São Paulo. Aqui a mãe do Rui, Dona Lídia König, que ganhou crem-cipó da Senhora Hübler. Deu pro Rui, que deu pra mim.

Rui apela para o irmão, sem muito sucesso:

Rui e Mariângela,
Sobre a raiz-forte. A mãe recebeu de uma senhora descendente de poloneses, do município de Getúlio Vargas, há 50 anos. Tinha dois tipos de raiz-forte: a tradicional, tipo nabo e a trepadeira, mais rústica. Seguem fotos da raiz-forte trepadeira.
Dirceu

Nas minhas procuras, achei o jeito de preparar a raiz forte comum e adaptei para nosso crem-cipó:

Piquei e processei 250 g de crem-cipó (chamarei assim na falta de outro nome, por enquanto), processei com ¼ de xícara de água gelada e 2 pedras de gelo, até ficar bem triturado. Juntei 1 colher (chá) de sal e 3 colheres (sopa) de vinagre. A uma parte dela, juntei um pedaço de beterraba e processei para ficar vermelho. Juntei mais sal e mais vinagre porque a beterraba diluiu a preparação. A uma outra porção, juntei duas kinkãs finamente picada e uma pitada de açúcar. Processei tudo.

O que vou fazer com isto ainda não sei. Comer com peixe defumado, misturar com manteiga amolecida e servir sobre batatas, usar no molho de carne, com creme azedo. Não sei. Aceito sugestões.

O texto abaixo, leia só se quiser saber mais sobre a raiz forte comum. Adaptei, me auto-plagiando, de um texto maior que escrevi para a revista Caras há séculos, mas ainda vale. Toda a explicação sobre a composição da pungência deve ser a mesma para o crem-cipó.

A planta Armoracia rusticana é originária do Sudoeste da Europa e Oeste da Ásia, mas é cultivada atualmente em toda a Europa, nos Estados Unidos e nas regiões mais frias da América do Sul. A raiz comprida tem casca fina, áspera e marrom clara, tem polpa branca ou creme. Pertence à mesma família da couve, da mostarda, do nabo, do rabanete e outros. Aliás, lembra um nabo daqueles bem fortes e também aquelas folhinhas de mentruz rasteiro.

Em alemão recebe o nome de meerrettich; em francês, raifort; horseradish em inglês e rafano ou cren em italiano. A planta conhecida como “raiz forte verde” ou “raiz forte japonesa” (Wasabi) é diferente botanicamente da Armoracia rusticana, mas assemelha-se por sua raiz também pungente. Então, agora, são três raizes-fortes de diferentes espécies, se contarmos com o crem-cipó. Pelas características da planta, acredito ser de outra família.

Quando está sendo ralada, a raiz forte libera um vapor irritante para os olhos, assim como a cebola. E isto vale para os três tipos. A substância ativa responsável é o isotiocianato alílico, também conhecido como óleo de mostarda, que irrita as terminações dos nervos olfativos, causando lágrimas e salivação. Por isso o procedimento deve ser feita sempre com a janela aberta.

Para ressaltar suas características, a raiz forte pode ser misturada com vinho branco ou vinagre de cidra e açúcar. Para um molho mais sutil e discreto, deve-se usar apenas um pouco de raiz forte para aromatizar creme azedo, iogurte ou creme batido (ou com partes iguais de iogurte e creme de leite) adicionando um pouco de açúcar, sal e um pouco de suco de limão para balancear o sabor. Nozes picadas e cebolinha constituem ótimas combinações para esses molhos. Pode ser servido com roast beef, carnes assadas, peixes, particularmente os defumados, ovos e frango. Fica maravilhoso com beterrabas ou em molho de maçã.

