quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Conserva de amora verdolenga

Dizem que amora verde - ou green mulberry, caso queira conferir-   faz mal, dá barato, mas estas que usei não são verdes, são verdolengas, quase maduras já inchadas, mais ácidas que doces, ainda firmes no tato e na queda. Já tem aquela cor que vai do rosa forte ao vermelho baton, sem rastros do verde recente. Então, não devem fazer mal. E também, para surtir efeito alucinógeno, teria que ser uma grande quantidade. 

Na verdade eu já comi muita amora assim, direto do pé, verdes, verdolengas e maduras. Está certo que há certas coisas que não matam no agudo, não alucinam, mas lesam em cronicidade.  Talvez tenha sido isto que mexeu comigo e por isto sou assim, deste tipo que vai à praça colher amoras antes dos passarinhos. Mas também, quando amadurecem, é tudo de uma vez, não dá tempo de colher tudo e usar, por isto pensei em uma conserva, que fiz baseada em outras de legumes. O bom de colher amoras verdolengas é que a gente amplia a safra. Elas serão menos doces, com menos antocianinas, mas qualquer vegetal que tenha firmeza fica bom como picles. E se ainda é ácido e um pouco doce, melhor ainda.  Foi o que pensei. E deu certo.  

Mulher esquisita,  devem ter pensado os caminhantes que me viram hoje cedinho com a sacola e a Dendê. Pelo menos um outro grupo, umas cinco pessoas, uma a cada dois minutos,  não só pensou, mas concluiu depois de vencer a curiosidade,  parar, perguntar que frutas eram aquelas outras, a uvaia e a cereja-do-rio-grande, e descobrir  que estava diante de uma mulher dizendo nomes estranhos dos quais nunca ouviu falar. E tem gente assim, se nunca ouviu dizer é porque a coisa não existe. Já a amora todos conhecem, mas pouca gente tem coragem de sujar os dedos colhendo frutos maduros. Agora, de verdolengas, ninguém quer saber, é esquisito. Eu sei, eu sei, há muitos leitores do Come-se que fazem isto, mas nós somos uma minoria, acredite. Há quem olhe para você e também pense: gente é um bicho estranho. 

Conserva de amoras verdolengas-rosadas 

1 xícara de amoras quase maduras (verdolengas - rosadas)
1/2 xícara de vinagre de maçã 
1/4 de xícara de água 
1 colher (sopa) de açúcar 
1/2 colher (chá) de sal 
1 colher (chá) de grãos de especiarias (coentro, zimbro, pimenta-do-reino preta, pimenta-do-reino verde, pimenta rosa)
1 galho de alfavacão (manjericão-cravo) 

Lave bem as amoras e escorra. Numa panela coloque todos os outros ingredientes e leve ao fogo. Deixe ferver por 2 minutos, junte as amoras e ferva durante 1 minuto. Coloque em vidro aferventado e escorrido, ainda quente (o vidro e o preparado), cubra com pano e espere esfriar. Feche e guarde na geladeira para usar em saladas, no lugar de azeitonas, em manteigas temperadas etc. (o vinagre temperado também pode ser usado em molho de salada). 

Rende: 1 xícara 



Para a salada de acelga, cortei as folhas em tirinhas e temperei com um vinagrete feito com o vinagre e suas amoras, mais azeite, sal e pimenta-do-reino. Misturei tudo num vidro e despejei sobre a salada também temperada com cebolinha picada. 

Outras catanças da praça

20 comentários:

manuela teixeira disse...

Huuum! Que delícia,... Adoro amoras e quanto mais ácidas melhor.

Bjnhos e continuação de uma boa semana.

(decorarsustentavel.blogspot.com)

João Inácio disse...

Amora verde dá barato? Ah, se eu soubesse disso na minha adolescência...

Sabrina Romano disse...

Neide, mudando de amora para pitanga, as pitangueiras do meu sítio estão abarrotadas! Pássaros por todos os lados, partindo com a pequena fruta vermelha no bico e macaquinhos fazendo acrobacias para pegar as melhores! Vim procurar por uma receita de geleia mas só encontrei um comentário no qual você dizia não se lembrar de tê-la preparado, mas que provavelmente o faria como a de uvaia.

Bem, no fim das contas descarocei uma bacia enorme de frutas e usei o mix para homogeneizar; pesei, adicionei a mesma quantidade de açúcar e levei ao fogo. Ela ficou pronta rápido e arrisco dizer que pitanga tem bastante pectina, porque a textura ficou incrível! Um detalhe, os frutos se encontravam em estágios diferentes; não havia nenhuma verde, mas as absolutamente maduras ocupavam um terço do volume, e acho que essa foi a minha sorte, do contrário de harmônica e levemente ácida, acabaria com uma geléia muito doce. Vi a receita dos muffins el i o que você escreveu sobre a utilização das folhas; vou me aventurar, mas gostaria que você comentasse, quando possível, sobre os bichinhos que encontramos nas frutas e quais as precauções necessárias, se é que elas existem, de quem divide a colheita com aves e mamíferos. Um grande abraço, de uma leitora muito agradecida, Sabrina Romano.

