sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Sapucaia ou castanha-sapucaia. Espere que caia.



Prometi voltar por aqui só em janeiro, pois viajei para o Rio e pra Ilha do Marajó e deixei acumular montão de trabalho que tinha que dar cabo antes do Natal. Consegui e agora sobrou este tempinho. Prometo, depois, contar com mais calma sobre minhas descobertas amazônicas, mas não quero deixar passar a época festiva para falar das castanhas (sinto falta aqui do termo inglês nut, que engloba amêndoas, avelãs, macadâmias, pecãs etc). Como nesta semana sairam no Estadão duas reportagens excelentes sobre o tema – primeiro no Caderno Agrícola sobre nozes cultivadas no Brasi e depois no Paladar, mostrando todas as que costumam aparecer no mercado, o Come-se não pode ficar de fora. Tudo já foi dito, bem explicado, bem mostrado, apetitoso. Mas deixaram para mim a feliz oportunidade de falar justamente da sapucaia que acabei de comprar no Mercado Ver o Peso, em Belém, e da qual ninguém se lembrou (mas também, imagine os leitores ligando para o jornal querendo saber onde comprar - eu entendo).


Não sou adepta destes alimentos agora com este calorão. Não combinam com nosso dezembro tropical que pede alimentos frescos, frutas suculentas e tal. Mas já que comê-las no Natal virou tradição, fazer o quê? Falar delas. O mais louco é que mesmo aquelas cultivadas aqui não têm a safra coincidente com as festas de fim de ano. Claro, estão boas no inverno, quando deveríamos comê-las aos montes. Estas oleaginosas são colhidas aqui entre abril e junho e conservadas em câmaras frias para serem comercializadas aos poucos ao longo do ano e, lógico, mais nesta época. A gente, às vezes, nem imagina o impacto ambiental de se comer castanhas no Natal. A castanha portuguesa, esta sim, tem a safra no fim do ano. Mas, também, ela tem baixíssimo teor de gordura quando comparado a outras que deveriam ser comidas no tempo frio – 2,2% ante 66 % na castanha do Brasil e 73% na macadâmia, por exemplo.


Não sei qual é a época da sapucaia, mas esta é que não é, pois a que comprei, embora apareça aí maquiadinha na foto, estava toda fungada por dentro e eu sequer pude comê-la. Então, tem disto também. A castanha-do-brasil (antes "do-pará"), por exemplo, não raro é contaminada pelo Aspergilus flavus, aquele mesmo que produz aflatoxina no amendoim. O pior é que a gente nem vê este fungo. Quando outros mofos visíveis mostram a cara, é quase certo que ele esteja lá também. Sem falar do ranço frequente. Então, talvez seja hora de começarmos a incluir a iguaria nas festas juninas e não no natal.


Mas agora que já joguei um balde de água gelada para refrescar o natal gordo de muita gente, (sorry, de verdade), me redimo falando das maravilhas da sapucaia.
Conheci o fruto em 1991 pelo lindo e útil livro do meu fotógrafo favorito Silvestre Silva (Frutas, Brasil, Frutas). Chamada de Lecythis pisonis (ou L.usitata), a planta é da mesma família da castanha-do-brasil. Logo depois, me deparei uma sapucaieira enorme no IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e fui apresentada pessoalmente a ela pelo meu amigo e pesquisador de lá, Carlos Colombo. Colhemos algumas castanhas espalhadas pelo chão e quebramos ali mesmo, entre duas pedras, uma delas. Foi uma deliciosa surpresa. A amêndoa é crocante e macia como a castanha-do-brasil, porém, tem sabor mais delicado, leitoso, adocicado, com algo de coco. Talvez porque fossem fresquíssimas. Tinham acabado de cair.


Aliás, esta é uma das dificuldades para encontrá-la no comércio. Como as castanhas-do-brasil, suas sementes também são protegidas por um ouriço ou fruto lenhoso como madeira (usadas para artesanato – eu já tive um pilão dele, feito pelo Marcos, mas bichou). Mas, diferente daquela cujos ouriços têm que ser quebrados ou serrados, a sapucaia se abre naturalmente quando amadurece espalhando as sementes que tem que ser colhidas do chão. Ela é encontrada principalmente na região Norte, mas como se deu bem em Campinas, quem sabe frutifique também em Fartura. Vou tentar.


