sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Maracujá da Caatinga. Geleia



Só no livro "Frutas Brasileiras" de Lorenzi, H e outros, há mais de 20 tipos. O maracujá que ganhei tem esta flor na página da esquerda.
Estes maracujás-da-caatinga, também chamados de maracujás-do-mato ou maracujás-mochila, vieram de ônibus, de Santa Luz, na Bahia, até esta terra onde não são encontrados. São do sítio do pai da Eliane, que trabalha aqui em casa. Cultivado, não é aqui nem lá. Dá no mato. Ninguém ligou muito pras frutas na casa dela, por isto me trouxe. Foi o que disse. Disse também que na terra dela agora todos preferem suco de maracujina, que é o maracujá comum, que domina as plantações de norte a sul. E pensar que só no livro do Lorenzi são 26 os tipos que contei. Depois que a tal maracujina chegou por lá, ninguém mais quis saber destes pequenos e ácidos - chamados também de maracujás-de-boi. Este, sim, o boi, passa bem, afinal, apesar da palidez, pouca doçura e muita acidez, a fruta é extremamente saborosa e perfumada. A Coopercuc já faz geleia com ele e exporta, num bonito trabalho de valorização destes frutos da Caatinga. Talvez possa ser encontrada aqui em São Paulo, no Empório Chiapetta.
Como não eram muitos os frutos, fiz uma geleia-marmelada, usando também a polpa, que foi cozida junto com a casca e sementes. Aqui, a receita:
Geleia de maracujá-da-caatinga:
lave bem 6 maracujás-da-caatinga e corte-os ao meio. Coloque-os numa panela e cubra com água. Deixe cozinhar até ficar com a polpa bem macia. Se precisar, junte mais água, para sobrar um pouco. Passe tudo por peneira, retendo a pele e as sementes - guarde algumas para juntar à geleia. O conteúdo peneirado deve render 1 xícara. Coloque o mesmo volume em açúcar numa panela com a polpa e leve ao fogo, mexendo de vez em quando, para não grudar no fundo, até ficar com consistência de creme espesso. No último momento, junte um pouco de semente, só para embelezar, já que são mais duras que as do maracujá. Espere amornar e despeje num pote de vidro. Guarde tapado na geladeira, para comer com queijos, biscoitos ou pães. Doce, azedinha, cheia de sabor...
Rende: uma xícara de geleia

Para fazer o suco
, é só bater a polpa no liquidificador com água gelada, coar, adoçar e glupt!

10 comentários:

Joice disse...

Essa geléia está com uma cara ótima. Mas eu amei foi a colher da geléia. Que mimo mais delicado! Parece aquelas heranças de avó.
Ótimo fim de semana pra você, Neide.

remall disse...

Vou colher alguns e tentar fazer a geléia. Lá em casa na roça tem muito.
Nunca provei nenhum, como o pessoal da Bahia também uso o maracujá comum, que também tenho plantado.
Com esse maracujá do mato, só usei para fazer remédio, bom demais, para dor na coluna.

Marmita disse...

Que soculento.. nunca vi um maracajá desses em portugal.. gostava de provar esse doce!

beijo da marmita

Roberta Sá disse...

Neide
Estaria aí a resposta que precisamos?

Beijos

Neide Rigo disse...

Roberta! Acho que está, sim. A Eliana é daquelas bandas da Caatinga. Vamos investir nisto?
beijos, N

Unknown disse...

Tenho quase certeza que o vô do meu namorado mandou um desse pro meu sogro plantar. :D

Agora que eu soube que é azedinho, deu mais vontade ainda de provar.:)

Flora Maria disse...

Oi, Neide:

Cheguei até aqui através do blog da Rute - Publicar para Partilhar - e fiquei encantada com suas histórias, sua vida, seu trabalho, suas receitas!
Adorei a história do baile e sua determinação em aceitar o que era, o que tinha, de onde vinha - coisa difícil para quem é jovem e precisa da aprovação da tribo !

Aqui no sítio onde moro, tem um maracujá, que os vizinhos dizem ser nativo, e que deve ser um dos tantos que existem por aí. Ele é pequeno, com a casca escura, e o sabor é doce e mais suave do que o tradicional que compramos nos mercados.

Parabéns pelo blog !

Beijo

Anônimo disse...

Neide, você tem semente desse maracujá? Eu gostaria de plantar no meu quintal. Moro em Araçoiaba da Serra inteiro de São Paulo, conhece?

Paulo Daniel disse...

Oi Neide, para o maracuja "comum", recomendas alguma alteração na receita ou posso fazer do mesmo jeito??

Abraço

BRUNA COELHO DE ALMEIDA disse...

Você publicou 3 artigos científicos e não conseguiu nem passar em bioestatística, teve que pedir quebra de pré-requisito para fazer farmacoepidemiologia, quer dizer colou à beça durante o EAD usando o Photomath e quando as aulas presenciais voltaram, você não conseguiu passar e ficou reprovada.

Os artigos que você publicou foram esses:

 

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1773224725004502?via%3Dihub

 

https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/17425247.2025.2514715

 

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1773224724006178?via%3Dihub

 

Eu também o seu perfil no currículo lattes:

http://lattes.cnpq.br/5568912774142722

 

No semestre passado, você ainda estava fazendo farmacologia 2, eu já passei em farmacologia 3 e você ainda em farmacologia 2, sendo que você publicou 3 artigos científicos, o que aconteceu para você ainda estar em farmacologia 2, você não conseguiu usar o Photomath em farmacologia 2?

Eu ainda me lembro que em PCI2, quando você foi falar com a professora de anatomia, a Gabriela Pinheiro para baixar a minha nota, você já tinha nota para passar não tinha nada que falar com a professora para ela baixar a minha nota.

O pior é que você é bonita, o que você tem de bonita, você tem de malvada.

Você ainda está fazendo habilitação em homeopatia na farmácia universitária (Laboratório de Manipulação Homeopática Profª Marta Cortês Duarte, será que você usa o Photomath neste laboratório também?

Por causa da sua queixinha na coordenação da farmácia junto com o Gabriel Vasconcelos de Lucena, a Camilly Enes Trindade e a Julia Tavares Azevedo, algum FDP da coordenação da farmácia vazou as minhas informações pessoais para alguém que nem me conhece e nem estuda mais na UFRJ.

Manda o seu amigo, o Guilherme de Sousa Barbosa me matar, se ele teve a capacidade de ameaçar me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele, ele também tem a capacidade de me matar. Melhor mandar ele vir na boca de fumo que tem aqui na minha rua manda os traficantes me mataram, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fica vendendo peças furtadas para os bandidos fazerem barricadas.

Você ainda fez estágio no Instituto de Engenharia Nuclear, Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica, Laboratório de Hemostasia Experimental, Laboratório Goloni, Laboratório Veterinário Haima, Laboratório de Desenvolvimento Galênico. Será que o pessoal desses laboratórios sabe que você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath?

Agora você vai se formar como farmacêutica, graças à cola, graças ao Photomath.

Você é a prova que uma pessoa burra, que passa colando na prova usando o Photomath, pode se dar bem na carreira científica, pode publicar três artigos científicos, pode apresentar trabalhos em vários congressos e simpósios diferentes e ficar ganhando dinheiro, graças ao CR 7 que você conseguiu por ter passado colando em cálculo para a farmácia usando o Photomath.

Você é Bruna Coelho de Almeida representa o que a UFRJ tem de pior.