sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Come-se em Ribeirão. Zio Totó!

Não posso nem dizer que conheço Jaboticabal, onde estive antes de ontem para dar uma palestra no Senac. É que desta vez tive que optar entre conhecer uma nova cidade ou rever velhos amigos. A decisão foi óbvia. Rosa e João moram em Ribeirão Preto, que fica do lado, e eu estava morrendo de saudade. Podemos ficar anos sem nos ver, o que não é bom quando se trata de amigos tão queridos,  mas é como se estivéssemos sempre por perto. Somos amigos desde a faculdade, quando morávamos no Crusp (o conjunto residencial da USP) nos anos 80.  Os dois casais já tinham filhos. Marcos e eu, Ananda;  Flora e João, a Flora (depois vieram Estela e Gabriel). Já naquela época, os dois largaram tudo por aqui e foram viver em Ribeirão Preto, onde Rosa tinha família que tocava uma trattoria (a Zio Totó), aberta pelo pai siciliano autêntico, Dom Calógero Provinzano. 


Os dois abriram a própria pizzaria Zio Totó e trabalharam muito para torná-la o sucesso que é hoje. A trattoria continuou nas mãos da família, comandada hoje pela Rosana, outra filha do Dom Calógero. O filho, Rômulo, também abriu sua pizzaria por perto. De modo que Zio Totó (o nome é uma homenagem carinhosa ao tio italiano) está presente em três endereços em Ribeirão, como exemplo de dedicação familiar.


Eu posso ficar anos sem ir pra lá, mas sei sempre o que vou encontrar e tenho saudade daquelas pizzas de massa fina e crocante, bem ao modo do povo do norte italiano, contradizendo propositalmente a origem siciliana de Dom Calógero, que já morreu (a pizza de massa grossa é mais comum no Sul).  João faz pessoalmente as compras de ingredientes frescos todas as madrugadas. Assim, pizzas de brócolis, abobrinhas e escarolas não escondem o frescor quando combinadas com queijos de ótima qualidade que eles fazem questão de usar (nada daquelas mussarelas feitas de batata). 


Os dois amigos foram comigo para Jaboticabal e na volta, já tarde da noite, passamos na pizzaria - o momento mais aguardado.  Para os de casa, além da pizza, um pouco de comida de brigada.  Naquela noite, por sorte, teve  jiló refogado com bastante salsinha. Divino. E salada farta. Nada que desviasse o desejo da pizza que chegou dourada, perfumada e muito quente sob a tampa que brilha prata. As minhas preferidas: de brócolis, de abobrinha grelhada (receita da Rosa, impecável) e de alho poró. Se ficasse mais uma noite, também teria a de escarola. Como diz o Marcos, eu gosto de pizza de mato.  João abriu um vinho e terminamos a noite assim. 


Quando estiver em Ribeirão, dê uma passada na pizzaria da Rosa e do João, que fica na Rua Marechal Deodoro, 16. A pizza é muito boa, o lugar é lindo, com jardim iluminado e mesas ao ar livre, com preços bem camaradas quando comparados com São Paulo e ótima acessibilidade para cadeirantes.  Os dois estão toda a noite por ali, quase sempre no caixa ou no salão. E se faltar garçom, João não se faz de rogado - veste o avental e vai te servir.  


Veja também os endereços dos irmãos Rosana e Rômulo: www.ziototo.com.br 

Jiló, só para os da casa. Sorry!


A de brócolis. Nhac!

Fiquei impressionada com o brilho do alumínio areado, como prata.

Desta vez,  Jaboticabas só estas da casa dos amigos. Mas, Jaboticabal, um
dia eu volto com tempo pra te conhecer melhor! 





E R