O engraçado é que embora eu tenha comprado a sapucaia em Belém, deu a impressão que era mais pra turista ver, uma porque como já disse, estava fungada – selada, só fui saber disto quando ela se abriu naturalmente depois de uns cinco dias, já aqui em casa. E outra porque paraense nenhum a quem perguntei a conhecia. No Ver o Peso só havia dela numa barraca. Tampouco achei muitas opções de receitas com ela, mas sei que pode ser comida crua ou assada e usada em substituição a qualquer tipo de castanha oleosa e crocante. Bolos, biscoitos, pudins, prato salgados. Imagino que uma moqueca feita com seu leite em vez do leite de coco deva ficar muito boa.


Só para lembrar: sua composição é parecida com a da castanha-do-brasil. É rica em gorduras (62%) e tem ótimos teores de proteína (22%). Como ela não é encontrada facilmente por aí, estas informações não vão mudar em nada a sua vida, mas pelo menos se um dia se encontrar perdido no interior da mata quente e úmida amazônica e especialmente nas várzeas, onde é mais facilmente encontrada, já sabe que não vai morrer de fome.

Os dois ouriços: o maior, sapucaia. O outro, castanha-do-brasil (parece que as sementes foram colocadas aí dentro - todas soltinhas)

Apesar de pouca gente conhecer, sapucaia não foi ignorada pela maioria dos grandes viajantes que rodaram por estas terras e nos deixaram relatos. Só por curiosidade, numa rápida pesquisa nos arquivos do Museu da Casa Brasileira, vejam o que encontrei (Jean de Léry chegou a confundi-la com coco!! Ah, santo google da atualidade...):


"[...] dá um fruto do tamanho de dois punhos juntos; formado a feição de uma taça, neles se encerram pequenos caroços como amêndoas e quase com o mesmo gosto. A casca desse fruto, que julgo ser o coco da Índia, é utilizada para fazer vasos que, torneados e bem trabalhados, são encastoados de prata cá na Europa."

LÉRY, Jean de. Viagem à Terra do Brasil (1555-1557). São Paulo, EDUSP/ Biblioteca Histórica Brasileira/ Martins Editora, 1972.

---------
"[...] cujos frutos são uns vasos tapados [...] cheios de saborosas amêndoas, os quais depois que estão de vez se destapam e, comidas as amêndoas, servem as cascas de grais para pisar adubos ou o que querem."

SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1590-1627). São Paulo, Edições Melhoramentos, 1954.
--------------
"Esta árvore é das grandes e formosas desta terra; cria uma fruta como panela, do tamanho de uma grande bola de grossura de dois dedos, com sua cobertura por cima [...]. Das panelas usam para grais e são de dura [...]"

CARDIM, Fernão. Tratados da Terra e Gente do Brasil (1583-1593). 2º edição, São Paulo, Biblioteca Pedagógica Brasileira/ Companhia Editora Brasileira, 1939.
-----------
" 'sapucaia'[...] dá umas pinhas, dentro nas quais se acham castanhas gostosas para comer; 'abaiba" [...] tem o sabor de figos; 'enguas'[...] doces no gosto; 'macujé', fruta excelentíssima [...] 'jambos', como ameixas brancas; 'peiti'[...] mui gostosos; 'canafístula', que se cria nos matos em grandes canudos abastecidos de sua medula."

GANDAVO, Pero de Magalhães. Diálogos das Grandezas do Brasil (1618). Introdução de Capistrano de Abreu, Notas de Rodolpho Garcia, Rio de Janeiro, Oficina Industrial Gráfica, 1930.
-------------
"As amêndoas são muito saboreadas pelos índios, que as consideram petisco, comendo-as cruas ou assadas e pulverizadas, conversadas em panelas; o próprio coco é usado como copo."

SPIX, Johann Baptiste von e MARTIUS, Carl Friedrich Philippe von. Viagem pelo Brasil (1817-1818). vol. I, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1938.
-----------
"Os frutos indígenas são numerosos e ricos, e, nas terras distantes do interior, encontram-se muitas nozes e cocos comestíveis, entre os quais nenhum é mais curioso do que o fruto triangulado da castanha do Pará [...] ou a Sapucaia [...]. Esta última é uma cápsula do tamanho da cabeça de uma criança, cheia de pequenos grãos oleosos e comestíveis [...]. Os abacaxis e as bananas de várias espécies, merecem ser citadas pela sua excelente qualidade."