Como usar: lave a raiz forte, esfregando vigorosamente, divida em 3 ou 4 pedaços, e então raspe a casca e rale a quantidade que for usar aproveitando mais a parte externa. A parte central é filamentosa e insípida e deve ser desprezada. Depois de ralada, ela perde sua pungência se deixada exposta. Então, se não for usá-la imediatamente, é melhor congelá-la. Inteira, pode ser congelada por até 1 ano. Para conservá-la refrigerada, coloque os pedaços dentro de um saco de papel e depois dentro de um saco plástico e guarde na geladeira por até 2 semanas. Quando ralar, faça-o em local arejado, pois o vapor liberado é irritante para os olhos, fazendo-os lacrimejar. O óleo volátil que dá o sabor e a pungência é extremamente suscetível ao calor. Por isso, a raiz forte deve ser sempre adicionada no final do cozimento de molhos quentes, quando já estiverem mornos ou, se possível, imediatamente antes de servir. Para fazer um molho com creme de leite, para acompanhar carnes assadas ou peixes defumados, combine 1 xícara de creme de leite azedo, 3 colheres (sopa) de raiz forte ralada, 1 pitada de sal e outra de pimenta.

Nota: Graças ao comentario do Tiago Pilla, temos cá o nome da batata-crem - Tropaeolum pentaphyllun Lam. Para saber mais sobre ela, veja a página 63 desta cartilha de agrobiodiversidade.

55 comentários:

Mariângela disse...

ah há Neide! te pegamos eihn!!!
agora também estou encasquetada querendo saber mais de onde vem e como se chama o infame,oxalá apareça alguém por aqui que nos esclareça,beijos!

Gourmandise disse...

Poxa! Quantos ingredientes no mundo! Vivendo e aprendendo!
bjo,
Ni.

Anônimo disse...

Oi Neide, me ocorre que poderia ser o horseradish,Armoracia rusticana, syn. Cochlearia armoracia.
boa sorte,
Adriana

Neide Rigo disse...

Pois é, Mariângela. Vocês conseguiram! O Rui que trate de saber mais..

Você viu, Nina, quanta coisa a gente não sabe? Vamos aprendendo.

Adriana, como eu disse acima, esta não é aquela raiz forte que conhecemos (Armoracia rusticana).

Um abraço,
Neide

Rubén disse...

Prezada Neide, mudando de assunto, o que você acha da "lei seca"?
Aguardo seu comentário.
Abraços,

Rubén Duarte

Neide Rigo disse...

Caro Rubén,
Acho que se a lei anterior fosse aplicada já estaria de bom tamanho. Não precisaria deste estardalhaço todo. Quanto à mim, se como um bombom de licor, não dirijo. Se bebo uma garrafa de vinho ou uma de água, também não dirijo. Não, eu nunca dirijo!
Um abraço,
Neide

Mimosa Pudica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Pilla disse...

Olá Neide
Eu conheço essa espécie se não me engano é a Tropaeolun pentaphyllun Lam. Aqui no sul é chamada de Crem também, ela é nativa do sul da América e muito comum aqui no sul e na região de porto alegre já fotografei uma vez ali na ESEF no Bairro Jardim Botânico uma vez perto da casa do Ruy.
Ela é citada na Tese do Valdely Kinnup - PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO - CONVENCIONAIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE , RS.
Eu tenho o link da tese dele aqui não sei se vai funciona aqui pelo blog, se não der para vc baixar me fala que te mando por e-mail- tiagopilla2006@yahoo.com.br
http://sabix. ufrgs.br/ ALEPH/UJ4FDKJQX3 33L7UV4VEHVJLGQ6 5IYMMTBJJIBBPAI2 L9B9GPN7- 09965/file/ service-0? P01=000635324& P02=0022& P03=TAG

Parabéns pelo trabalho Tiago de Paula Pilla

Tiago Pilla disse...

A completando ela é da mesma família Trapaeolaceae da capuchinha Trapaeolum majus L. que é exótica e muito apreciada já na cozinha internacional principalmente as flores.
Boa semana Tiago

Neide Rigo disse...