Anônimo disse...

Neide, vou atacar a amoreira do meu vizinho nesse feriado para fazer essa receita, que me deu água na boca. Mas, que isso fique só entre nós, pois ele não vai perceber. rsrsrsrsrs
Izabel

Gilda disse...

Neide
Ganhei uma muda de cereja-do-riogrande e plantei aqui em casa.
Não conheço a árvore. Você sabe
se fica muito grande? E será que demora muito para frutificar?
Ansiedades de quem sabe que com a natureza não dá pra ter pressa. É só aprender a esperar. Abraço.
Gilda
do
plantandooverdeeoverbo.blogspot.com

Neide Rigo disse...

Manuela, eu adoro as maduras. Verdes, só assim, em conserva mesmo.

João Inácio, pois é, além de gratuita, é droga lícita (embora não conheça ninguém que tenha conseguido êxito).

Sabrina, bicho de fruta fruta é... Desde que a gente não veja, né? Não fazem mal, não. Um abraço, N

Izabel, pode deixar que eu não conto.

Gilda, a árvore não é muito alta, não. Uns 3 metros, talvez. Deve demorar de dois a três anos pra frutificar.

Um abraço, N

Ana Letícia disse...

Neide, tenho certeza que dá barato: pirei nessa receita, acredita! :p Pena que perdi a leva desse ano... Fica pra 2013 :) Bjs

reconquistar disse...

blog fantastico

reconquistar disse...

blog maravilhoso

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Anônimo disse...

Gostei, estava procurando se alguém já havia feito essa experiência louca, conserva de amora tipo picles, adorei e estranho porém irei copiar ♡ amantes de conserva

BEATRIZ RIBEIRO DE OLIVEIRA disse...

Você é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, eu me lembro um dia, que eu estava no ponto do ônibus e ouvi você falando com o seu amigo que tinha escondido a cola da professora.

Você falou tão mal da Lages, rodou todos os professores da disciplina de química orgânica 1 e só conseguiu passar em orgânica 1 com a Lages, agora você está falando bem da Lages.

Eu sei muito bem que você fica debochando da faculdade no Twitter.

Agora você publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova, publica um artigo científico. Eu sei tudo sobre você Beatriz Ribeiro de Oliveira. Eu achei inclusive o seu perfil no currículo Lattes:

http://lattes.cnpq.br/2103682075284143

 

Você também é amiga da Camilly Enes Trindade que passou colando em cálculo para farmácia usando Photomath. Diga-me com quem tu andas, que eu te direi quem tu és.

Eu estou esperando o amigo da Camilly Enes Trindade chamado Guilherme de Sousa Barbosa vir na boca de fumo que tem em cima da minha casa mandar o traficante me matar. Em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas. Já que o Guilherme de Sousa Barbosa teve a capacidade ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele, ele também tem a capacidade de mandar o traficante me matar. A vida é boa para quem faz IC, para quem não faz, só resta  morte. Eu não vou perder a minha bolsa.


ANA BEATRIZ DE LIMA disse...

Eu ainda me lembro que quando a gente estava fazendo orgânica experimental 1, você falou que queria ser professora universitária, então eu te mandei um vídeo ensinando como fazia para se tornar professora universitária, ai chegou em analítica 1, você se juntou a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando por causa de IC, eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Você nem esperou o semestre acabar para se voltar contra mim. Você cuspiu no prato que comeu.

 

Quer dizer passou colando em cálculo para a farmácia usando o Photomath, ficou com o CR 7, está fazendo iniciação científica com bolsa e ainda viajou para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC:

 

https://www.instagram.com/p/C-q8YN5uQDP/

 

 

O Laboratório de Fitoquímica e Farmacognosia - FF - UFRJ (FitoFar) aceitou que uma pessoa mentirosa e desonesta, igual Hagatha Bento Mendonça Pereira publicasse um artigo científico, esse laboratório não deve ser um bom laboratório para se fazer iniciação científica. Porque graças ao FitoFar, até mesmo você publicou esse artigo científico:

 

https://www.instagram.com/fitofarufrj/p/DVPOIHMErWJ/

 

 

Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

 

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico.

 

 

Por causa da sua queixinha que você foi fazer na coordenação da farmácia, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo, que já conclui o curso de farmácia e que nem mora mais no Brasil.

 

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

 

Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.