KIDDER, Daniel Parish e FLETCHER, James Cooley. O Brasil e os Brasileiros (1855-1865). vol. 2, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1941.

Para saber mais:

FRUTAS COMESTÍVEIS DA AMAZÔNIA. Paulo B. Cavalcante. Cnpq/ Museu Emilio Goeldi. 1996

ARVORES BRASILEIRAS. Harry Lorenzi. Instituto Plantarium de estudos da Flora Ltda. 2000

FRUTEIRAS DA AMAZÔNIA. Vários autores. Embrapa. 1996

FRUTAS, BRASIL, FRUTAS – Silvestre Silva. Empresa das Artes Projetos & Edições Artísticas Ltda. 1991.
NA REDE: Equipamentos da Casa Brasileira – Usos e Costumes. Arquivo Ernani Silva Bruno. Museu da Casa Brasileira:
AQUI NO COME-SE outras castanhas brasileiras:
Sobre castanha de pequi
Sobre baru, texto de Janaína Fidalgo, Folha de São Paulo

31 comentários:

leila disse...

ó linda! eu comia sapucaias lá no rio, no parque do jardim zoológico, com meu pai :)

Marcel e Nina disse...

A moqueca deve ficar realmente mto boa, já fiz manjar...e ficou dos deuses!
Feliz Natal!
bjo,
Nina.

Hildeny disse...

No interior do Maranhão, região onde fui criada, existe muita sapucaia.Quando criança costumava catar as castanhas e quebra-las à sombra dos "pés de sapucaia" que eram enormes. Quando li seu texto senti saudades da minha infância.São realmente saborosas!

Fabrícia disse...

Oi Neide ....
Adoro sapucaía. Meus pais têm um pé no sítio deles. No interior do estado de SP costuma dar em julho-agosto. Muito suculentas ...... adoro!!!!
bj.

Eduardo Jardim disse...

Olá Neide!
Parabéns pelo excelente blog!
Aproveito para convidá-la a conhecer o meu (http://e-jardim.blogspot.com), que fala principalmente sobre as frutas nativas do Brasil e minha experiência de cultivo das mesmas. Temos cerca de 20 matrizes de sapucaia (Lecythis pisonis) cultivadas. Recentemente adicionei uma foto em nosso site (www.e-jardim.com), que igualmente convido-a a visitar.
Grande abraço,
Eduardo

prociand disse...

Gostaria de saber qual a eficiência do coco de sapucaia para dores articulares,ossos, coluna. Isto está comprovado? Obrigada desde já

Fernando Cunha disse...

Excelente texto, sapucaia, uma amêndoa desconhecida da maioria dos brasileiros, mas que faz parte da rica flora do Brasil. Parabéns!!!!

Rosem@r*/ disse...

Neide, vc disse que é dificil achar a tal da sapucaia mas eu acho que não é tanto assim pois moro em Guarapari/ES, cidade praiana, e meu pai sempre compra na feira, ele acha a fruta bonita e realmente ela é muito interessante (perfeitas). Pela perfeição e sabor acho que ela deveria ser mais divulgada.

Anônimo disse...

boa noite neide! sou dóra e moro em serra/e.s.quero saber onde encontrar o côco da sapucaia para ornamentar meu jardim, se alguem souber me comunique, meu email familia.seiberl@ig.com.br

Anônimo disse...

Neide,achei legal voce falar sobre a sapucaia,pelo jeito voce gosta muito das arvores,eu tenho uma arvore da "sapucaia"e eu gosto muito dela como se fosse um ser vivo(pois pra mmim e)so que o fruto da inha sapucaia e comprido e nao redondo e de outra especie?E a semente e comestivel?Gostaria de uma muda dessa sapucaia com fruto redondo,ai vou encher minha chacara de sapucaia,(inlima60@ig.com.br)
/Valeu/um abraco/Inacio

Neide Rigo disse...