Tiago, super obrigada. Não imagina como me ajudou. A planta e o trabalho do V. Knnup também são citados nesta cartilha de biodiversidade, página 63. http://www.scribd.com/doc/2627456/cartilha-agrobiodiversidade
(com nome científico, universal, fica tudo mais fácil!). O sabor pungente lembra mesmo um pouco as folhas e os brotos da capuchinha.
Obrigada mais uma vez, um abraço,
Neide

Turmalina disse...

Oi querida
Crem na minha família é raiz forte com beterraba no processador.
Na verdade não sei de que lado veio aquele pote cor de rosa dentro da geladeira porque minha bisavó era alemã e meu bisavô russo.

Marcia H disse...

mas se é da AS, pq é que veio da Hungria? nao entendi

Neide Rigo disse...

Oi, Márcia, deve ter ficado confuso o texto. Quando falei da Hungria estava me referindo à raiz forte européia que todo mundo conhece, a da mãe da Verônika. Está lá: "já que não é aquela raiz forte que conhecemos (Armoracia rusticana)"... A da mãe do Rui "é de outra linhagem". Espero ter esclarecido. Um abraço,
Neide

Ana disse...

Neide.
Esse post deu pano pro krem hein ??!!

Adorei....tudo.

Francielly disse...

Oi Neide, estou fazendo uma pesquisa para minha mãe sobre o crem, pois a anos ela cultiva esta planta, gostaria de saber se existe uma tabela nutricional que possa tirar algumas dúvidas.

Neide Rigo disse...

Francielly,
por favor escreva para o meu email: neide.rigo@gmail.com e conversaremos sobre isto. N

Eduardo disse...

Ola Neide, saberia me dizer aonde posso comprar uma conserva desse cream aqui em Porto Alegre ou cidades proximas???

Obrigado.

Neide Rigo disse...

Eduardo,
infelizmente não sei onde encontrar a conserva. Nem meus amigos de PoA sabem, mas dizeram que, se você quiser a batata pra plantar, eles têm. Entre em contato comigo se tiver interesse: neide.rigo@gmail.com
Um abraço,n

Anônimo disse...

Ei gostaria de uma muda de Crem-cipó. è originária do Rio Grande do Sul, acredito eu! cresce em lugares de dificeis acessos, entre pedregulhos. Ja encontrei no norte do RG. Por favor me respondam.
Meu E_mail é camargo.sergio@yahoo.com.br

Juliana disse...

Olá pessoal, minha mãe achou crem ralado com vinagre no mercado Nacional. Aqui em casa se come muito. A mãe também faz com vinagre, trazemos a raiz da cidade de Casca - RS, vovó que planta :)
bjão.

luka.san disse...

opa, oi guria, estava procurando algo sobre esse tal de ´´crem´´ e achei teu blog, tu conseguio levantar tudo isso sobre o 'crem', ah! se a EMBRAPA, te descobre, heheh
Usamos muito o tempero, os parentes trazem da serra, já pronto,em conserva com vinagre.
Muito bom.
1 abraço.

Aline Louize disse...

olá...estava procurando mais sobre a raiz forte e caí aqui...adorei sua pesquisa....minha avó chamava de KSÁN...e a melhor coisa do mundo pra comer com a raiz forte é um leitaozinho bem pururuca!!!!
experimente!!!

=D

Anônimo disse...

Hildo pede:

Alguem daí sabe se o crem misturado com mel ( uma xícara de crem e 1/2 kg de mel, tres colheres por dia) é bom para asma?

E diz: com carnes fritas é muito bom, especialmente com carne de porco.

Anônimo disse...

o nome cientifico do crem é tropaelum pentaphyllum lam procurem na net por chagas miudas no blog o jardineiro tem fotos da planta
e tao de devendo um vidro de crem em conserva rsrsrsrs
abraços a todos.
ha se o ibama me pega no mato colhendo crem rsrsrsrsr mandem email pra mim mauriciomartinsborges@gmail.com

Rodrigo Nogas disse...

Olá, estava procurando algo sobre crem e achei seu Blog.....

gostei muito das informações....

minha familia é daqui de São josé dos Pinhais (região metropolitana de curitiba), e nós cultivamos o crem... o crem que nós temos é diferente do das fotos.

sou descendente de Ucranianos (região da russia), e aprendi que o crem é vindo de lá. Porém nos descobrimos que ha uma mulher daqui que exporta crem para os Judeus.

Lança-se aqui mais uma duvida!

rodryggo_pr@hotmail.com
Abraçoo

Flavio disse...

Rodrigo e demais,

A raíz forte que conheço é usada na culinária dos judeus oriundos da Europa Oriental (Polônia, Rússia, Ucrânia etc). É preparada ralada, misturada com vinagre e beterraba. Fica uma pasta vermelha chamada Chrein (onde "Ch" é um "r" gutural, algo como Rrrrrein, puxando o "r" do fundo da garganta, hehehe). A beterraba deixa um gosto agridoce, é delicioso. Queria até saber se posso cultivar essa planta em casa, pois moro em Brasília e aqui é difícil encontrar essa raíz. Ou então, se for possível, o telefone/e-mail dessa mulher de S.J. dos Pinhais que exporta crem!

rodrigo disse...

Flavio, nao sei se ela vende mudas ou somente para beneficiamento. Eu só ouvi comentarios sobre ela...
mas me manda um e-mail com o seu endereço que eu lhe mandoi uma raiz....

abraçooo

Juma Durski disse...

Aqui em Campo Mourão - PR há batata Crem nativa.

maryjimel disse...

Ola...estava tentando encontrar algo referente ao dito crem...alguem ai sabe me dizer se e verdade que comer batata crem, funciona como remedio para os rins...?(calculos renais)ja tive esse problema muitas vezes quando ainda estava no Brasil,e agora, depois de quase 06 anos morando em Cambridge-UK, levei um susto, quando na sexta-feira passada,comecei a sentir dores e ai foi aumentando, e estou aqui,01:56 da manha...nao consigo nem pensar em dormir, pois so quem ja teve algo semelhante sabe o quanto e dolorido..e tortura demais...mesmo porque a pedra ja saiu do rin, passou pelo ureter machucando, e resolveu se instalar na bexiga,ai urina com sangue, porque com certeza deve ter machucado e muito. Mesmo com litros e mais litros de agua e cha de camolila, quase que dia e noite, nao estou conseguindo eliminar... estou sofrendo muito...entao, aqui ja vi essa batata, so que ralada em conserva,horseradish em ingles, sera que mesmo em conserva resolve,sera que faria o mesmo efeito ??? ou nao...

maryjimel disse...

Desculpe o erro ...rsrs,o cha que estou usando e de camomila...De qualquer forma, desde ja agradeco, gostei muito das informacoes que voce passa sobre o (Crem),achei muito interessante...Obrigada e um abraco pra voce Neide...Meu nome e Mary.

Rogerio disse...

Ei, acabei de te enviar um e-mail sobre o assunto mas esqueci Neide, você ja identificou a criança? Se não e tiver fotos de preferencia das flores em macro, das folhas, caule, etc, posso tentar identificar a botânica da criança.
Rogério

Anônimo disse...

bom acho que vcs estão abismados com algo silvestre sou da reigião oeste de santa catarina e aqui é silvestre usada na forma ralada posto no vinagre para se comer com carno gorda, acalma a repgnância da gordura e ajuda a não ter colesterol alto...bom isto é usada a anos, dá no mato, é nativa. a extração na forma nativa é caso de preservação. quanto ao beneficio cabe a um cientista ivestigar, pois é mais uma planta nossa, silvestre que foi para fora e volta com fama de internacional tem no mato silvestre basta reconhecer. sabe temos que conhecer mais nossa fartura. é usada aqui para coserva e quem a come tem muito mais saúde.
e picante. faz muito bem. comer um granito com crem.
o que acontece é que não conehcemos nossas plantas.
ela gosta mais de terras com pedras e arreia. produz nas encostas das matas. produz batatas pena abaixo das folhas secas...
apreciem cultivem. pois é nossa silvestre. usada a muito tempo.

amezzomo2002 disse...