Inácio,
Eu só conheço este tipo de sapucaia. E infelizmente não sei onde pode encontrar mudas. Talvez em algum viveiro. Obrigada, um abraço,
N

Denir disse...

Neide, cheguei ao seu blog procurando por imagens da sapucaia. Gostei muito das citações históricas! Dai fui consultar os arquivos do Museu da Casa Brasileira, e encontrei um mundo. Vou citar seu blog como fonte de informação, já que os interesses são comuns (árvores, livros e bibliotecas). Saudações, do Denir

Denir disse...

A propósito: seu blog é simplesmente delicioso! Parabéns!!
Denir

Neide Rigo disse...

Denir, que bom que lhe foram úteis as informações. E obrigada!!
Um abraço, N

Anônimo disse...

Que arvore maravilhosa!Moro ao lado da represa bilings,proximo da Imigrantes e tive o prazer de saber que havia uma arvore dessas na redondeza (nao sabia do que se tratava),e fui com meu irmao conhece-la e acabei descobrindo que sao duas e infelizmente nao consegui provar,porque os poucos cocos estao inacessiveis.Nao fiquei chateado com isso porque de ter conhecido uma especie maravilhosa ainda tenho a sorte de morar bem perto delas.

BLOGÃO DO ARTEMIS disse...

o que quero fazer não é comentário,eu quero adquirir uma muda de sapucaia ou sementes para fazer muda,para plantar em meu quintal, quem puder fazer este favor agradeço antecipado.

BLOGÃO DO ARTEMIS disse...

esqueci de deixar meu endereço de correspondencia, deixarei agora CEP18150000,Ibiúna SP,nome Artemis Ribeiro da Silva,quero adquirir u muda de sapucaia,ou sementes em condições de germinação,eu mesmo farei a muda obrigado pela a atenção

Anônimo disse...

Sou de Governador Valadares-MG e ao lado do meu serviço tem uma enorme árvore de Sapucaia. É enorme e quando florece fica linda, com suas flores rosas e de textura emborrachada, incrível. Pra completar minha curiosidade, cairam algumas cabaças do fruto no telhado da casa danificando nossa varanda, pra consertar foi necessário também cortar algumas cabaças pra não cairem novamente. Levei o fruto pra casa e depois de alguns dias ela abriu, mas pareçe que ainda não estão boas pra comer, parecem estar verdes. Então vou esperar mais uns dias pra ver o resultado.Ah, realmente é muito parecida com a castanha do pará.

Anônimo disse...

Olá!
Sou de Itabira/MG
No meu terreno tem pés de sapucaia e a fruta é realmente muito saborosa. gostaria de saber quais são as vitaminas e benefícios de comer esta fruta.
Obrigada
Helena

Isabela disse...

Olá, sou de São Lourenço-MG, trabalho na secretaria d emeio amb do municipio, estamos elaborando uma projeto paisagistico, e dentre as escolhidas queremos plantar a sapucaia. Ma olha mesmo neste santo google atual nao consegui descobrir onde consiguimos comprar as semente. Sabe me dizer? Obrigada e parabens pelo belo trabalho
meu e-mail é isabelamanatu@gmail.com
bjins

Anônimo disse...

Sou do interior do estado do Rio , Porciúncula morei numa fazenda onde tem um pé de sapucaia,uma semente muito saborosa,o morcego pega a semente quando abre o coco ,come o favo que prende ela dentro do coco e depois descarta a semente,eu pegava a semente no chão.

angelica disse...

Sou do interior do estado do Rio , Porciúncula morei numa fazenda onde tem um pé de sapucaia,uma semente muito saborosa,o morcego pega a semente quando abre o coco ,come o favo que prende ela dentro do coco e depois descarta a semente,eu pegava a semente no chão.

Carla disse...

PRECISO COMPRAR ESSE FRUTO COMO POSSO ADIQUIRIR COM MAIOR URGENCIA AGUARDO A RESPOSTA MEU MAIL É
dofonarj@gmail.com
meu nome é carla

Sirlei Terra disse...