Sou natural do RS, onde já o conhecia, mas também o encontrei no Oeste Catarinense, onde também residi. De lá o trouxe para o meu sítio, no litoral catarinense, onde os pássaros se encarregaram de espalhá-lo. Também é uma trepadeira ornamental, que produz lindas flores. Vejam minhas fotos: http://picasaweb.google.com.br/lh/view?q=crem%20de%20batatas&uname=Amezzomo2002&psc=S#. Creio o nome científico mais correto é Tropaeolum pentaphyllum, com "m" no final. É do mesmo gênero da Capuchina (Tropaeolum majus) e existem diversas outras espécies ornamentais (http://www.google.com.br/images?q=Tropaeolum+-majus&um=1&hl=pt-BR&tbs=isch:1&ei=3dp2TJ7-J8SWnAeCmbWdCw&sa=N&start=20&ndsp=20).

anestor.mezzomo@gmail.com

Priscila Okino disse...

Ah!!! eu queria muito, masi muito mesmo uma muda de raiz forte. Estou proucrando em tudo quanto é canto e não acho... Nenhuma amiga minha tem uma raiz perdida no seu quintal... Mas agora estou com mais um problema... quero uma muda de crem também... Será que alguém pode me ajudar? Não vale falar de mais uma raiz interessante... pri.okino@uol.com.br

Anônimo disse...

Bom pessaol,eu como um bom italiano envio a vcs como fazer um bom crem.Ralar o crem e colocar num vidro
com vinagre de vinho e um pouco de azeite,ele deve ficar bem pastoso,com um churrasco gordo ou carne de porco é otimo.tenho varios pes de crem em casa,c alguem quizer uma batatinha para plantar posso envia-la.abraço a todos.
Loiri-feliz-rs.loirisuperficie@hotmail.com

celso mantelli disse...

Ganhei duas batatas e estou tentando fazer mudas antes de plantar num terreno na chácara. A principio, em cima, elas mofaram. Espero que dê certo. Com churrasco, gordo de preferencia, uma colherinha na sopa, misturada no rizotto e na salada, fica bom e faz bem, corta a gordura. chapeco sc-

Anônimo disse...

Gostaria muito de conseguir uma muda (pedaço) de raiz forte. Se alguem puder me ajudar é só entrar em contato pelo email reactiva@compuland.com.br

Anônimo disse...

VOU COMENTAR SOBRÊ A BATATA CREN QUE É MUITO USADA RALADA EM RALO GROSSO E CONSERVADO NO VINAGRE PURO DE VINHO (DURA ANOS)E USAMOS MUITO COMO ACOMPANHAMENTO DE CARNES BOVINAS GORDAS E TAMBÉM COM FEIJÃO PRETO COZIDO COM MIUDOS DE SUINO.
SEU CULTIVO É FACIL,AQUI NO PARANÁ TAMBÉM É CULTIVADO EM CAIXAS DE POLITILENO(as antigas caixas para agua)E TAMBÉM COLOCA-SE VARIOS PNEUS DE CAMINHÃO UM SOBRÊ O OUTRO E EM SEU INTERIOR COLOCAMOS TERRA BOA NO SEGUNDO ANO PODEMOS DESMANCHAR A PILHA DE PNEU E COLHER AS BATATAS MAIORES AS MENORES DEIXAMOS PARA CRESCEREM.
BOM APETITE.

Anônimo disse...

Olá bela discussão sobre o crem. Reforço o que o pessoal falou sobre ralar e colocar no vinagre, pra acompanhar o churrasco, é assim que eu uso. Estou contatando com um professor da Agronomia da UPF, pra ver se a gente aperfeiçoa o cultivo, saindo deste lado extrativista. Com relação à capuchinha (Tropaelium majus), tenho um colega que colocava os frutinhos verdes em vinagre e consumia como picles. Muito saborosos, picantes....

nelci disse...

Oi calera do crem!Em espescial Neide, adorei os seus comentarios.Sou Nelci Endler de São Carlos/SC,e conservo muitas plantas e ervas, e as utilizo sempre.Estou pesquisando as funçoes terapeuticas do crem,quando criança minha mãe chamava de Mearehtich, mas não consequi nada até agora.E tenho crem e utilizo no dia a dia pois é muito delioso, como eu adoro comidas pigantes, ele se ecacha nos meus pratos.Mas cultivo sómente para o meu uso diario, muitos me falam que ele é ótimo para diminuir o colesterol e o tricliciridio, por isso gostaria que alguem me enviasse algo para me certificar e ter certeza das suas funçoes terapeuticas. se alguem se intersar na minha resposta me envia por email.nelcimmc@hotmail.com
um grande beijo, e por ser o dia internacional da mulher envio um abraço escial a todas a mulheres que lerem o meucomentario.
att.
Nelci

Anônimo disse...

Prezada Neide!

Estava procurando informações sobre raiz forte européia, Armoracia rusticana e o seu blog foi o único capaz de me dar informações sobre a planta aqui no Brasil. Aliás, vi que o assunto rendeu muito e por isto foi possível descobrir a existência da raiz forte cipó, Tropaeolum pentaphylum Lam.

Sou descendente de alemães e a raiz forte foi sempre muito apreciada na minha família. A minha filha mais velha adora. Mas aqui em São Paulo é difícil encontrar.

E como você, quando encasqueto com alguma coisa, vou atrás tentando descobrir os detalhes. A minha busca pela raiz forte é bem antiga. Há um mês mais ou menos, fui reler novamente o assunto raiz forte no seu blog e depois, sem maiores pretensões, digitei Tropaeolum pentaphylum no Mercado Livre, e veja só o que apareceu:
Batata Crem - Tropaeolum Pentaphyllun Lam Culinária Italiana
Raíz Forte - Comestível Sob A Forma De Tempero Para Carnes Churrasco
Vendido por uma vendedora do Rio Grande do Sul, dona Gerci.

O link é este:

http://lista.mercadolivre.com.br/tropaeolum-pentaphylum

Não preciso dizer que encomendei imediatamente, fui prontamente atendida e ontem eu plantei as batatas numa jardineira. Agora é só aguardar, tentando segurar a ansiedade.
Tomei a liberdade de escrever porque talvez algum dos seus amigos ou leitores ainda estejam interessados.
Um grande abraço
Manu

Edu ruim de escrita disse...

olá neide, procurando na net como reanimar o meu pote de crem que está ficando seco achei toda esta turma enteresada no tal crem quero comentar que como desendente de italianos e alemães aprecio muito o dito cujo com carne gorda (deve-se evitar carne gorda) na minha mesa ao lado das pimentas voce encotra o meu vidro de crem quero dar uma dica aos novos cultivadores ,já que a raiz costuma se esconder moito bem nas profundesas da terra eu tenho a seguinte dica, plantem dentro de uma bacia ou caixa dágua balde ou coisa assim fica fácil de colher não precisa fazer muito buraco legal?

Edu disse...

vou esclarecer essa dúvida a respeito de onde veio a muda do crem a origem. fui eu quem trouxe e veio lá de São Jorge do oeste paraná .!!!!! pelo menos a minha muda né!
há e ai alguem sabe me dizer como fazer a concerva de crem?

Sy disse...

Aqui na familia polonesa todos chamamos de crem esse tuberculo e usamos puro ou com beterrada, mas não faço a mínima idéia do nome 'científico' rsrs
Só sei que é a melhor coisa do mundo!

Anônimo disse...

BOA TARDE

SOU FUNCIONÁRIO PUBLICO, RESIDO EM CAIÇARA - RS, E PLANTO CREM A ANOS

LENDO AS MENSAGENS SOBRE O CREM QUERO CONTRIBUIR COM OS AMIGOS AS PEQUENAS INFORAMÇÕES CONCRETAS QUE TENHO, SÃO 8 PG. QUEM QUER RECEBER ESTAS INFORMAÇÕES MANDE PARA O MEU E-MAIL buriollacir@yahoo.com.br, mas colequem a palavra CREM porque não abro e-mail estranhos.