Boa tarde. Um dia desses acordei cedo e fui assistir o Globo Rural. Fiquei surpresa quando vi o comentário sobre a sapucaia de pilão, pois eu moro em São Gonçalo RJ onde perto (mais ou menos), de minha casa tinha uma árvore estranha que dava uns frutos estranhos que ninguém, ninguém mesmo conhecia. Meu marido que faz artesanato, achou interessante aquele fruto, que por sinal, só conseguimos tocar na tampa da casca, porque estavam todos abertos e pendurados na árvore, só estavam no chão a tampa. Trouxemos a tampa para casa para ver se alguém nos desse uma explicação. Ninguém. A árvore ficava em um precipício de maneira que não dava para chegar perto. Assistindo o Globo Repórter, desvendei o mistério da árvore, porém, alguém (acho que um "espírito de porco incendiário"), botou fogo no morro da árvore e lá se foi a linda e misteriosa árvore. Fiquei triste, mais ainda agora que o seu blog me ajudou a descobrir que além de linda, ela também dava frutos comestíveis. Não sei nem onde conseguir sementes para o plantio.
Um abraço e obrigada por ter me tirado da ignorancia com relação a sapucaia.
Sirlei
pastora.terra@gmail.com

Raima disse...

No município de Lagoa do Mato-MA,a sapucaia é nativa, nesta época Junho/Julho elas já estão se abrindo ou seja no ponto de colher, secar e comer, com se fosse castanha do Pará.

Paulinho disse...

Ola´!Aqui em Itaipuaçu- rj.
realmente o pé da Sapucaia é lindo, tinha um no meu quintal centenário, agora só tenho o troco secou todo. O coco aproveito para fazer alguns trabalhos, bem criativo. A castanha é muito saborosa e afrodizíaco.No meu condomínio ainda existe alguns pés de sapucaia, É isso ai.

Anônimo disse...

Olha vc não sabe a riqueza que achou em Belém,deixa eu te contar, minha diabete estava lá para quantas e quase já não enxergava e remedio nenhum controlava,soube da sapucaia fui no ver-o-peso e comprei antes me ensinaram como usar, não a castanha mais sim a casca dura da mesma,tomei como agua não tinha gosto de nada,cada vez que sentia sede tomava,meu amigo fui fazer exame minha diabete estava normal e não aumentou mais depois disto,agora tomo um mes sim outro não está controlada,.graças a Deus que colocou esta fruta em meu caminho,.tem muitas pessoas de s.paulo e rio de janeiro e sudeste que controlam a diabete com esta sapucaia.se quizerem ensino como fazer o chá.SÓ ESTOU POSTANDO ISTO POIS TEM MUITA GENTE SOFRENDO COM ESTA DOENÇA,NÃO SEI SE VAI AJUDAR AS OUTRAS PESSOAS MAIS A MIM AJUDOU E ESTÁ AJUDANDO.

Abraços.
Paulo Santana
paulonalma@gmail.com

Claudia Volotao disse...

Tenho sapucaia no sitio do meu pai,interesante que so soube que podia come-la, ontem pesquizando sobre ela.Realmente e parecida com a castanha do para.
Claudia.

Crédito Pessoal SP disse...

Emprestimo Pessoal

Empréstimo Pessoal

Crédito Pessoal
Credito Pessoal

Emprestimo Pessoal

Refinanciamento de Imóvel

Empréstimo com Garantia de Imóvel


Crédito Pessoal

Empréstimo Pessoal

Empréstimo Pessoal
Refinanciamento de Imóvel

Empréstimo com Garantia de Imóvel

https://plus.google.com/107413812999308203610
Acesse nossa Pagina no Google+

Anônimo disse...

ola adimiradores da sapucaia inclusive Helena de itabira. sou Mara caminhoneira, e moro em Betim. Gostaria mt de obter o coco da sapucaia e nao a poupa. Podem me ajudar?

maraari@hotmail.com

kleibinho disse...

Eu fico curioso como a publicidade nos influencia. a sapucaia está presente em quase todas as regiões do brasil, aqui em minas e no sudeste e nordeste em geral são tão nativas qto na amazonia, ela é a verdadeira castanha do brasil, no entanto não tem a mesma publicidade da sua prima amazônica a castanha do pará que só dá na amazonia. tem sabor parecido que causa discussões sobre qual é melhor e tem o fruto maior e vitaminas e acidos graxos semelhantes, mas mesmo sendo nativa na maioria das cidades brasileiras ninguém conhece.