MartinsPF disse...

Há uns anos fui para Gaurama, perto de Erechim, no RS, e me serviram um churrasco só com carne e crem, delicioso, guardo na minha memória como o melhor churrasco da minha vida, cada um comeu quase que um vidro cada um, ralada grossa, só no vinagre, maravilhoso é pouco. Sou engenheiro agrônomo, formado pela UFRGS, já estou articulando colegas, se encontrar eu volto aqui para um rateio, posso propagar as mudas. Não quero entrar na frente de ninguém, mas se me sobrar um pedaço de raiz e quiserem me mandar também me interesso. martinspaulo@gmail.com Obrigado.

Anônimo disse...

BOA TARDE

CULTIVO CREM

E TENHO BASTANTE INFORMAÇÕES PARA TROCAR PELO E-MAIL
buriollacir@yahoo.com.br
colocar a palavra CREM para que eu abra o e-mail

Anônimo disse...

Fotos de batas do 1º ano, oriunda de mudas.



Só para demonstração do peso de uma batata de um ano.



Estas batatas mais claras são de um único pé plantado no toco de um umbuzeiro em deteriorização, a deitada é a plantada no tacho.

udo disse...

A batata Crem, é maravilhossa, gostosissima, cai muito bem com um belo sopão. pode ser usado como tempero nas saladas, inclusive na maionese. tenho plantado na minha casa em caixas. Udo

Gabriel Andrade disse...

Quando eu era menor e ia para Sinop com minha familia de vez em quando, pois meu pai tem fazenda la, passavamos em uma mega-loja da Sinuelo que fica perto de Cuiabá e lá eles vendiam um pote enorme que chamavam de crem - era essa raiz ai em pedacinhos, em conserva no vinagre - era fortissimo o vinagre e eu AMAVAAAAA isso, eu amo vinagre e adorava quando compravamos isso.

Anônimo disse...

Também tenho curiosidade em saber mais sobre o crem, eu tenho Fibrose Cística, uma desfunção pulmonar, e, usando crem ralado com mel percebi que minha condição respiratória melhorou muito.

Anônimo disse...

Quando criança lá na roça da Linha Leopoldina, uma região rural do hoje Município de Santa Tereza-RS, a gente "catava" umas batatinhas que cresciam entre as fendas das pedras; tratava-se de uma trepadeira. Essas batatinhas eram conhecias como "crem". Depois de colhidas, eram descascadas e sua polpa branca era ralada e posta em conserva com vinagre (aquele vinagre de vinho da colonia). E servia como tempero, nas comidas. Como hoje moro no Rio de Janeiro, gostaria de saber onde posso encontrar esse crem.
Ede Panizzi
ede.panizzi@ig.com.br

BIAHSAMPAIO disse...

batata-crem ou capuchinha
(Tropaeolum pentaphyllum)

Anônimo disse...

Olá, Neide. Amei o seu blog!
Quanto a essa batata, minha mãe conta que meu avô (que morava perto de Santa Rosa-RS) fazia ela ralada com nata. Vou pedir para a minha mãe a receita certinha.
Moramos em Cascavel - PR e, às vezes, tem a batata para vender no supermercado com o nome de batata-crem. É só enterrar que nasce bem fácil, e o terreno aqui não é nem pedregoso nem arenoso. Algumas pessoas aqui a usam como planta ornamental (a nossa vizinha, por exemplo).
Abraço.
Poliana

Anônimo disse...

Posso afirmar que é nativo em Laranjeiras do Sul, Paraná. Costuma ser encontrado em lugares com pedregulhos. Minha origem materna é ucraniana e conheço os dois tipos mas afirmo que aprecio mais o de batata. Minha mãe cultiva no quintal também e sempre que vou pra casa dela pego. Ótimo para colocar sobre carne de porco assada.